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10/04/2014

Tour Gastronómica SANA Hotels #4 - O Lisbonense

No fim-de-semana passado terminámos a nossa tour gastronómica por alguns dos hotéis do grupo SANA nas Caldas da Rainha, naquele que é, para nós, o mais bonito dos quatro hotéis que visitámos.  

O SANA Silver Coast Hotel dá agora nome àquele que foi, em tempos, o Grande Hotel Lisbonense, de elevada importância histórica na região do Oeste e, concretamente, na cidade das Caldas da Rainha que recebia nos anos 70 do século XIX inúmeros visitantes vindos da capital, incluindo a família real.

Hoje, remodelado e novamente aberto ao público, o hotel emprestou o seu histórico nome ao restaurante comandado pelo chef Vasco Sampaio. Experiente na gastronomia portuguesa, tem trabalhado pelo país descobrindo as nossas raízes e tradições, aplicando depois os conhecimentos às suas cartas, que procuram ser sempre pautadas por produtos regionais. 

Como teaser da carta Primavera/Verão do restaurante, provámos o amuse bouche do dia, um crocante de sapateira e legumes, algas salteadas com sésamo e um coulis de manga, de inspiração algo asiática, cozinha que é também de eleição para o chef.


De seguida, deliciámo-nos com uma entrada que combinou cogumelos selvagens e requeijão. Os cogumelos, cada um com textura e sabor diferentes, foram completados com um creme de requeijão morno que homogeneizava o prato. Com uma apresentação cuidada, resultou num prato bastante agradável.


O prato principal combinou dois sabores do mar: linguado e lingueirão, com um molho de pimentos e rebentos de lentilha, se é que assim lhes podemos chamar. Além de uma apresentação sublime, o linguado era muito fresco, sendo este um prato principal verdadeiramente delicioso que nos deixou curiosos em relação à restante carta.


O pomar e a horta, foi o conceito da sobremesa criada pelo chef Vasco Sampaio. Para o João, uma das melhores sobremesas que já provou: gelado de poejo, tomate cherry doce e pó de azeite aromatizado, a acompanhar um bolo quente de maçã de Alcobaça, amêndoa e côco. 



De resto, destacamos o couvert, com pão fresquissímo (o de sementes era mesmo muito bom), e uma manteiga de pimentas muito saborosa!

O atendimento foi simpático e o espaço do restaurante é igualmente agradável.


Raquel e João


Morada:
Av. Dom Manuel Figueira Freire da Câmara
2500-184 Caldas da Rainha

Telefone:
262 000 600

16/12/2012

restaurante - Abre Latas

Em Leiria conhecemos mais um restaurante em que as conservas (tão na moda) são a marca da casa: o Abre Latas.

Num espaço engraçado - que de Verão ainda fica mais agradável se se puder utilizar as ruínas em frente, onde já vimos umas mesas postas -, o restaurante fica bem no centro de Leiria. 

Azar ou não, ficámos demasiado tempo à espera de ser atendidos e servidos, sobretudo se tivermos em conta que não é propriamente necessário preparar conservas... Entre pedidos que ficavam esquecidos, como o pão, essencial para ir comendo (que entretanto acabou, pelo que se teve de esperar que outro fosse descongelado), a demora acabou por retirar pontos ao Abre Latas. No final da noite pediram-nos desculpa pelo serviço, o que melhorou a imagem com que ficámos.

A carta é à base de conservas portuguesas (como atum, bacalhau, sardinhas, petinga, truta e cavala), queijos e enchidos. Seguimos a sugestão que nos foi dada e pedimos uma conserva de atum em molho cru, que era bastante agradável. Experimentámos uma de cavala e pedimos um chouriço que veio a arder para a mesa, que era saboroso. A acompanhar tudo isto um vinho da casa, perfeitamente aceitável. 

O preço foi o habitual para conservas, que nunca é propriamente barato, pagando-se sempre um extra pelo serviço.

Se quiserem um jantar descontraído ao som de boa música ambiente, é um sítio a experimentar, mas o melhor é ir cedo para ter mesa, ou só vos sobra uma junto da porta, constantemente a ser aberta.


Raquel


Morada:
Rua Barão Viamonte (Rua Direita), nº 27
2410-262 Leiria

Telefone:
24 483 74 12

03/10/2012

restaurante - Blue Jardim

Nas nossas regulares idas a São Pedro de Moel não costuma faltar uma visita à Nazaré, mais concretamente ao café/restaurante Blue Jardim. O facto de fazermos cerca de 20 Km entre um sítio e outro tem razão de ser.

A comida é boa, barata, o espaço acolhedor e o atendimento simpático. Dito isto, o texto poderia terminar aqui, visto que estão reunidas todas as condições para fazer de um estabelecimento um bom restaurante, mas vamos a pormenores...

Quem gere a cozinha e o espaço é um simpático casal francês, que faz da comida aquilo que, em última análise, esta deve ser: simples mas com sabor, sem complicações e falsas aparências. Aquilo que lemos na carta é o que nos vem parar à mesa. 

Confessamos que nunca nos aventurámos noutros pratos, como os bifes e massas e ainda outros de origem francesa, e que optamos  sempre pelas pizzas. Mas diz quem já provou que são igualmente bons. Não sabemos se será por preguiça que não experimentamos uma coisa diferente ou se simplesmente preferimos não «mexer» naquilo que está bem... É garantido que as pizzas são boas e nunca nos desiludem. Quando se vai a um sítio, frequentemente, para comer a mesma coisa, há-de ser um bom sinal!

Quando lá vamos, pedimos uma pizza royal (para o João), com molho de tomate, cogumelos, fiambre, azeitonas e gema de ovo no meio, e uma atlântica (para a Raquel), com base de natas, salmão fumado e uma rodela de lima. A pizza é individual, com tamanho digno desse nome, pois chega perfeitamente para saciar a fome e apetite de uma pessoa. A massa é boa, e embora o forno seja eléctrico, mais parece de lenha.

Tendo em conta os preços que vemos por aí, pode dizer-se que estas pizzas são baratas, a rondar os 6 e 7€ (há mais baratas na carta).

O espaço é pequeno, acolhedor e com uma decoração simples mas agradável, com uma mini esplanada onde estão duas mesas com bancos corridos. 

O atendimento é simpático, despretensioso e informal, o que é de esperar dada a juventude de quem nos serve.

Tem ainda a vantagem de normalmente estar aberto até tarde. Se já passar das 22.00h e tiver fome não hesite em perguntar se ainda servem, o mais provável é que a resposta seja afirmativa.


Raquel e João


Morada:
Rua Gil Vicente, nº 67 B
Nazaré - Leiria

Telefone:
26 256 10 73

12/06/2012

restaurante - Taverna do Palaio

Este fim-de-semana fizemos uma descoberta bastante agradável. Depois de várias idas a Leiria e de muita indecisão quanto a restaurantes a experimentar na zona, arriscámos ir sem rumo marcado e batemos na porta certa.

A Taverna do Palaio (clicar para aceder à página de facebook), no centro de Leiria, conjuga dois aspectos essenciais para uma refeição agradável: o espaço e a comida.

Assumindo-se como uma casa de fado&wine, a Taverna do Palaio apresenta uma lista de petiscos completa, dos que não podem faltar na ementa de um espaço que se intitula de taverna: queijos, enchidos (morcela de arroz, farinheira, chouriço, alheira), moelas, pica-pau, salada de ovas, etc. A lista fica completa com pratos quentes, sobremesas, e uma carta de vinhos, a copo ou garrafa, com nomes mais banais e outros mais apelativos.

Optámos por uma mista de queijos, que poderia ter mais qualidade; uma farinheira, enorme e sem ponta de gordura; e uma salada de ovas deliciosa. Dividimos um prato, peito de pato com laranja, que talvez não tenha sido a melhor opção. Pareceu-nos que não foi cozinhado da maneira adequada, estava um pouco chamuscado por fora e tinha falta de tempero. O arroz que acompanhava o pato, por outro lado, era muito bom! As outras opções seriam um bife de três pimentas, alho francês à brás, açorda de bacalhau, entre outros.

A sobremesa foi uma agradável sugestão que não estava na lista: pudim abade de priscos caseiro acompanhado de uma espécie de glacê de frutos vermelhos, cuja combinação de sabores equilibrava bastante o doce e o ácido.

É de sublinhar a generosidade das doses!

A taverna é espaçosa, procurando através da decoração de tons escuros e da luz ténue envolver-nos num ambiente intimista que convida a conversar e demorar.

As noites de fado são um atractivo da casa, muito embora não tenhamos ido em dia de espectáculo.

O atendimento é simpático e nada demorado, caindo um pouco na informalidade e à vontade, que parecem estar na moda em locais do género.

O preço é adequado, rondando os 15 € por pessoa, sendo que o que encarece o jantar é pedir uma garrafa de vinho.



Raquel



Morada:
Rua Barão Viamomente (Rua Direita), nº 48
2400-261 Leiria

Telefone:
91 322 59 40

22/03/2012

restaurante - A Fonte (o melhor arroz de polvo do mundo)

Os restaurantes são conhecidos pelos mais diversos motivos, por terem ementas exóticas, por serem espaços originais e experimentais, pela decoração, pelo preço ou pelos seus chefs. Há também restaurantes cuja fama provém de um só prato.

Um desses casos é o restaurante A Fonte, em São Pedro de Moel, perto da Marinha Grande.

Apesar d' A Fonte ter uma ementa variada, com peixe fresco, alguns pratos de carne e um bom arroz de tamboril, tem algo muito melhor do que isso tudo. Tem um prato que é o prato dos pratos! A Fonte serve o melhor arroz de polvo do mundo!

Por 20€, este restaurante serve uma dose generosa para duas pessoas, num recipiente de barro. O arroz de polvo, que chega à mesa ainda a ferver, é divinal, com os temperos certos e a cozedura do polvo sempre no ponto. Com vinho branco a acompanhar é garantida uma refeição muitíssimo agradável, sendo que depois é possível dar um passeio por São Pedro de Moel, uma zona de praia  muito bonita e com muita personalidade, da qual haveremos de escrever.

Apesar de o restaurante não ter a seu favor o espaço e a decoração, todos os aspectos menos positivos são imediatamente esquecidos quando, meia hora depois de pedir (quem tiver pressa pode pedir com antecedência), chega à mesa o arroz de polvo, o melhor do mundo!


João e Raquel


Morada:
Praça Afonso Lopes Vieira, nº5
São Pedro de Moel
2430-504 Marinha Grande

Telefone:
24 459 94 79