22/10/2015

novidades e sugestões - O Apartamento

Este nosso regresso a meio gás não é por falta de tema, de novidades para partilhar, coisas giras para fazer e coisas boas para comer, é mesmo falta de tempo.

Passemos ao que importa: queremos "inaugurar" o nosso regresso com O Apartamento. Tropeçámos neste projecto por acaso na imprensa. Um apartamento aberto ao público, com eventos gastronómicos? Despertou-nos a atenção. 


O Apartamento é mais do que um espaço onde se serve comida, é muito mais do que isso. É o equivalente a uma folha em branco, onde tudo pode acontecer. Desde jantares e almoços, lançamentos de livros e produtos, apresentações, pop-up stores, exposições, sendo possível ainda alugar o espaço para sessões fotográficas. 


Para além da versatilidade e deste leque alargado de serviços que o espaço proporciona, tem ainda uma importante componente cultural devido às residências artísticas, que promovem o intercâmbio de artistas e designers de vários pontos do globo. N'O Apartamento, a cada três meses, um artista pode ser acolhido durante duas semanas para desenvolver projectos em parceria com outros artistas/colegas portugueses.

Foi com um American BBQ que decidimos bater a esta porta pela primeira vez. O conceito interessou-nos, o menu deixou-nos a babar, e a ideia de estarmos num almoço alancharado com pessoas que não conhecemos de lado nenhum pareceu-nos engraçada.

Já passava das três da tarde quando tocámos à campainha do 5º direito do número 1 da Avenida Duque de Loulé, entre o Marquês de Pombal e o Saldanha. Pelo intercomunicador perguntaram quem era e nós respondemos "viemos almoçar".

Abriram-nos a porta e cumprimentaram-nos. "As malas e casacos podem ficar no quarto". Malta bem disposta e simpática, um ambiente descontraído, muito genuíno e natural num espaço agradável, cheio de luz. 




A Teresa, que foi o primeiro bebé a entrar n'O Apartamento, andou de colo em colo para nós conseguirmos provar as delícias que o chef Nuno Bergonse preparou na varanda, com vista sobre os prédios do centro de Lisboa (só de me lembrar, estou a ficar com água na boca). Imaginem entrecosto macio e tenro previamente marinado num delicioso molho barbecue, maçarocas grelhadas com manteiga e alho, e uma sandwich de porco desfiado com pickes... A acompanhar, Bogedal, cerveja artesanal dinamarquesa, e sumos naturais. 



Na cozinha, de serviço a lavar a loiça, estava Armando Ribeiro, fundador do projecto e director criativo. 

Conhecemos pessoas interessantes, incluindo um casal holandês que descobriu este evento também por acaso, ele ilustrador e designer, ela da área da comunicação. A sensação de estar ali é a mesma que se tem quando um amigo nos convida para um jantar/festa em sua casa, em que não conhecemos a maioria dos convidados, mas acabamos por estar à conversa e conhecer gente porreira.

Para finalizar, banana grelhada com toffee e laranja e pêssego grelhado acompanhado de gelado de baunilha, ambos muito muito bons. 

Nós, que fomos de máquina fotográfica preparada, acabámos por não registar nada. Lá está, a genuinidade do momento tornou o recurso à fotografia algo forçado...

É de ficar de olho neste projecto e, sobretudo, nos eventos gastronómicos. Brevemente há novidades com o chef Kiko Martins.


Raquel

Nota: todas as imagens foram retiradas daqui

02/09/2015

Voltámos! E estamos diferentes!

9 meses passaram desde o nosso último post, publicado numa altura em que já escasseava a vontade de continuar com este blogue. Falta de tempo, entusiasmo, outros projectos e, a partir de 29 de Janeiro, uma bebé (a Teresa) de quem cuidar. Como manter um blogue destes se na maioria das refeições a comida arrefecia e era devorada antes que ela acordasse? (o microondas é o melhor amigo dos pais!).

A verdade é que começámos a crescer e a mudar, e começámos a deixar de nos rever em algumas das coisas que aqui escrevíamos, sobretudo a forma como as transmitíamos. Percebemos que queríamos ser mais espontâneos, mais reais, que ficassem a conhecer mesmo aquilo que gostamos.

Aos poucos, a vontade de voltar a este espaço começou a aparecer, timidamente. Depois percebemos que apesar de várias refeições frias ou pré-feitas, não perdemos o gosto pelos sabores, por passear, por ver coisas novas. Agora que as rotinas já estão melhor estabelecidas, agora que já temos mais tempo para nós, a cozinha voltou a ser um lugar de convívio agradável, de experiência. Voltámos a ter tempo e vontade para experimentar sítios novos, voltar a locais habituais, arriscar numas férias a três.

Algumas imagens das primeiras férias em família, em Maio.






Voltámos, mas voltámos mais soltos. 

Para celebrar o nosso regresso, começamos por confessar-vos o nosso guilty pleasure: Mc Donald's, muito Mc Donald's! Se vos confessássemos que houve uma altura em que íamos buscar nuggets, menus double cheeseburguers e molhos e o diabo a quatro, duas ou três vezes por semana... Fazia algum sentido, depois disto, andar a partilhar receitas elaboradas com reduções de vinagre balsâmico?

Basicamente, queremos escrever com menos "cagança", menos "pruridos". Queremos continuar a partilhar convosco receitas, ideias de sítios onde comer, mas também sítios onde ir, exposições a visitar, lugares a conhecer. Queremos que percebam que somos um casal normal e que muitas das vezes não partilhamos receitas porque decidimos ir buscar comida fora (temos uns sítios bons para partilhar convosco), ou porque resultou mal, ou porque simplesmente fizemos uns ovos mexidos. Ou porque fomos ao Mc Donald's.

Só para terem uma ideia, no dia em que fiz um baby shower com amigas e irmãs, o João decidiu ir jantar e beber copos com os amigos. O objetivo dele era comer na tasca mais nojenta de Lisboa (e conseguiu, falaremos sobre isso a seu tempo).

A boa vida não é só feita de risottos, carnes maturadas e vinho caro. Também é feita de "copos de 3", fritos e fastfood!

E porque Setembro é sinónimo de recomeçar, mudar, não quisemos deixar de ter uma imagem nova, mais à medida de quem somos agora, do que queremos ser. Desafiámos a muito querida, simpática e talentosa Ana Gil, que aceitou o desafio na hora e nos presenteou com um trabalho lindo, lindo, lindo! Obrigada, Ana!

Não se admirem de encontrar isto em obras durante uns tempos, vamos alterar uma coisas aos poucos.

Raquel e João

03/12/2014

restaurante - O Forno

Uma hora de viagem para ir comer uma sopa pode parecer disparatado.  Disparate esse que vale muito a pena quando se trata da sopa da pedra de Almeirim, mais concretamente do restaurante O Forno.
Em frente à praça de touros de Almeirim, este restaurante que partilha a rua com muitos outros, acolhe "peregrinos" de todo o país. Chegam em excursões de autocarro, em grupos de motards, em família ou em grupos de amigos. A motivação é a mesma: devorar sopa da pedra.
Se julgam que já viram um restaurante grande, desenganem-se, pois este tem duas salas enormes repletas de gente faminta e uma cozinha gigantesca à vista, para saciar os comensais. 
A dita sopa tem tudo o que é preciso: carnes pobres e gordas, enchidos vários, feijão, batata e um caldo de fazer chorar. Os coentros frescos e o picante dão um toque de sabor especial.
Especial mesmo é a conta no fim, uma dose bem servida por apenas 4,60€ (senhores do restaurante: se nos estão a ler, não vale aumentar o preço!). Afinal, não é assim tão disparatado o desvio, já que tudo somado, refeição, combustível e portagens, resulta no preço habitual de uma refeição fora de casa.
Sinceramente, nem sabemos dizer o que mais consta da ementa, mas reparámos que havia quem comesse uns grelhados e qualquer coisa de bacalhau. A quantidade de sopas que se vê servir não engana ninguém: é a sopa que atrai a clientela.
Para quem, como nós, for louco, depois não sei quanto pratadas de sopa, sugerimos que experimente a serradura de amêndoa. Acreditem que vale a pena.
Pior mesmo é o regresso a casa, com os olhos a quererem fechar, tamanha a pedrada de sono.

05/11/2014

truques e dicas - cinco tarefas a fazer na cozinha, antes de se deitar

No mundo real, do dia-a-dia, das tarefas, do chegar a casa cansado do trabalho e ter vontade de enfiar qualquer coisa no microondas e jantar em cinco segundos, estas dicas que se seguem não são muito apelativas. Lavar a loiça do jantar ou pô-la na máquina já é, muitas vezes, um esforço, quando o que nos apetece é ir vegetar em frente do sofá, aproveitar o tempo que temos com os miúdos ou, simplesmente, dormir. 

Contudo, não posso deixar de partilhar isto convosco, estas dicas do site Kitchn, e digo-vos porquê: porque apesar de tudo isto, também sei que acordar de manhã e ter a cozinha limpa e arrumada é meio caminho andado para ficarmos mais leves e bem dispostos.

1.) Lave a loiça e deixe o lava loiças vazio e limpo. Arrume e limpe as bancadas e fogão. Seque a loiça ou retire a loiça lavada da máquina e arrume-a. Acredite que no dia seguinte vai agradecer ter a máquina da loiça pronta a encher de pratos sujos, sem ter que estar a arrumar antes o que lá está.

2.) Limpe o chão. Sim, limpar o chão da cozinha nem sempre é uma tarefa que ponderamos que seja diária, mas deveria ser. Um chão varrido e limpo diariamente deixa a cozinha com um ar sempre impecável e, quando chegar o dia da limpeza semanal, não vai ter tanto trabalho. Não é preciso exagerar. Antes de se deitar, passe uma vassoura e uma esfregona com um bocadinho de água. 

3.) Deite o lixo fora. Assim também evita maus odores a serem libertados durante a noite.

4.) Substitua os panos da loiça e as toalhas/individuais.

5.) Prepare o pequeno-almoço ou parte dele. Porque não deixar já café feito ou chá? No dia seguinte só tem de aquecer. Deixe à mão cereais, compotas e outros ingredientes que pretenda servir dali a umas horas. 

Depois disto, a sua manhã vai ser melhor.


Raquel

23/10/2014

mini roteiros #2 - Associação de Gravura Água-Forte + Rota de Tapas

A semana passada fizemos mais um mini-roteiro, desta vez com uma visita à nova exposição colectiva dos membros da Associação de Gravura Água-Forte, com o apoio da Fundação Oriente. Uma pequena e bonita exposição de gravuras inspiradas em peças pertencentes ao acervo do Museu do Oriente, que vale a pena conhecer.


Tivemos ainda a oportunidade de visitar a oficina da Associação e aprender um pouco sobre as técnicas inerentes à gravura. É realmente interessante perceber a quantidade de tempo e trabalho despendido em todos os processos que dão origem a cada obra. Faz-nos ter um enorme respeito pelo trabalho artesanal.

Periodicamente, a associação organiza workshops de introdução às técnicas de gravura e eu, claro, fico à espera do próximo!

Ficam aqui algumas imagens da oficina da associação, que me faz lembrar uma cozinha desarrumada e cheia de personalidade:




Depois de uma visita à exposição, sugerimos uma passagem pela Rota de Tapas, Sabores de Outono, organizada pela marca de cervejas Estrella Damm.

Este evento junta vários restaurantes de Lisboa e Porto e propõe que se faça um roteiro de tapas pela cidade. O objectivo é provar especialidades dos vários restaurantes aderentes, sempre acompanhadas de uma cerveja Estrella Damm. Os preços são apelativos (3 euros por uma tapa e uma cerveja) e a diversidade de restaurantes convida à descoberta.

Em Lisboa o evento decorre pelos bairros de Alfama, Bairro Alto, Príncipe Real, Rossio e Cais do Sodré, com a mais valia de haver tuk tuks a ligar as diferentes zonas, sem custos, desde que se tenha pelo menos dois carimbos no cartão do roteiro de tapas.


João

20/10/2014

novidades e sugestões - Sabores da Cozinha Mexicana

Na semana passada decidimos experimentar um mexicano ao estilo fast food, no Centro Comercial Colombo: o Guacamole - Gourmet Mexican Grill. Burritos, fajitas, tortilla chips, numa mistura de sabores quentes, picantes, frescos e cremosos. Ficámos agradavelmente surpreendidos pela rapidez com que nos foi servido um almoço que nos transportou (quase) para outro lugar e pelo sabor. Contudo, é pena quando estes sítios simpáticos apenas se encontram dentro de grandes espaços comerciais.

Mas esta experiência só nos veio abrir o apetite para algo mais genuíno e tradicional, como um almoço assinado por alguém entendido no assunto. É por isso que sugerimos uma visita ao restaurante Contemporâneo, no Hotel Sana Lisboa, a partir de hoje e até ao dia 24 de Outubro, pois vai acolher o evento "Sabores da Cozinha Mexicana", em parceria com a Embaixada do México.


Durante estes dias, ao almoço, e pelo preço de 20€ por pessoa, pode desfrutar de um buffet de cozinha mexicana com o cunho do chef Gerardo Vásquez Lugo.

Algumas das especialidades que poderão encontrar por lá...




Então, já estão com água na boca?


Raquel

19/10/2014

receita - ginjinha caseira

Agora que chegámos ao Outono, aqui fica uma receita deliciosa e que tem feito sucesso entre os amigos e familiares.

Esta foi feita em finais de Junho, na época da ginja, e está agora bastante boa. É a primeira vez que faço, seguindo a receita da minha avó, escrita naquela caligrafia que só as avós têm. Segundo dizem, quanto mais tempo estiver na garrafa, melhor a ginginha.


É preciso:

Estas quantidade são variáveis, mas a proporção deve ser esta.

- ginjas (cerca de 1kg)
- 1 litro de aguardente (bagaço não)
- 500 gr de açúcar
- 1 pau de canela

Lave muito bem as ginjas (de folha) e tire-lhes os pés. Deite-as num frasco ou garrafa de boca larga enchendo só até meio.

À parte misture muito bem a aguardente com o açúcar, na proporção de 1 litro de aguardente para 500 gramas de açúcar. Acabe de encher o frasco com esta mistura.

Tape muito bem e conserve em sítio escuro durante pelo menos 2 meses. De 8 em 8 dias vire o frasco de boca para baixo durante alguns segundos.


João

08/10/2014

truques e dicas - como aproveitar ao máximo uma babymoon e viajar grávida

Daqui a pouco mais de 15 semanas vamos ser pais, o que significa, claro, mudanças a vários níveis, incluindo no que respeita a viagens. 

Toda a logística de viajar com mais alguém (sobretudo para fora do país), e que necessita de rotinas, horários, cuidados, implica planeamento extra, para além de ser mais uma despesa no momento de viajar.

Ou seja, enquanto a bebé não tiver idade para viajar ou para ficar entregue ao cuidado de avós e tios, não há viagens para ninguém, o que pode significar não nos metermos num avião nos próximos 3 anos (não quer dizer que não se possa viajar com eles mais pequenos, mas a logística é maior e quanto mais autónomos forem, melhor).

Assim, decidimos fazer uma última viagem antes de a bebé nascer, em jeito de babymoon. Uma última viagem sem termos de levar a casa toda às costas ou sem ficarmos com o coração pequenino por estarmos longe. 

O destino? Paris! Romântico, com imensa arquitectura, cultura e arte, boa comida e pouco tempo de voo.

Mas isto de viajar grávida tem o que se lhe diga. Por isso, deixo-vos algumas dicas minhas e da Lonely Planet


  • Em primeiro lugar, a escolha de viajar tem de ser consciente. Convém que a gravidez não seja de risco, esteja a correr bem e que o médico não levante qualquer problema. 

  • O melhor trimestre para viajar é o segundo. No primeiro, o risco de aborto espontâneo é maior, pelo que convém ter alguns cuidados extra de modo a garantir maior tranquilidade. Além disso, e falo por experiência própria, neste trimestre o cansaço atinge-nos muito mais facilmente. De resto, para quem sofre destes sintomas, não deve ser nada agradável viajar constantemente nauseada. No último trimestre, para além de já se estar numa fase avançada da gravidez, o que significa que uma grande barriga nos vai fazer maior peso, a possibilidade de um parto prematuro ou maior necessidade de assistência médica é uma realidade. No segundo trimestre já temos uma bela barriguinha para exibir e levar a passear, já ultrapassámos as fases críticas e ainda temos mobilidade para andar de um lado para o outro.

  • Se a viagem for para um país em que seja obrigatório ou aconselhável tomar alguma vacina ou fazer medicação preventiva, é importante confirmar com o médico que não há qualquer problema, e que ele indique o que pode ou não ser tomado. 

  • Se a viagem for de avião, deve sempre confirmar-se qual a política da companhia aérea em relação a passageiras grávidas. Muitas exigem uma declaração médica, normalmente a partir do 7º mês de gravidez.


  • Quando estiver a escolher onde pernoitar, caso opte por alugar um apartamento ou outro tipo de alojamento, certifique-se que não tem de subir imensos lances de escadas, que tem conforto suficiente para dormir e tomar banho.

  • Leve consigo o Boletim da Grávida, onde está reunida informação médica acerca da gravidez.

  • Leve consigo as vitaminas pré-natais e outra medicação que esteja a tomar.

  • Evite levar demasiada bagagem, pois vai ter de a carregar. 

  • Opte por roupa e calçado confortáveis e pondere utilizar meias/collants de descanso para grávidas e uma faixa para a barriga. Durante a viagem, sobretudo se for de avião, beba bastantes líquidos, e levante-se algumas vezes, de modo a que uma eventual tromboflebite não se agrave. 

  • No destino, não se esqueça das recomendações médicas em relação ao que é ou não aconselhável comer. Tenha atenção redobrada se estiver num país em que a gastronomia seja muito diferente (vegetais crus, ovos, carnes, peixes, marisco, água da torneira...). Certifique-se que não ingere nada indevidamente cozinhado. Não queremos arriscar uma intoxicação alimentar nem nada do género.

  • A gravidez exige um planeamento da viagem ainda mais cuidadoso. Não convém querer ver o Prado, o Thyssen e o Reina Sofía no mesmo dia. Sugiro que se planear uma ida a um museu, por exemplo, não coloque mais nada na agenda para esse dia. Intercale actividades de maior esforço com outras mais relaxadas. Não se esqueça de ir parando e descansando. O cansaço ataca de repente e não convém exagerar.

  • Informe-se acerca dos meios de transporte e perceba qual o melhor para si. Em Paris, por exemplo, embora o metro seja uma boa opção, tem de se andar bastante entre as estações e linhas, acabando por não compensar tanto. 

  • Evite filas. Se puder compre bilhetes/entradas com antecedência e não se esqueça que provavelmente tem prioridade por estar grávida.

Boa viagem!


Raquel


06/10/2014

mini roteiros # 1 - Jardim da Estrela + Casa Fernando Pessoa + Campo de Ourique

Para nos prepararmos para a aventura de sermos pais, em Janeiro, decidimos começar já a implementar uma estratégia que nos ajude a manter o casamento feliz e a nossa mente sã: ter tempo de qualidade a dois, sem fraldas, cólicas e chupetas à mistura.

Não quer dizer que não estejamos felizes, mas temos consciência de que um filho muda drasticamente as rotinas e formas de estar e afecta o casamento, para o bem e para o mal, pelo que para evitar que isso se reflicta muito na nossa vida a dois, queremos começar a ganhar alguns hábitos a pôr em prática depois de a bebé nascer. 

Em semanas alternadas, cada um de nós é responsável por escolher um programa para fazermos os dois, num dos dias da semana. A ideia é ser surpresa. É óbvio que até ao parto, os programas podem ser mais longos e que depois do nascimento e nos primeiros tempos, estes provavelmente se vão cingir a um jantar ou uma ida ao cinema (nada mau).

Agora temos a desculpa perfeita para parar de adiar aquelas coisas que queremos mesmo fazer. 

A nossa estreia foi a semana passada, e o responsável pelo programa foi o João. Foi muito engraçado:

- almoço piquenique no Jardim da Estrela com direito a bica no café do jardim
- lanche no Mercado de Campo de Ourique (o conceito é giro, mas melhor do que pagar preços inflaccionados por coisas absolutamente normais, é ter as bancas da fruta a funcionar até tarde)
- passeio por Campo de Ourique
- jantar de conservas em casa

Esperamos que ao partilhar convosco estes mini roteiros possam tirar ideias do que fazer, onde ir. Muitas vezes queremos fazer alguma coisa e falha-nos a inspiração.

Pode ser que estes mini-roteiros também vos sejam úteis!


Raquel

29/09/2014

como as cores influenciam as nossas compras de supermercado?

Embora a grande maioria de nós não se aperceba, a verdade é que a cor tem uma enorme influência no acto de comprar, escolher um produto, tomar uma decisão. Esta manipulação inconsciente que a cor tem sobre as nossas decisões é estudada e do conhecimento dos designers e dos interessados por food branding

Segundo um interessante artigo do site Kitchn, existem cinco cores habilmente utilizadas pelos designers de embalagens e frascos, com o intuito de provocar uma reacção, ainda que inconsciente, no comprador:


  • vermelho - regra geral, o encarnado é uma cor que torna tudo mais apetitoso (experimente colocar dois vegetais no prato de uma criança, um encarnado e outro verde e veja qual é que ele prefere comer...). Assim, as embalagens com esta cor procuram transmitir a ideia de que o conteúdo é delicioso, sendo automaticamente relacionada com uma série de alimentos desta cor que são saborosos e doces. Esta cor desperta/acentua a fome, sendo por isso popular em cozinhas e restaurantes. 

  • amarelo - por excelência, é a cor ligada à felicidade, ao optimismo. É, por isso mesmo, uma das cores mais utilizadas no food marketing. De forma a relacionar o acto de comer ou cozinhar a sentimentos de felicidade, conforto e satisfação, esta cor costuma estar muito presente nas embalagens, logotipos, etc.

  • verde - esta cor traduz aquilo que muitos procuram quando estão a decidir o que comprar, comer ou cozinhar: o natural e o saudável. Se repararmos nos produtos naturais, frescos ou saudáveis, todos ou quase todos usam o verde como bandeira, associado a mensagens de reforço acerca dos benefícios de determinado ingrediente/produto. 

  • cor-de-laranja - a utilização desta cor procura transmitir a mensagem "isto irá satisfazê-lo". Daí ser commumente utilizada em embalagens de pizzas e sopas, por exemplo. Já repararam na cor do nosso blogue? 

  • azul - das várias cores utilizadas, esta é a mais curiosa. Porquê? Porque não é uma cor associada a algum ingrediente ou produto específico, visto que nenhum é naturalmente azul. Aliás, esta cor costuma ser aplicada para inibir o apetite. Então, como é pode ser vantajosa para o food marketing? Porque está associada a imensas emabalagens de snacks, introduzidas no mercado na altura do baby boom, pelo que muitas pessoas relacionam o azul dos pacotes e embalagens, a boas memórias de quando eram pequenos e comiam bolachas ou batatas fritas. 


Deixamo-vos o seguinte desafio: abram a vossa despensa ou armários de cozinha e olhem para as embalagens e pacotes de comida. Que cores prevalecem? Contem-nos!

Alguns exemplos de cores a que estamos habituados...







Raquel


26/09/2014

receitas para dias de bola - Pizza Balls

Hoje é dia de bola! Às 8 e meia da noite jogam os principais candidatos ao segundo lugar da liga portuguesa (vou publicar isto rápido antes que a Raquel, que é do Sporting, veja o que escrevi).

Clubismos à parte, até porque o campeão não joga hoje, qualquer jogo de futebol é um excelente pretexto para preparar uns petiscos. O ideal, claro, é preparar tudo com antecedência, de preferência receitas simples para não arriscar perder o apito inicial.

Posto isto, segue então uma receita facílima e muito rápida de preparar: Pizza Balls!

É preciso:

- Massa de pizza daquelas que se encontram nos supermercados
- linguiça ou chourição
- queijo para derreter
- manjericão
- tomate cereja
- sal e pimenta
- queijo parmesão 
- manteiga de alho (opcional)

Estende-se a massa de pizza e corta-se em quadrados de cerca de 5 cm de lado cada um.

Coloca-se sobre cada pedaço de massa duas ou três fatias de linguiça ou uma fatia de chourição, dependendo do gosto. Sobre a linguiça coloca-se um pedaço de queijo para derreter (eu prefiro mozzarella).

Junta-se ainda uma folha de manjericão pequena e meio tomate cereja. Tempera-se com uma pitada de sal e pimenta. De seguida, segurando pelas pontas dos quadrados de massa, fecham-se as bolas e colocam-se, viradas ao contrário, num tabuleiro de ir ao forno. Pode-se ainda ralar queijo parmesão sobre as bolas e, se se quiser, pincelar com um pouco de manteiga de alho.

Vão ao forno até estarem coradas e depois é só comer e festejar os golos!



João

24/09/2014

vai um cocktail?

Com o boom do Gin em Portugal e com a cada vez maior curiosidade em experimentar as diferentes combinações de sabores que um Gin tónico pode proporcionar, a água tónica também ganhou um lugar de destaque entre os portugueses.

A Schweppes, provavelmente a marca mais conhecida de todas, volta a estar nas luzes da ribalta. O que muitos não sabem é que esta marca alemã existe desde o século XVIII e que no longínquo ano de 1783 se estava a criar o primeiro processo industrial para produção de água mineral gaseificada artificialmente. 

Em 1870 a marca lança a Agua Tónica e o Ginger Ale e no ano de 1956 chega a Portugal. 

Passados mais de três séculos, a marca continua a inovar e a criar novos sabores, tendo já duas novas gamas: Premium Mixers, com produtos ideias para a preparação de gins e outras bebidas (tónica pimenta rosa; tónica gengibre e cardamomo ou tónica flor de laranjeira e lavanda); e os cítricos (lemon dry e laranja original) para combinações mais fortes.

A semana passada fomos assistir à segunda edição do Schweppes Challange: um concurso a nível nacional que visa premiar os melhores cocktails e respectivos profissionais de bar. Depois de seleccionados os últimos 15 finalistas,  foram apurados os últimos 10, num processo que levou o júri ao local de trabalho dos participantes e, na grande final a que assistimos, apenas 5 abanaram o shaker para obter o primeiro lugar. 



A final foi no restaurante do Chefe Cordeiro, no Terreiro do Paço entre boa música e bebidas (infelizmente tive de me contentar com cocktails sem álcool). 

Na cozinha, que tivemos a oportunidade de espreitar, estavam os 5 finalistas auxiliados pelos últimos 5 concorrentes eliminados, a preparar, em grande azáfama, os seus cocktails para a grande prova final. Alguns ingredientes eram de utilização obrigatória, para tornar a competição ainda mais renhida. 


Na última prova, cada concorrente tinha 5 minutos para preparar e apresentar o seu cocktail. O júri, composto por 4 elementos, entre os quais um barman de renome, o Brand Manager da Schweppes e o vencedor da edição de 2013, iria depois avaliar cada bebida em termos de apresentação, preparação e técnicas e sabor. 

O público presente também pôde provar os cocktails em prova (menos eu, que me fiquei por suminho, não vá a criança nascer com gosto pela pinga!), e os sabores andaram em torno dos cítricos, sobretudo da laranja, e do maracujá. A água tónica esteve sempre presente, claro!




Enquanto o júri deliberava, um simpático jantar volante assinado pelo Chefe Cordeiro foi entretendo os presentes, acompanhados, claro, por cocktails da autoria de Nelson Antunes, vencedor do ano passado.


Este ano, quem venceu foi Paulo Gomes (abaixo) do Jony Rules Bar do  Hotel Portugal, venceu com o cocktail Jardim das Paixões, uma mistura de Tequila, Cointreau, Syrup Mel e Maracujá, sumo de toranja e lima, Schweppes Lavanda & Flor de Laranjeira.




Por falar em bebidas e cocktails, sugerimos a quem possa que não perca mais uma edição do Gin Tasting, no Porto a 4 de Outubro. Este evento inteiramente dedicado a esta bebida, conta com a presença de inúmeras marcas internacionais e nacionais, sendo que  pode provar Gin's preparados por verdadeiros entendidos na matéria e ficar a conhecer alguns truques. Desde que fomos ao Gin Tasting em Leiria, no ano passado, que temos vontade de arrojar na preparação do Gin!



Raquel

22/09/2014

novidades e sugestões - molho para francesinhas da Guloso

Há já alguns meses que tínhamos aquele frasco a olhar para nós na despensa. Confesso que, sendo o molho da francesinha o elemento principal deste prato, olhámos desconfiados para aquele molho de francesinha já pronto, da Guloso. Ainda assim, a curiosidade em experimentá-lo era maior.

No outro dia arriscámos: o João preparou as carnes (um bife de vaca, umas salsichas e linguiça), grelhou-as e reservou-as. Entretanto, o forno já estava aquecido. Colocou umas fatias de queijo entre as carnes e o pão de forma (ainda juntámos chourição fatiado) e mais queijo por cima e levou tudo ao forno. Convém que o pão de forma seja dos bons, de padaria. No frasco explicam como fazer as francesinhas, também. 

O molho, aquele que ditaria se estas francesinhas caseiras iriam ou não valer a pena, já estava num tacho ao lume. 

E não é que o molho é mesmo bom? Eu, que sou mais esquisita com as francesinhas, elegi-a como a melhor dos últimos tempos. 

O molho tem todo o sabor que se quer, a textura certa e conta ainda com um grande ponto a favor: é generosamente picante. Se para alguns este pormenor pode desagradar, para mim tornou-o perfeito. Francesinha que é francesinha tem de ser picante. Cada frasco serve duas porções bem carregadinhas de molho, como se quer. 

Absolutamente recomendado e bem melhor do que alguns molhos que nos servem por aí... Não somos só nós a dizer que o molho é bom: foi um dos produtos Sabor do Ano 2014!




O preço ronda os 2,70€.


Raquel

17/09/2014

receita - massa caseira e pasta a la carbonara

A nossa viagem por Itália deu-me vontade de começar a fazer  massa caseira. Assim, deixo-vos uma receita de pasta a la carbonara, mais para explicar como confeccionar massa artesenalmente do que pela carbonara em si.


Fazer massa é tão, mas tão simples, que toda a gente devia experimentar! Só são necessários dois ingredientes, ovos e farinha, e uma máquina para esticar a massa (que se adquire facilmente em qualquer loja de produtos de cozinha).

A receita base é sempre 1 ovo e 100 gramas de farinha por pessoa. Ou seja, se cozinharmos para 4, misturamos 4 ovos com 400 gramas de farinha.

Começa-se por misturar bem os ingredientes, até se conseguir formar uma bola homogénea de massa. Nessa altura, deixa-se a massa repousar por mais ou menos meia hora.

De seguida corta-se em pedaços mais pequenos, do tamanho de um ovo, para que se possa passar pela máquina. É importante em todas as fases ir polvilhando com farinha, para que nunca pegue.

A máquina tem várias medidas, do 1 ao 9, que alteram a espessura dos cilindros por onde passa a massa. No nível 1 os cilindros estão mais afastados e, no nível 9, obtemos a menor espessura de massa.

Começamos, então, por passar cada pedaço pela máquina no nível 1. De seguida dobramos em três (como se pode ver na imagem) e passamos outra vez. O objectivo é conseguir fazer uma pequeno rectângulo.


No passo seguinte continuamos a esticar a massa na máquina (os pequenos rectângulos obtidos na fase anterior), aumentando o nível a cada passagem (uma vez no nível 2, outra no 3, e por aí fora). Quando se atingir a espessura pretendida paramos. Normalmente faço entre o 7 e o 8, mas isso depende do gosto de cada um.


Ficamos, então, com rectângulos compridos de massa como os que mostro na imagem. Mais uma vez importa sublinhar que se deve ir polvilhando com farinha.

De seguida, usam-se os cilindros dentados da máquina para cortar a massa e lhe dar a forma desejada. Desta vez passa-se a massa apenas uma vez pela máquina.


Estende-se a massa, polvilha-se com farinha e aguarda-se mais meia hora. Este período de espera é o ideal para preparar todos os ingredientes da receita que se vai fazer.


Agora a minha receita de carbonara:

É preciso:

- massa caseira
- bacon ou pancetta
- 1 gema de ovo por pessoa
- natas
- queijo parmesão
- pimenta preta

Coloca-se uma panela grande com água e bastante sal ao lume. Entretanto, misturam-se as gemas de ovo, as natas (normalmente 1 pacote) e uma mão cheia de queijo parmesão acabado de ralar.

Quando a água estiver a ferver bem, junta-se a massa. Como é massa fresca cozinha muito rápido, dois ou três minutos e está pronta! Deve ser cozinhada até estar quase al dente, porque ainda vai terminar a cozedura na frigideira.

Numa frigideira frita-se o bacon ou a pancetta em azeite até corar, junta-se a massa já cozida e mistura-se bem, deixando-se cozinhar mais um pouco.

Antes de juntarmos as gemas, natas e parmesão, retira-se do lume e deixa-se arrefecer para não cozinhar as gemas demasiado rápido. De seguida adicionamos o preparado para o molho e envolve-se tudo. Volta-se a colocar ao lume e cozinha-se mais um pouco até engrossar ligeiramente.

Para finalizar junta-se bastante pimenta preta moída no momento.



João

14/09/2014

viagens e sítios - Itália (a comida)

A nossa grande road-trip/lua de mel por Itália foi uma intensa experiência a vários níveis. Visitámos o país de norte a sul e conhecemos sítios fantásticos, visitámos locais com séculos de história, praias deslumbrantes, pequenas vilas medievais, zonas rurais idílicas... Enfim, tanta coisa que nem há palavras para descrever: de Génova à Sardenha, passando por Modena, Veneza, Florença e Roma, deixando pelo caminho saudades de Cagliari, Cinque Terre, Lucca, Mântua, Pádua, Toscânia... 


Foi um mês incrível cheio de experiências e histórias que vão ficar para toda a vida. Histórias diferentes, lugares vários, paisagens e ambientes completamente distintos entre si. Da montanha à praia, da grande cidade à pequena vila piscatória, Itália é um enorme país que não acaba, onde apetece voltar várias vezes para descobrir mais.

Mas com tanta variedade há algo em Itália que é transversal a todos os lugares, mesmo aos mais remotos: a impressionante qualidade da comida.

Onde quer que se vá come-se bem. Há uma cultura gastronómica entranhada em todos os italianos, um orgulho nacional de bem comer. Durante o mês todo que lá estivemos, onde quer que fôssemos, tirando uma ou duas raríssimas excepções, a comida era maravilhosa.

A frescura dos ingredientes e a qualidade dos produtos são, para mim, aquilo que se destaca da gastronomia italiana, tão variada de região para região mas tão igual quando comparada qualitativamente. 


Na memória ficaram um peixe à Linguriana, uma tagliatelle al ragu em Modena, os gelados em Lucca, um javali feito com cacau e vinagre em Monteriggioni, na Toscânia, a melhor carbonara do mundo num parque de campismo em Fiesole, perto de Florença, as tapas venezianas, os paninis em Pisa e as pizzas em Roma.


Outro aspecto que se pode destacar é a simplicidade com que se cozinha nesse país. O protagonismo vai todo para os ingredientes, para os frescos produtos que cada região oferece e não para quem cozinha, que não tem senão o objectivo de enaltecer a qualidade exemplar dos ingredientes e de os elevar ao seu mais alto nível.

Claro que quando voltei para Portugal vim profundamente influenciado pelas as experiências que lá vivi. A minha forma de ver as coisas e de cozinhar alteraram-se, como, de resto, acontece sempre que viajo. Agora tento fazer tudo mais simples, com menos confusão, menos ingredientes, mais cuidado na escolha do tempero e mais atenção na compra dos produtos. Bolas, que em qualquer mercearia italiana a fruta e os legumes brilham! Não admira que com tanta qualidade, para eles baste grelhar uma courgette e temperá-la com uns grãos de sal e um fio de azeite, e já está!



João