09/12/2012

receita - ovos mexidos (no ponto) com farinheira

Quase toda a gente faz ovos mexidos e não há dúvida que é um dos pratos mais cozinhados quando se tem pressa, escassez de ingredientes ou simplesmente falta de vontade de cozinhar.

A razão pela qual escrevo este post deve-se ao facto de nem toda a gente saber cozinhar os ovos no ponto certo. Há uma tendência enorme para os cozinhar em demasia, o que os deixa secos e com uma textura desagradável. Os ovos devem ser cozinhados pouco tempo!

Deixo-vos, então, uma receita que gosto muito de fazer, de ovos mexidos com farinheira:

É preciso:

- azeite
- farinheira
- ovos
- leite
- sal e pimenta
- pão
- manteiga de alho
- tomate cereja


Em muito pouco azeite frita-se a farinheira (previamente desfeita em pedaços e sem "pele") até estar cozinhada. À parte misturam-se os ovos (2 por pessoa) com um pouco de leite, sal e pimenta.

A parte crítica é quando se juntam os ovos à farinheira! Deve-se mexer muito bem com uma colher de pau e reduzir o lume. Se a frigideira estiver muito quente o melhor é mesmo afastá-la do lume. Continua-se a mexer e assim que os ovos ganharem consistência retiram-se da frigideira para não continuarem a cozinhar.

O tempo pode variar, mas todo o processo de cozedura dos ovos não costuma demorar mais de um minuto. Todo o tempo que estão a cozinhar a mais, estão a perder qualidade e sabor.

Apresentação:
Os ovos mexidos com farinheira servidos com tomate cereja e pão torrado com manteiga de alho.



João

05/12/2012

novidades e sugestões - enchidos Miguel&Miguel

Não sei se sabem ou não, mas adoro enchidos e, sempre que posso, arranjo forma de petiscar alguma coisa, seja alheira, farinheira, chouriço ou outros enchidos que vá conhecendo (o ano passado conhecemos os maranhos em Vila de Rei e este ano a moira em Lamego).

O problema não está em comê-los, como já se percebeu, mas em escolhê-los na charcutaria ou nas prateleiras do supermercado. Entre marcas brancas e muitas outras, fico sempre na dúvida, pois não sei se arrisque numa marca nova, se leve as que já experimentei, e tudo fica mais complicado quando me esqueço das que gostei. 

Há pouco tempo experimentámos uns enchidos da Miguel&Miguel, indicados como sendo bons por um funcionário do El Corte Inglés. Como estávamos indecisos, acabámos por levar uma embalagem com farinheira, chouriço e linguiça. Eram óptimos, a farinheira em especial!

A partir de agora não há indecisão, porque ficámos fãs da marca (pena é que não a encontremos em todos os supermercados e hipermercados). 

Mais convencidos ficámos quando nos apercebemos da sua qualidade, pois a Miguel&Miguel é premiada em concursos.  Além dos enchidos, fabricam presuntos e preparam carnes frescas e congeladas, tudo através da transformação de porco preto alentejano (no entanto, só podemos aconselhar os enchidos, que conhecemos, mas assim que pudermos provamos o resto!) 

 (http://www.miguelemiguel.pt/pt/produtos.html)



Raquel

30/11/2012

les bons vivants no restaurante Entra!

Pois é, lançaram-nos o desafio e nós aceitámos... Melhor: o João aceitou! Vai ser o responsável por uma entrada no jantar de dia 4 de Dezembro, terça-feira, no Entra. É aliás às terças-feiras que o restaurante Entra costuma promover o Entra Talento, abrindo as portas da sua cozinha e dando oportunidade de cozinhar a quem gosta, sabe, ou julga que sabe!

Assim, estão todos convidados a aparecer no Entra! Além da carta habitual, há um menu especial para os nossos convidados: entrada do João+prato+sobremesa+bebida a 19,50€!

Apareçam!


Raquel e João

24/11/2012

receita - bolo columbia

Este bolo é óptimo acompanhado por um chá ou um vinho do Porto. A receita é antiga e está escrita numa letra muito desenhada, num livro de receitas da família. 

É preciso:
- 250 g de manteiga
- 200 g de açúcar
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 4 ovos
- sal q.b.
- 1 colher de sopa de vinho do Porto
- 1 colher de chá de fermento (bem cheia)
- 250 gr de farinha de trigo
- 250 gr de amêndoas sem pele bem raladas
- 100 gr de chocolate amargo
- açúcar em pó


Antes de começar, unta-se uma forma de bolo inglês (preferencialmente) com manteiga, e liga-se o forno a cerca de 170ºC.

Bate-se muito bem a manteiga amolecida à temperatura ambiente com o açúcar e juntam-se os outros ingredientes a pouco e pouco, batendo sempre bem. 

Parte-se o chocolate em pedacinhos e no final mistura-se na massa bem mexida, envolvendo ao de leve.

Enche-se a forma com a massa e leva-se ao forno. O bolo deve ficar um pouco húmido no interior. Para verificar se está pronto, basta ver se cresceu e picar com um palito que deve vir húmido e com pedacinhos de bolo agarrado. 


Apresentação:

Depois de pronto, retira-se da forma, deixa-se que arrefeça uns minutos e polvilha-se com açúcar em pó.





Raquel


22/11/2012

truques e dicas - temperaturas ideais de cozedura

Já há uns tempos que andava de olho num termómetro de cozinha (daqueles com um espeto para verificar a temperatura no interior dos alimentos) na perspectiva de evitar, para sempre, que a carne fique demasiado cozinhada. O meu irmão ofereceu-me um, o que veio mesmo a calhar!

É um utensílio que para além de garantir que os alimentos fiquem sempre no ponto certo, garante, também, que sejam seguros e próprios para consumo, sem haver risco de doenças.

Para saber mais sobre temperaturas ideais de cozedura, pesquisei um pouco na internet e acabei por encontrar este website (clicar para aceder) - muito elucidativo - acerca do tema.

Para além do website, deixo-vos também um quadro (que já está afixado no frigorífico cá de casa) com as temperaturas ideais de cozedura.

Assim, quem quiser já tem metade do trabalho feito, já só falta comprar o termómetro e cozinhar tudo no ponto!




João

20/11/2012

não percebemos muito de vinhos, mas este soube-nos bem # 1

A partir de agora, como podem ler no título, vamos deixar-vos sugestões de vinhos que consideramos bons, com indicação do nome, região, colheita e preço. Não nos alongaremos, de todo, em textos e descrições, porque não sabemos o suficiente para isso. Além do mais, o que importa é se sabe bem, não é?




Kopke (tinto)
Douro
2009
3,99 € (no Continente)



Raquel e João

18/11/2012

o momento da verdade à mesa

Quando cozinhamos para alguém há sempre um momento estranho depois de se começar a comer, em que se está à espera de perceber se o que se cozinhou resulta, se as pessoas gostam, se é bom...

Essa espera pode terminar num silêncio doloroso que nos faz pensar se deveríamos deixar os tachos para sempre, seguido de um condescendente "não, mas até está bom..." meio engolido que nunca, mas nunca, nos consegue enganar.

Felizmente pode também acabar noutro tipo de silêncio, forçado pela vontade de comer. Uma ausência de palavras que denuncia o prazer de quem come.

Quando assim acontece não são precisas palavras, percebe-se nitidamente que o que cozinhámos está bom. As pessoas repetem, comem mais, falam sobre isso, e só param quando os pratos estão vazios.


João

15/11/2012

receita - entrecosto com molho barbecue, salada de romã e batatas fritas

Esta receita tem origem num conjunto de outras que tenho visto, mas que apropriei e adaptei ao meu gosto. Espero que façam o mesmo, porque na cozinha não deve haver nem segredos, nem demasiadas regras.

Caso não tenham todos os ingredientes, usem outros, experimentem, com certeza sairá bem se for feito com prazer!

É preciso:

- entrecosto de porco
- sal grosso
- pimenta preta
- pimentão doce
- piripiri em pó
- orégãos
- azeite
- alho
- sumo de uma laranja
- ketchup
- limão
- molho inglês
- vinagre balsâmico
- mel
- alho em pó
- sal fino
- 1 romã vermelha (fruta de Outono)
- batatas para fritar
- amêndoas laminadas
- hortelã
- agrião
- rúcula


Tempera-se o entrecosto com sal grosso, pimenta preta, pimentão doce, piripiri em pó e orégãos.

Coloca-se num recipiente de ir ao forno com um fio de azeite no fundo (a parte do entrecosto que fica para baixo é a do osso) e junta-se alho picado, um fio de azeite e o sumo de uma laranja.

Vai ao forno a baixa temperatura (não sei ao certo, mas cerca de 160º) durante 1:30 h, 1:45 h.

Enquanto o entrecosto está no forno, pode-se ir preparando o resto.

O molho de barbecue pode ser feito de várias formas e com diversos ingredientes, mas eu faço assim: ketchup (muito), sumo de limão, molho inglês (pouco), vinagre balsâmico (pouco), azeite, mel, orégãos, piripiri, alho em pó e sal fino. As quantidades são a olho, portanto o ideal é adicionar pouco de cada vez e ir provando.

Para preparar a romã, corta-se ao meio e metade vai para o vinagrete, metade para a salada. Retiram-se as sementes de uma das metades e reservam-se para mais tarde juntar à salada. Espreme-se o sumo da outra metade para com ele fazer o vinagrete.

O vinagrete é feito com quantidades a olho, mais uma vez provando muitas vezes, com os seguintes ingredientes: sumo de romã, azeite, sumo de limão (pouco) e vinagre balsâmico (pouco).

De seguida pode ir preparando as batatas fritas, de acordo com este truque e dica que já publicámos.

Ainda antes de retirar o entrecosto do forno, torram-se as amêndoas laminadas numa frigideira sem gordura, até ficarem douradas, e reservam-se.

Quando o entrecosto estiver cozinhado, retira-se do forno e corta-se em tiras ao longo do osso. Cobre-se com o molho barbecue e vai à grelha previamente aquecida, só para marcar e dar um toque de churrasco (apesar de ser feito em casa). Quando se retira da grelha, juntam-se umas folhas rasgadas de hortelã.

É importante no fim juntar o molho que ficou no recipiente onde o entrecosto esteve no forno!

Para terminar, só se tem de preparar a salada, com agrião, rúcula, umas folhas rasgadas de hortelã, as sementes de romã e as amêndoas. Temperada, claro, com o vinagrete de romã.

Apresentação:

O entrecosto, com umas folhas rasgadas de hortelã por cima, a salada e as batatas ao lado.



João

13/11/2012

a nossa viagem a Espanha V

Este será o último post dedicado à viagem de quase 5000 km por Espanha. Se estiverem a pensar aventurar-se por terras vizinhas, espreitem os posts anteriores (aqui) pois pode ser que tirem alguma ideia ou descubram alguma dica útil. 

Depois de Navarra seguimos caminho e no dia 20 de Agosto demos um pulo em Biarritz, onde nem chegámos a sair do carro, tal a quantidade de gente e de carros. O mesmo aconteceu em San Sebastián, já no País Basco. De facto, as zonas costeiras em pleno Agosto não são muito aconselháveis, a não ser que se queira mesmo muito fazer praia. Equivale a ir ao Algarve num domingo de Verão. 

Como já começávamos a acusar algum cansaço da viagem, das paragens, de andar de carro, não estávamos com paciência para confusões e seguimos caminho.

Pensámos ficar em Mundaka por uma noite mas estava tudo lotado, desde hotéis a parques de campismo, pelo que a ideia de dar um mergulho foi posta de lado, além de que o tempo não estava muito famoso.

Seguimos até Bilbau e chegámos lá de noite, o que normalmente é péssimo sobretudo se formos sem nenhum sítio marcado para dormir. A chuva e as festas da cidade, com imensa gente nas ruas, receberam-nos e depois de voltas e voltas fomos parar a Cantábria (outra região de Espanha) onde pernoitámos numa pensão. 

No dia seguinte fomos passear por Bilbau e o primeiro impacto não foi o melhor. Os vestígios das festas da noite anterior eram mais que muitos, ao ponto de vermos gente em plena hora de almoço a cheirar cocaína de capots de carros.  A verdade é que estávamos cansados e uma cidade grande não era, de todo, o que nos apetecia.

Demos as voltinhas turísticas pelo Guggenheim, pela zona antiga e fomos embora. 



No dia 21 de Agosto já estávamos nos Picos da Europa, nas Astúrias. A ideia era ficar a acampar, acordar muito cedo e fazer longas caminhadas pela montanha. Não fosse o temporal que se abateu mal acabámos de montar a nossa tenda (e fazer remendos para tapar uns buracos), e tínhamos feito isso tudo.

A primeira noite foi passada entre a tenda e o restaurante do campismo, a fim de nos protegermos da imensa chuva. Durante a noite, tínhamos trovões como música de fundo e o som da chuva a bater na frágil tenda, que metiam medo.

No dia seguinte subimos no teleférico de Fuente Dé até ao cimo de uma montanha e, para grande tristeza nossa, não passeámos mais. 



No dia seguinte já estávamos de partida. Por estradas lindas fomos até Posada de Valdeón, ainda na zona dos Picos da Europa. Ficámos uma noite e passeámos em Caín, uma caminhada longa num desfiladeiro. 




 A 23 de Agosto seguimos caminho até Oviedo. A paragem não estava planeada, mas apetecia-nos descansar antes do regresso a Portugal. Aproveitar os "últimos cartuchos". Oviedo acabou por se mostrar uma cidade óptima para esse propósito: pouco turística, gira, com alojamento relativamente barato.

Passeámos pela cidade sem destino marcado, passeámos sem máquinas fotográficas, passeámos como se não fossemos turistas, pelo que não há nenhuma imagem que registe a nossa ida.

Dois dias depois lá fomos nós novamente: a última paragem em Santiago de Compostela, onde só ficamos umas horas, debaixo de chuva. 

 


Terminou aqui a nossa viagem!



Raquel e João

07/11/2012

restaurante - Fangas Mercearia&Bar

Perdido numa malha de ruas apertadas e becos, fica o pequeno Fangas Mercearia&Bar, um espaço que vive de um conceito diferente: um misto de restaurante, bar e mercearia, a que podemos acrescentar um toque literário.

O Fangas, nome que tem inspiração na obra de 1943 de Alves Redol, funciona num espaço apertado mas muito acolhedor, com pequenas mesas de aspecto convidativo, sobretudo aquelas junto de grandes janelas, ideais para um jantar mais romântico.

De facto, escrever sobre o Fangas implica começar pelo ambiente em que se insere e a decoração, elemento que nos salta logo à vista e nos faz sentir bem, mesmo antes de saborearmos os petiscos.

A originalidade deste sítio não se prende apenas com o conceito de bar e mercearia, onde os bons vinhos nacionais estão expostos juntamente com os chapéus de chuva de chocolate, que encontrávamos habitualmente nas mercearias do bairro. 

A originalidade estende-se ao que nos e servido, não propriamente pelo resultado final mas pela ideia subjacente. Quem imaginaria conciliar uma carta que inclua tostas com conservas (outros dos produtos expostos), chás, enchidos e queijo?

Quando lá fomos, cheios de pressa e, simultaneamente, cheios de pena por não podermos desfrutar da refeição convenientemente, fomos bem recebidos por duas simpáticas jovens que rapidamente se puseram ao trabalho para nos servir rapidamente. A verdade é que a casa estava vazia e só um tempo depois é que uma família de turistas se juntou a nós. 

Acompanhámos  uma tosta de cavala fumada com manjericão e tomate, tão simples quanto saborosa, com um copo de vinho. Ao mesmo tempo, íamos mergulhando os talheres numas batatas recheadas de queijo, que foram ao forno, e nas fatias de presunto (bem bom) que as completavam. A refeição resultou numa surpresa muito agradável surpresa.

Os preços são acessíveis, normais para este tipo de estabelecimento, que se pode dizer moderno com toques de tradição, despretensioso mas com brio em servir bem (sem sobremesa, com vinho a copo e café, ronda os 9€ por pessoa).

Na mira ficou uma tosta de sardinha com agrião e outros petiscos com enchidos à mistura.

Não se assustem por encontrar a casa vazia à hora do almoço, é normal. Ao jantar o movimento é maior, com necessidade de reserva para quintas, sextas e fins-de-semana.


Raquel


Morada:
Rua Fernandes Tomás, 45-49
3000-168 Coimbra

Telefone:
93 409 36 36

05/11/2012

truques e dicas - batatas fritas de pacote caseiras

Ultimamente faço muitas vezes batatas fritas de pacote caseiras. Chamo-lhes assim porque ficam muito parecidas com as de pacote, estaladiças, mas feitas em casa.

Para as fazer é preciso ter um descascador (como o que aparece nas imagens - há no Ikea por um preço muito acessível), descascar as batatas, lavá-las e continuar a descascar, ou seja, a retirar lascas (chamemos-lhes assim) de batata.

Quando as batatas estiverem todas reduzidas a lascas, lavam-se outra vez para retirar a goma, secam-se num pano de algodão e fritam-se em óleo a uma temperatura de cerca de 180º. Por fim seca-se o óleo em excesso com papel de cozinha e tempera-se com sal.

São muito boas para acompanhar bifes, hambúrgueres, ou qualquer outro prato de carne. Mas só com uma cerveja e molhadas em maionese de alho, também ficam deliciosas!



João

31/10/2012

receita - salada quente de courgette, tomate e bacon

Esta receita foi beber inspiração a uma encontrada no Foodily (podem encontrar lá a fotografia desta receita), mas sofreu diversas alterações. É reconfortante e leve, óptima para os dias frios!

É preciso:

- 2 courgettes
- bacon (6-8 fatias)
- 1 cebola roxa
- tomate pelado em lata (tem mais sabor e menos água que o natural)
- 1 malagueta
- mozzarella bufala
- maçã
- azeite
- sal
- mistura de pimentas
- manjericão

Pré-aqueça o forno ou tenha uma grelha preparada para aquecer. 
Corte uma courgette ao meio (se for para duas pessoas), retire o miolo e reserve ambos. Corte outra courgette em rodelas relativamente grossas e depois em quartos e reserve. 

Pode colocar as duas metades no forno, para que cozinhem e possam ser aproveitadas para além de recipiente ou coloque-as ao contrário em cima de uma grelha quente, para que ganhem sabor e fiquem com um aspecto mais rústico.

Numa frigideira deite um fio de azeite e a cebola roxa cortada em pedaços, deixe refogar um pouco e depois junte o bacon cortado grosseiramente. Espere que o bacon encolha um pouco, acrescente a courgette e pouco tempo depois o tomate pelado sem o molho, tempere com sal, uma pitada de pimenta, a malagueta cortada aos bocadinhos (se não gostar de picante não ponha malagueta ou retire as sementes) e umas quatro folhas de manjericão desfeitas. 

Mexa para envolver tudo e deixe a frigideira em lume brando, tendo atenção para que a courgette não fique demasiado cozinhada. Se for guloso pode acrescentar uns pedaços de queijo e mexer. 

Retire as metades de courgette do forno, se for caso disso, e escorra a água em excesso que está no preparado na frigideira, com uma rede. 


Apresentação:

 Recheie as courgettes, acrescente mais queijo, manjericão e pedaços de maçã, e leve ao forno até que o queijo derreta.

No fim acrescente mais uma pitada de pimenta.

O que sobrar pode colocar num recipiente à parte e levar ao forno.




Raquel

30/10/2012

a boa vida sabe melhor quando ajudamos! - campanha de solidariedade

Apesar de neste espaço relatarmos as nossas experiências em restaurantes, partilharmos convosco os nossos passeios e as nossas aventuras na cozinha, apelando a que aproveitem os pequenos prazeres da vida, não significa que sejamos indiferentes às dificuldades (cada vez maiores) sentidas por famílias desfavorecidas, e por pessoas que não sabem se terão o que comer no dia de amanhã.

Sabemos que somos privilegiados: nunca passámos pela angústia de não saber se temos o que comer; não sabemos verdadeiramente o que é ter fome, o que é estar debilitado por falta de uma alimentação saudável, regular, completa. 

É por este motivo que decidimos ajudar quem precisa, aproveitando o que nos une aos nossos leitores - a boa vida - para lançar o mote: a vida tem muito mais sabor se ajudarmos os outros!

Além do mais, sabemos que a C.A.S.A (Centro de Apoio ao Sem Abrigo) está a ter dificuldades em angariar a quantidade de alimentos necessária para garantir uma ajuda suficiente a todos os que dela necessitam, estando em causa o apoio a crianças, adolescentes e idosos desfavorecidos, vítimas de maus-tratos, violência e negligência e a centenas de pessoas que vivem na rua, a quem é feita uma distribuição diária de refeições quentes. 

Assim, está lançado o repto: juntem-se a nós, partilhem a mensagem, vamos ajudar! Como? 



No âmbito desta campanha vamos ainda confeccionar uma refeição para os sem-abrigo, entregando a mesma em embalagens individuais e, possivelmente, ajudando na distribuição. Quem se quiser juntar a nós, também é muito bem-vindo!
 


Raquel e João


28/10/2012

somos os únicos a andar perdidos e a ir parar a estradas absolutamente intransitáveis por causa do GPS?

Se vocês soubessem das aventuras que já tivemos por causa do GPS, apostamos que se riam.

Desde ir parar a caminhos de cabras, passar por cima de terrenos alagados, entrar em ruas sem saída, em ruas onde não é suposto andar, com 1 metro de largura, já nos aconteceu de tudo. O mais fascinante é ter à nossa frente uma rotunda e o GPS não a identificar, ou indicar-nos que devemos virar à direita e à direita termos... uma casa, um parque de estacionamento, um muro!

Se há vezes em que isto tem a sua graça, outras há em que ficamos com os nervos à flor da pele, fartos de andar às voltas e a perguntar aos céus o porquê daquela máquina insistir em "daqui a 200 metros vire à direita na rotunda, 1ª saída" e não estar lá rotunda nenhuma! 

Depois de andarmos perdidos, arriscarmos multas, a pintura do carro, e sabe-se lá mais o quê, lá se fez uma actualização do software do TomTom. "Uau, que bom! Agora é que é"! - pensámos nós...

Qual quê? Quer-nos parecer que quem actualizou aquilo não estava muito interessado em prestar um serviço de qualidade. Para além de ter introduzido um qualquer programa sem ninguém ter pedido, que volta e meia apita para indicar que naquele local pode haver radares (algo altamente proibido em Portugal e que nos pode trazer problemas), não melhorou muito no que toca ao mapeamento. 

Alguém nos ajude! Estamos tramados se dependermos da Raquel para ver onde andamos nos mapas de papel...



João e Raquel

24/10/2012

viagens e sítios - Costa Vicentina

Portugal é um país de paisagens lindas, avassaladoras, de Norte a Sul, litoral e interior. A diversidade paisagística, os diferentes tipos de hábitos e culturas que encontramos em cada região, as pessoas, a gastronomia, as povoações e cidades, são de uma riqueza imensurável.

Contudo, a sensação que sentimos quando ouvimos falar da Costa Vicentina é a de que estamos a falar de uma espécie de um oásis, relativamente perto da confusão de Lisboa, e que conjuga o melhor dos dois mundos: campo e praia!

De facto, a Costa Vicentina oferece um equilíbrio perfeito entre a pacatez do Alentejo de paredes caiadas, a beleza escondida de alguns recantos, um Algarve mais tranquilo e a vida de praia, sem esquecer, claro, a comida! 

Entre as carnes grelhadas, algum marisco, enchidos e peixe fresco, a diversidade permite escolha para todos os gostos!

Este Verão fizemos aquilo que muitos fazem, sobretudo os mais jovens: uma road trip pela Costa Vicentina. À semelhança dos nossos restantes passeios, rumámos com pouco ou nenhum planeamento, livres e à descoberta. Esta opção tem tanto de desconfortável (quando não sabemos onde ir e onde pernoitar) como de libertadora: ficamos o tempo que nos apetecer nos sítios que mais gostamos, sem obrigação de ir embora em data fixa. 

Sol, mar límpido, falésias, areia, terra batida, escarpas, vegetação verde, vilas e aldeias castiças, tudo isto e muito mais pode ser encontrado e saboreado neste nosso litoral alentejano e barlavento algarvio. Aliás, depois de lá se ir, a vontade de voltar surge imediatamente, com sede de conhecer outros sítios e praias da zona.

Começámos pela Zambujeira do Mar, onde nos instalámos no parque de campismo Camping Zambujeira (bem agradável por sinal, com boas sombras e áreas, facilidade de estacionar o carro perto da tenda, instalações limpas, perto do centro da vila) e desfrutámos das praias do Carvalhal e da Amália (nas imagens), verdadeiros tesouros escondidos, sobretudo a última onde só vai quem consegue descobrir o caminho, até porque a praia tem outro nome, o de Malmequer!

Ainda na Zambujeira vale bem a pena ir beber um sumo natural regado com vodka ao bar Espera-m'entrando (aconselho o de melancia), ao som da música.


Depois de sairmos da Zambujeira do Mar o plano era o de passar um dia ou dois na zona da Arrifana, descendo apenas mais um pouco. Contudo, demos de caras com um parque de campismo que afinal já não existia, com outro que além de cheio e mal frequentado, deixava a desejar em termos de asseio e ainda com um terceiro, de quatro estrelas mas sem espaço ou sombras e pouco acolhedor.

Ponderámos acampar de forma selvagem em qualquer lado, dormir na praia, mas o bom senso fez-nos passar a fronteira para o Algarve em Odeceixe e descer até perto de Sagres, na expectativa de encontrar algum sítio onde ficar.

Fomos parar a Salema, uma terra piscatória em Vila do Bispo onde fizemos uma descoberta maravilhosa: um dos melhores parques de campismo de sempre! Grande e espaçoso mas organizado de forma a ser agradável, com espaços individualizados, ora em socalcos, ora dividos por árvores e arbustos. Com imensa sombra, zonas comuns limpas, com um mini-mercado e um restaurante/bar. 

Para perceberem o tipo de parque, é necessário dizer que tem uma zona para naturistas, mais afastada, onde só pode entrar quem praticar naturismo, sendo certo que estes têm de se vestir para circular nas outras áreas! Aconselhamos vivamente a experimentarem o Parque de Campismo Quinta dos Carriços, se gostarem de acampar.

Esta zona do Algarve, à semelhança da outra ponta algarvia, é muito sossegada e tranquila, mesmo em pleno Agosto! Aliás, dá para constatar isso pelas fotografias... Quem diria que são em praias do Algarve em mês de enchente? Nesta zona fomos à praia do Zavial, absolutamente maravilhosa, e à das Furnas (na imagem)!


A paisagem nesta região é, de facto, maravilhosa! Veja-se os exemplos das falésias e escarpas, do Miradouro da Cordoama e do Cabo de S. Vicente.


Deixámos Sagres e começámos a subir a costa. Fomos até à Arrifana e, quando já pensávamos regressar a Lisboa, surgiu a oportunidade de ir até Aljezur, onde ficámos em casa de amigos. Foi por estes dias que conhecemos um fantástico restaurante que já teve direito a post: Tasca do Petrol! Em Aljezur conhecemos também o Pão do Rogil, uma padaria/café/pastelaria com óptimas empadas e pão! 


Já agora, deixamos esta crónica com ideias de receitas para o campismo: aqui.



Raquel

18/10/2012

receita - folhados de salsicha com salada

Esta receita, adaptada de uma do Jamie Oliver, é indicada tanto para comer em casa, como para levar para fora, visto que os folhados são óptimos para comer à mão em qualquer sítio.

É preciso:

- massa folhada (da que se compra já feita, mas sem ser congelada)
- salsichas frescas
- sal
- pimenta
- orégãos
- 1 ovo
- sementes de papoila
- azeite
- farinha
- salada de mistura (daquelas vendidas em saquinhos)
- queijo parmesão
- vinagre balsâmico
- estragão


Estende-se a massa folhada numa superfície lisa e colocam-se sobre ela as salsichas todas seguidas e na diagonal, na parte superior da massa, junto à borda, para que depois seja mais fácil enrolar.

Temperam-se as salsichas com sal, pimenta, orégãos e quaisquer outros temperos de que goste.

Enrola-se a massa e cola-se com uma pincelada de ovo batido. Pincela-se, também, a parte exterior da massa e juntam-se sementes de papoila.

Corta-se o rolo de massa folhada e salsicha em pedaços de cerca de 2 cm e colocam-se num tabuleiro de ir ao forno untado com azeite e farinha (para não pegar).

Vai ao forno até ficar com um aspecto dourado.

Apresentação:

Os folhados acompanhados de uma salada com raspas de parmesão e uma vinagreta simples, de azeite, vinagre balsâmico e estragão.



João

16/10/2012

novidades e sugestões - Foodspotting App

Este post, tal como poderão identificar pelo título, é dirigido àqueles que, tal como nós, gostam de conjugar a gastronomia e culinária com as mais recentes novidades tecnológicas.

A aplicação Foodspotting, para smartphones e tablets, é gratuita e inovadora, na medida em que não se limita a localizar restaurantes. Esta aplicação foca-se mais nos pratos em si, do que propriamente no local onde estes são servidos. 

Ou seja: ao pesquisarmos pelos restaurantes perto de nós, aparece-nos uma galeria de fotografias, à partida tiradas pelos próprios clientes e utilizadores desta aplicação, que nos mostra imagens dos pratos de cada sítio. 

Exceptuando os casos em que as fotografias são muito mal tiradas e não fazem justiça ao prato fotografado, esta é uma óptima forma de perceber se um restaurante merece ou não a nossa visita, se o prato nos agrada, se tem bom aspecto, se a apresentação é boa, etc., dizendo-nos logo muito sobre cada sítio.

Também tem a vantagem de poder simplesmente aceder a uma lista de restaurantes, mas o mais provável é querer espreitar as imagens...

Além do mais, a interactividade permitida, na medida em que os utilizadores podem fotografar os pratos e fazer upload das fotografias, é engraçada e torna tudo mais pessoal, mais verdadeiro. Pode até consultar guias de outros utilizadores, em que estão reunidos vários restaurantes e respectivos pratos!

Caso possa, instale esta App e procure pelos les bons vivants, sempre que pudermos vamos lá deixar o nosso registo... até porque primeiro comemos com os olhos!

Duas imagens da aplicação:


 


João e Raquel

10/10/2012

quem quer ganhar um cabaz?

Se quer ganhar um cabaz com os produtos mencionados no post abaixo, basta espreitar aqui: https://www.facebook.com/bonsvivantsblog

Simpatia dos Supermercados Brio Biológico! 


Raquel e João

07/10/2012

truques e dicas - os alimentos de cada estação: Outono

Mais do que uma vez já ouvimos comentar que devemos adaptar a nossa alimentação à estação do ano em que nos encontramos. As condições climatéricas, o tempo de amadurecimento dos frutos, a época adequada para colher determinados produtos, formam um conjunto de factores que influencia o aparecimento de determinados alimentos em épocas do ano distintas.

Se bem que hoje em dia já é possível contornar esse limite e é possível produzir frutos fora da época mais propícia, a verdade é que não deve ser por acaso que em determinadas alturas é mais comum encontrar alguns alimentos.

Dizem alguns estudiosos da matéria que ao consumirmos os alimentos na sua época, além de contribuirmos para um maior equilíbrio da diversidade vegetal, ainda beneficiamos ao nível da saúde. Cada alimento fornece os nutrientes de que o nosso corpo mais necessita para enfrentar as características de cada estação. 

Quais os frutos e vegetais que devemos então consumir no Outono e que são os desta estação?

- Abóbora - fonte de vitamina A; poderoso anti-oxidante, útil na prevenção de doenças cardiovasculares;

- Acelga - vitamina A, B1, B2, C, K, ferro, magnésio, cobre, cálcio e potássio, indicada para melhorar a saúde dos ossos;

- Alface - importante na coagulação sanguínea e rica em anti-oxidantes, sais minerais e diversos nutrientes;

- Avelã - fonte rica de fibra, potássio, cálcio, magnésio, ferro e fósforo, vitamina B e E, ajudando na produção de glóbulos vermelhos;

- Batata - tem sais minerais, potássio, vitaminas do grupo B, útil na prevenção da prisão de ventre e na diminuição da absorção do colesterol;

- Castanha - fortalece o sistema imunitário, mantém a pele, ossos e articulações mais saudáveis, com quantidade grande de vitamina C;

- Espinafres - reguladores do metabolismo, são ricos em ferro, fósforo, cálcio e potássio, sendo úteis na prevenção de tensão arterial. 

- Laranja - importante fonte de vitamina C, com funções diuréticas;

- Maçã - rica em fibras, vitamina A, C, E, ácido fólico, potássio e magnésio, sendo útil à regulação do trânsito intestinal. 

- Romã - rica em anti-oxidantes e propriedades anti-inflamatórias, contém fibras, potássio, vitamina C e vitamina B6;

- Rúcula - grande teor de cálcio e riqueza em vitaminas, ajuda estimular o sistema imunológico.


Tomem nota destes frutos e legumes e aproveitem a desculpa para preparar mais refeições com eles! 





João e Raquel

03/10/2012

restaurante - Blue Jardim

Nas nossas regulares idas a São Pedro de Moel não costuma faltar uma visita à Nazaré, mais concretamente ao café/restaurante Blue Jardim. O facto de fazermos cerca de 20 Km entre um sítio e outro tem razão de ser.

A comida é boa, barata, o espaço acolhedor e o atendimento simpático. Dito isto, o texto poderia terminar aqui, visto que estão reunidas todas as condições para fazer de um estabelecimento um bom restaurante, mas vamos a pormenores...

Quem gere a cozinha e o espaço é um simpático casal francês, que faz da comida aquilo que, em última análise, esta deve ser: simples mas com sabor, sem complicações e falsas aparências. Aquilo que lemos na carta é o que nos vem parar à mesa. 

Confessamos que nunca nos aventurámos noutros pratos, como os bifes e massas e ainda outros de origem francesa, e que optamos  sempre pelas pizzas. Mas diz quem já provou que são igualmente bons. Não sabemos se será por preguiça que não experimentamos uma coisa diferente ou se simplesmente preferimos não «mexer» naquilo que está bem... É garantido que as pizzas são boas e nunca nos desiludem. Quando se vai a um sítio, frequentemente, para comer a mesma coisa, há-de ser um bom sinal!

Quando lá vamos, pedimos uma pizza royal (para o João), com molho de tomate, cogumelos, fiambre, azeitonas e gema de ovo no meio, e uma atlântica (para a Raquel), com base de natas, salmão fumado e uma rodela de lima. A pizza é individual, com tamanho digno desse nome, pois chega perfeitamente para saciar a fome e apetite de uma pessoa. A massa é boa, e embora o forno seja eléctrico, mais parece de lenha.

Tendo em conta os preços que vemos por aí, pode dizer-se que estas pizzas são baratas, a rondar os 6 e 7€ (há mais baratas na carta).

O espaço é pequeno, acolhedor e com uma decoração simples mas agradável, com uma mini esplanada onde estão duas mesas com bancos corridos. 

O atendimento é simpático, despretensioso e informal, o que é de esperar dada a juventude de quem nos serve.

Tem ainda a vantagem de normalmente estar aberto até tarde. Se já passar das 22.00h e tiver fome não hesite em perguntar se ainda servem, o mais provável é que a resposta seja afirmativa.


Raquel e João


Morada:
Rua Gil Vicente, nº 67 B
Nazaré - Leiria

Telefone:
26 256 10 73