20/10/2014

novidades e sugestões - Sabores da Cozinha Mexicana

Na semana passada decidimos experimentar um mexicano ao estilo fast food, no Centro Comercial Colombo: o Guacamole - Gourmet Mexican Grill. Burritos, fajitas, tortilla chips, numa mistura de sabores quentes, picantes, frescos e cremosos. Ficámos agradavelmente surpreendidos pela rapidez com que nos foi servido um almoço que nos transportou (quase) para outro lugar e pelo sabor. Contudo, é pena quando estes sítios simpáticos apenas se encontram dentro de grandes espaços comerciais.

Mas esta experiência só nos veio abrir o apetite para algo mais genuíno e tradicional, como um almoço assinado por alguém entendido no assunto. É por isso que sugerimos uma visita ao restaurante Contemporâneo, no Hotel Sana Lisboa, a partir de hoje e até ao dia 24 de Outubro, pois vai acolher o evento "Sabores da Cozinha Mexicana", em parceria com a Embaixada do México.


Durante estes dias, ao almoço, e pelo preço de 20€ por pessoa, pode desfrutar de um buffet de cozinha mexicana com o cunho do chef Gerardo Vásquez Lugo.

Algumas das especialidades que poderão encontrar por lá...




Então, já estão com água na boca?


Raquel

19/10/2014

receita - ginjinha caseira

Agora que chegámos ao Outono, aqui fica uma receita deliciosa e que tem feito sucesso entre os amigos e familiares.

Esta foi feita em finais de Junho, na época da ginja, e está agora bastante boa. É a primeira vez que faço, seguindo a receita da minha avó, escrita naquela caligrafia que só as avós têm. Segundo dizem, quanto mais tempo estiver na garrafa, melhor a ginginha.


É preciso:

Estas quantidade são variáveis, mas a proporção deve ser esta.

- ginjas (cerca de 1kg)
- 1 litro de aguardente (bagaço não)
- 500 gr de açúcar
- 1 pau de canela

Lave muito bem as ginjas (de folha) e tire-lhes os pés. Deite-as num frasco ou garrafa de boca larga enchendo só até meio.

À parte misture muito bem a aguardente com o açúcar, na proporção de 1 litro de aguardente para 500 gramas de açúcar. Acabe de encher o frasco com esta mistura.

Tape muito bem e conserve em sítio escuro durante pelo menos 2 meses. De 8 em 8 dias vire o frasco de boca para baixo durante alguns segundos.


João

08/10/2014

truques e dicas - como aproveitar ao máximo uma babymoon e viajar grávida

Daqui a pouco mais de 15 semanas vamos ser pais, o que significa, claro, mudanças a vários níveis, incluindo no que respeita a viagens. 

Toda a logística de viajar com mais alguém (sobretudo para fora do país), e que necessita de rotinas, horários, cuidados, implica planeamento extra, para além de ser mais uma despesa no momento de viajar.

Ou seja, enquanto a bebé não tiver idade para viajar ou para ficar entregue ao cuidado de avós e tios, não há viagens para ninguém, o que pode significar não nos metermos num avião nos próximos 3 anos (não quer dizer que não se possa viajar com eles mais pequenos, mas a logística é maior e quanto mais autónomos forem, melhor).

Assim, decidimos fazer uma última viagem antes de a bebé nascer, em jeito de babymoon. Uma última viagem sem termos de levar a casa toda às costas ou sem ficarmos com o coração pequenino por estarmos longe. 

O destino? Paris! Romântico, com imensa arquitectura, cultura e arte, boa comida e pouco tempo de voo.

Mas isto de viajar grávida tem o que se lhe diga. Por isso, deixo-vos algumas dicas minhas e da Lonely Planet


  • Em primeiro lugar, a escolha de viajar tem de ser consciente. Convém que a gravidez não seja de risco, esteja a correr bem e que o médico não levante qualquer problema. 

  • O melhor trimestre para viajar é o segundo. No primeiro, o risco de aborto espontâneo é maior, pelo que convém ter alguns cuidados extra de modo a garantir maior tranquilidade. Além disso, e falo por experiência própria, neste trimestre o cansaço atinge-nos muito mais facilmente. De resto, para quem sofre destes sintomas, não deve ser nada agradável viajar constantemente nauseada. No último trimestre, para além de já se estar numa fase avançada da gravidez, o que significa que uma grande barriga nos vai fazer maior peso, a possibilidade de um parto prematuro ou maior necessidade de assistência médica é uma realidade. No segundo trimestre já temos uma bela barriguinha para exibir e levar a passear, já ultrapassámos as fases críticas e ainda temos mobilidade para andar de um lado para o outro.

  • Se a viagem for para um país em que seja obrigatório ou aconselhável tomar alguma vacina ou fazer medicação preventiva, é importante confirmar com o médico que não há qualquer problema, e que ele indique o que pode ou não ser tomado. 

  • Se a viagem for de avião, deve sempre confirmar-se qual a política da companhia aérea em relação a passageiras grávidas. Muitas exigem uma declaração médica, normalmente a partir do 7º mês de gravidez.


  • Quando estiver a escolher onde pernoitar, caso opte por alugar um apartamento ou outro tipo de alojamento, certifique-se que não tem de subir imensos lances de escadas, que tem conforto suficiente para dormir e tomar banho.

  • Leve consigo o Boletim da Grávida, onde está reunida informação médica acerca da gravidez.

  • Leve consigo as vitaminas pré-natais e outra medicação que esteja a tomar.

  • Evite levar demasiada bagagem, pois vai ter de a carregar. 

  • Opte por roupa e calçado confortáveis e pondere utilizar meias/collants de descanso para grávidas e uma faixa para a barriga. Durante a viagem, sobretudo se for de avião, beba bastantes líquidos, e levante-se algumas vezes, de modo a que uma eventual tromboflebite não se agrave. 

  • No destino, não se esqueça das recomendações médicas em relação ao que é ou não aconselhável comer. Tenha atenção redobrada se estiver num país em que a gastronomia seja muito diferente (vegetais crus, ovos, carnes, peixes, marisco, água da torneira...). Certifique-se que não ingere nada indevidamente cozinhado. Não queremos arriscar uma intoxicação alimentar nem nada do género.

  • A gravidez exige um planeamento da viagem ainda mais cuidadoso. Não convém querer ver o Prado, o Thyssen e o Reina Sofía no mesmo dia. Sugiro que se planear uma ida a um museu, por exemplo, não coloque mais nada na agenda para esse dia. Intercale actividades de maior esforço com outras mais relaxadas. Não se esqueça de ir parando e descansando. O cansaço ataca de repente e não convém exagerar.

  • Informe-se acerca dos meios de transporte e perceba qual o melhor para si. Em Paris, por exemplo, embora o metro seja uma boa opção, tem de se andar bastante entre as estações e linhas, acabando por não compensar tanto. 

  • Evite filas. Se puder compre bilhetes/entradas com antecedência e não se esqueça que provavelmente tem prioridade por estar grávida.

Boa viagem!


Raquel


06/10/2014

mini roteiros # 1 - Jardim da Estrela + Casa Fernando Pessoa + Campo de Ourique

Para nos prepararmos para a aventura de sermos pais, em Janeiro, decidimos começar já a implementar uma estratégia que nos ajude a manter o casamento feliz e a nossa mente sã: ter tempo de qualidade a dois, sem fraldas, cólicas e chupetas à mistura.

Não quer dizer que não estejamos felizes, mas temos consciência de que um filho muda drasticamente as rotinas e formas de estar e afecta o casamento, para o bem e para o mal, pelo que para evitar que isso se reflicta muito na nossa vida a dois, queremos começar a ganhar alguns hábitos a pôr em prática depois de a bebé nascer. 

Em semanas alternadas, cada um de nós é responsável por escolher um programa para fazermos os dois, num dos dias da semana. A ideia é ser surpresa. É óbvio que até ao parto, os programas podem ser mais longos e que depois do nascimento e nos primeiros tempos, estes provavelmente se vão cingir a um jantar ou uma ida ao cinema (nada mau).

Agora temos a desculpa perfeita para parar de adiar aquelas coisas que queremos mesmo fazer. 

A nossa estreia foi a semana passada, e o responsável pelo programa foi o João. Foi muito engraçado:

- almoço piquenique no Jardim da Estrela com direito a bica no café do jardim
- lanche no Mercado de Campo de Ourique (o conceito é giro, mas melhor do que pagar preços inflaccionados por coisas absolutamente normais, é ter as bancas da fruta a funcionar até tarde)
- passeio por Campo de Ourique
- jantar de conservas em casa

Esperamos que ao partilhar convosco estes mini roteiros possam tirar ideias do que fazer, onde ir. Muitas vezes queremos fazer alguma coisa e falha-nos a inspiração.

Pode ser que estes mini-roteiros também vos sejam úteis!


Raquel

29/09/2014

como as cores influenciam as nossas compras de supermercado?

Embora a grande maioria de nós não se aperceba, a verdade é que a cor tem uma enorme influência no acto de comprar, escolher um produto, tomar uma decisão. Esta manipulação inconsciente que a cor tem sobre as nossas decisões é estudada e do conhecimento dos designers e dos interessados por food branding

Segundo um interessante artigo do site Kitchn, existem cinco cores habilmente utilizadas pelos designers de embalagens e frascos, com o intuito de provocar uma reacção, ainda que inconsciente, no comprador:


  • vermelho - regra geral, o encarnado é uma cor que torna tudo mais apetitoso (experimente colocar dois vegetais no prato de uma criança, um encarnado e outro verde e veja qual é que ele prefere comer...). Assim, as embalagens com esta cor procuram transmitir a ideia de que o conteúdo é delicioso, sendo automaticamente relacionada com uma série de alimentos desta cor que são saborosos e doces. Esta cor desperta/acentua a fome, sendo por isso popular em cozinhas e restaurantes. 

  • amarelo - por excelência, é a cor ligada à felicidade, ao optimismo. É, por isso mesmo, uma das cores mais utilizadas no food marketing. De forma a relacionar o acto de comer ou cozinhar a sentimentos de felicidade, conforto e satisfação, esta cor costuma estar muito presente nas embalagens, logotipos, etc.

  • verde - esta cor traduz aquilo que muitos procuram quando estão a decidir o que comprar, comer ou cozinhar: o natural e o saudável. Se repararmos nos produtos naturais, frescos ou saudáveis, todos ou quase todos usam o verde como bandeira, associado a mensagens de reforço acerca dos benefícios de determinado ingrediente/produto. 

  • cor-de-laranja - a utilização desta cor procura transmitir a mensagem "isto irá satisfazê-lo". Daí ser commumente utilizada em embalagens de pizzas e sopas, por exemplo. Já repararam na cor do nosso blogue? 

  • azul - das várias cores utilizadas, esta é a mais curiosa. Porquê? Porque não é uma cor associada a algum ingrediente ou produto específico, visto que nenhum é naturalmente azul. Aliás, esta cor costuma ser aplicada para inibir o apetite. Então, como é pode ser vantajosa para o food marketing? Porque está associada a imensas emabalagens de snacks, introduzidas no mercado na altura do baby boom, pelo que muitas pessoas relacionam o azul dos pacotes e embalagens, a boas memórias de quando eram pequenos e comiam bolachas ou batatas fritas. 


Deixamo-vos o seguinte desafio: abram a vossa despensa ou armários de cozinha e olhem para as embalagens e pacotes de comida. Que cores prevalecem? Contem-nos!

Alguns exemplos de cores a que estamos habituados...







Raquel


26/09/2014

receitas para dias de bola - Pizza Balls

Hoje é dia de bola! Às 8 e meia da noite jogam os principais candidatos ao segundo lugar da liga portuguesa (vou publicar isto rápido antes que a Raquel, que é do Sporting, veja o que escrevi).

Clubismos à parte, até porque o campeão não joga hoje, qualquer jogo de futebol é um excelente pretexto para preparar uns petiscos. O ideal, claro, é preparar tudo com antecedência, de preferência receitas simples para não arriscar perder o apito inicial.

Posto isto, segue então uma receita facílima e muito rápida de preparar: Pizza Balls!

É preciso:

- Massa de pizza daquelas que se encontram nos supermercados
- linguiça ou chourição
- queijo para derreter
- manjericão
- tomate cereja
- sal e pimenta
- queijo parmesão 
- manteiga de alho (opcional)

Estende-se a massa de pizza e corta-se em quadrados de cerca de 5 cm de lado cada um.

Coloca-se sobre cada pedaço de massa duas ou três fatias de linguiça ou uma fatia de chourição, dependendo do gosto. Sobre a linguiça coloca-se um pedaço de queijo para derreter (eu prefiro mozzarella).

Junta-se ainda uma folha de manjericão pequena e meio tomate cereja. Tempera-se com uma pitada de sal e pimenta. De seguida, segurando pelas pontas dos quadrados de massa, fecham-se as bolas e colocam-se, viradas ao contrário, num tabuleiro de ir ao forno. Pode-se ainda ralar queijo parmesão sobre as bolas e, se se quiser, pincelar com um pouco de manteiga de alho.

Vão ao forno até estarem coradas e depois é só comer e festejar os golos!



João

24/09/2014

vai um cocktail?

Com o boom do Gin em Portugal e com a cada vez maior curiosidade em experimentar as diferentes combinações de sabores que um Gin tónico pode proporcionar, a água tónica também ganhou um lugar de destaque entre os portugueses.

A Schweppes, provavelmente a marca mais conhecida de todas, volta a estar nas luzes da ribalta. O que muitos não sabem é que esta marca alemã existe desde o século XVIII e que no longínquo ano de 1783 se estava a criar o primeiro processo industrial para produção de água mineral gaseificada artificialmente. 

Em 1870 a marca lança a Agua Tónica e o Ginger Ale e no ano de 1956 chega a Portugal. 

Passados mais de três séculos, a marca continua a inovar e a criar novos sabores, tendo já duas novas gamas: Premium Mixers, com produtos ideias para a preparação de gins e outras bebidas (tónica pimenta rosa; tónica gengibre e cardamomo ou tónica flor de laranjeira e lavanda); e os cítricos (lemon dry e laranja original) para combinações mais fortes.

A semana passada fomos assistir à segunda edição do Schweppes Challange: um concurso a nível nacional que visa premiar os melhores cocktails e respectivos profissionais de bar. Depois de seleccionados os últimos 15 finalistas,  foram apurados os últimos 10, num processo que levou o júri ao local de trabalho dos participantes e, na grande final a que assistimos, apenas 5 abanaram o shaker para obter o primeiro lugar. 



A final foi no restaurante do Chefe Cordeiro, no Terreiro do Paço entre boa música e bebidas (infelizmente tive de me contentar com cocktails sem álcool). 

Na cozinha, que tivemos a oportunidade de espreitar, estavam os 5 finalistas auxiliados pelos últimos 5 concorrentes eliminados, a preparar, em grande azáfama, os seus cocktails para a grande prova final. Alguns ingredientes eram de utilização obrigatória, para tornar a competição ainda mais renhida. 


Na última prova, cada concorrente tinha 5 minutos para preparar e apresentar o seu cocktail. O júri, composto por 4 elementos, entre os quais um barman de renome, o Brand Manager da Schweppes e o vencedor da edição de 2013, iria depois avaliar cada bebida em termos de apresentação, preparação e técnicas e sabor. 

O público presente também pôde provar os cocktails em prova (menos eu, que me fiquei por suminho, não vá a criança nascer com gosto pela pinga!), e os sabores andaram em torno dos cítricos, sobretudo da laranja, e do maracujá. A água tónica esteve sempre presente, claro!




Enquanto o júri deliberava, um simpático jantar volante assinado pelo Chefe Cordeiro foi entretendo os presentes, acompanhados, claro, por cocktails da autoria de Nelson Antunes, vencedor do ano passado.


Este ano, quem venceu foi Paulo Gomes (abaixo) do Jony Rules Bar do  Hotel Portugal, venceu com o cocktail Jardim das Paixões, uma mistura de Tequila, Cointreau, Syrup Mel e Maracujá, sumo de toranja e lima, Schweppes Lavanda & Flor de Laranjeira.




Por falar em bebidas e cocktails, sugerimos a quem possa que não perca mais uma edição do Gin Tasting, no Porto a 4 de Outubro. Este evento inteiramente dedicado a esta bebida, conta com a presença de inúmeras marcas internacionais e nacionais, sendo que  pode provar Gin's preparados por verdadeiros entendidos na matéria e ficar a conhecer alguns truques. Desde que fomos ao Gin Tasting em Leiria, no ano passado, que temos vontade de arrojar na preparação do Gin!



Raquel

22/09/2014

novidades e sugestões - molho para francesinhas da Guloso

Há já alguns meses que tínhamos aquele frasco a olhar para nós na despensa. Confesso que, sendo o molho da francesinha o elemento principal deste prato, olhámos desconfiados para aquele molho de francesinha já pronto, da Guloso. Ainda assim, a curiosidade em experimentá-lo era maior.

No outro dia arriscámos: o João preparou as carnes (um bife de vaca, umas salsichas e linguiça), grelhou-as e reservou-as. Entretanto, o forno já estava aquecido. Colocou umas fatias de queijo entre as carnes e o pão de forma (ainda juntámos chourição fatiado) e mais queijo por cima e levou tudo ao forno. Convém que o pão de forma seja dos bons, de padaria. No frasco explicam como fazer as francesinhas, também. 

O molho, aquele que ditaria se estas francesinhas caseiras iriam ou não valer a pena, já estava num tacho ao lume. 

E não é que o molho é mesmo bom? Eu, que sou mais esquisita com as francesinhas, elegi-a como a melhor dos últimos tempos. 

O molho tem todo o sabor que se quer, a textura certa e conta ainda com um grande ponto a favor: é generosamente picante. Se para alguns este pormenor pode desagradar, para mim tornou-o perfeito. Francesinha que é francesinha tem de ser picante. Cada frasco serve duas porções bem carregadinhas de molho, como se quer. 

Absolutamente recomendado e bem melhor do que alguns molhos que nos servem por aí... Não somos só nós a dizer que o molho é bom: foi um dos produtos Sabor do Ano 2014!




O preço ronda os 2,70€.


Raquel

17/09/2014

receita - massa caseira e pasta a la carbonara

A nossa viagem por Itália deu-me vontade de começar a fazer  massa caseira. Assim, deixo-vos uma receita de pasta a la carbonara, mais para explicar como confeccionar massa artesenalmente do que pela carbonara em si.


Fazer massa é tão, mas tão simples, que toda a gente devia experimentar! Só são necessários dois ingredientes, ovos e farinha, e uma máquina para esticar a massa (que se adquire facilmente em qualquer loja de produtos de cozinha).

A receita base é sempre 1 ovo e 100 gramas de farinha por pessoa. Ou seja, se cozinharmos para 4, misturamos 4 ovos com 400 gramas de farinha.

Começa-se por misturar bem os ingredientes, até se conseguir formar uma bola homogénea de massa. Nessa altura, deixa-se a massa repousar por mais ou menos meia hora.

De seguida corta-se em pedaços mais pequenos, do tamanho de um ovo, para que se possa passar pela máquina. É importante em todas as fases ir polvilhando com farinha, para que nunca pegue.

A máquina tem várias medidas, do 1 ao 9, que alteram a espessura dos cilindros por onde passa a massa. No nível 1 os cilindros estão mais afastados e, no nível 9, obtemos a menor espessura de massa.

Começamos, então, por passar cada pedaço pela máquina no nível 1. De seguida dobramos em três (como se pode ver na imagem) e passamos outra vez. O objectivo é conseguir fazer uma pequeno rectângulo.


No passo seguinte continuamos a esticar a massa na máquina (os pequenos rectângulos obtidos na fase anterior), aumentando o nível a cada passagem (uma vez no nível 2, outra no 3, e por aí fora). Quando se atingir a espessura pretendida paramos. Normalmente faço entre o 7 e o 8, mas isso depende do gosto de cada um.


Ficamos, então, com rectângulos compridos de massa como os que mostro na imagem. Mais uma vez importa sublinhar que se deve ir polvilhando com farinha.

De seguida, usam-se os cilindros dentados da máquina para cortar a massa e lhe dar a forma desejada. Desta vez passa-se a massa apenas uma vez pela máquina.


Estende-se a massa, polvilha-se com farinha e aguarda-se mais meia hora. Este período de espera é o ideal para preparar todos os ingredientes da receita que se vai fazer.


Agora a minha receita de carbonara:

É preciso:

- massa caseira
- bacon ou pancetta
- 1 gema de ovo por pessoa
- natas
- queijo parmesão
- pimenta preta

Coloca-se uma panela grande com água e bastante sal ao lume. Entretanto, misturam-se as gemas de ovo, as natas (normalmente 1 pacote) e uma mão cheia de queijo parmesão acabado de ralar.

Quando a água estiver a ferver bem, junta-se a massa. Como é massa fresca cozinha muito rápido, dois ou três minutos e está pronta! Deve ser cozinhada até estar quase al dente, porque ainda vai terminar a cozedura na frigideira.

Numa frigideira frita-se o bacon ou a pancetta em azeite até corar, junta-se a massa já cozida e mistura-se bem, deixando-se cozinhar mais um pouco.

Antes de juntarmos as gemas, natas e parmesão, retira-se do lume e deixa-se arrefecer para não cozinhar as gemas demasiado rápido. De seguida adicionamos o preparado para o molho e envolve-se tudo. Volta-se a colocar ao lume e cozinha-se mais um pouco até engrossar ligeiramente.

Para finalizar junta-se bastante pimenta preta moída no momento.



João

14/09/2014

viagens e sítios - Itália (a comida)

A nossa grande road-trip/lua de mel por Itália foi uma intensa experiência a vários níveis. Visitámos o país de norte a sul e conhecemos sítios fantásticos, visitámos locais com séculos de história, praias deslumbrantes, pequenas vilas medievais, zonas rurais idílicas... Enfim, tanta coisa que nem há palavras para descrever: de Génova à Sardenha, passando por Modena, Veneza, Florença e Roma, deixando pelo caminho saudades de Cagliari, Cinque Terre, Lucca, Mântua, Pádua, Toscânia... 


Foi um mês incrível cheio de experiências e histórias que vão ficar para toda a vida. Histórias diferentes, lugares vários, paisagens e ambientes completamente distintos entre si. Da montanha à praia, da grande cidade à pequena vila piscatória, Itália é um enorme país que não acaba, onde apetece voltar várias vezes para descobrir mais.

Mas com tanta variedade há algo em Itália que é transversal a todos os lugares, mesmo aos mais remotos: a impressionante qualidade da comida.

Onde quer que se vá come-se bem. Há uma cultura gastronómica entranhada em todos os italianos, um orgulho nacional de bem comer. Durante o mês todo que lá estivemos, onde quer que fôssemos, tirando uma ou duas raríssimas excepções, a comida era maravilhosa.

A frescura dos ingredientes e a qualidade dos produtos são, para mim, aquilo que se destaca da gastronomia italiana, tão variada de região para região mas tão igual quando comparada qualitativamente. 


Na memória ficaram um peixe à Linguriana, uma tagliatelle al ragu em Modena, os gelados em Lucca, um javali feito com cacau e vinagre em Monteriggioni, na Toscânia, a melhor carbonara do mundo num parque de campismo em Fiesole, perto de Florença, as tapas venezianas, os paninis em Pisa e as pizzas em Roma.


Outro aspecto que se pode destacar é a simplicidade com que se cozinha nesse país. O protagonismo vai todo para os ingredientes, para os frescos produtos que cada região oferece e não para quem cozinha, que não tem senão o objectivo de enaltecer a qualidade exemplar dos ingredientes e de os elevar ao seu mais alto nível.

Claro que quando voltei para Portugal vim profundamente influenciado pelas as experiências que lá vivi. A minha forma de ver as coisas e de cozinhar alteraram-se, como, de resto, acontece sempre que viajo. Agora tento fazer tudo mais simples, com menos confusão, menos ingredientes, mais cuidado na escolha do tempero e mais atenção na compra dos produtos. Bolas, que em qualquer mercearia italiana a fruta e os legumes brilham! Não admira que com tanta qualidade, para eles baste grelhar uma courgette e temperá-la com uns grãos de sal e um fio de azeite, e já está!



João

10/09/2014

cozinhas que dão vontade de comer #1

Cá em casa a cozinha tem um lugar de destaque. É, muito provavelmente, uma das divisões onde passamos mais tempo, não só pelas tarefas que lá se realizam, mas também pelo prazer que nos dá tomar lá as nossas refeições e estar à conversa. 

Por isso mesmo, e porque sabe sempre bem ver cozinhas que nos inspiram, partilho algumas imagens de cozinhas e pormenores que "nos dão vontade de comer". Cozinhas onde não nos importávamos de passar o dia...

03/09/2014

restaurante - Belém 2 a 8

Em Julho decidimos ir jantar a Belém, zona de Lisboa que, regra geral, é um parque de atracções para turistas, o que apesar de ser óptimo, nos retira alguma da sensação de estar na nossa própria cidade. Lá fomos nós, experimentar o Belém 2 a 8, no espaço que antes pertencia ao Rosa dos Ventos.

O primeiro aspecto que imediatamente notámos, foi o atendimento: atenção, simpatia e profissionalismo, mas daquele natural e espontâneo que nos faz sentir em casa. 

Percebemos pela carta que o prato forte da casa são os petiscos portugueses, desde os típicos peixinhos da horta, passando pela salada de polvo. Aliás, foram estes os nossos favoritos, dos vários que experimentámos. Os peixinhos da horta crocantes e a salada de polvo irrepreensivelmente temperada, com o polvo no ponto certo. 

Em segundo lugar do top, sardinha em conserva com pimentos, escabeche de cebola e um redução de Porto saborosa, empatada com uma gulosa espetada de linguiça com ananás.

A terrina de javali com trufa também soube bem e, com menos graça, não pela confecção em si, mas pelos sabores, a salada de bacalhau e grão. Os ovos mexidos com farinheira não convenceram, não só porque este prato é sobrestimado, como pelo sal a mais que se fez sentir. Acontece.


O petisco da casa é o pastel de nata de bacalhau, que apesar de não ter sido um dos favoritos estava, de facto, muito agradável.

Além dos petiscos pode sempre optar-se pelos pratos, também eles portugueses e com os nossos sabores. 

Se lá forem, não deixem de provar o leite creme, provavelmente um dos melhores que já comemos. 

O importante a reter é que há em Lisboa um espaço simpático, agradável, com bom atendimento e bem decorado (o espaço divide-se em dois andares, o térreo com uma decoração mais jovial e colorida, o piso superior com maior sobriedade e requinte e com livros de arquitectura a tornar tudo mais interessante). Serve bons petiscos, a um preço acessível e com variedade suficiente para ir partilhando e experimentando. De notar ainda a boa selecção do vinho da casa. 

Este restaurante é uma boa montra da comida portuguesa. Não tem pretensões de ser o último grito. Antes pelo contrário, é assumidamente simples, de apresentação cuidadada e com os sabores que conhecemos e a que estamos habituados. Numa época de modas, de twists e reinterpretações da cozinha portuguesa, é uma lufada de ar fresco ver que ainda há quem se preocupe por manter as coisas como elas são. 


Raquel e João


Morada:
Rua de Belém, nº 2 a 8
Lisboa

Telefone:
21 363 9055

30/08/2014

novidades e sugestões - Loja das Conservas


Chega a hora de jantar e não preparámos nada... Não tirámos nada do congelador, não temos ingredientes suficientes para fazer o que nos vem à cabeça e estamos sem vontade de sair de casa para comprar o que falta. Quem é que nunca passou por isto?


Nós já, e mais vezes do que aquelas que gostamos de admitir! Mas felizmente há soluções para tudo, e não estou a falar de mandar vir uma pizza, claro.

Uma maneira que temos de ultrapassar este problema e da qual gostamos muito é fazer um jantar de conservas! Temos o hábito de manter uma reserva de boas conservas na despensa e quando é preciso, já está! Abrimos duas latas, cortamos um bom pão em fatias e servimos dois copos de vinho tinto (agora só um, porque a Raquel está grávida). Umas gotas de sumo de limão antes de cada dentada e está feita a jantarada.

Comprar as conservas é também um prazer. Não tão grande como comê-las, claro, mas ainda assim um prazer! Um sítio muito giro onde gostamos de ir para abastecer a despensa é a Loja das Conservas, na Rua do Arsenal.


Esta loja, uma iniciativa da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe, reúne uma enorme variedade de produtos provenientes de conserveiras de todo o país. Tem uma decoração muito bonita, com as conservas organizadas por conserveira, o que ajuda a conhecer melhor cada marca e o atendimento informado torna tudo mais fácil: desde uma curta contextualização a boas sugestões. 


Da última vez que lá fomos optámos pela variedade, quer de conservas, quer de marcas. Desta maneira ficámos a conhecer os filetes de enguias fumados, da Comur, dos quais ficámos fãs. O atum em molho cru, da Santa Catarina, também foi uma escolha, mas esta já é habitual.




João

25/08/2014

truques e dicas - um vinagrete perfeito

Com o Verão, o calor, a praia, o peixe grelhado, as refeições light, o campo, a natureza, uma boa salada é a companhia perfeita para um almoço ou jantar.

Há quem as prefira mais simples, sem grandes complicações e há quem faça delas verdadeiras refeições, com atum, delícias do mar ou frango, frutas e legumes diversificados (deixamos a dica: manga na salada fica simplesmente delicioso!).

Além da salada em si, o tempero também é importante para unir os sabores e tornar este acompanhamento ou refeição mais completo. 

Nós somos adeptos do vinagrete, que é fácil de preparar e permite umas variações engraçadas.

Deixamo-vos esta imagem que resume como fazer um bom vinagrete, com as proporções certas e com ideias do que juntar. Resumidamente, tem que ter uma base (normalmente, o azeite), uma parte que confira acidez (vinagre, sumo de limão ou outro citrino) e outros sabores (é aqui que se pode variar, escolhendo opções adocicadas ou ervas aromáticas, ou o que acharem que fica bem com os ingredientes da salada).

No final da imagem, ficam algumas sugestões de vinagretes! 

Boas saladas!




(via pinterest)

Raquel

16/07/2014

truques e dicas - como escolher um pêssego?

O pêssego é um dos frutos típicos da estação quente. Os supermercados e mercearias enchem-se daquele aroma delicioso e inconfundível que nos recorda o Verão e os dias de praia.

Infelizmente, várias são as vezes em que acabamos por trazer para casa exemplares não muito bons, ácidos ou sem grande sabor.

Quais são, então, as melhores dicas para escolher pêssegos?

- Em primeiro lugar, o melhor será conhecer as variedades que existem e prová-las para saber quais a que gostamos mais. Entre os carecas e os peludos, como comummente se designam, em Portugal predominam os de polpa amarela. 

- Outra dica útil é tentar escolher pêssegos locais ou, pelo menos, o mais próximo possível da zona onde os compramos. O facto de terem de viajar menos torna-os mais frescos e saborosos. Em Portugal, as principais regiões produtoras são: Ribatejo e Oeste, Palmela, Algarve, Campo Maior, Vilariça e Cova da Beira. 

- Além do cheiro, outra característica que devemos atentar é a cor do pêssego. Um bom pêssego tem, habitualmente, cores e tons mais fortes. No entanto, é normal que por vezes possa haver zonas mais claras (devido a sombras provocadas por folhas, por exemplo), e que o fruto não tenha uma cor uniforme. 

- Por fim, uma apalpadela leve permite-nos saber se o pêssego está ou não no ponto. Se oferecer muita resistência o mais provável é que esteja duro e seja daqueles bons para "roer" (estes são os melhores para saladas). 




Raquel