16/12/2012

restaurante - Abre Latas

Em Leiria conhecemos mais um restaurante em que as conservas (tão na moda) são a marca da casa: o Abre Latas.

Num espaço engraçado - que de Verão ainda fica mais agradável se se puder utilizar as ruínas em frente, onde já vimos umas mesas postas -, o restaurante fica bem no centro de Leiria. 

Azar ou não, ficámos demasiado tempo à espera de ser atendidos e servidos, sobretudo se tivermos em conta que não é propriamente necessário preparar conservas... Entre pedidos que ficavam esquecidos, como o pão, essencial para ir comendo (que entretanto acabou, pelo que se teve de esperar que outro fosse descongelado), a demora acabou por retirar pontos ao Abre Latas. No final da noite pediram-nos desculpa pelo serviço, o que melhorou a imagem com que ficámos.

A carta é à base de conservas portuguesas (como atum, bacalhau, sardinhas, petinga, truta e cavala), queijos e enchidos. Seguimos a sugestão que nos foi dada e pedimos uma conserva de atum em molho cru, que era bastante agradável. Experimentámos uma de cavala e pedimos um chouriço que veio a arder para a mesa, que era saboroso. A acompanhar tudo isto um vinho da casa, perfeitamente aceitável. 

O preço foi o habitual para conservas, que nunca é propriamente barato, pagando-se sempre um extra pelo serviço.

Se quiserem um jantar descontraído ao som de boa música ambiente, é um sítio a experimentar, mas o melhor é ir cedo para ter mesa, ou só vos sobra uma junto da porta, constantemente a ser aberta.


Raquel


Morada:
Rua Barão Viamonte (Rua Direita), nº 27
2410-262 Leiria

Telefone:
24 483 74 12

12/12/2012

a experiência no restaurante Entra


Nas noites de terça-feira o restaurante Entra abre as portas da sua cozinha a quem acha que sabe cozinhar. O desafio é o seguinte: preparar uma entrada que é servida nessa noite e colaborar com a equipa do Entra no serviço do jantar. A este desafio deram o nome de Entra Talento. Na terça-feira passada fui eu o “talento”.

Confesso que ao início estava com receio de que corresse mal, mas o ambiente lá é tão descontraído que tudo se torna mais fácil.

A minha principal tarefa, e aquilo a que me propus foi a de preparar uma entrada. A entrada criada por mim, à qual dei o nome de "à caça na vinha" combinava alheira com uvas num espetada. A alheira foi frita em bolinhas, acompanhada das uvas frescas e de uma redução de vinho tinto, preparada pela equipa do Entra.

Para além da entrada, tive em mãos várias tarefas ao longo da noite, algumas até arriscadas, uma vez que não sabendo eles o que eu valia, podia ter-lhes arruinado os pratos! Felizmente sabia fazer tudo o que me foi proposto, apesar de não ser tão rápido e eficaz como a simpática equipa. Enquanto eu fazia uma coisa, eles faziam dez!

Ainda assim, salteei camarões, cogumelos, grelos, preparei uma ou duas sobremesas e empratei alguns pratos, para além, claro, de ser o responsável pela minha entrada.

Como nunca tinha estado numa cozinha de restaurante em hora de serviço, foi uma experiência muito enriquecedora. Todo o frenesim de quando chegam os pedidos, juntamente com a corrida para acabar os pratos a tempo, o fogo, as facas e os líquidos a ferver, são ao mesmo tempo entusiasmantes e stressantes.

Gostei muito da experiência e, pelo que me foi dito, que quem provou a minha entrada, gostou. Por isso, olhando para trás, considero que foi uma noite muito bem passada, graças também ao Chef Luís, à Cátia e Zu, que me acompanharam na cozinha!
O melhor mesmo é ganharem coragem, pensarem na vossa melhor entrada e participarem no desafio. Qualquer um se pode candidatar!


 
 João

obrigado a todos os que nos ajudaram a ajudar!

Quando iniciámos a campanha de solidariedade para ajudar a CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo, fizemo-lo com o intuito de aproveitar a visibilidade que vamos tendo para angariar alimentos e fomentar um espírito solidário de entreajuda. Queríamos (e queremos) mostrar que isto de ser um bon vivant não se resume só a passear e a comer bem.

Os verdadeiros bons vivants são aqueles que, aproveitando a vida da melhor maneira, nunca deixam de estender a mão a quem precisa. Além do mais, apesar do nome que demos ao nosso espaço, somos pessoas comuns, simples, atentas e sensíveis à realidade, com os pés bem assentes na terra. Temos consciência da sorte que temos e seria bom se todos pensassem assim.

Delineámos um plano, fomos falando com algumas pessoas, pedimos ajuda na divulgação e, de uma forma ou de outra, as pessoas mostraram-se receptivas e apoiaram a ideia.

O objectivo seria fazer recolha em Lisboa, Porto, Faro e Coimbra, mas a distância e a falta de voluntários para apoiar a causa acabou por fazer com que não fossemos tão bem sucedidos quanto queríamos. Não podemos deixar de agradecer ao Hugo Barbosa que esteve uma hora na Estação da Campanhã à espera de leitores solidários que, infelizmente, não apareceram.

Falta de logística, falta de jeito ou falta de um plano melhor, podem ser os motivos pelos quais não tivemos a adesão pretendida. A verdade é que na hora de "pôr as mãos na massa", de passar dos comentários de apoio para de facto ajudar, as pessoas fazem-se de esquecidas ou deixam de ter tempo... 

Várias marcas não nos responderam ou negaram poder ajudar por diversos motivos, pedimos a um restaurante em Coimbra para tentar dinamizar uma recolha em Coimbra e receber os alimentos, mas a meio do contacto deixámos de ter resposta...

Mas houve também quem ajudasse!

Assim, e dando a devida importância a quem merece, cabe agora agradecer a todos os que tornaram possível ter entregue na CASA:

- 38 pacotes de arroz;
- 26 pacotes de massa;
- 8 pacotes de feijão;
- 12 pacotes de leite;
- 1 garrafa de óleo;
- 23 enlatados diversos;
- 5 pacotes de bolachas;
- 1 marmelada;
- 2 pacotes de açúcar;
- 4 pacotes de farinha;
- 2 embalagens de cereais;
- 8 embalagens de farinhas lácteas (papas);
- cobertores; e
- roupa

Obrigado à Patrícia que mobilizou os colegas de trabalho e organizou uma mini recolha, à Rita por ter vindo ter connosco entregar-nos cobertores, obrigado à Mafalda, Catarina, Joana, Tiago e Cecília que vieram ter connosco a Lisboa e, generosamente, contribuíram com alimentos. Obrigada às nossas famílias, à Ana Margarida, à Marta que se disponibilizou a receber alimentos no seu espaço do Lx Factory e, claro, obrigada ao Grupo Sovena por se ter juntando a nós e ter oferecido 11 garrafas de azeite e 11 garrafas de óleo.

Muito obrigado a todos os que divulgaram a campanha nos seus blogues e páginas de facebook. Quem agradece não somos só nós, mas todos aqueles que vão beneficiar por esta ajuda preciosa. Afinal, a CASA prepara cerca de 500 a 600 refeições por dia para distribuir e ainda apoia famílias carenciadas. 

Fomos poucos mas bons, muito bons!

Algumas imagens... 




Hoje foi tudo entregue ao Jorge Correia, da CASA. 

Obrigado!

Raquel e João

11/12/2012

não percebemos muito de vinhos, mas este soube-nos bem # 2

(http://64.111.15.220/_vinho.asp?l=0&id=110)


Gadiva (tinto)
Douro
2009
 2,49 €  
(preço pode variar conforme local de compra)


Raquel e João

09/12/2012

receita - ovos mexidos (no ponto) com farinheira

Quase toda a gente faz ovos mexidos e não há dúvida que é um dos pratos mais cozinhados quando se tem pressa, escassez de ingredientes ou simplesmente falta de vontade de cozinhar.

A razão pela qual escrevo este post deve-se ao facto de nem toda a gente saber cozinhar os ovos no ponto certo. Há uma tendência enorme para os cozinhar em demasia, o que os deixa secos e com uma textura desagradável. Os ovos devem ser cozinhados pouco tempo!

Deixo-vos, então, uma receita que gosto muito de fazer, de ovos mexidos com farinheira:

É preciso:

- azeite
- farinheira
- ovos
- leite
- sal e pimenta
- pão
- manteiga de alho
- tomate cereja


Em muito pouco azeite frita-se a farinheira (previamente desfeita em pedaços e sem "pele") até estar cozinhada. À parte misturam-se os ovos (2 por pessoa) com um pouco de leite, sal e pimenta.

A parte crítica é quando se juntam os ovos à farinheira! Deve-se mexer muito bem com uma colher de pau e reduzir o lume. Se a frigideira estiver muito quente o melhor é mesmo afastá-la do lume. Continua-se a mexer e assim que os ovos ganharem consistência retiram-se da frigideira para não continuarem a cozinhar.

O tempo pode variar, mas todo o processo de cozedura dos ovos não costuma demorar mais de um minuto. Todo o tempo que estão a cozinhar a mais, estão a perder qualidade e sabor.

Apresentação:
Os ovos mexidos com farinheira servidos com tomate cereja e pão torrado com manteiga de alho.



João

05/12/2012

novidades e sugestões - enchidos Miguel&Miguel

Não sei se sabem ou não, mas adoro enchidos e, sempre que posso, arranjo forma de petiscar alguma coisa, seja alheira, farinheira, chouriço ou outros enchidos que vá conhecendo (o ano passado conhecemos os maranhos em Vila de Rei e este ano a moira em Lamego).

O problema não está em comê-los, como já se percebeu, mas em escolhê-los na charcutaria ou nas prateleiras do supermercado. Entre marcas brancas e muitas outras, fico sempre na dúvida, pois não sei se arrisque numa marca nova, se leve as que já experimentei, e tudo fica mais complicado quando me esqueço das que gostei. 

Há pouco tempo experimentámos uns enchidos da Miguel&Miguel, indicados como sendo bons por um funcionário do El Corte Inglés. Como estávamos indecisos, acabámos por levar uma embalagem com farinheira, chouriço e linguiça. Eram óptimos, a farinheira em especial!

A partir de agora não há indecisão, porque ficámos fãs da marca (pena é que não a encontremos em todos os supermercados e hipermercados). 

Mais convencidos ficámos quando nos apercebemos da sua qualidade, pois a Miguel&Miguel é premiada em concursos.  Além dos enchidos, fabricam presuntos e preparam carnes frescas e congeladas, tudo através da transformação de porco preto alentejano (no entanto, só podemos aconselhar os enchidos, que conhecemos, mas assim que pudermos provamos o resto!) 

 (http://www.miguelemiguel.pt/pt/produtos.html)



Raquel

30/11/2012

les bons vivants no restaurante Entra!

Pois é, lançaram-nos o desafio e nós aceitámos... Melhor: o João aceitou! Vai ser o responsável por uma entrada no jantar de dia 4 de Dezembro, terça-feira, no Entra. É aliás às terças-feiras que o restaurante Entra costuma promover o Entra Talento, abrindo as portas da sua cozinha e dando oportunidade de cozinhar a quem gosta, sabe, ou julga que sabe!

Assim, estão todos convidados a aparecer no Entra! Além da carta habitual, há um menu especial para os nossos convidados: entrada do João+prato+sobremesa+bebida a 19,50€!

Apareçam!


Raquel e João

24/11/2012

receita - bolo columbia

Este bolo é óptimo acompanhado por um chá ou um vinho do Porto. A receita é antiga e está escrita numa letra muito desenhada, num livro de receitas da família. 

É preciso:
- 250 g de manteiga
- 200 g de açúcar
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 4 ovos
- sal q.b.
- 1 colher de sopa de vinho do Porto
- 1 colher de chá de fermento (bem cheia)
- 250 gr de farinha de trigo
- 250 gr de amêndoas sem pele bem raladas
- 100 gr de chocolate amargo
- açúcar em pó


Antes de começar, unta-se uma forma de bolo inglês (preferencialmente) com manteiga, e liga-se o forno a cerca de 170ºC.

Bate-se muito bem a manteiga amolecida à temperatura ambiente com o açúcar e juntam-se os outros ingredientes a pouco e pouco, batendo sempre bem. 

Parte-se o chocolate em pedacinhos e no final mistura-se na massa bem mexida, envolvendo ao de leve.

Enche-se a forma com a massa e leva-se ao forno. O bolo deve ficar um pouco húmido no interior. Para verificar se está pronto, basta ver se cresceu e picar com um palito que deve vir húmido e com pedacinhos de bolo agarrado. 


Apresentação:

Depois de pronto, retira-se da forma, deixa-se que arrefeça uns minutos e polvilha-se com açúcar em pó.





Raquel


22/11/2012

truques e dicas - temperaturas ideais de cozedura

Já há uns tempos que andava de olho num termómetro de cozinha (daqueles com um espeto para verificar a temperatura no interior dos alimentos) na perspectiva de evitar, para sempre, que a carne fique demasiado cozinhada. O meu irmão ofereceu-me um, o que veio mesmo a calhar!

É um utensílio que para além de garantir que os alimentos fiquem sempre no ponto certo, garante, também, que sejam seguros e próprios para consumo, sem haver risco de doenças.

Para saber mais sobre temperaturas ideais de cozedura, pesquisei um pouco na internet e acabei por encontrar este website (clicar para aceder) - muito elucidativo - acerca do tema.

Para além do website, deixo-vos também um quadro (que já está afixado no frigorífico cá de casa) com as temperaturas ideais de cozedura.

Assim, quem quiser já tem metade do trabalho feito, já só falta comprar o termómetro e cozinhar tudo no ponto!




João

20/11/2012

não percebemos muito de vinhos, mas este soube-nos bem # 1

A partir de agora, como podem ler no título, vamos deixar-vos sugestões de vinhos que consideramos bons, com indicação do nome, região, colheita e preço. Não nos alongaremos, de todo, em textos e descrições, porque não sabemos o suficiente para isso. Além do mais, o que importa é se sabe bem, não é?




Kopke (tinto)
Douro
2009
3,99 € (no Continente)



Raquel e João

18/11/2012

o momento da verdade à mesa

Quando cozinhamos para alguém há sempre um momento estranho depois de se começar a comer, em que se está à espera de perceber se o que se cozinhou resulta, se as pessoas gostam, se é bom...

Essa espera pode terminar num silêncio doloroso que nos faz pensar se deveríamos deixar os tachos para sempre, seguido de um condescendente "não, mas até está bom..." meio engolido que nunca, mas nunca, nos consegue enganar.

Felizmente pode também acabar noutro tipo de silêncio, forçado pela vontade de comer. Uma ausência de palavras que denuncia o prazer de quem come.

Quando assim acontece não são precisas palavras, percebe-se nitidamente que o que cozinhámos está bom. As pessoas repetem, comem mais, falam sobre isso, e só param quando os pratos estão vazios.


João

15/11/2012

receita - entrecosto com molho barbecue, salada de romã e batatas fritas

Esta receita tem origem num conjunto de outras que tenho visto, mas que apropriei e adaptei ao meu gosto. Espero que façam o mesmo, porque na cozinha não deve haver nem segredos, nem demasiadas regras.

Caso não tenham todos os ingredientes, usem outros, experimentem, com certeza sairá bem se for feito com prazer!

É preciso:

- entrecosto de porco
- sal grosso
- pimenta preta
- pimentão doce
- piripiri em pó
- orégãos
- azeite
- alho
- sumo de uma laranja
- ketchup
- limão
- molho inglês
- vinagre balsâmico
- mel
- alho em pó
- sal fino
- 1 romã vermelha (fruta de Outono)
- batatas para fritar
- amêndoas laminadas
- hortelã
- agrião
- rúcula


Tempera-se o entrecosto com sal grosso, pimenta preta, pimentão doce, piripiri em pó e orégãos.

Coloca-se num recipiente de ir ao forno com um fio de azeite no fundo (a parte do entrecosto que fica para baixo é a do osso) e junta-se alho picado, um fio de azeite e o sumo de uma laranja.

Vai ao forno a baixa temperatura (não sei ao certo, mas cerca de 160º) durante 1:30 h, 1:45 h.

Enquanto o entrecosto está no forno, pode-se ir preparando o resto.

O molho de barbecue pode ser feito de várias formas e com diversos ingredientes, mas eu faço assim: ketchup (muito), sumo de limão, molho inglês (pouco), vinagre balsâmico (pouco), azeite, mel, orégãos, piripiri, alho em pó e sal fino. As quantidades são a olho, portanto o ideal é adicionar pouco de cada vez e ir provando.

Para preparar a romã, corta-se ao meio e metade vai para o vinagrete, metade para a salada. Retiram-se as sementes de uma das metades e reservam-se para mais tarde juntar à salada. Espreme-se o sumo da outra metade para com ele fazer o vinagrete.

O vinagrete é feito com quantidades a olho, mais uma vez provando muitas vezes, com os seguintes ingredientes: sumo de romã, azeite, sumo de limão (pouco) e vinagre balsâmico (pouco).

De seguida pode ir preparando as batatas fritas, de acordo com este truque e dica que já publicámos.

Ainda antes de retirar o entrecosto do forno, torram-se as amêndoas laminadas numa frigideira sem gordura, até ficarem douradas, e reservam-se.

Quando o entrecosto estiver cozinhado, retira-se do forno e corta-se em tiras ao longo do osso. Cobre-se com o molho barbecue e vai à grelha previamente aquecida, só para marcar e dar um toque de churrasco (apesar de ser feito em casa). Quando se retira da grelha, juntam-se umas folhas rasgadas de hortelã.

É importante no fim juntar o molho que ficou no recipiente onde o entrecosto esteve no forno!

Para terminar, só se tem de preparar a salada, com agrião, rúcula, umas folhas rasgadas de hortelã, as sementes de romã e as amêndoas. Temperada, claro, com o vinagrete de romã.

Apresentação:

O entrecosto, com umas folhas rasgadas de hortelã por cima, a salada e as batatas ao lado.



João

13/11/2012

a nossa viagem a Espanha V

Este será o último post dedicado à viagem de quase 5000 km por Espanha. Se estiverem a pensar aventurar-se por terras vizinhas, espreitem os posts anteriores (aqui) pois pode ser que tirem alguma ideia ou descubram alguma dica útil. 

Depois de Navarra seguimos caminho e no dia 20 de Agosto demos um pulo em Biarritz, onde nem chegámos a sair do carro, tal a quantidade de gente e de carros. O mesmo aconteceu em San Sebastián, já no País Basco. De facto, as zonas costeiras em pleno Agosto não são muito aconselháveis, a não ser que se queira mesmo muito fazer praia. Equivale a ir ao Algarve num domingo de Verão. 

Como já começávamos a acusar algum cansaço da viagem, das paragens, de andar de carro, não estávamos com paciência para confusões e seguimos caminho.

Pensámos ficar em Mundaka por uma noite mas estava tudo lotado, desde hotéis a parques de campismo, pelo que a ideia de dar um mergulho foi posta de lado, além de que o tempo não estava muito famoso.

Seguimos até Bilbau e chegámos lá de noite, o que normalmente é péssimo sobretudo se formos sem nenhum sítio marcado para dormir. A chuva e as festas da cidade, com imensa gente nas ruas, receberam-nos e depois de voltas e voltas fomos parar a Cantábria (outra região de Espanha) onde pernoitámos numa pensão. 

No dia seguinte fomos passear por Bilbau e o primeiro impacto não foi o melhor. Os vestígios das festas da noite anterior eram mais que muitos, ao ponto de vermos gente em plena hora de almoço a cheirar cocaína de capots de carros.  A verdade é que estávamos cansados e uma cidade grande não era, de todo, o que nos apetecia.

Demos as voltinhas turísticas pelo Guggenheim, pela zona antiga e fomos embora. 



No dia 21 de Agosto já estávamos nos Picos da Europa, nas Astúrias. A ideia era ficar a acampar, acordar muito cedo e fazer longas caminhadas pela montanha. Não fosse o temporal que se abateu mal acabámos de montar a nossa tenda (e fazer remendos para tapar uns buracos), e tínhamos feito isso tudo.

A primeira noite foi passada entre a tenda e o restaurante do campismo, a fim de nos protegermos da imensa chuva. Durante a noite, tínhamos trovões como música de fundo e o som da chuva a bater na frágil tenda, que metiam medo.

No dia seguinte subimos no teleférico de Fuente Dé até ao cimo de uma montanha e, para grande tristeza nossa, não passeámos mais. 



No dia seguinte já estávamos de partida. Por estradas lindas fomos até Posada de Valdeón, ainda na zona dos Picos da Europa. Ficámos uma noite e passeámos em Caín, uma caminhada longa num desfiladeiro. 




 A 23 de Agosto seguimos caminho até Oviedo. A paragem não estava planeada, mas apetecia-nos descansar antes do regresso a Portugal. Aproveitar os "últimos cartuchos". Oviedo acabou por se mostrar uma cidade óptima para esse propósito: pouco turística, gira, com alojamento relativamente barato.

Passeámos pela cidade sem destino marcado, passeámos sem máquinas fotográficas, passeámos como se não fossemos turistas, pelo que não há nenhuma imagem que registe a nossa ida.

Dois dias depois lá fomos nós novamente: a última paragem em Santiago de Compostela, onde só ficamos umas horas, debaixo de chuva. 

 


Terminou aqui a nossa viagem!



Raquel e João

07/11/2012

restaurante - Fangas Mercearia&Bar

Perdido numa malha de ruas apertadas e becos, fica o pequeno Fangas Mercearia&Bar, um espaço que vive de um conceito diferente: um misto de restaurante, bar e mercearia, a que podemos acrescentar um toque literário.

O Fangas, nome que tem inspiração na obra de 1943 de Alves Redol, funciona num espaço apertado mas muito acolhedor, com pequenas mesas de aspecto convidativo, sobretudo aquelas junto de grandes janelas, ideais para um jantar mais romântico.

De facto, escrever sobre o Fangas implica começar pelo ambiente em que se insere e a decoração, elemento que nos salta logo à vista e nos faz sentir bem, mesmo antes de saborearmos os petiscos.

A originalidade deste sítio não se prende apenas com o conceito de bar e mercearia, onde os bons vinhos nacionais estão expostos juntamente com os chapéus de chuva de chocolate, que encontrávamos habitualmente nas mercearias do bairro. 

A originalidade estende-se ao que nos e servido, não propriamente pelo resultado final mas pela ideia subjacente. Quem imaginaria conciliar uma carta que inclua tostas com conservas (outros dos produtos expostos), chás, enchidos e queijo?

Quando lá fomos, cheios de pressa e, simultaneamente, cheios de pena por não podermos desfrutar da refeição convenientemente, fomos bem recebidos por duas simpáticas jovens que rapidamente se puseram ao trabalho para nos servir rapidamente. A verdade é que a casa estava vazia e só um tempo depois é que uma família de turistas se juntou a nós. 

Acompanhámos  uma tosta de cavala fumada com manjericão e tomate, tão simples quanto saborosa, com um copo de vinho. Ao mesmo tempo, íamos mergulhando os talheres numas batatas recheadas de queijo, que foram ao forno, e nas fatias de presunto (bem bom) que as completavam. A refeição resultou numa surpresa muito agradável surpresa.

Os preços são acessíveis, normais para este tipo de estabelecimento, que se pode dizer moderno com toques de tradição, despretensioso mas com brio em servir bem (sem sobremesa, com vinho a copo e café, ronda os 9€ por pessoa).

Na mira ficou uma tosta de sardinha com agrião e outros petiscos com enchidos à mistura.

Não se assustem por encontrar a casa vazia à hora do almoço, é normal. Ao jantar o movimento é maior, com necessidade de reserva para quintas, sextas e fins-de-semana.


Raquel


Morada:
Rua Fernandes Tomás, 45-49
3000-168 Coimbra

Telefone:
93 409 36 36

05/11/2012

truques e dicas - batatas fritas de pacote caseiras

Ultimamente faço muitas vezes batatas fritas de pacote caseiras. Chamo-lhes assim porque ficam muito parecidas com as de pacote, estaladiças, mas feitas em casa.

Para as fazer é preciso ter um descascador (como o que aparece nas imagens - há no Ikea por um preço muito acessível), descascar as batatas, lavá-las e continuar a descascar, ou seja, a retirar lascas (chamemos-lhes assim) de batata.

Quando as batatas estiverem todas reduzidas a lascas, lavam-se outra vez para retirar a goma, secam-se num pano de algodão e fritam-se em óleo a uma temperatura de cerca de 180º. Por fim seca-se o óleo em excesso com papel de cozinha e tempera-se com sal.

São muito boas para acompanhar bifes, hambúrgueres, ou qualquer outro prato de carne. Mas só com uma cerveja e molhadas em maionese de alho, também ficam deliciosas!



João

31/10/2012

receita - salada quente de courgette, tomate e bacon

Esta receita foi beber inspiração a uma encontrada no Foodily (podem encontrar lá a fotografia desta receita), mas sofreu diversas alterações. É reconfortante e leve, óptima para os dias frios!

É preciso:

- 2 courgettes
- bacon (6-8 fatias)
- 1 cebola roxa
- tomate pelado em lata (tem mais sabor e menos água que o natural)
- 1 malagueta
- mozzarella bufala
- maçã
- azeite
- sal
- mistura de pimentas
- manjericão

Pré-aqueça o forno ou tenha uma grelha preparada para aquecer. 
Corte uma courgette ao meio (se for para duas pessoas), retire o miolo e reserve ambos. Corte outra courgette em rodelas relativamente grossas e depois em quartos e reserve. 

Pode colocar as duas metades no forno, para que cozinhem e possam ser aproveitadas para além de recipiente ou coloque-as ao contrário em cima de uma grelha quente, para que ganhem sabor e fiquem com um aspecto mais rústico.

Numa frigideira deite um fio de azeite e a cebola roxa cortada em pedaços, deixe refogar um pouco e depois junte o bacon cortado grosseiramente. Espere que o bacon encolha um pouco, acrescente a courgette e pouco tempo depois o tomate pelado sem o molho, tempere com sal, uma pitada de pimenta, a malagueta cortada aos bocadinhos (se não gostar de picante não ponha malagueta ou retire as sementes) e umas quatro folhas de manjericão desfeitas. 

Mexa para envolver tudo e deixe a frigideira em lume brando, tendo atenção para que a courgette não fique demasiado cozinhada. Se for guloso pode acrescentar uns pedaços de queijo e mexer. 

Retire as metades de courgette do forno, se for caso disso, e escorra a água em excesso que está no preparado na frigideira, com uma rede. 


Apresentação:

 Recheie as courgettes, acrescente mais queijo, manjericão e pedaços de maçã, e leve ao forno até que o queijo derreta.

No fim acrescente mais uma pitada de pimenta.

O que sobrar pode colocar num recipiente à parte e levar ao forno.




Raquel

30/10/2012

a boa vida sabe melhor quando ajudamos! - campanha de solidariedade

Apesar de neste espaço relatarmos as nossas experiências em restaurantes, partilharmos convosco os nossos passeios e as nossas aventuras na cozinha, apelando a que aproveitem os pequenos prazeres da vida, não significa que sejamos indiferentes às dificuldades (cada vez maiores) sentidas por famílias desfavorecidas, e por pessoas que não sabem se terão o que comer no dia de amanhã.

Sabemos que somos privilegiados: nunca passámos pela angústia de não saber se temos o que comer; não sabemos verdadeiramente o que é ter fome, o que é estar debilitado por falta de uma alimentação saudável, regular, completa. 

É por este motivo que decidimos ajudar quem precisa, aproveitando o que nos une aos nossos leitores - a boa vida - para lançar o mote: a vida tem muito mais sabor se ajudarmos os outros!

Além do mais, sabemos que a C.A.S.A (Centro de Apoio ao Sem Abrigo) está a ter dificuldades em angariar a quantidade de alimentos necessária para garantir uma ajuda suficiente a todos os que dela necessitam, estando em causa o apoio a crianças, adolescentes e idosos desfavorecidos, vítimas de maus-tratos, violência e negligência e a centenas de pessoas que vivem na rua, a quem é feita uma distribuição diária de refeições quentes. 

Assim, está lançado o repto: juntem-se a nós, partilhem a mensagem, vamos ajudar! Como? 



No âmbito desta campanha vamos ainda confeccionar uma refeição para os sem-abrigo, entregando a mesma em embalagens individuais e, possivelmente, ajudando na distribuição. Quem se quiser juntar a nós, também é muito bem-vindo!
 


Raquel e João