03/07/2013

novidades e sugestões - "Where Chefs Eat"


Os livros também se julgam pela capa, pelo menos neste caso.. Em termos de design, é um livro magnífico que fica bem em qualquer cozinha.

O livro Where Chefs Eat, da editora Phaidon, é um guia de restaurantes para todo o mundo, com sugestões feitas por chefs de renome.

Organizado por continentes, países e cidades, este livro apresenta sucintamente inúmeros restaurantes onde os chefes vão comer. Recomendações que vão desde a pechincha, ao “worth the travel”, não esquecendo o “wish I’d open” ou o “local favorite”.

Na maior parte dos casos não há grandes explicações sobre os sítios, mas as sugestões são feitas por quem sabe, e isso já vale qualquer coisa.

Em Portugal, os chefes Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Ljubomir Stanisic e Vitor Sobral são alguns dos que apresentam sugestões de onde comer.



João

18/06/2013

restaurante - 100 maneiras

Este ano, à semelhança do anterior, decidimos comemorar o aniversário do João num restaurante cujo responsável pela cozinha fosse um chef de reconhecido mérito. Em terras de sua majestade optámos pelo Claridge's do Ramsay e este ano pelo 100 maneiras, do Ljubomir Stanisic.  

O restaurante 100 maneiras (não confundir com o Bistro 100 maneiras, do mesmo chef) funciona com um único menu de degustação que muda ao longo do ano, conforme a estação. Em Abril calhou-nos o menu de Primavera, composto por sete pratos, uma trilogia de sobremesas e ainda uma outra final. 

Tivemos de esperar pelas 22h para jantar visto que, sendo o espaço relativamente pequeno, só foi possível reservar na segunda ronda de jantares. A hora tardia não nos incomodou. Chegámos ao Bairro Alto e deparámo-nos com um espaço diferente do expectável: pequeno, como já referido, sóbrio mas simples, com o principal senão a ser a curta distância entre as mesas.  Contudo, o espaço não deixa de ser simpático.

Assim que nos sentámos o Sommelier pôs-nos a par das melhores escolhas para acompanhar o menu, e optámos por dois copos de vinho, um tinto e um branco, ao invés do menu de degustação de vinhos que iria encarecer o jantar. 

O menu começou com a marca da casa, o conhecido "estendal do bairro". Desde o sabor, passando pela textura e apresentação, esta é, sem sombra de dúvida, uma marca merecida. É composto por meia dúzia de lascas de bacalhau com uma textura imensamente crocante, pelo que o bacalhau se desfaz na boca. Os pedaços vêm pendurados com umas pequenas molas num estendal que faz um prato muito giro. Aliás, todos os pratos que nos serviram tinham uma apresentação original e irrepreensível, a começar pelo próprio design do prato em si. A acompanhar o bacalhau veio um molho à base de pimento e outro de alho e coentros, ambos muito bons.

Depois de mais duas entradas, provámos algo maravilhoso: pato fumado com uma geleia de vinho da Madeira e lasca de foie gras. Este foi sem dúvida um dos pontos altos do jantar dada a explosão de sabor absolutamente divinal que este prato consegue provocar. 

Antes de limparmos o palato com um gin original e muito agradável, ainda degustámos outro prato, desta feita de peixe. 

Aquele que seria outro ponto alto do jantar, o risotto de maçã com bochecha de vitela só foi apreciado pelo João. Ficámos divididos: o João gostou muito, e eu achei a carne muito gorda e o risotto imensamente ácido. De facto, foi pena que o último prato antes das sobremesas me deixasse um sabor menos simpático na boca. 

A sobremesa foi agradável, sobretudo tendo em conta a forma como veio apresentada, com a trilogia disposta numa espécie de tronco de árvore com fumo a envolver tudo. 

Quanto ao atendimento há pouco a dizer, foi eficiente e cuidadoso como seria de esperar. Curiosamente, achámos mais profissionais as empregadas de mesa, comparativamente ao Sommelier e àquele que julgámos ser o chefe de sala. De ressalvar a simpatia durante o processo de reserva de mesa (via email e telefone).

O preço? Cada menu custa 45€ por pessoa, o vinho, cafés e água são pagos à parte.


Raquel

17/06/2013

restaurantes asiáticos em Lisboa e uma receita de caril

Para leram as nossas sugestões de restaurantes asiáticos em Lisboa e ainda espreitarem uma das variadas receitas de caril que já experimentámos, é só espreitar a nossa crónica no P3, aqui.

Esperamos que gostem!

João e Raquel

13/06/2013

receita - cuscuz de legumes e ovo

Há já algum tempo que andava para experimentar fazer cuscuz. Aproveitei uns dias livres na Páscoa para experimentar novas receitas, uma delas de cuscuz, simples, rápida, saborosa e reconfortante. 

É preciso:
- cebola roxa
- cenoura
- courgette
- cogumelos brancos frescos
- alho
- tomilho fresco
- ovos
- azeite
- cuscuz
- caldo de galinha
- flor de sal
- pimenta
- manjericão fresco

Começa-se por cortar todos os legumes em cubos pequenos. Coze-se os ovos durante cerca de 6 minutos, em água a ferver (para que a gema não coza demasiado). Tenha cuidado ao colocar o ovo dentro de água, de forma a não o rachar/partir a casca. 

De seguida salteiea-se os legumes um a um (caso seja perfeccionista com os diferentes tempos de cozedura) em azeite aromatizado com alho e tomilho fresco. Depois de salteados tempera-se com flor de sal e pimenta e reserva-se. 

Cozinhar o cuscuz é muito simples: coloca-se o cuscuz num recipiente e cobre-se com água ou caldo (fica mais saboroso) a ferver. A quantidade é de 1 para 1, ou seja, uma dose de água para uma dose de cuscuz. Nesta receita utilizei caldo de galinha que tinha congelado.


Apresentação:
Quando o cuscuz tiver absorvido a água/caldo, mexe-se com um garfo e juntam-se os legumes, os ovos cozidos e umas folhas de manjericão. 




João

04/06/2013

truques e dicas - preparar uma tábua de queijos

Esta dica é muito simples e ideal para os amantes de queijo. Basicamente, a ideia é apresentar uma tábua de queijos mais completa, que tanto possa ser servida como entrada ou sobremesa.

Pequenos pormenores que podem fazer a diferença: 

- o ideal é ter pelo menos 3 variedades de queijo (mais se a ocasião o pedir ou se for para muita gente - mais de 6/8 pessoas);

- opte por variedades realmente diferentes, quer no sabor, quer na textura. Assim, a forma mais fácil de escolher é mesmo pelo aspecto, pois queijos diferentes normalmente têm também um sabor diferente. Opte por um queijo mais cremoso e fresco, outro amanteigado de casca comestível e outro mais duro ou seco (se apreciar pode acrescentar um queijo azul);

- sirva o queijo à temperatura ambiente, para garantir mais sabor. Retire do frigorífico cerca de uma hora antes de servir (ou antes, caso seja um queijo muito grande ou mais duro);

- escolha o acompanhamento: tostinhas, crackers, pão fatiado. Tenha mais do que um à escolha para jogar com as texturas dos queijos;

- para uma tábua completa, prepare algo doce que contraste com queijo. Fatias de pêra, uvas, figos ou frutos secos são boas opções;

- se acompanhar apenas com pão, adicione um elemento crocante à tábua: nozes, fatias de maçã, um crumble de amêndoa, etc. 


31/05/2013

viagens e sítios - Gerês

O Parque Nacional Peneda-Gerês foi a primeira área protegida criada em Portugal e é uma zona única no país, ou não fosse também o único Parque Nacional. Esta extensa área que passa por cinco concelhos é um dos ex-libris paisagísticos e turísticos de Portugal.

O Gerês, esse tesouro escondido nas montanhas graníticas do Norte, é um paraíso na terra para quem aprecia o contacto com a natureza.

Caminhadas e/ou passeios mais descontraídos no meio da montanha, trilhos que nos levam pela vegetação adentro, quedas de água que não imaginamos ver no nosso país, piscinas naturais, são apenas algumas opções do que se apreciar conciliando a actividade física e o descanso/relaxamento. 

Uma visita ao posto de turismo é essencial para quem não quer desperdiçar tempo e para quem quiser ser aconselhado acerca dos variados percursos pedestres que se podem fazer. Mapas nunca são demais! Conhecer os pontos fortes do passeio também não, assim como uma breve apresentação da fauna e flora. 
Como sugestão para caminhada, sobretudo para os mais resistentes/aventureiros, aconselhamos o trilho da Fenda da Calcedónia.


O trilho tem cerca de 10km e é a subir, passando por caminhos de cabras e zonas com  blocos graníticos. O que torna este trilho especial é o facto de ter de se passar por uma  fenda num enorme bloco de pedra. Esta parte causa alguma adrenalina (para os menos habituados a estas andanças) devido à necessidade de escalada e ao espaço apertado.

O centro da vila em si, não é atractivo, servindo apenas de apoio a quem está instalado na zona. O parque de campismo mais perto, apesar de agradável e diferente dos outros, peca pelos socalcos demasiado pequenos e próximos uns dos outros, e pela distância da casa-de-banho.

Ainda assim, há várias opções para alojamento, e deixamos uma sugestão: Hospedaria D. Eufémia. É um espaço simples, mas asseado e que tem a grande vantagem de ter estacionamento. Ah, claro, o preço: barato! 30€ por noite, por quarto duplo com pequeno-almoço incluído (e estacionamento). Vale a pena, sobretudo porque fica perto do centro e de outros locais de interesse. 

O que nos desiludiu mais foi o facto de não termos tido oportunidade de experimentar um sítio onde se comesse mesmo bem. Criámos expectativas com as filas à porta do restaurante Lurdes Capela no centro da vila e com a ementa que nos aliciava com uma posta barrosã. Mas a comida em si não era excepcional. 

Ficam algumas fotografias para vos abrir o apetite! E não se esqueçam: não façam lixo nem fogo, protejam esta área e tenham cuidado com as zonas de quedas de água que são perigosas, sejam aventureiros q.b. e sempre de forma responsável.





Raquel

24/05/2013

workshop com o Chakall? Gostavam? É muito simples!

É mesmo simples, basta darem largas à imaginação ou inspirarem-se nesta receita criada a partir do queijo snack Président, e elaborar a vossa receita com este queijo. Pode ser fria ou quente, entrada, prato principal ou sobremesa. Têm liberdade total! Surpreendam-nos.

Façam a receita, fotografem-na (damos algumas dicas de amadores: fotografem junto de uma janela para que o espaço tenha luz natural e atentem na perspectiva, de forma a que o prato fique o mais apetitoso possível: se não resultar bem no todo, façam zoom e apanhem apenas uma parte. Componham o prato tendo cuidado com as cores, por exemplo) e enviem a receita e fotografia para  com:
- o vosso nome
- morada
referência ao blogue pelo qual participam (les bons vivants!)

Para onde? bruno.mendes@sopexa.com

As 12 melhores receitas seleccionadas de entre todas as recebidas recebem a oportunidade de participar num workshop com o chef Chakall!

Partilhem com os vossos familiares e amigos, são só bons motivos:
- ficam a conhecer o queijo snack Président
- experimentam uma receita nova
- podem ganhar um prémio!

Têm até ao dia 9 de Junho! Só é válida uma participação por pessoa e aceitam que a receita e fotografia sejam publicadas no site da Président, cedendo os direitos das mesmas.




Raquel e João

20/05/2013

receita - madalenas de laranja (World Baking Day!)

Quando nos desafiaram a preparar um bolo como forma de celebrar o World Baking Day, que foi ontem, aceitámos. 
O resultado do desafio foi bom, e comemos umas simpáticas madalenas de laranja, cuja preparação é muito simples. Pelo meio tivemos um desafio extra: cozinhar sem balança, o que para medir gramas não é a coisa mais simples, mas acabámos por recorrer ao método da colher e não correu mal! Na mistura acrescentámos aquelas mini pepitas de chocolate, normalmente usadas para cobrir bolo (de brigadeiro, por exemplo), mas como são pesadas acabaram por ficar sempre no fundo, pelo que não vale a pena usar.

Para cerca de 8/10 madalenas, é preciso:
- 30 g de vaqueiro líquida
- 20 g de maizena
- 35 g de farinha
- 40 g de açúcar (divido em duas partes iguais)
- uma pitada de sal
- uma pitada de pimenta
- 3 ovos (separar claras e gemas)
- 1 colher de sopa de raspas de laranja

Começa-se por pré-aquecer o forno a 180ºC. Mistura-se a maizena, a farinha e o sal. 

Noutro recipiente, misturar-se 20 g de açúcar e as raspas de laranja. Separar as gemas das claras e juntar as 3 gemas à mistura do açúcar com as raspas de laranja e misturar bem, reservando.

Bater as claras e a pouco e pouco adicionar-lhes o restante açúcar (20 g). Reservar.

Adicionar a vaqueiro líquida à mistura das gemas, açúcar e raspas de laranja e bater até a mistura ficar homogénea. Adicionar as farinhas a esta mistura e ir batendo. 

Por fim, adiciona-se as claras à mistura, batendo bem para que fique uma massa bem cremosa.

Untar as formas com vaqueiro líquida, e encher cada uma com cerca de 3 colheres de sopa da massa.

Levar ao forno durante cerca de 15/20 minutos.

Apresentação:

Polvilhar com açúcar branco.




Raquel e João

14/05/2013

receita - fígados de galinha em vinho do Porto e cebola roxa

Esta receita foi adaptada de uma do chef José Avillez. Para quem gosta deste tipo de petiscos é óptima para servir como entrada, antes de um prato principal que não seja muito pesado.

É preciso:
- fígados de galinha
- gelo
- vinho do Porto
- alho
- louro
- tomilho fresco
- sal
- pimenta
- cebola roxa
- açúcar

Começa-se por arranjar e limpar os fígados. Para tal, basta colocá-los num recipiente com água e gelo e ir tirando um a um à medida que se arranjam. Depois de limpos e arranjados, ficam a marinar num recipiente com vinho do Porto, dois dentes de alho esmagados, uma folha de louro, pimenta e dois ou três raminhos de tomilho fresco (para uma quantidade de fígados que sirva cerca de 3/4 pessoas). 

Enquanto os fígados ganham sabor, aqueça numa panela uma quantidade generosa de vinho do Porto e deixe reduzir. Junte açúcar a gosto (adeqúe a quantidade de açúcar à qualidade do vinho do Porto e ao seu gosto), mexa e depois junte a cebola roxa cortada em meias luas. Deixe reduzir mais.

Numa frigideira com um fio de azeite salteie os fígados de galinha, tempere-os com flor de sal e pimenta.

Apresentação:
Sirva os fígados com a redução de vinho do Porto e cebola com uns raminhos de tomilho fresco e acompanhe com pão.



Raquel

11/05/2013

Massas, massas e mais massas!

A nossa crónica de Maio no P3 já saiu e é sobre massas. Práticas, saborosas e normalmente baratas.

Espreitem, partilhem e aproveitem que estão lá duas receitas que ainda não publicámos no blogue. 

Raquel e João


08/05/2013

restaurante - Malaca Too

No outro dia fomos até ao Lx Factory à hora de almoço. A ideia era ir a um sítio, mas como estava fechado acabámos por entrar no Malaca Too, que também tem entrada na Livraria Ler Devagar. O espaço e a carta já nos tinham chamado a atenção noutras alturas e desta vez entrámos. 
 
O Malaca é um conceito que resulta, a começar pelo espaço (uma antiga fábrica) que funciona junto de uma livraria, com uma decoração simples e sóbria, em que nos servem  despretensiosamente.

A comida, de aromas intensos e sabores fortes é bastante reconfortante. A carta é à base de comida asiática, de influência de diversos países. Enquanto nos entretemos a explorar a ementa, podemos ir lendo umas curiosidades sobre a presença portuguesa no Oriente.

Ao almoço podemos optar por pedir à carta, prato do dia ou menu de almoço. Optámos pelo último: por 10€ temos direito a um prato (à escolha entre dois), uma bebida e uma sobremesa (à escolha entre várias). 

A comida é bastante simples e agradável, sem grandes surpresas é certo. O caril de legumes e lentilhas acompanhado por naan, arroz e pepino foi uma boa escolha. O copo de vinho que nos servem podia ser de melhor qualidade, pois o sabor a vinho de pacote (ou algo muito semelhante) acaba por diminuir a intensidade da restante refeição. A mousse de manga é muito, muito boa. 

Estamos desconfiados que temos de lá voltar para jantar, só que para a próxima pedir à carta e provar uns pratos mais elaborados. Ficaram por experimentar umas entradas que nos pareceram boas.

Quando entrar, se ficar vários minutos à espera de ser recebido, não desanime. O atendimento vai melhorando. 


Raquel


Morada
Rua Rodrigues Faria, 103, 
1300 Lisboa

Telefone
96 710 41 42
91 636 85 57

02/05/2013

truques e dicas - quantidades a servir numa festa

Quando se está a preparar uma festa para dar em casa é normal ficar hesitante em relação às quantidades. Muitas vezes, acontece o pior: falta comida. Outras, sobra imensa e é um desperdício.

Assim, aqui fica este mini-guia que pode ajudar a evitar esses problemas.

Na coluna da esquerda tem o tipo de comida a servir (pratos principais, acompanhamentos, frutas e vegetais, aperitivos e aperitivos sem que haja outro prato de seguida, sobremesas e bebidas), nas colunas do meio e da direita tem as quantidades a servir por x convidados. 

Clique acima para ver a imagem no tamanho original.


Raquel

22/04/2013

receita - robalo em marinada de manjericão e alho

Este tipo de receitas com peixe é muito simples e rápido de preparar e cozinhar, podendo as receitas ser adaptadas para outros peixes e outras marinadas.

É preciso:
- robalos
- azeite
- alho
- manjericão fresco
- sal
- pimenta

Com os robalos já arranjados e limpos, faça pequenos golpes de cada lado e coloque o peixe num recipiente de ir ao forno (que deve pré-aquecer).

Prepare a marinada: azeite (bastante), 1 dente de alho, sal, pimenta e manjericão fresco (bastante). Triture tudo com a varinha mágica e verta em cima dos robalos, esfregando-os bem para que a marinada seja bem absorvida (os golpes ajudam). Deixe marinar durante uns minutos (enquanto prepara o acompanhamento, por exemplo). 




Leve ao forno cerca de dez/quinze minutos e sirva com uma salada ou batatinhas assadas.  Neste caso, acompanhei bom batata e beterraba assadas. 




João

18/04/2013

todos por um - nós vamos.

Muitos de vocês já terão lido sobre o Rodrigo. Sobre o pequeno (mas tão, tão grande) Rodrigo. 

Talvez saibam da vida dele, que fica mais frágil a cada instante que passa sem esperança à vista. Uma leucemia apodera-se a cada dia da sua saúde, do seu pequeno corpo, das suas forças, da sua vida. A batalha tem sido dura para ele e para a família que tudo tem feito para lhe possibilitar ajuda, uma cura, esperança. Quantos de nós não conhecemos alguém que já lutou esta luta? Quantos de nós já nos arrepiámos ao imaginar que uma doença destas nos pode roubar um ente querido, um pai, mãe ou, mais triste ainda, um filho? Quantos de nós não faríamos qualquer coisa para tentar tudo o que fosse possível para salvar quem amamos?

É por tudo isto, e porque o Rodrigo está contra o relógio numa luta injusta e dura, que 3 bloggers decidiram ajudá-lo (Pólo Norte, SMS, Miss Glitering). A estas 3 bloggers têm-se juntado marcas, outros bloggers, pessoas. O objectivo é angariar dinheiro para ajudar a mãe do Rodrigo a encontrar alternativas além fronteiras, visto que o IPO lhe teve de dar alta uma vez que os tratamentos não estão a surtir efeito. O objectivo é também sensibilizar as pessoas no sentido de serem dadores de medula (entre um de nós pode estar a vida dele), pelo que estará montado um posto para quem se quiser tornar dador. O objectivo é mostrar que ele não está sozinho, que a angústia é partilhada, que a dor é dividida e, claro, que as boas energias são multiplicadas por infinito. 

Contudo, pensar nisto e achar muito bonito não chega, é preciso agir. Todos podemos ajudar. No sábado, dia 20, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha, na Avenida de Ceuta em Alcântara, entre as 10h e as 18h decorre o evento organizado em tempo record pelas 3 bloggers e outras mulheres de M grande, que quiseram dar a mão a outra mãe: o evento "todos por um".

Neste evento, todo o dinheiro conseguido é TOTALMENTE revertido para o Rodrigo. Diversas marcas e pessoas irão colocar à venda os mais variados produtos/serviços. Até o Cristiano Ronaldo assinou uma camisola que será leiloada! Haverá ainda espaço para os miúdos, com actividades e brincadeira, para que os possam levar.

Nós, à semelhança de outras pessoas, também vamos colaborar, pelo que a partir das 15h/16h estaremos por lá (ou pelo menos eu) a dar-vos a provar umas coisas feitas por nós.

Apareçam, pelo Rodrigo. Não há nada melhor do que ver pessoas unidas em favor de outras. 

E se o Rodrigo fosse um Miguel, um Pedro, uma Joana, Rita, António, Sara? O Rodrigo somos todos e desta vez é possível unir esforços.

Divulguem!


Raquel


15/04/2013

truques e dicas - conservar ervas aromáticas fora do frigorífico

Já tinha escrito um post acerca da melhor forma de conservar ervas aromáticas no frigorífico. Contudo, alguns tipos de ervas aromáticas, de folha mais pequena e oleosa, como o tomilho, devem ser conservadas fora do frigorífico, para que durem mais tempo. 

Pode optar por deixá-las mesmo ao ar livre ou fazer como na imagem e embrulhar em papel de alumínio. O tomilho que vêem na imagem já tinha mais de uma semana!
 




Raquel

12/04/2013

receita - tortilhas mexicanas com molho "del diablo"

Esta receita começa pela embalagem de tortilhas mexicanas que andava lá por casa. Uma daquelas coisas que se compra por entusiasmo e que grande parte das vezes acaba por perder a validade na despensa. Felizmente, fomos a tempo de salvar estas.

É preciso:
- peito de frango
- limão
- azeite
- sal
- alho
- pimenta
- cebola roxa
- tempero mexicano
- tomate pelado
- açúcar
- vinho do Porto
- piri-piri ou malaguetas
- coentros frescos
- iogurte natural
- mel
- tortilhas mexicanas
- milho
- alface multi-folhas
- pepino


Em primeiro lugar, é importante deixar o frango numa marinada de sumo de limão, azeite, sal, alho, pimenta, cebola roxa e tempero mexicano (utilizámos este da Margão, que encontrámos por acaso no supermercado e que fica mesmo bem). Já estamos com vontade de experimentar os outros da mesma gama.

Enquanto o frango marina, pode-se ir preparando o molho de tomate "del diablo" que, como o nome indica, se quer bem picante. Numa panela aquece-se um fio de azeite e alho e de seguida junta-se uma lata de tomate pelado.Tempera-se com sal, pimenta, uma colher de chá de açúcar e uma colher de sopa de vinho do Porto. O toque picante vem com o piri-piri em pó ou, melhor ainda, com as malaguetas frescas. A quantidade depende da coragem, mas nós tivemos mão pesada (duas colheres de café). Junte coentros frescos grosseiramente picados. Deixa-se reduzir, tritura-se com a varinha mágica e reserva-se. Acrescente mais coentros.

Para refrescar sugerimos um simples molho de iogurte. Basta misturar iogurte natural, mel e coentros frescos (não referimos quantidades porque foram postas a olho, o ideal é ir provando).

Numa frigideira aquecida, cozinhe o frango marinado. À partida, o azeite da marinada deverá ser suficiente, caso não seja, junte mais um pouco. 

Quando o frango estiver cozinhado, prepare os ingredientes todos para levar para a mesa, de forma a cada um poder preparar a sua tortilha. As tortilhas em si devem ser aquecidas apenas imediatamente antes de servir (siga as instruções da embalagem).

No nosso caso, juntámos ao frango e molhos, alface multifolhas (folhas pequenas e frisadas, muito crocantes), pepino em tiras e milho. 

Apresentação:
Quanto mais dificuldade tiver em enrolar (esta fotografia é de uma segunda tentativa..) e mais se sujar, melhor. É porque está mesmo bom!





João e Raquel

10/04/2013

restaurante - Pedro e o Lobo


Pelo segundo ano consecutivo fomos ao Pedro e o Lobo no âmbito do evento restaurant week e, neste caso, há duas sem três.

A escolha recaiu por duas vezes sobre este restaurante em grande parte devido às ementas apelativas que apresentou (a deste ano era toda com pratos que fazem mesmo parte do menu do restaurante). Mas, no final do almoço, ficámos com a sensação de que faltava alguma coisa. E desta última vez, isso acentuou-se.

No ano passado fomos agradavelmente surpreendidos pela entrada e sobremesa, que eram soberbas, sendo que o prato principal ficou aquém daquilo que se esperava. 

Este ano regressámos seduzidos pela ementa e pela memória da entrada e sobremesa do ano anterior. Contudo, saímos de lá desiludidos: não houve nada que tornasse o almoço especial.

Não é que os pratos fossem maus ou mal confeccionados, o problema é que eram demasiado neutros, faltando-lhes intensidade, personalidade e cor (está tudo bem empratado e com óptimo aspecto, mas o sabor...). Estão a um passo de serem muito bons e memoráveis, o que torna tudo mais frustrante. “Falta-lhes um bocadinho assim...”

O atendimento faz parte do problema também,  não condiz com o tipo de restaurante que é, ou que pretende ser (falta brio, profissionalismo e um serviço menos demorado).

De resto, a localização é excelente, pois fica bem no centro da cidade. O espaço é requintado, bem decorado, com cores sóbrias e adultas. Infelizmente, a música demasiado alta perturba o bom ambiente.

Resumidamente, só encontramos duas explicações: a primeira é a que este restaurante parece esquecer-se que o restaurant week funciona como uma montra (ou seja, convém que corra tudo bem para que se queira lá voltar e pagar mais); a segunda, é que precisa de uma reviravolta no atendimento e na concepção de alguns pratos.


João e Raquel


Morada
Rua do Salitre, nº 169
1250-199 Lisboa

Telefone
21 193 37 19