25/08/2014

truques e dicas - um vinagrete perfeito

Com o Verão, o calor, a praia, o peixe grelhado, as refeições light, o campo, a natureza, uma boa salada é a companhia perfeita para um almoço ou jantar.

Há quem as prefira mais simples, sem grandes complicações e há quem faça delas verdadeiras refeições, com atum, delícias do mar ou frango, frutas e legumes diversificados (deixamos a dica: manga na salada fica simplesmente delicioso!).

Além da salada em si, o tempero também é importante para unir os sabores e tornar este acompanhamento ou refeição mais completo. 

Nós somos adeptos do vinagrete, que é fácil de preparar e permite umas variações engraçadas.

Deixamo-vos esta imagem que resume como fazer um bom vinagrete, com as proporções certas e com ideias do que juntar. Resumidamente, tem que ter uma base (normalmente, o azeite), uma parte que confira acidez (vinagre, sumo de limão ou outro citrino) e outros sabores (é aqui que se pode variar, escolhendo opções adocicadas ou ervas aromáticas, ou o que acharem que fica bem com os ingredientes da salada).

No final da imagem, ficam algumas sugestões de vinagretes! 

Boas saladas!




(via pinterest)

Raquel

16/07/2014

truques e dicas - como escolher um pêssego?

O pêssego é um dos frutos típicos da estação quente. Os supermercados e mercearias enchem-se daquele aroma delicioso e inconfundível que nos recorda o Verão e os dias de praia.

Infelizmente, várias são as vezes em que acabamos por trazer para casa exemplares não muito bons, ácidos ou sem grande sabor.

Quais são, então, as melhores dicas para escolher pêssegos?

- Em primeiro lugar, o melhor será conhecer as variedades que existem e prová-las para saber quais a que gostamos mais. Entre os carecas e os peludos, como comummente se designam, em Portugal predominam os de polpa amarela. 

- Outra dica útil é tentar escolher pêssegos locais ou, pelo menos, o mais próximo possível da zona onde os compramos. O facto de terem de viajar menos torna-os mais frescos e saborosos. Em Portugal, as principais regiões produtoras são: Ribatejo e Oeste, Palmela, Algarve, Campo Maior, Vilariça e Cova da Beira. 

- Além do cheiro, outra característica que devemos atentar é a cor do pêssego. Um bom pêssego tem, habitualmente, cores e tons mais fortes. No entanto, é normal que por vezes possa haver zonas mais claras (devido a sombras provocadas por folhas, por exemplo), e que o fruto não tenha uma cor uniforme. 

- Por fim, uma apalpadela leve permite-nos saber se o pêssego está ou não no ponto. Se oferecer muita resistência o mais provável é que esteja duro e seja daqueles bons para "roer" (estes são os melhores para saladas). 




Raquel

10/07/2014

dia-a-dia - varanda que dá frutos!

Nestes últimos dias a nossa varanda tem estado muito bonita. As plantas que semeámos e plantámos no início do ano estão a dar frutos maravilhosos e o nosso mini jardim tem-se enchido de cor.

É um prazer enorme ver crescer o que comemos, mesmos que, como é o nosso caso, só se tenha espaço para colocar alguns vasos. E é tão bom comer o que plantamos!

Não é muito difícil, mas é preciso saber algumas coisas. E, como em qualquer hobby, investir algum tempo por dia.

O pouco que sei aprendi recentemente, primeiro por leituras na net e em alguns livros e, depois, num curso que fiz no Jardim Botânico da Ajuda.

O curso de Técnicas Básicas de Jardinagem, organizado pela Associação dos Amigos do Jardim Botânico da Ajuda, foi uma experiência muito enriquecedora e que me deu uma base de conhecimentos importantíssima para conseguir ter e manter o meu jardim.

Muito resumidamente, é importante regar as plantas consoante a temperatura ambiente e a humidade, não as matando por excesso ou falta de água; alimentá-las de quando em quando com fertilizantes adequados e, de preferência, biológicos; ir podando os ramos velhos e doentes e estar atento a pragas e outras doenças, atacando-as o mais cedo possível.

Morangos

Tomate cereja

Malaguetas

Acelga




João

08/07/2014

receita - gaspacho

Quando começa a chegar o calor e o desejo por refeições mais leves e frescas, surge quase de imediato a vontade de saborear um gaspacho, daquele bem fresquinho e líquido, que se bebe.

No El Corte Inglés, no supermercado, há um gaspacho de pacote muito bom para aqueles dias em que temos mais pressa. Desta vez decidi aventurar-me e depois de dar uma vista de olhos nalgumas receitas, decidi improvisar o meu próprio gaspacho.

É preciso:

- cerca de 6 tomates alongados
- 1 lata de tomate pelado
- meio pimento verde
- 1 pepino pequeno
- 1/4 de dente de alho (opcional)
- 1/4 malagueta (opcional)
- óregãos
- azeite
- vinagre de vinho tinto
- água
- gelo

Comece por descascar os tomates e o pepino. Coloque os tomates num recipiente, juntamente com o tomate pelado de lata, junte o pepino cortado em pedaços, o pimento (sem sementes e sem a parte branca), o quarto dente de alho descascado e a malagueta e regue com azeite e cerca de 3 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto. 

Triture tudo com a varinha mágica, junte água e gelo para refrescar e tempere com óregãos. 

Apresentação:

Sirva frio, num copo, com um fio de azeite, óregãos e uns croutons que dão textura e um toque salgado.







Raquel

24/06/2014

novidades e sugestões - Compal Breakfast Week

Depois do sucesso das iniciativas Restaurant Week, que permitem aceder a menus de luxo nos melhores restaurantes de Lisboa ou do país por um preço bastante convidativo, surge a original ideia de criar o Compal Breakfast Week (até 29 de Junho podem experimentar).

Tal como o nome indica, esta iniciativa promovida com o cunho da Compal (por falar em Compal, já experimentaram o novo Compal Família de pêra rocha com maçã? É óptimo!) e organizada pelo Sabor do Ano, pretende transformar a primeira e mais importante refeição do dia.


A verdade é que sabe muito bem tomar o pequeno-almoço em casa, sim, mas só se tivermos tempo e produtos frescos: bom pão, fruta, sumos, cereais, leite... Durante a semana, o mais comum é acabarmos por acordar em cima da hora, (pelo menos nós), com pressa para sair e sem nada de muito fresco em casa. O que acaba por acontecer é simples: descuramos a primeira refeição do dia, acabando por comer qualquer coisa a correr.

Assim, esta ideia promete alterar este hábito: tomar o pequeno-almoço fora de casa por apenas 2€. E que menu é este? Um Compal, uma especialidade da casa (de uma das cerca de 30 confeitarias/pastelarias aderentes entre Lisboa e Porto) e um café, com a vantagem de que pode comer ali ou levar para onde lhe for mais conveniente. 

Agora no Verão, porque não um agradável pequeno-almoço num banco de jardim, mesmo antes de entrar para o trabalho? 

A organização não se esqueceu da componente de responsabilidade social à qual nos tem habituado (nas semanas Restaurant Week, 1€ do que pagamos é doado a instituições de solidariedade social). Na compra de um menu de pequeno-almoço, é oferecido outro para apoio a uma escola na região de Lisboa e outra do Porto. 

Para conhecerem mais sobre este projecto e estabelecimentos aderentes, vejam aqui. 


Raquel e João

04/06/2014

restaurante - Este Oeste Pizza Sushi Cafe


Restaurante com pizzas e sushi? A primeira reacção é duvidar que resulte. De facto, confesso que à partida me pareceu estranho. Misturar dois mundos tão opostos, num mesmo espaço e na mesma ementa, pode ser uma ideia demasiado ambiciosa e pode facilmente correr mal.

Felizmente, o resultado é muito bom. O conceito de oposto, Este Oeste, está presente a todos os níveis, desde a disposição do espaço em que são preparados os pratos, à decoração (origamis a evocar a cultura japonesa e vasos de ervas aromáticas que nos recordam Itália - pena não serem verdadeiros), e à concretização da ementa. 

Os pratos não se contaminam uns aos outros, isto é: o que é italiano é mesmo italiano e o que é japonês também. Apenas alguns pratos são de fusão e só aí, de um modo bastante criativo, é feita a ponte entre os dois mundos. 

Já lá temos ido algumas vezes e já experimentámos um pouco de tudo. Por vezes comemos só italiano, outras misturamos, ou então, para ninguém se aborrecer quando as vontades são distintas, um come italiano e outro japonês. É quase como se fossem dois restaurantes no mesmo espaço, o que vem resolver o eterno dilema dos apetites diferentes na altura de ir jantar fora. 

E agora o que mais importa, a comida: as pizzas são excepcionais, com a massa do mais fino e crocante que há, sendo das melhores que há por Lisboa.

O sushi também é muito bom. Peixe fresco, bem cortado, em combinações simples e saborosas. No Este Oeste podemos encontrar a típica ementa italiana, saladas, massas e pizzas, os sushis e sashimis, temakis e alguns pratos para grelhar na chapa. O crostini Este Oeste, uma entrada, é a prova de que a fusão entre as duas cozinhas pode resultar: pão torrado com ceviche de vários peixes, malagueta doce, azeite de trufa e flor de sal. 

Para beber sugerimos o vinho da casa, tinto ou branco, e para sobremesa, caso ainda haja apetite, sugerimos a Este Oeste, uma mousse de oreo com fruta e com um biscoito de limão desfeito: é deliciosa.

O espaço merece outro ponto a favor. Bem organizado, convidativo quer para grupos quer para jantares mais íntimos, com uma decoração muito actual, e com a vantagem de ser no CCB e, portanto, convidar a um programa mais demorado, com visita a exposições pelo meio. Já para não falar da esplanada que vai ser sem dúvida um local de paragem obrigatória, quando os dias ficarem melhores. 

O atendimento é cuidado e simpático, o preço justo (a rondar os 20€ por pessoa). É aconselhável marcar mesa para não se ter de esperar.


Morada:
Centro Cultural de Belém
Praça do Império, 1449-003 Lisboa


Telefone:
21 590 4358



João e Raquel

14/04/2014

truques e dicas - comprar peixe fresco

Preparar uma refeição com peixe fresco, verdadeiramente fresco, faz toda a diferença no resultado final de um prato. Um bom peixe, fresco e bem preparado, é das melhores coisas que nos podem servir e, normalmente, as versões mais simples são as mais felizes.

No que nos diz respeito comemos peixe menos vezes do que aquelas que gostaríamos. Lá está, para cozinhar peixe e tê-lo fresco, evitando recorrer ao congelado, é preciso preparar com antecedência a refeição para garantir que encontramos o peixe que queremos e que o vamos cozinhar naquele dia.

Comprar bom peixe é uma tarefa que requer alguma experiência, e nem sempre temos disponibilidade e paciência para fazer uma compra/escolha ponderada.

Para aqueles que como nós querem tentar mudar esta tendência e introduzir mais peixe nas refeições habituais, aqui ficam umas preciosas dicas partilhadas pela Fileira do Pescado (uma união de organizações e empresas no sector do pescado que o pretende dinamizar e reforçar o papel das pescas como motor da economia portuguesa) que tem disponíveis no seu site alguns guias práticos bastante úteis.

Aqui fica um apanhado do que nos pareceu mais importante:

-A compra deverá ocorrer logo pela manhã, uma vez que é nesta altura que se conseguem adquirir os melhores produtos.

-Durante a exposição dos produtos da pesca frescos, estes deverão estar acondicionados em gelo, distribuído uniformemente por todo o pescado.

- Os filetes de peixe devem apresentar-se com carne firme e brilhante, sem extremidades escuras ou secas.

- Os produtos da pesca frescos deverão ser os últimos a ser comprados, uma vez que são produtos perecíveis.

Quanto ao aspecto do peixe...

- Deve ter um cheiro agradável e suave a maresia. Recuse o peixe se este apresentar um odor demasiado intenso ou amoniacal.

Pele com uma pigmentação viva e brilhante, sem descoloração e escamas brilhantes. Com o passar do tempo a pele tem tendência para ficar baça, o muco opaco e as escamas despendem-se com facilidade.

- Olhos salientes, a córnea transparente e a pupila negra brilhante. O peixe já não estará nas melhores condições quando os olhos se 
apresentarem afundados, a córnea opaca e a pupila acinzentada.

- Guelras vermelhas, brilhantes e sem muco. Com o decorrer do tempo ficam acastanhadas e com muco opaco e viscoso.

- Carne firme e elástica. Pouco a pouco amolece e perde elasticidade, persistindo as marcas de pressão. Junto à coluna vertebral fica com uma coloração avermelhada.

-  A coluna vertebral quebra-se em vez de se despegar.

- A cavidade abdominal deve estar intacta sem as vísceras a aparecer no exterior.

- A membrana que cobre a parede abdominal adere totalmente.


É normal que no momento da compra não seja possível verificar todas estas condições, mas se repararmos no cheiro, na pigmentação, olhos e guelras, já ajuda.



No que toca a bivalves os cuidados devem ser outros, pelo que devem:

- Ser expostos à venda vivos, com valvas fechadas, oferecendo resistência à abertura e, se abertos, reacção rápida ao mais leve estímulo, fechando as valvas (conchas).

- Ter líquido no interior das conchas incolor e límpido.

- Apresentar cheiro agradável e pronunciado.

-Ter a carne húmida, bem aderente à concha, de aspecto esponjoso, de cor cinza-claro nas ostras e amarelada nos mexilhões.


Já as lulas e polvos devem:

- Ter a pele lisa e húmida.

- Contar com olhos vivos, salientes.

Ter carne consistente e elástica.

- Apresentar a ausência de qualquer pigmentação estranha à espécie.

- Apresentar cheiro próprio e agradável.

- O polvo tem coloração característica acinzentada a levemente rosada.

- Na lula, a coloração característica do produto fresco é clara e levemente rosada.


Importante:
Polvos e lulas não devem apresentar coloração vermelha ou roxa, principalmente na parte interna dos tentáculos.



Raquel

10/04/2014

Tour Gastronómica SANA Hotels #4 - O Lisbonense

No fim-de-semana passado terminámos a nossa tour gastronómica por alguns dos hotéis do grupo SANA nas Caldas da Rainha, naquele que é, para nós, o mais bonito dos quatro hotéis que visitámos.  

O SANA Silver Coast Hotel dá agora nome àquele que foi, em tempos, o Grande Hotel Lisbonense, de elevada importância histórica na região do Oeste e, concretamente, na cidade das Caldas da Rainha que recebia nos anos 70 do século XIX inúmeros visitantes vindos da capital, incluindo a família real.

Hoje, remodelado e novamente aberto ao público, o hotel emprestou o seu histórico nome ao restaurante comandado pelo chef Vasco Sampaio. Experiente na gastronomia portuguesa, tem trabalhado pelo país descobrindo as nossas raízes e tradições, aplicando depois os conhecimentos às suas cartas, que procuram ser sempre pautadas por produtos regionais. 

Como teaser da carta Primavera/Verão do restaurante, provámos o amuse bouche do dia, um crocante de sapateira e legumes, algas salteadas com sésamo e um coulis de manga, de inspiração algo asiática, cozinha que é também de eleição para o chef.


De seguida, deliciámo-nos com uma entrada que combinou cogumelos selvagens e requeijão. Os cogumelos, cada um com textura e sabor diferentes, foram completados com um creme de requeijão morno que homogeneizava o prato. Com uma apresentação cuidada, resultou num prato bastante agradável.


O prato principal combinou dois sabores do mar: linguado e lingueirão, com um molho de pimentos e rebentos de lentilha, se é que assim lhes podemos chamar. Além de uma apresentação sublime, o linguado era muito fresco, sendo este um prato principal verdadeiramente delicioso que nos deixou curiosos em relação à restante carta.


O pomar e a horta, foi o conceito da sobremesa criada pelo chef Vasco Sampaio. Para o João, uma das melhores sobremesas que já provou: gelado de poejo, tomate cherry doce e pó de azeite aromatizado, a acompanhar um bolo quente de maçã de Alcobaça, amêndoa e côco. 



De resto, destacamos o couvert, com pão fresquissímo (o de sementes era mesmo muito bom), e uma manteiga de pimentas muito saborosa!

O atendimento foi simpático e o espaço do restaurante é igualmente agradável.


Raquel e João


Morada:
Av. Dom Manuel Figueira Freire da Câmara
2500-184 Caldas da Rainha

Telefone:
262 000 600

01/04/2014

restaurante - nood

O nood quase que chega à categoria de sala de estar de tantas vezes que costumamos lá ir. Um espaço totalmente informal, moderno mas já ultrapassado, em tons sóbrios, com uma zona de sofás e outra de mesas corridas em jeito de cantina. 

No nood deliciamo-nos com os noodles, umas enormes taças de massa soba ou udon com sopa japonesa, que vamos mais ou menos variando. Mais ou menos porque é costume repetir um pedido: o Kare Loman, de inspiração malaia: peito de frango grelhado, com rebentos de soja, coentros e pepino numa picante sopa de caril de coco e citronela, acompanhada de lima. Foram tantas as vezes que comemos este prato, que quase o sabemos fazer.

Mas além deste, existem os ramens, igualmente deliciosos, mas de sabor menos acentuado, nas variedades vegetarianas ou com galinha. 

Mas no nood não existem apenas noodles, a carta é composta por uma diversidade de entradas (as gyosas de frango são muito boas e as asinhas de frango divinais), massas japonesas (quer a de pato, quer a de alheira, devem ser experimentadas, embora se tornem algo enjoativas depois de algumas garfadas),  pratos de arroz, sushi, sashimi e outras especialidades japonesas (estas últimas ficam em desvantagem quando comparadas com os noodles em si). As sobremesas são boas, a começar no apple crumble e a passar pela sobremesa de amendoim. 

Para beber, a sangria é saborosa e as limonadas também. 

O atendimento é muito simpático e o preço é médio (a rondar os 15€ por pessoa) O que encarece são as bebidas. Se formos numa de partilhar entradas e sobremesas custa menos aos bolsos. Vantagem? Fica perto do Bairro Alto, está aberto até tarde e tem happy hours! 


Morada:
Largo Rafael Bordalo Pinheiro
nº20 Chiado, Lisboa

Telefone:
213 474 141



Raquel


28/03/2014

Tour Gatronómica SANA Hotels #3 - River Lounge

O River Lounge, restaurante do hotel Myriad SANA, fica lado a lado com o mar da palha, na base da torre Vasco da Gama, muito embora nos tenham segredado que brevemente irá ter uma vista mais panorâmica...

O interior do restaurante, que é um espaço sofisticado e cosmopolita, lembra-nos conceitos mais nova-iorquinos, do restaurante/bar em que se pode comer bem, beber um copo e ouvir música ao mesmo tempo. 

Aliado a este ambiente singular, promovido pela decoração, espaço e conceito, temos uma carta Primavera/Verão que resume a visão do chef Frederic Breitenbucher, que descobriu Portugal em 1998. E que visão é essa? Uma postura francesa, do terroir, conceito algo complexo de traduzir em poucas palavras, mas que se prende com a geografia, geologia, orografia, clima e microclima, aliados à agricultura e vinicultura. 

O terroir, ideia em que se baseia a carta, pretende, assim, trazer da cozinha para a mesa, todos aqueles produtos que são de qualidade na Primavera. 

A nossa viagem começou com duas entradas totalmente diferentes, em sabor e conceito: uma vem do mar e outra da terra. A primeira, umas muito frescas vieiras marinadas com legumes crocantes. Uma entrada que além de muito bonita, nos remete imediatamente para a Primavera, pelo sabor fresco, floral e cítrico, com elementos coloridos a contribuir para uma apresentação geral equilibrada.


De seguida, um magret de pato fumado acompanhado de foie gras salteado e um chutney de toranja. Esta entrada, que não gerou consenso entre os dois, combinava o sabor intenso e adocicado do pato e foie gras com o amargo e penetrante da toraja.

Como o próprio chef nos explicou depois, ou se gosta ou não se gosta, e connosco aconteceu isso mesmo. Um gostou muito e achou um conjunto de sabores equilibrado, outro achou que o amargo se sobrepôs ao restante. Contudo, esta diferença de opiniões pode, provavelmente, ser explicada por outro motivo: não começámos os dois a refeição com as vieiras e a sequência de sabores resulta, obviamente, de forma diferente.


De seguida, comemos salmonete salteado com compota de funcho e crumble de azeitonas, com batata e açafrão. O peixe perfeito, e uma conjugação de boas texturas e sabores. O crumble de azeitona estava excelente, quase a parecer um caviar de azeitona. Os legumes estavam todos muito bem preparados. 


O prato de carne: porco preto com uns canellonis recheados de morchella,  cogumelos muito usados na cozinha francesa, e ervilhas. No geral, o prato era soboroso, sobretudo os canellonis, e o porco macio e tenro. 

Para sobremesa, deliciámo-nos com uma degustação Primavera que incluía diversas sobremesas distintas: tarte de maçã, suspiros, panacotta, mousse de chocolate... A eleita foi a dos suspiros com recheio de creme inglês. Estavam deliciosos, a desfazer-se na boca, e o creme era divinal!


De resto, convém sublinhar que a harmonização de vinhos foi estupenda, com uma passagem perfeita entre o primeiro e o segundo. Ficou na memória um Mar da Palha 2012, Sauvignon Blanc. 

O atendimento e serviço foram impecáveis e o chef Frederic, simpático e acessível, esteve a conversar connosco um bocadinho no final da refeição.

Para um almoço ou jantar de negócios, para um jantar em noite de copos, ou para uma saída a dois, o River Lounge adequa-se às mais variadas circunstâncias. 



João e Raquel



Morada:
Cais das Naus, Lote 2.21.01 
Parque das Nações
Lisboa 1990-173

Telefone:
211 107 600

25/03/2014

novidades e sugestões - Lisboa sobre Rodas

Provavelmente, os nomes Hot Dog Lovers, BANANACAFE, A Frigideira de Bairro, Hamburgueria e Wasabi, não vos são estranhos. São cinco projectos diferentes, todos na área da gastronomia, com uma abordagem urbana, descontraída e descomplicada, a preços simpáticos.

De cachorros quentes, a petiscos e salgados, passando pelos hambúrgueres e comida de inspiração japonesa, estas cinco marcas e jovens empresas já fazem parte da cidade lisboeta, e agora uniram-se em torno de uma ideia comum, que teve o apoio da Câmara Municipal de Lisboa: Lisboa Sobre Rodas

O que é, então, o Lisboa Sobre Rodas? Uma boa ideia, resumidamente. Alia duas tendências actuais: comida e a cidade lisboeta, resultando em street food.

Este projecto, que visa levar a determinados locais da capital estas roulottes dos tempos modernos, oferece a quem passa a possibilidade de uma refeição rápida e saborosa, seja para levar, comer pelo caminho, seja para saborear num banco de jardim ou nas mesas disponíveis.  

A novidade? As carrinhas irão rodar a sua localização, de segunda a sexta, entre as Amoreiras, Cais do Sodré, Campo Grande, Entrecampos e Saldanha. 

De quinta a sábado, a partir das 20h e até às 2h da manhã, as cinco carrinhas reúnem-se no topo do Parque Eduardo VII, criando um novo espaço de refeição, com uma esplanada com capacidade para cerca de 200 pessoas. Esta é, provavelmente, uma das mais-valias desta ideia na medida em que vem dar vida a uma zona da cidade que, para além de ser bonita, está um tanto ou quanto apagada.

Ao domingo, uma destas carrinhas irá estacionar em Monsanto, oferecendo às famílias (sobretudo), uma hipótese de almoço/lanche.

Só falta mesmo uma carrinha com sobremesas e, nas noites em que estacionam no Parque Eduardo VII, uma casa de banho pública. Porque não uma carrinha gira e decorada para o efeito? 



(fotografias cedidas pela organização)


Raquel

20/03/2014

Tour Gatronómica SANA Hotels #2 - Espadarte

A semana passada embarcámos em mais uma etapa da nossa aventura gastronómica pelos restaurantes dos hotéis SANA, com o intuito de conhecermos as novas cartas de Primavera/Verão. 

A verdade é que quando temos de escolher um sítio onde ir jantar ou almoçar, nem sempre nos lembramos dos restaurantes de hotel. Não temos o hábito de frequentar este tipo de espaços, seja porque os associamos a almoços de negócios ou a turistas, seja porque nem nos ocorre que podemos lá ir, mesmo que não estejamos hospedados. Porém, podemos estar a perder uma boa oportunidade de experimentar uma cozinha de qualidade e um atendimento profissional, aliados a um espaço e decoração normalmente menos convencionais.

Se a tudo isto acrescentarmos uma localização simpática, como Sesimbra, temos o restaurante Espadarte, com o mar quase a beijar as mesas. Podemos resumir a carta e a postura do chef em poucas palavras: frescura, alimentos da região e simplicidade.

De facto, João dos Santos, que já passou pela Bica do Sapato e que agora está ao leme da cozinha do Espadarte, conjuga os seus conhecimentos em nutrição e avaliação da frescura e qualidade dos produtos de pesca na perfeição, brindando-nos com pratos com produtos locais, de confecção requintada mas sem excessos.

A nossa refeição começou com a "prata da casa": bifinhos de espadarte com escabeche de cenoura e cebola, acompanhado por uma salada de verdes (alface e rúcula) e molho de pimentos. A entrada era leve, fresca e com sabor a Verão, sublinhando que estamos numa vila piscatória.


O prato de peixe não podia desiludir e fomos presenteados com uma maravilhosa açorda de gambas e coentros com um fresquíssimo robalo, cozinhado no ponto e bem arranjado. A açorda de gambas era cremosa e leve. No prato, uma espécie de vinagrete de mostarda que conferia um sabor inesperado, completando-o.


De seguida, chegou-nos um prato menos primaveril, ainda a lembrar o Outono: lombo de veado com puré de castanhas e molho de vinho do Porto. Sabores equilibrados, carne muito tenra e um puré de castanhas exemplar em sabor e textura (muito macio). O molho de vinho do Porto estava igualmente saboroso. A acompanhar este prato, um vinho tinto acentuado, que ligava muito bem com a carne de caça: Malotojo, com uma quinta na zona de Azeitão e outra no Alentejo. Aliás, esta foi a marca que nos acompanhou durante todo o jantar. O Moscatel que bebemos com a sobremesa, era delicioso.

Por fim, a dita sobremesa: trouxa de maçã e passas e gelado de baunilha. Simples, sabores clássicos e bom contraste: maçã e canela quente e crocante e um gelado fresco e doce. Bom final para um jantar que não precisava de mais.


Uma refeição magnífica, com a simplicidade dos ingredientes frescos,  utilizando produtos bons e bem confeccionados.  Só temos pena de não ter provado uma manteiga caseira, no couvert. Certamente que seria deliciosa!

Nãos se pode pedir mais se, a tudo isto, juntarmos um atendimento profissional. 



João e Raquel 




Morada:
Av. 25 de Abril
2970-634 Sesimbra

Telefone:
 212 289 000