25/06/2012

viagens e sítios - Porto

Se Lisboa é menina e moça, o Porto é uma mulher madura. É inevitável, ou quase inevitável, descrever esta cidade comparando-a a Lisboa. E não, não é um sinal depreciativo ou redutor, pelo contrário. As duas cidades completam-se, são reflexo uma da outra e representam, cada uma à sua medida, isto de ser português.

Charme e elegância são dois adjectivos que combinam com a cidade nortenha, sobretudo nas zonas mais históricas, imponentes mas ao mesmo tempo tão agradáveis, em que o Douro, a meu ver mais aproveitado que o Tejo, nos hipnotiza e nos faz demorar.

De grandes avenidas a ruas mais escondidas na zona da Ribeira, paisagens mais simples a outras mais sóbrias, como na Foz, o Porto é um conjunto de emoções, sentidos e lugares, unindo o antigo e o moderno de forma natural, criando espaços onde sabe bem parar e ver, onde sabe bem andar, tacteando a cidade.

Os tons mais acinzentados e graníticos,  sobre os quais é impossível não escrever, que conferem às ruas e edifícios um ar mais pesado e austero, acabam por reforçar e fazer brilhar os focos de luz que se abrem no meio da cidade, cujo melhor exemplo é o da Casa da Música ou a zona de São Bento.

Escrever sobre o Porto obriga-nos, também, a referir a Arquitectura, uma vez que acolhe inteligentes e magníficas obras, do melhor que há e se faz em Portugal, não fosse esta a terra que viu nascer os dois Pritzker portugueses: Siza Vieira e Souto de Moura. 

Lá, regra geral, sentimo-nos recebidos como se esperassem por nós para nos acolher. Antes mesmo de fazermos uma pergunta ou pedirmos uma indicação, já alguém nos aconselha um caminho, nos alerta para alguma situação ou nos sugere um sítio.

De dia ou de noite, há sempre programa e, no que toca a comida, não há razões de queixa: seja pelas francesinhas (muito melhores em alguns sítios do que noutros - fica a sugestão do Capa Negra, no Campo Alegre), seja pelos pratos típicos portugueses, ou pela cozinha mais moderna de autor, estamos sempre bem servidos!



Raquel


(As fotografias são quase todas de edifícios, porque a nossa ida ao Porto teve como mote a Arquitectura. Os dois primeiros edifícios são do Souto de Moura, o do meio, que dispensa apresentações, do Rem Koolhas, e os últimos do Siza Vieira, sendo que a casa de chá fica em Leça da Palmeira, já em Matosinhos.)



2 comentários:

Raqs disse...

Gostei, e eu sou uma Raquel do Porto :)

les bons vivants disse...

Raqs,

ainda bem! :)


Raquel (de Lisboa!)