The Great American Disaster: o nome deste restaurante não podia ser mais certeiro... um desastre, dos grandes. Azar ou não, a nossa experiência não foi boa.
A um dia se semana à noite e já passando das nove, o facto de vermos várias mesas ocupadas revelou-se uma agradável surpresa, pois normalmente é um bom indicador. Contudo, em menos de um minuto esse alento dissipou-se.
Primeiro estivemos de pé a aguardar que reparassem em nós e que fossemos recebidos por algum dos empregados para que nos indicassem uma mesa. Apesar de passarem por nós a menos de 1 metro de distância e dos nossos «boa noite», era como se não estivéssemos por ali.
Lá nos disseram que nos podíamos sentar e o melhor (ou pior?) veio depois.
No momento de fazer o pedido e com legítimas dúvidas acerca de um dos hambúrgueres (ainda que fosse a dúvida mais idiota de sempre...), o João perguntou porque é que na carta mencionavam ser preciso coragem para pedir um dos hambúrgueres. A resposta, seca, rude e antipática não tardou: «normalmente o chíli é picante» - dito com o maior ar de desprezo e superioridade do mundo, como se fossemos dois imbecis.
Além da antipatia e falta de educação, o senhor não respondeu à pergunta do João, que não tinha como motivo qualquer preocupação com o picante, mas sim com o tamanho do hambúrguer...
Depois pedimos duas coca-colas, com o devido «se faz favor». Qual foi a resposta? «Pepsi». Assim, sem mais nem menos, sem um «não temos Coca-cola, pode ser Pepsi?». Não, mais uma demonstração de profissionalismo e simpatia que ficou guardada na gaveta.
Lá vieram os hambúrgueres, um nível abaixo de qualquer casa de fast food, a começar pelo facto de estarem queimados e de serem a coisa mais banal do mundo. As batatas, embora estaladiças, estavam escurecidas e com pontinhos negros que indicam óleo por mudar...
Enfim, para rematar ainda ouvimos esse mesmo empregado a dizer o seguinte: «F*d#a-se, há clientes mesmo estúpidos!», comentando um pedido qualquer de um cliente. Isto dito entre empregados mas sem a necessária descrição, ao ponto de ter sido perceptível...
É uma pena, de facto, que um casa com mais de 30 anos, com um conceito giro, um espaço engraçado e com tanta clientela (na qual se inclui muitos turistas), tenha um atendimento tão pobre, e uma comida tão descuidada.
O melhor da refeição? Além da companhia, claro, a música!
O preço médio, sem cafés e sobremesas é de 9€.
O preço médio, sem cafés e sobremesas é de 9€.
Lembrem-me de não voltar lá e de ir mas é ao Garden Burguer das Amoreiras, que também é uma casa antiga, mas ainda tem algum brio...
Raquel
Morada:
Praça Marquês de Pombal, 1 (tem de se entrar num átrio e subir umas escadas)
1250 Lisboa
Telefone:
21 316 12 66







