22/04/2013

receita - robalo em marinada de manjericão e alho

Este tipo de receitas com peixe é muito simples e rápido de preparar e cozinhar, podendo as receitas ser adaptadas para outros peixes e outras marinadas.

É preciso:
- robalos
- azeite
- alho
- manjericão fresco
- sal
- pimenta

Com os robalos já arranjados e limpos, faça pequenos golpes de cada lado e coloque o peixe num recipiente de ir ao forno (que deve pré-aquecer).

Prepare a marinada: azeite (bastante), 1 dente de alho, sal, pimenta e manjericão fresco (bastante). Triture tudo com a varinha mágica e verta em cima dos robalos, esfregando-os bem para que a marinada seja bem absorvida (os golpes ajudam). Deixe marinar durante uns minutos (enquanto prepara o acompanhamento, por exemplo). 




Leve ao forno cerca de dez/quinze minutos e sirva com uma salada ou batatinhas assadas.  Neste caso, acompanhei bom batata e beterraba assadas. 




João

18/04/2013

todos por um - nós vamos.

Muitos de vocês já terão lido sobre o Rodrigo. Sobre o pequeno (mas tão, tão grande) Rodrigo. 

Talvez saibam da vida dele, que fica mais frágil a cada instante que passa sem esperança à vista. Uma leucemia apodera-se a cada dia da sua saúde, do seu pequeno corpo, das suas forças, da sua vida. A batalha tem sido dura para ele e para a família que tudo tem feito para lhe possibilitar ajuda, uma cura, esperança. Quantos de nós não conhecemos alguém que já lutou esta luta? Quantos de nós já nos arrepiámos ao imaginar que uma doença destas nos pode roubar um ente querido, um pai, mãe ou, mais triste ainda, um filho? Quantos de nós não faríamos qualquer coisa para tentar tudo o que fosse possível para salvar quem amamos?

É por tudo isto, e porque o Rodrigo está contra o relógio numa luta injusta e dura, que 3 bloggers decidiram ajudá-lo (Pólo Norte, SMS, Miss Glitering). A estas 3 bloggers têm-se juntado marcas, outros bloggers, pessoas. O objectivo é angariar dinheiro para ajudar a mãe do Rodrigo a encontrar alternativas além fronteiras, visto que o IPO lhe teve de dar alta uma vez que os tratamentos não estão a surtir efeito. O objectivo é também sensibilizar as pessoas no sentido de serem dadores de medula (entre um de nós pode estar a vida dele), pelo que estará montado um posto para quem se quiser tornar dador. O objectivo é mostrar que ele não está sozinho, que a angústia é partilhada, que a dor é dividida e, claro, que as boas energias são multiplicadas por infinito. 

Contudo, pensar nisto e achar muito bonito não chega, é preciso agir. Todos podemos ajudar. No sábado, dia 20, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha, na Avenida de Ceuta em Alcântara, entre as 10h e as 18h decorre o evento organizado em tempo record pelas 3 bloggers e outras mulheres de M grande, que quiseram dar a mão a outra mãe: o evento "todos por um".

Neste evento, todo o dinheiro conseguido é TOTALMENTE revertido para o Rodrigo. Diversas marcas e pessoas irão colocar à venda os mais variados produtos/serviços. Até o Cristiano Ronaldo assinou uma camisola que será leiloada! Haverá ainda espaço para os miúdos, com actividades e brincadeira, para que os possam levar.

Nós, à semelhança de outras pessoas, também vamos colaborar, pelo que a partir das 15h/16h estaremos por lá (ou pelo menos eu) a dar-vos a provar umas coisas feitas por nós.

Apareçam, pelo Rodrigo. Não há nada melhor do que ver pessoas unidas em favor de outras. 

E se o Rodrigo fosse um Miguel, um Pedro, uma Joana, Rita, António, Sara? O Rodrigo somos todos e desta vez é possível unir esforços.

Divulguem!


Raquel


15/04/2013

truques e dicas - conservar ervas aromáticas fora do frigorífico

Já tinha escrito um post acerca da melhor forma de conservar ervas aromáticas no frigorífico. Contudo, alguns tipos de ervas aromáticas, de folha mais pequena e oleosa, como o tomilho, devem ser conservadas fora do frigorífico, para que durem mais tempo. 

Pode optar por deixá-las mesmo ao ar livre ou fazer como na imagem e embrulhar em papel de alumínio. O tomilho que vêem na imagem já tinha mais de uma semana!
 




Raquel

12/04/2013

receita - tortilhas mexicanas com molho "del diablo"

Esta receita começa pela embalagem de tortilhas mexicanas que andava lá por casa. Uma daquelas coisas que se compra por entusiasmo e que grande parte das vezes acaba por perder a validade na despensa. Felizmente, fomos a tempo de salvar estas.

É preciso:
- peito de frango
- limão
- azeite
- sal
- alho
- pimenta
- cebola roxa
- tempero mexicano
- tomate pelado
- açúcar
- vinho do Porto
- piri-piri ou malaguetas
- coentros frescos
- iogurte natural
- mel
- tortilhas mexicanas
- milho
- alface multi-folhas
- pepino


Em primeiro lugar, é importante deixar o frango numa marinada de sumo de limão, azeite, sal, alho, pimenta, cebola roxa e tempero mexicano (utilizámos este da Margão, que encontrámos por acaso no supermercado e que fica mesmo bem). Já estamos com vontade de experimentar os outros da mesma gama.

Enquanto o frango marina, pode-se ir preparando o molho de tomate "del diablo" que, como o nome indica, se quer bem picante. Numa panela aquece-se um fio de azeite e alho e de seguida junta-se uma lata de tomate pelado.Tempera-se com sal, pimenta, uma colher de chá de açúcar e uma colher de sopa de vinho do Porto. O toque picante vem com o piri-piri em pó ou, melhor ainda, com as malaguetas frescas. A quantidade depende da coragem, mas nós tivemos mão pesada (duas colheres de café). Junte coentros frescos grosseiramente picados. Deixa-se reduzir, tritura-se com a varinha mágica e reserva-se. Acrescente mais coentros.

Para refrescar sugerimos um simples molho de iogurte. Basta misturar iogurte natural, mel e coentros frescos (não referimos quantidades porque foram postas a olho, o ideal é ir provando).

Numa frigideira aquecida, cozinhe o frango marinado. À partida, o azeite da marinada deverá ser suficiente, caso não seja, junte mais um pouco. 

Quando o frango estiver cozinhado, prepare os ingredientes todos para levar para a mesa, de forma a cada um poder preparar a sua tortilha. As tortilhas em si devem ser aquecidas apenas imediatamente antes de servir (siga as instruções da embalagem).

No nosso caso, juntámos ao frango e molhos, alface multifolhas (folhas pequenas e frisadas, muito crocantes), pepino em tiras e milho. 

Apresentação:
Quanto mais dificuldade tiver em enrolar (esta fotografia é de uma segunda tentativa..) e mais se sujar, melhor. É porque está mesmo bom!





João e Raquel

10/04/2013

restaurante - Pedro e o Lobo


Pelo segundo ano consecutivo fomos ao Pedro e o Lobo no âmbito do evento restaurant week e, neste caso, há duas sem três.

A escolha recaiu por duas vezes sobre este restaurante em grande parte devido às ementas apelativas que apresentou (a deste ano era toda com pratos que fazem mesmo parte do menu do restaurante). Mas, no final do almoço, ficámos com a sensação de que faltava alguma coisa. E desta última vez, isso acentuou-se.

No ano passado fomos agradavelmente surpreendidos pela entrada e sobremesa, que eram soberbas, sendo que o prato principal ficou aquém daquilo que se esperava. 

Este ano regressámos seduzidos pela ementa e pela memória da entrada e sobremesa do ano anterior. Contudo, saímos de lá desiludidos: não houve nada que tornasse o almoço especial.

Não é que os pratos fossem maus ou mal confeccionados, o problema é que eram demasiado neutros, faltando-lhes intensidade, personalidade e cor (está tudo bem empratado e com óptimo aspecto, mas o sabor...). Estão a um passo de serem muito bons e memoráveis, o que torna tudo mais frustrante. “Falta-lhes um bocadinho assim...”

O atendimento faz parte do problema também,  não condiz com o tipo de restaurante que é, ou que pretende ser (falta brio, profissionalismo e um serviço menos demorado).

De resto, a localização é excelente, pois fica bem no centro da cidade. O espaço é requintado, bem decorado, com cores sóbrias e adultas. Infelizmente, a música demasiado alta perturba o bom ambiente.

Resumidamente, só encontramos duas explicações: a primeira é a que este restaurante parece esquecer-se que o restaurant week funciona como uma montra (ou seja, convém que corra tudo bem para que se queira lá voltar e pagar mais); a segunda, é que precisa de uma reviravolta no atendimento e na concepção de alguns pratos.


João e Raquel


Morada
Rua do Salitre, nº 169
1250-199 Lisboa

Telefone
21 193 37 19

07/04/2013

ervas aromáticas - o primeiro falhanço e os poucos sobreviventes

Apesar do manual, dos truques e do entusiasmo, mais uma vez (eu já sabia...) a minha tentativa de semear ervas aromáticas correu mal. No começo ainda tive alguma esperança, uma vez que a maioria das sementes rebentou e os pequenos pés prometiam vingar. 

Infelizmente, pouco tempo passou até que começasse quase tudo a murchar. Pelo caminho, ainda tive o azar de os vasos caírem ao chão e perderem terra (culpa da máquina de lavar roupa. Nota para o futuro: não ter vasos em cima da máquina de lavar roupa). 

Não sei se foi culpa dos cuidados, do mau substrato, qualidade das sementes ou outra coisa qualquer, o que é certo é que ao fim deste tempo todo, apenas o piri-piri tem ar de que pode dar alguma coisa. De resto, o melhor é mesmo transplantar (o que fiz com manjericão e hortelã). Uma coisa que cresce bem é o alho, pus um dente debaixo de terra e tem crescido a olhos vistos.

A próxima tentativa vai ser com sementeiras! Vamos ver se dá nalguma coisa... 

Já agora, caso tenham truques e dicas e percebam do assunto, partilhem por favor! 




João


05/04/2013

receita - canapé de queijo, pêra caramelizada e tomilho

Tal como tinha prometido, aqui fica a receita para uma entrada simples, mas bem saborosa, inspirada numa que o Chakall preparou na apresentação do queijo Snack Président. Podem experimentar o queijo de mil e uma maneiras diferentes, frio ou quente!

É preciso:
- queijo Snack Président
- pão fatiado
- azeite
- tomilho fresco
- flor de sal
- pêra
- açúcar
- manteiga

Numa pequena travessa coloca-se o queijo em fatias (o queijo tem um formato que facilita o corte de fatias do mesmo tamanho) , por cima de uma fina cama de azeite. Tempera-se com flor de sal, pimenta e tomilho fresco. Leva-se ao forno até começar a derreter ligeiramente (a imagem abaixo é antes de ir ao forno).


Entretanto, numa frigideira coloca-se a pêra cortada em cubinhos, juntamente com o açúcar e deixa-se caramelizar (deve-se ter atenção a esta parte, para não passar do ponto, sob pena de ficar amargo). Desliga-se o lume e acrescenta-se uma colher de sobremesa de manteiga. 

Torra-se o pão (podem fazê-lo numa frigideira, fica bom).

Apresentação:
Serve-se com a pêra e com o queijo por cima.
 




Raquel

03/04/2013

novidades e sugestões - queijo snack Président

No primeiro dia de Primavera tive um final de tarde muito bem passado, a convite da Président que acaba de lançar um novo queijo, com um formato original: o queijo Snack Président. 

Assim, estive num simpático workshop na companhia de outras bloggers e do Chakall, que nos recebeu em sua casa para nos inspirar e dar conhecer esta novidade.


O queijo Snack Président foi-nos apresentado a par de umas dicas e receitas muito agradáveis. Confesso que antes de dar a primeira dentada estava mais entretida com a companhia (culpa do ambiente descontraído). Mas depois de experimentar o primeiro canapé, o sabor conquistou-me e decidi ficar atenta para aprender uns truques!

O queijo tem um sabor muito suave, o que é ideal para o podermos unir a outros sabores mais fortes, sem se tornar enjoativo. Além do mais, a cremosidade do queijo é óptima para contrastar com coisas mais crocantes e brincar com as texturas.

Uma das vantagens deste queijo é poder servi-lo quente ou frio (em saladas, por exemplo), embora eu confesse que o prefira a derreter!

A forma alongada e o facto de ter uma casca muito fina, comestível, fazem com que seja fácil de cortar e servir, até para os mais pequenos.



O preço de venda recomendado é de 2.10€. 

Muito brevemente, vou partilhar convosco uma ideia de entrada, adaptada de uma que o Chakall gentilmente preparou e que fez muito sucesso.



Raquel

02/04/2013

truques e dicas - como usar uma faca de chef e tipos de corte

De que cada vez que pego numa faca de chef, daquelas maiores, o João treme. Não só porque a faca é pesada para mim e a minha mão pequena para a segurar com firmeza, mas também porque nunca me entendi com aquele truque para usar a faca em segurança, sem risco de perder um dedo. 

Assim, aqui fica esta imagem bem ilustrativa da melhor forma de utilizar a faca de forma segura, que basicamente consiste em manter os dedos dobrados de forma a que a lâmina apenas possa deslizar perto dos nós dos dedos, num movimento paralelo a estes. 

Podem também ver como segurar a faca e alguns tipos de corte mais comuns (outra coisa útil para mim que adoro o "cortar grosseiramente"). 




Raquel

01/04/2013

les bons vivants "de cara lavada"

Há já algum tempo que queríamos dar mais cor e vida às nossas duas plataformas: o blogue e página de facebook. Assim, esperamos que gostem da nossa nova cara e convidamo-vos a espreitar o nosso facebook, cuja capa foi desenhada pela Carlota Terenas (nossa amiga e com muito jeito para estas coisas).



Raquel e João

28/03/2013

restaurante - Tanite (francesinhas em Lisboa)


Quando se fala em francesinhas, há sempre opiniões diferentes e há sempre quem conheça o restaurante com as melhores do Porto! O problema é que raramente duas pessoas apontam o mesmo sítio. Cada um tem o seu favorito e nós, claro, também temos o nosso, sobre o qual havemos de escrever um dia destes.

Mas não é sobre as francesinhas do Porto de que este texto trata, mas sim das de Lisboa. É que há um restaurante que tem o título de “a melhor francesinha de Lisboa”, ganho num concurso de francesinhas (sim, eles existem) e nós, claro, fomos experimentar.

Assim que entrámos no Tanite perguntei ao empregado: “diga-me uma coisa, estas são só as melhores francesinhas de Lisboa, ou também são as melhores do país?” A pergunta quebrou logo o gelo e teve resposta imediata: “de Lisboa são de certeza. E há quem diga que são melhores de que as do Porto!” 

A partir deste momento a fasquia ficou elevada. Aquele pequeno restaurante no Calvário tomava proporções de nível nacional!

Pedimos, e passado pouco tempo lá vieram as propriamente ditas. Eram altas, cheias de queijo e molho, com um ovo em cima e com as batatas fritas à parte (para não absorverem o molho todo). Tinham um bife razoável, tenrinho q.b., salsichas frescas e de lata (está bem que a francesinha pode levar tudo, mas neste caso as de lata eram desnecessárias). Faltava a linguiça!

O que realmente importa neste prato é o molho, e neste caso era muito bom, picante o suficiente e com direito a reforço a meio da refeição.

O espaço é simples , tipo restaurante de bairro. Quanto a preços, a refeição toda, com bebidas e cafés, ronda os 12€ por pessoa.


João


Morada
Largo Fontaínhas 15
1300-255 Lisboa 

Telefone
21 364 56 04

25/03/2013

receita - linguini com salsichas frescas, molho de tomate e coentros

Esta receita surgiu da necessidade de improvisar um almoço. Estávamos sem vontade para grandes invenções e decidimos optar pelo mais simples, mas numa versão saborosa. Como tínhamos salsichas frescas congeladas, pensámos no que poderia acompanhá-las... e aqui fica:

É preciso:

- 1 lata de tomate pelado
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- 2 colheres sopa de vinho tinto
- 1 colher de sopa de açúcar mascavado (preferencialmente)
- piri-piri 
- molho Thai (opcional)
- pimenta
- coentros frescos
- sal
- salsichas frescas
- azeite
- massa linguini
- cogumelos (usámos uns portobello pequenos e a primeira colheita  gumelo)
- amêndoas laminadas 

O melhor é começar pelo molho de tomate: descasque a cebola e alho e corte-os em pedaços bem pequenos. Numa panela aqueça um pouco de azeite e refogue a cebola. Junte o vinho e o açúcar, mexa, e acrescente o alho e uma colher de sopa de coentros grosseiramente picados. Verta a lata de tomate pelado e, com a ajuda de uma colher, desfaça o tomate. Tempere a gosto, com sal, pimenta e molho Thai e /ou piri-piri. 

Deixe que o molho de tomate reduza, e mantenha-o em lume brando. Se necessário pode juntar água. 

Prepare um recipiente para cozer a massa. Salteie os cogumelos com azeite, alho picado, sal e pimenta e reserve. Noutra frigideira sem gordura nenhuma coloque as amêndoas laminadas até que estas ganhem alguma cor.

Corte as salsichas em rodelas, tempere com sal grosso e pimenta e frite numa frigideira com azeite.

Misture os cogumelos no molho de tomate e junte a massa cozida já escorrida às salsichas. Misture tudo e acrescente o molho de tomate. 


Apresentação: 
Sirva a massa com amêndoas laminadas e coentros frescos picados.





João e Raquel

17/03/2013

novidades e sugestões - gumelo

A propósito de semear e plantar ervas aromáticas e do bom que é ter à mão os nossos ingredientes prontos a colher, faz sentido apresentar-vos o gumelo. Melhor: o eco gumelo! 

Esta simpática criação permite ver nascer e crescer cogumelos da espécie pleurotus ostreatus e, obviamente, cozinhá-los depois.

O processo é muito simples, amigo do ambiente e bastante engraçado: a partir de um substrato de borra de café, devidamente compactado numa gira embalagem em cartão, nascem cogumelos, no espaço de 10 a 20 dias. Para que isso aconteça, basta seguir as instruções que se resumem a destacar uma janela e vaporizá-la duas vezes por dia com água, sendo essencial que a mesma esteja num local iluminado mas sem luz solar directa.

Todas as pessoas que passaram lá por casa e que viram a embalagem pareciam, num primeiro momento, ligeiramente cépticas quando ao resultado, mas ao fim de um ou dois dias os cogumelos surgiram e cresceram, cresceram, cresceram! É espantoso, pois por vezes num intervalo de apenas horas, nota-se diferença no tamanho dos cogumelos. Rapidamente toda a gente passou a querer ir espreitá-los para ver se já tinham aumentado!

Assim, certamente que este é um presente original e engraçado quer para miúdos, quer para graúdos. Cada embalagem tem o preço recomendado de 12€ ou 15€ (se encomendar online, valor que inclui os portes de envio) e deverá dar para duas colheitas (eu estou desconfiada que dá para mais se se abrir a caixa e se virarmos o bloco de borra de café, mas ainda não tentei). 

Dentro de uns dias publicamos uma receita com os cogumelos!

Ficam aqui algumas imagens da evolução (em 15 dias) e da embalagem:

  


  
 Raquel

13/03/2013

receita - tarte de bacon, cogumelos e cebolinho

Durante muito tempo vi a minha mãe a preparar uma tarte de atum de que gostávamos muito. Decidi aventurar-me e preparar eu uma, mas com outros ingredientes.

Para uma tarteira de cerca de 25 cm de diâmetro é preciso:

- massa quebrada (compro daquela já preparada)
- 4 ovos
- 1 pacote de natas (dos de cartão, pequenos)
- meia embalagem de cogumelos frescos (utilizei uns portobello pequenos)
- 1 cebola roxa grande ou 2 pequenas
- cerca de 150 g de bacon
- umas 8 rodelas de courgette cortadas em quadradinhos
- 2 colheres de sopa de cebolinho picado
- sal
- pimenta
- azeite
- alho (opcional)
- queijo parmesão (opcional)

O primeiro passo é picar ou cortar os ingredientes, sendo que o único que não é previamente cozinhado é a courgette, por não ser necessário.

Numa frigideira com um fio de azeite refoga-se a cebola previamente picada e tempera-se a mesma com uma pitada de sal e reserva-se. De seguida, e na mesma frigideira, frita-se um pouco o bacon cortado em pedaços pequenos, tempera-se com pimenta e reserva-se. Repete-se o mesmo para os cogumelos cortados grosseiramente que podem ser temperados com alho e sal (os cogumelos devem ficar muito pouco tempo ao lume). 

Pré-aquecer o forno a 220ºC.

Depois de preparados os ingredientes, separam-se as gemas e as claras e batem-se as claras em castelo, de forma a que a tarte fique mais fofa. Misturam-se os vários ingredientes com as natas e as gemas de ovo e depois junta-se esse preparado às claras em castelo. Adiciona-se o cebolinho e mais uma pitada de pimenta.

Forrar a tarteira ou pelo menos a base com papel vegetal e colocar a massa. Com um garfo picar a massa em vários sítios e depois verter o recheio. Se quiser pode juntar umas lascas de queijo parmesão.

Levar ao forno a 200ºC e picar com um palito para verificar se está pronto (aproximadamente 30 minutos). 



Raquel

10/03/2013

viagens e sítios - Trás-os-Montes e Minho

Este Verão tivemos a oportunidade de conhecer mais um bocadinho o nosso país. Se há viagens que me dão prazer, são essas: andar de terra em terra de bagagem às costas, a conhecer os recantos de Portugal e as nossas cidades.

Como tenho família e origens em Trás-os-Montes, e como tínhamos um casamento em Braga em Setembro, juntámos o útil ao agradável e rumámos ao Norte.

Durante cerca de uma semana ficámos instalados numa casa da família, em Vila Real, mais concretamente no Peso da Régua, na aldeia de Bujões...! Sim, completamente no fim do mundo, numa pequena terra com um dúzia de casas, outra meia dúzia de pessoas e, devido à altura do ano, uns quantos emigrantes. A vantagem de ali estar, para além de não se gastar dinheiro em estadias, foi o facto de a partir dali podermos conhecer vários sítios diferentes.

Embora não tenhamos conhecido verdadeiramente Vila Real, os passeios pela zona mais histórica foram muito agradáveis e, claro, não podemos esquecer-nos de duas maravilhas: as covilhetes e as cristas de galo! Embora eu seja muito mais doceira e gulosa que o João, desta vez invertemos os papéis e rendi-me eu às covilhetes, e ele às cristas de galo. 

Aconselhamos a histórica Pastelaria Gomes para qualquer uma destas iguarias! Para jantar, aconselhamos a Adega Sr. Vinho, com uma óptima posta de vitela.


Um dos momentos mais marcantes deste passeio foi, sem qualquer dúvida, ir até São Leonardo de Galafura, um dos sítios mais belos e encantadores onde estive até hoje. No meio de várias pequenas terras, com uma vista privilegiada sobre o Douro, uma capela e poesia do Torga como adorno, São Leonardo de Galafura é daquelas sítios onde nos apetece demorar, e que nos comove. Depois seguimos até Covelinhas, no meio da montanha.


Numa das noites fomos até Lamego, mais propriamente à Festa de Nossa Senhora dos Remédios. Embora não tenhamos passeado pela cidade, até porque já estava escuro, pudemos provar mais duas coisas maravilhosas: arroz de salpicão e moira! Ficámos absolutamente fãs!



Aproveitámos para conhecer o Parque Natural do Alvão, que se encontra em Vila Real e Mondim de Basto. A paisagem é linda, com os caminhos de montanha, o verde, o granito e, em algumas zonas, a água. Para além de termos andando a passear por ali, sem rumo, fomos às Lamas de Olo e às Fisgas de Ermelo, embora tenhamos visto as quedas de água apenas ao longe.





Passeámos também por Vilarinho da Samardã, uma pequena aldeia muito simpática onde se vêem muitos espigueiros, uns mais antigos e pior conservados e outros em bom estado, que servem para guardar e secar o milho, protegendo-o dos ratos. Conhecemos também uma casa, encantadora, onde em tempos viveu Camilo Castelo Branco.



Outro ponto alto (literalmente!) da nossa viagem foi a visita ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de Basto, a 900 metros de altitude.


Mesmo no final de Agosto rumámos até Braga onde passámos dois dias, sendo que um foi num casamento. Demos umas voltas pelo centro da cidade e ficámos encantados e, a certa altura, com vontade de lá viver. Ficou a promessa de que lá voltaríamos, com mais tempo. Para estadia aconselhamos o Axis Braga, um hotel low cost, central e com boas condições! A simpatia da maioria das pessoas de Braga é notável e fez-nos sentir em casa. 


Entre Braga e Guimarães, estivemos no Gerês, que merece um post à parte. Assim, antes de regressarmos a Sul, passámos pelo berço da Nação, ainda que de fugida, e gostámos muito. Mais uma vez, só tivemos oportunidade de dar um curto passeio pela zona histórica que nos aguçou a vontade de regressar, com tempo. 


Embora fora de Trás-os-Montes e do Minho, fica aqui o apontamento da visita a Marco de Canaveses, mais propriamente à Igreja desenhada pelo arquitecto Siza Vieira, onde fomos na mesma viagem.






Raquel