24/10/2013

novidades e sugestões - GIN tasting

O gin agora é moda em Portugal. Dantes era uma bebida de segundo plano, servida em copo alto com duas pedras de gelo e uma rodela de limão. As marcas disponíveis no mercado eram escassas e não havia sequer a consciência de que se podia variar na água tónica.

Felizmente, o cenário mudou drasticamente e agora podemos encontrar inúmeras marcas em muitos estabelecimentos. Para além disso, o modo como é servido passou a ser muito mais cuidado. Pepino, malaguetas, especiarias e ervas aromáticas são alguns dos ingredientes que passaram a fazer parte do receituário.

Como eu e a Raquel gostamos muito de gin, não deixámos passar a oportunidade de ir ao primeiro GIN tasting realizado em Portugal. Este evento, organizado pela EV - essência do vinho, reuniu em Leiria mais de 50 marcas que apresentaram os seus produtos. Contou também com provas, workshops e masterclasses. Tirámos umas ideias engraçadas para cocktails com gin no espaço da Schweppes.


Os gins eram servidos com todo o requinte, observando-se diversas técnicas e modos de apresentação da bebida.

Eu provei Gin Mare em copo fumado com ervas aromáticas, The London nº1 e Mombasa Club, originário do Quénia. A Raquel provou Martin Miller's, London nº 0 e Heyman's Old Tom Gin, proveniente de uma das mais antigas destilarias do mundo e dos criadores da conhecida marca Beefeater.



Para os interessados, fica a informação de que se pagava 15€ à entrada (10€ se a compra fosse feita com antecedência) com oferta de um copo de prova. Entre as 14h e as 24h era possível provar todas as marcas de gin presentes no evento e ainda participar nas diversas actividades. 

E, agora, a boa notícia: vai haver segundo round! Dia 2 de Novembro, no Porto, na Casa de Serralves, realizar-se-à novo GIN tasting, com o programa a ser anunciado brevemente.




(fotografias cedidas pela organização)


João

21/10/2013

restaurante - Tasca Urso

No charmoso Príncipe Real fica este espaço de nome caricato. A Tasca Urso, que de tasca só tem mesmo os petiscos.

Divida em três salas distintas, quatro se contarmos com a área da entrada, a tasca oferece possibilidades várias conforme o tipo de refeição que se for tomar. Uma sala mais espaçosa e luminosa, uma sala intermédia entre o interior e o exterior, mais apropriada para jantares a dois ou mais íntimos, e um espaço exterior para as noites quentes. A decoração é engraçada, remetendo-nos para outros tempos. 

A carta é composta por petiscos variados, desde peixinhos da horta, filetes de polvo com arroz de polvo, pica-pau, pataniscas de bacalhau com molho de iogurte, morcela, e por aí fora. 

Optámos por pedir um mil folhas de bacalhau e favinhas com enchidos. O primeiro era bom, e fazia jus ao nome de mil folhas, com uns triângulos de massa folhada recheados de creme de bacalhau acompanhados por uma pequena salada. Mas o tachinho que veio para a mesa com as favinhas e enchidos é que foi uma agradável surpresa. Bem temperado, saboroso e reconfortante. 

Bebemos uma sangria branca simpática.

O atendimento é informal e os preços são a parte menos boa da refeição. Sem cafés nem sobremesas, mas com couvert (requeijão, noz, doce de abóbora e pão), pagámos quase 40€. 

Tenham atenção que nesta zona o estacionamento é um problema. Se forem de carro contem com uns bons minutos à procura de lugar. Aconselhamos a que façam reserva. 


Raquel


Morada:
Rua Monte Olivete, 32 A
1200-280 Príncipe Real

Telefone:
96 290 22 34

09/10/2013

quem quer um voucher para dois menus Restaurant Week?

É só ir até à nossa página de facebook aqui e participar no passatempo que lá está a decorrer até ao final do dia de hoje

Basta escrever uma frase e já está... habilita-se a ganhar um voucher para dois menus em restaurante surpresa, do Lisboa Restaurant Week, de 10 a 20 de Outubro.





Boa sorte!

Raquel e João

07/10/2013

workshop Sabor do Ano no U Chiado

A convite do Sabor do Ano, participei num workshop no restaurante U Chiado. O objectivo era conhecer os produtos certificados com o selo de qualidade Sabor do Ano de 2013.

Juntei-me à Isabel e à Suzana e arregacei as mangas para preparar três pratos com os ingredientes certificados. Com a ajuda da chef Vanessa Silveira fizemos uma entrada, prato principal e sobremesa que tornaram aquela tarde chuvosa num divertido convívio gastronómico.

De entrada fizemos umas tostinhas com pasta de azeitona, queijo feta e rúcula temperada com vinagre de framboesa. Este vinagre, da marca Gallo, foi uma boa descoberta. Tem um início de intenso sabor a framboesa que se vai perdendo na acidez que perdura no palato.

De seguida preparámos umas postas de bacalhau Riberalves com esparregado e batatas a murro. Como as postas eram boas, a confecção simples serviu apenas para destacar a sua qualidade. Começámos por lhes dar uma entaladela em azeite, só para ganhar cor. De seguida juntámos alho laminado e bastante azeite para as finalizar no forno. O esparregado, que por acaso fui eu que fiz, é muito simples: num tacho puxar em azeite e alho os grelos previamente cozidos, acrescentar meia colher de sopa de farinha e um fio de leite para a envolver. Finalizar com um fio de natas para dar cremosidade e umas gotas de vinagre. Por fim, rectificam-se os temperos.

Terminámos a refeição com um carpaccio de ananás dos Açores com nata azeda e petit gateaux de chocolate. O ananás Profrutos, produto com selo Sabor do Ano, é de facto muito bom.

Tudo isto foi muito bem acompanhado por um bom e muito em conta (entretanto já fui investigar) vinho branco da Adega de Favaios.

Fica o agradecimento ao Sabor do Ano, que nos dá a conhecer o melhor que por cá temos e, claro, que organiza a excelente iniciativa que é o Restaurant Week. A próxima edição lisboeta começa já no dia 10 de Outubro.




João

26/09/2013

truques e dicas - como conservar queijo

Já vos deve ter acontecido comprar um bom queijo e passado poucos dias terem de o deitar fora, por estar com mau aspecto, sem sabor ou com bolor. 

Um dos erros mais frequentes é embrulhar o queijo em película aderente ou outro tipo de plástico. Sendo o queijo um alimento que precisa de "respirar", envolvê-lo totalmente em plástico é meio caminho andado para que o queijo se estrague e fique sem sabor. 

O ideal é envolver o queijo em papel, um papel fino como o vegetal ou papel de cera. Tem é de ser um papel poroso que permita o queijo "respirar".  De facto, assim que o queijo é cortado ou aberto entra logo em contacto com o ar e começa lentamente a deteriorar-se. É preciso protegê-lo, mas de forma correcta.

Depois de envolvido em papel, aí sim pode guardá-lo dentro de um saco de plástico, por exemplo, e colocá-lo no frigorífico, mas na parte menos fria, como a gaveta dos vegetais. O plástico protege o queijo dos odores que circulam no frigorífico, preservando o sabor do queijo. Pode optar por guardá-lo envolto em papel, num tupperware. 

De qualquer forma, não convém que o queijo fique muito tempo no frigorífico, pelo que se deve comprar quantidade suficiente apenas para uma ou duas porções. 




Raquel

17/09/2013

receita - pernas de codorniz enroladas em presunto com polenta

Aqui fica uma receita adaptada do programa Masterchef, com pequenas alterações, e que vale a pena experimentar, apesar de ser um pouco demorada. É uma ideia boa para um jantar que se quer mais longo ou cerimonioso, fugindo aos pratos habituais. 


É preciso:

- azeite
- cebola
- 2 latas de tomate pelado
- manjericão
- alho
- sal
- açúcar mascavado
- polenta
- manteiga
- queijo parmesão
- codornizes
- presunto
- aipo
- cenoura


Começa-se por fazer molho de tomate: num tacho, com um fio de azeite, refoga-se cebola picada até ganhar cor. De seguida, juntam-se duas latas de tomate pelado, mais umas folhas de manjericão e um dente de alho fatiado e tempera-se com sal. Acrescenta-se um pouco de água e deixa-se ferver durante bastante tempo, até reduzir e ficar um molho compacto. No fim emulciona-se com a varinha mágica e acrescenta-se uma colher de sopa de açúcar mascavado para cortar a acidez do tomate. 

Enquanto o molho de tomate está ao lume, vai-se fazendo a polenta: a um litro de água a ferver junta-se 200g de polenta a pouco e pouco, sempre a mexer com varas. Deixa-se cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando. Termina-se envolvendo 100g de manteiga e bastante queijo parmesão ralado. 

Arranjar as codornizes é o que dá mais trabalho: separam-se as pernas e retira-se o osso superior a cada uma delas. No lugar do osso põe-se uma folha de manjericão. Tempera-se com um pouco de sal e pimenta e enrola-se com um pedaço de presunto (não se esqueçam que o presunto já é salgado). Deixa-se o resto da codorniz inteira e tempera-se também com sal e pimenta. 

De seguida, numa frigideira com um fio de azeite, dá-se uma entaladela a tudo (pernas e peito) para depois se levar ao forno para acabar de cozinhar. Depois de arrefecer um pouco, desfia-se o peito da codorniz e reserva-se.

Para finalizar, na mesma frigideira onde se corou a carne, junta-se aipo, cebola e cenoura, tudo picado. Deixa-se ganhar cor e adiciona-se a codorniz desfiada. Junta-se molho de tomate e verificam-se os temperos.


Apresentação:

A polenta como base, a codorniz desfiada no molho de tomate ao centro e duas pernas de codorniz enroladas em presunto por cima.




João

02/09/2013

novidades e sugestões - momondo

Quando perguntamos a alguém qual é o melhor site para pesquisar voos, é comum obtermos respostas diversas, com cada pessoa a referir um motor de pesquisa diferente. A verdade é que há, de facto, imensas opções, mas a nossa descoberta merece ser partilhada: a momondo.
Há dias marcámos uma viagem para a Dinamarca a partir da momondo, e é realmente um motor de pesquisa muito intuitivo e completo.

Para começar, ao pesquisarmos hipóteses de voos por datas, surge-nos um calendário de preços em formato de gráfico de barras que nos indica logo as variações de preços nos dias anteriores e seguintes às datas escolhidas. Este gráfico de leitura imediata, facilita-nos a vida pois percebemos logo se compensa marcar a ida para o dia seguinte e o regresso para dois dias mais tarde, por exemplo.  

Outro pormenor é a classificação dos voos apresentados, de 1 a 10, que nos indica a relação preço/tempo de voo (um voo sem escalas e barato obtém uma boa classificação). Isto ajuda-nos a perceber o que é que vale mais a pena, conforme as nossas prioridades. Por exemplo, se nos compensa pagar mais 20€ e demorar menos 1 hora a chegar ao destino. 

Uma característica boa é a opção "melhores voos", que nos permite fazer a pesquisa tendo em conta as nossas opções. Se quisermos poupar tempo, poupar dinheiro, poupar tempo e dinheiro ou regressar de noite e partir de madrugada, podemos conjugar estas hipóteses e perceber que voo se adequa às nossas preferências. 

Além disto, a momondo tem ainda uma série de estatísticas relacionadas com a previsão de voos, com curiosidades e informações úteis como a evolução do preço dos bilhetes ao longo do ano, as companhias aéreas mais baratas tendo em conta o destino, o preço dos bilhetes conforme os dias até à data de partida, e muito mais... 

É possível pesquisar voos para todos os continentes, de Espanha ao Cazaquistão! Ainda se pode pesquisar por hotéis e carros para alugar, embora não seja costume procurarmos estas opções neste tipo de site.

Vamos já começar a sonhar com os destinos da nossa lua-de-mel... (pois é, temos novidades!)


João e Raquel

27/08/2013

restaurante - Alcides

Em trabalho tive de ir até aos Açores, mais propriamente até Ponta Delgada. Embora não tenha tido tempo para conhecer a cidade e apreciar a paisagem açoriana, tive a sorte de ir até ao Alcides que, pelo que se diz, é o melhor sítio para comer um bom bife.

E a verdade é que o bife é mesmo, mesmo bom. Antes de mais, é diferente do normal, a começar pelo molho que é muito saboroso, com alho e pimento, e na forma como a carne nos chega à mesa. 

Por dentro, a carne é muito tenra e saborosa, por fora, o bife parece que vem com uma crosta crocante. A acompanhar vêm umas batatas fritas caseiras. De entrada, vale a pena experimentar os queijos que servem. 

O espaço é normal, o atendimento bom e a localização central. Tendo em conta a qualidade da carne, não custa pagar cerca de 14€ pelo bife. Com entradas, bebidas e café a refeição ronda os 20€ por pessoa.



Morada:
Rua Hintze Ribeiro, 61/77
9500-049 Ponta Delgada - S. Miguel

Telefone:
296 282 677



Raquel

23/08/2013

pizzas!

Andamos com vontade de dar uso a esta máquina para massas, mas queremos novas receitas de massa para pizza para conseguir uma base perfeita: fina e estaladiça!

Se houver por aí alguém que queira partilhar algum segredo, dicas, sítios onde comprar a farinha apropriada, receitas... faça o favor! Nós vamos procurando também e partilhamos no nosso facebook. 

Nós agradecemos! 

João e Raquel

20/08/2013

receita - pão de leite frito com sardinhas enlatadas

Fomos acampar para perto de Sagres, mais precisamente para o parque de campismo Quinta dos Carriços, sobre o qual já aqui escrevemos, um parque de campismo muito calmo,  tranquilo e com excelentes condições.

Apesar de estarmos a acampar, não deixámos de comer bem. Fizemos este petisco, muito simples, que dá uma nova vida às sardinhas enlatadas, e que brinca com o contraste entre o doce e o salgado.


É preciso:

- sardinhas enlatadas em molho de tomate
- pães de leite
- azeite
- alho
- sal
- pimenta
- malagueta verde


Fritam-se as fatias de pão de leite num fio de azeite com uns dentes de alho esmagados. Temperam-se com flor de sal, pimenta e malagueta verde picada. Não demora muito tempo a corar, por isso atenção para não deixar queimar.


Apresentação:

O pão frito e as sardinhas enlatadas. Não se deixem enganar pelo aspecto... fica delicioso!




Para mais dicas e receitas de campismo, é só clicar aqui.

João

08/08/2013

para os amantes de cogumelos

Uma crónica com receitas ainda não publicadas no blogue, inteiramente dedicadas aos cogumelos... De que é que estão à espera? 

É só clicar aqui.


João e Raquel

25/07/2013

viagens e sítios - Cooking and Nature Emotional Hotel

No início de Julho tivemos a oportunidade de conhecer o hotel Cooking and Nature, em plena Serra D'Aire, perto de Porto-de-Mós, em Alvados. 

Arquitectura, natureza, conforto e design, são algumas palavras que resumem o conceito deste espaço aberto em finais de 2012. Contudo,  inovação e criatividade são outras duas características marcantes deste projecto.

Comecemos pelos quartos: são doze e todos diferentes uns dos outros. Cada um deles conta com uma decoração associada a uma emoção diferente (desde o romantismo e alegria, à saudade, nostalgia). Assim, o hotel tem à disposição doze opções de escolha que podem de algum modo marcar a estadia dos hóspedes. 

Nós ficámos no quarto Passado/Nostalgia, de decoração sóbria e do qual destacamos a enorme janela sobre a serra e a casa-de-banho, bastante ampla e igualmente aberta sobre a paisagem através de uma janela junto à banheira. 

Estes pequenos pormenores, como os das janelas e outros, realçam as preocupações transversais a todo o projecto de arquitectura: relação com a natureza, iluminação natural, enquadramentos visuais da paisagem, qualidade construtiva e qualidade dos materiais, bem como a diversidade dos espaços. 

Outro dos aspectos inovadores deste hotel e que é denunciado no seu próprio nome ("Cooking") prende-se com o facto de serem os hóspedes a ultimar o seu próprio jantar. Numa cozinha/sala de refeições moderna, em tons de preto e com alguns elementos retro, somos convidados a fazer a preparação final do nosso jantar, previamente escolhido de um tentador leque de opções (entrada, prato principal e sobremesa).

Não se assustem, pois não vai correr mal, já que está tudo previamente preparado e temos o apoio constante de alguém que assegura que o jantar não é destruído! Para quem não esteja habituado a cozinhar, esta é uma experiência diferente que dá a oportunidade de "pôr as mãos na massa" sem se sujar muito. O mais importante de tudo é a qualidade dos ingredientes, pelo que destacamos o naco de vitela que era muitíssimo tenro e saboroso. 

É também nesta sala de refeições que são servidos os pequenos-almoços, outro ponto alto da estadia. Variedade, qualidade e frescura descrevem o buffett que temos à nossa disposição. 

Ainda dentro dos conceitos inovadores demos de caras com o "honesty bar": um bar equipado com tudo, menos com um barman. Assim, cada um serve-se do que quiser, desde café a bebidas brancas, e aponta honestamente o que consumiu. Da nossa parte podemos dizer que este modelo aguçou a vontade de consumo, pois acabámos por nos sentir em casa.

Se uma piscina no meio da vegetação, com vista para a serra e rodeada de oliveiras vos dá vontade de ir já para lá, então podem pôr-se a caminho. De dia e de noite, esta zona do hotel é muito agradável, muito em parte devido aos maravilhosos pufs (estamos encantados) ao dispor dos hóspedes. 

Em suma, este hotel conquista-nos pelos conceitos inovadores mas, sobretudo, pela preocupação de qualidade em todos os aspectos, a começar na arquitectura, passando pelo design (não pudemos deixar de reparar em algumas peças de muito bom gosto, como uma salamandra Godin numa sala comum), pelos quartos, e também pelo atendimento. 

As palavras não chegam para transmitir o quão agradável foi a nossa estadia. O preço, de 159 €/noite com pequeno almoço incluído é mais do que justo tendo em conta todos os aspectos já referidos.

Na zona recomendamos a Tasquinha da D. Maria, numa povoação perto (Livramento), onde fomos muito bem recebidos e onde comemos umas petingas deliciosas e uma  óptima farinheira. Para passeio, há algumas hipóteses de percursos pedestres, bird watching e uma visita às grutas de Alvados. 

Ficam algumas fotografias para que possam ver o que tentámos descrever. No final, imagens do nosso jantar!





 Raquel e João

17/07/2013

receita - cogumelos portobello recheados de alheira com ovo de codorniz

Esta receita tanto pode servir de entrada como de prato principal, conforme o tamanho dos cogumelos, a fome,  a quantidade e/ou acompanhamento.

É preciso:
- cogumelos portobello
- alheira de caça
- ovos de codorniz
- sal
- pimenta
- azeite
- queijo mozzarella 
- tomilho fresco

Conseguimos encontrar uns bons cogumelos portobello, com uns 10 cm de diâmetro, pelo que dois por pessoa foi suficiente, se tivermos em conta que acompanhámos com uma salada simples.

Começar por pré-aquecer o forno e preparar uma tabuleiro com folha de alumínio regada com um pouco de azeite. 

Começa-se por lavar os cogumelos e "escavar" ligeiramente o rebordo mais escuro, ainda no seu interior, de forma a permitir que se recheie com alheira mais facilmente. Numa frigideira sem gordura ou apenas com um finíssimo fio de azeite cozinha-se a alheira.

Tempera-se os cogumelos com sal e pimenta, recheia-se os mesmos com a alheira previamente cozinhada, junta-se uma folhas de tomilho fresco e o queijo mozzarella ralado. 

Lavam-se os ovos de codorniz e com uma faca faz-se um golpe na casca, que é muito frágil, para os conseguir abrir sem se desfazerem. Abrem-se os ovos por cima dos cogumelos.

Tempera-se novamente com uma pitada de sal e pimenta e leva-se ao forno até os cogumelos perderem a água e os ovos estarem cozinhados. 

Apresentação:

Acompanhar com uma salada fresca.




Raquel

03/07/2013

novidades e sugestões - "Where Chefs Eat"


Os livros também se julgam pela capa, pelo menos neste caso.. Em termos de design, é um livro magnífico que fica bem em qualquer cozinha.

O livro Where Chefs Eat, da editora Phaidon, é um guia de restaurantes para todo o mundo, com sugestões feitas por chefs de renome.

Organizado por continentes, países e cidades, este livro apresenta sucintamente inúmeros restaurantes onde os chefes vão comer. Recomendações que vão desde a pechincha, ao “worth the travel”, não esquecendo o “wish I’d open” ou o “local favorite”.

Na maior parte dos casos não há grandes explicações sobre os sítios, mas as sugestões são feitas por quem sabe, e isso já vale qualquer coisa.

Em Portugal, os chefes Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Ljubomir Stanisic e Vitor Sobral são alguns dos que apresentam sugestões de onde comer.



João

18/06/2013

restaurante - 100 maneiras

Este ano, à semelhança do anterior, decidimos comemorar o aniversário do João num restaurante cujo responsável pela cozinha fosse um chef de reconhecido mérito. Em terras de sua majestade optámos pelo Claridge's do Ramsay e este ano pelo 100 maneiras, do Ljubomir Stanisic.  

O restaurante 100 maneiras (não confundir com o Bistro 100 maneiras, do mesmo chef) funciona com um único menu de degustação que muda ao longo do ano, conforme a estação. Em Abril calhou-nos o menu de Primavera, composto por sete pratos, uma trilogia de sobremesas e ainda uma outra final. 

Tivemos de esperar pelas 22h para jantar visto que, sendo o espaço relativamente pequeno, só foi possível reservar na segunda ronda de jantares. A hora tardia não nos incomodou. Chegámos ao Bairro Alto e deparámo-nos com um espaço diferente do expectável: pequeno, como já referido, sóbrio mas simples, com o principal senão a ser a curta distância entre as mesas.  Contudo, o espaço não deixa de ser simpático.

Assim que nos sentámos o Sommelier pôs-nos a par das melhores escolhas para acompanhar o menu, e optámos por dois copos de vinho, um tinto e um branco, ao invés do menu de degustação de vinhos que iria encarecer o jantar. 

O menu começou com a marca da casa, o conhecido "estendal do bairro". Desde o sabor, passando pela textura e apresentação, esta é, sem sombra de dúvida, uma marca merecida. É composto por meia dúzia de lascas de bacalhau com uma textura imensamente crocante, pelo que o bacalhau se desfaz na boca. Os pedaços vêm pendurados com umas pequenas molas num estendal que faz um prato muito giro. Aliás, todos os pratos que nos serviram tinham uma apresentação original e irrepreensível, a começar pelo próprio design do prato em si. A acompanhar o bacalhau veio um molho à base de pimento e outro de alho e coentros, ambos muito bons.

Depois de mais duas entradas, provámos algo maravilhoso: pato fumado com uma geleia de vinho da Madeira e lasca de foie gras. Este foi sem dúvida um dos pontos altos do jantar dada a explosão de sabor absolutamente divinal que este prato consegue provocar. 

Antes de limparmos o palato com um gin original e muito agradável, ainda degustámos outro prato, desta feita de peixe. 

Aquele que seria outro ponto alto do jantar, o risotto de maçã com bochecha de vitela só foi apreciado pelo João. Ficámos divididos: o João gostou muito, e eu achei a carne muito gorda e o risotto imensamente ácido. De facto, foi pena que o último prato antes das sobremesas me deixasse um sabor menos simpático na boca. 

A sobremesa foi agradável, sobretudo tendo em conta a forma como veio apresentada, com a trilogia disposta numa espécie de tronco de árvore com fumo a envolver tudo. 

Quanto ao atendimento há pouco a dizer, foi eficiente e cuidadoso como seria de esperar. Curiosamente, achámos mais profissionais as empregadas de mesa, comparativamente ao Sommelier e àquele que julgámos ser o chefe de sala. De ressalvar a simpatia durante o processo de reserva de mesa (via email e telefone).

O preço? Cada menu custa 45€ por pessoa, o vinho, cafés e água são pagos à parte.


Raquel

17/06/2013

restaurantes asiáticos em Lisboa e uma receita de caril

Para leram as nossas sugestões de restaurantes asiáticos em Lisboa e ainda espreitarem uma das variadas receitas de caril que já experimentámos, é só espreitar a nossa crónica no P3, aqui.

Esperamos que gostem!

João e Raquel

13/06/2013

receita - cuscuz de legumes e ovo

Há já algum tempo que andava para experimentar fazer cuscuz. Aproveitei uns dias livres na Páscoa para experimentar novas receitas, uma delas de cuscuz, simples, rápida, saborosa e reconfortante. 

É preciso:
- cebola roxa
- cenoura
- courgette
- cogumelos brancos frescos
- alho
- tomilho fresco
- ovos
- azeite
- cuscuz
- caldo de galinha
- flor de sal
- pimenta
- manjericão fresco

Começa-se por cortar todos os legumes em cubos pequenos. Coze-se os ovos durante cerca de 6 minutos, em água a ferver (para que a gema não coza demasiado). Tenha cuidado ao colocar o ovo dentro de água, de forma a não o rachar/partir a casca. 

De seguida salteiea-se os legumes um a um (caso seja perfeccionista com os diferentes tempos de cozedura) em azeite aromatizado com alho e tomilho fresco. Depois de salteados tempera-se com flor de sal e pimenta e reserva-se. 

Cozinhar o cuscuz é muito simples: coloca-se o cuscuz num recipiente e cobre-se com água ou caldo (fica mais saboroso) a ferver. A quantidade é de 1 para 1, ou seja, uma dose de água para uma dose de cuscuz. Nesta receita utilizei caldo de galinha que tinha congelado.


Apresentação:
Quando o cuscuz tiver absorvido a água/caldo, mexe-se com um garfo e juntam-se os legumes, os ovos cozidos e umas folhas de manjericão. 




João

04/06/2013

truques e dicas - preparar uma tábua de queijos

Esta dica é muito simples e ideal para os amantes de queijo. Basicamente, a ideia é apresentar uma tábua de queijos mais completa, que tanto possa ser servida como entrada ou sobremesa.

Pequenos pormenores que podem fazer a diferença: 

- o ideal é ter pelo menos 3 variedades de queijo (mais se a ocasião o pedir ou se for para muita gente - mais de 6/8 pessoas);

- opte por variedades realmente diferentes, quer no sabor, quer na textura. Assim, a forma mais fácil de escolher é mesmo pelo aspecto, pois queijos diferentes normalmente têm também um sabor diferente. Opte por um queijo mais cremoso e fresco, outro amanteigado de casca comestível e outro mais duro ou seco (se apreciar pode acrescentar um queijo azul);

- sirva o queijo à temperatura ambiente, para garantir mais sabor. Retire do frigorífico cerca de uma hora antes de servir (ou antes, caso seja um queijo muito grande ou mais duro);

- escolha o acompanhamento: tostinhas, crackers, pão fatiado. Tenha mais do que um à escolha para jogar com as texturas dos queijos;

- para uma tábua completa, prepare algo doce que contraste com queijo. Fatias de pêra, uvas, figos ou frutos secos são boas opções;

- se acompanhar apenas com pão, adicione um elemento crocante à tábua: nozes, fatias de maçã, um crumble de amêndoa, etc. 


31/05/2013

viagens e sítios - Gerês

O Parque Nacional Peneda-Gerês foi a primeira área protegida criada em Portugal e é uma zona única no país, ou não fosse também o único Parque Nacional. Esta extensa área que passa por cinco concelhos é um dos ex-libris paisagísticos e turísticos de Portugal.

O Gerês, esse tesouro escondido nas montanhas graníticas do Norte, é um paraíso na terra para quem aprecia o contacto com a natureza.

Caminhadas e/ou passeios mais descontraídos no meio da montanha, trilhos que nos levam pela vegetação adentro, quedas de água que não imaginamos ver no nosso país, piscinas naturais, são apenas algumas opções do que se apreciar conciliando a actividade física e o descanso/relaxamento. 

Uma visita ao posto de turismo é essencial para quem não quer desperdiçar tempo e para quem quiser ser aconselhado acerca dos variados percursos pedestres que se podem fazer. Mapas nunca são demais! Conhecer os pontos fortes do passeio também não, assim como uma breve apresentação da fauna e flora. 
Como sugestão para caminhada, sobretudo para os mais resistentes/aventureiros, aconselhamos o trilho da Fenda da Calcedónia.


O trilho tem cerca de 10km e é a subir, passando por caminhos de cabras e zonas com  blocos graníticos. O que torna este trilho especial é o facto de ter de se passar por uma  fenda num enorme bloco de pedra. Esta parte causa alguma adrenalina (para os menos habituados a estas andanças) devido à necessidade de escalada e ao espaço apertado.

O centro da vila em si, não é atractivo, servindo apenas de apoio a quem está instalado na zona. O parque de campismo mais perto, apesar de agradável e diferente dos outros, peca pelos socalcos demasiado pequenos e próximos uns dos outros, e pela distância da casa-de-banho.

Ainda assim, há várias opções para alojamento, e deixamos uma sugestão: Hospedaria D. Eufémia. É um espaço simples, mas asseado e que tem a grande vantagem de ter estacionamento. Ah, claro, o preço: barato! 30€ por noite, por quarto duplo com pequeno-almoço incluído (e estacionamento). Vale a pena, sobretudo porque fica perto do centro e de outros locais de interesse. 

O que nos desiludiu mais foi o facto de não termos tido oportunidade de experimentar um sítio onde se comesse mesmo bem. Criámos expectativas com as filas à porta do restaurante Lurdes Capela no centro da vila e com a ementa que nos aliciava com uma posta barrosã. Mas a comida em si não era excepcional. 

Ficam algumas fotografias para vos abrir o apetite! E não se esqueçam: não façam lixo nem fogo, protejam esta área e tenham cuidado com as zonas de quedas de água que são perigosas, sejam aventureiros q.b. e sempre de forma responsável.





Raquel