24/10/2012

viagens e sítios - Costa Vicentina

Portugal é um país de paisagens lindas, avassaladoras, de Norte a Sul, litoral e interior. A diversidade paisagística, os diferentes tipos de hábitos e culturas que encontramos em cada região, as pessoas, a gastronomia, as povoações e cidades, são de uma riqueza imensurável.

Contudo, a sensação que sentimos quando ouvimos falar da Costa Vicentina é a de que estamos a falar de uma espécie de um oásis, relativamente perto da confusão de Lisboa, e que conjuga o melhor dos dois mundos: campo e praia!

De facto, a Costa Vicentina oferece um equilíbrio perfeito entre a pacatez do Alentejo de paredes caiadas, a beleza escondida de alguns recantos, um Algarve mais tranquilo e a vida de praia, sem esquecer, claro, a comida! 

Entre as carnes grelhadas, algum marisco, enchidos e peixe fresco, a diversidade permite escolha para todos os gostos!

Este Verão fizemos aquilo que muitos fazem, sobretudo os mais jovens: uma road trip pela Costa Vicentina. À semelhança dos nossos restantes passeios, rumámos com pouco ou nenhum planeamento, livres e à descoberta. Esta opção tem tanto de desconfortável (quando não sabemos onde ir e onde pernoitar) como de libertadora: ficamos o tempo que nos apetecer nos sítios que mais gostamos, sem obrigação de ir embora em data fixa. 

Sol, mar límpido, falésias, areia, terra batida, escarpas, vegetação verde, vilas e aldeias castiças, tudo isto e muito mais pode ser encontrado e saboreado neste nosso litoral alentejano e barlavento algarvio. Aliás, depois de lá se ir, a vontade de voltar surge imediatamente, com sede de conhecer outros sítios e praias da zona.

Começámos pela Zambujeira do Mar, onde nos instalámos no parque de campismo Camping Zambujeira (bem agradável por sinal, com boas sombras e áreas, facilidade de estacionar o carro perto da tenda, instalações limpas, perto do centro da vila) e desfrutámos das praias do Carvalhal e da Amália (nas imagens), verdadeiros tesouros escondidos, sobretudo a última onde só vai quem consegue descobrir o caminho, até porque a praia tem outro nome, o de Malmequer!

Ainda na Zambujeira vale bem a pena ir beber um sumo natural regado com vodka ao bar Espera-m'entrando (aconselho o de melancia), ao som da música.


Depois de sairmos da Zambujeira do Mar o plano era o de passar um dia ou dois na zona da Arrifana, descendo apenas mais um pouco. Contudo, demos de caras com um parque de campismo que afinal já não existia, com outro que além de cheio e mal frequentado, deixava a desejar em termos de asseio e ainda com um terceiro, de quatro estrelas mas sem espaço ou sombras e pouco acolhedor.

Ponderámos acampar de forma selvagem em qualquer lado, dormir na praia, mas o bom senso fez-nos passar a fronteira para o Algarve em Odeceixe e descer até perto de Sagres, na expectativa de encontrar algum sítio onde ficar.

Fomos parar a Salema, uma terra piscatória em Vila do Bispo onde fizemos uma descoberta maravilhosa: um dos melhores parques de campismo de sempre! Grande e espaçoso mas organizado de forma a ser agradável, com espaços individualizados, ora em socalcos, ora dividos por árvores e arbustos. Com imensa sombra, zonas comuns limpas, com um mini-mercado e um restaurante/bar. 

Para perceberem o tipo de parque, é necessário dizer que tem uma zona para naturistas, mais afastada, onde só pode entrar quem praticar naturismo, sendo certo que estes têm de se vestir para circular nas outras áreas! Aconselhamos vivamente a experimentarem o Parque de Campismo Quinta dos Carriços, se gostarem de acampar.

Esta zona do Algarve, à semelhança da outra ponta algarvia, é muito sossegada e tranquila, mesmo em pleno Agosto! Aliás, dá para constatar isso pelas fotografias... Quem diria que são em praias do Algarve em mês de enchente? Nesta zona fomos à praia do Zavial, absolutamente maravilhosa, e à das Furnas (na imagem)!


A paisagem nesta região é, de facto, maravilhosa! Veja-se os exemplos das falésias e escarpas, do Miradouro da Cordoama e do Cabo de S. Vicente.


Deixámos Sagres e começámos a subir a costa. Fomos até à Arrifana e, quando já pensávamos regressar a Lisboa, surgiu a oportunidade de ir até Aljezur, onde ficámos em casa de amigos. Foi por estes dias que conhecemos um fantástico restaurante que já teve direito a post: Tasca do Petrol! Em Aljezur conhecemos também o Pão do Rogil, uma padaria/café/pastelaria com óptimas empadas e pão! 


Já agora, deixamos esta crónica com ideias de receitas para o campismo: aqui.



Raquel

18/10/2012

receita - folhados de salsicha com salada

Esta receita, adaptada de uma do Jamie Oliver, é indicada tanto para comer em casa, como para levar para fora, visto que os folhados são óptimos para comer à mão em qualquer sítio.

É preciso:

- massa folhada (da que se compra já feita, mas sem ser congelada)
- salsichas frescas
- sal
- pimenta
- orégãos
- 1 ovo
- sementes de papoila
- azeite
- farinha
- salada de mistura (daquelas vendidas em saquinhos)
- queijo parmesão
- vinagre balsâmico
- estragão


Estende-se a massa folhada numa superfície lisa e colocam-se sobre ela as salsichas todas seguidas e na diagonal, na parte superior da massa, junto à borda, para que depois seja mais fácil enrolar.

Temperam-se as salsichas com sal, pimenta, orégãos e quaisquer outros temperos de que goste.

Enrola-se a massa e cola-se com uma pincelada de ovo batido. Pincela-se, também, a parte exterior da massa e juntam-se sementes de papoila.

Corta-se o rolo de massa folhada e salsicha em pedaços de cerca de 2 cm e colocam-se num tabuleiro de ir ao forno untado com azeite e farinha (para não pegar).

Vai ao forno até ficar com um aspecto dourado.

Apresentação:

Os folhados acompanhados de uma salada com raspas de parmesão e uma vinagreta simples, de azeite, vinagre balsâmico e estragão.



João

16/10/2012

novidades e sugestões - Foodspotting App

Este post, tal como poderão identificar pelo título, é dirigido àqueles que, tal como nós, gostam de conjugar a gastronomia e culinária com as mais recentes novidades tecnológicas.

A aplicação Foodspotting, para smartphones e tablets, é gratuita e inovadora, na medida em que não se limita a localizar restaurantes. Esta aplicação foca-se mais nos pratos em si, do que propriamente no local onde estes são servidos. 

Ou seja: ao pesquisarmos pelos restaurantes perto de nós, aparece-nos uma galeria de fotografias, à partida tiradas pelos próprios clientes e utilizadores desta aplicação, que nos mostra imagens dos pratos de cada sítio. 

Exceptuando os casos em que as fotografias são muito mal tiradas e não fazem justiça ao prato fotografado, esta é uma óptima forma de perceber se um restaurante merece ou não a nossa visita, se o prato nos agrada, se tem bom aspecto, se a apresentação é boa, etc., dizendo-nos logo muito sobre cada sítio.

Também tem a vantagem de poder simplesmente aceder a uma lista de restaurantes, mas o mais provável é querer espreitar as imagens...

Além do mais, a interactividade permitida, na medida em que os utilizadores podem fotografar os pratos e fazer upload das fotografias, é engraçada e torna tudo mais pessoal, mais verdadeiro. Pode até consultar guias de outros utilizadores, em que estão reunidos vários restaurantes e respectivos pratos!

Caso possa, instale esta App e procure pelos les bons vivants, sempre que pudermos vamos lá deixar o nosso registo... até porque primeiro comemos com os olhos!

Duas imagens da aplicação:


 


João e Raquel

10/10/2012

quem quer ganhar um cabaz?

Se quer ganhar um cabaz com os produtos mencionados no post abaixo, basta espreitar aqui: https://www.facebook.com/bonsvivantsblog

Simpatia dos Supermercados Brio Biológico! 


Raquel e João

07/10/2012

truques e dicas - os alimentos de cada estação: Outono

Mais do que uma vez já ouvimos comentar que devemos adaptar a nossa alimentação à estação do ano em que nos encontramos. As condições climatéricas, o tempo de amadurecimento dos frutos, a época adequada para colher determinados produtos, formam um conjunto de factores que influencia o aparecimento de determinados alimentos em épocas do ano distintas.

Se bem que hoje em dia já é possível contornar esse limite e é possível produzir frutos fora da época mais propícia, a verdade é que não deve ser por acaso que em determinadas alturas é mais comum encontrar alguns alimentos.

Dizem alguns estudiosos da matéria que ao consumirmos os alimentos na sua época, além de contribuirmos para um maior equilíbrio da diversidade vegetal, ainda beneficiamos ao nível da saúde. Cada alimento fornece os nutrientes de que o nosso corpo mais necessita para enfrentar as características de cada estação. 

Quais os frutos e vegetais que devemos então consumir no Outono e que são os desta estação?

- Abóbora - fonte de vitamina A; poderoso anti-oxidante, útil na prevenção de doenças cardiovasculares;

- Acelga - vitamina A, B1, B2, C, K, ferro, magnésio, cobre, cálcio e potássio, indicada para melhorar a saúde dos ossos;

- Alface - importante na coagulação sanguínea e rica em anti-oxidantes, sais minerais e diversos nutrientes;

- Avelã - fonte rica de fibra, potássio, cálcio, magnésio, ferro e fósforo, vitamina B e E, ajudando na produção de glóbulos vermelhos;

- Batata - tem sais minerais, potássio, vitaminas do grupo B, útil na prevenção da prisão de ventre e na diminuição da absorção do colesterol;

- Castanha - fortalece o sistema imunitário, mantém a pele, ossos e articulações mais saudáveis, com quantidade grande de vitamina C;

- Espinafres - reguladores do metabolismo, são ricos em ferro, fósforo, cálcio e potássio, sendo úteis na prevenção de tensão arterial. 

- Laranja - importante fonte de vitamina C, com funções diuréticas;

- Maçã - rica em fibras, vitamina A, C, E, ácido fólico, potássio e magnésio, sendo útil à regulação do trânsito intestinal. 

- Romã - rica em anti-oxidantes e propriedades anti-inflamatórias, contém fibras, potássio, vitamina C e vitamina B6;

- Rúcula - grande teor de cálcio e riqueza em vitaminas, ajuda estimular o sistema imunológico.


Tomem nota destes frutos e legumes e aproveitem a desculpa para preparar mais refeições com eles! 





João e Raquel

03/10/2012

restaurante - Blue Jardim

Nas nossas regulares idas a São Pedro de Moel não costuma faltar uma visita à Nazaré, mais concretamente ao café/restaurante Blue Jardim. O facto de fazermos cerca de 20 Km entre um sítio e outro tem razão de ser.

A comida é boa, barata, o espaço acolhedor e o atendimento simpático. Dito isto, o texto poderia terminar aqui, visto que estão reunidas todas as condições para fazer de um estabelecimento um bom restaurante, mas vamos a pormenores...

Quem gere a cozinha e o espaço é um simpático casal francês, que faz da comida aquilo que, em última análise, esta deve ser: simples mas com sabor, sem complicações e falsas aparências. Aquilo que lemos na carta é o que nos vem parar à mesa. 

Confessamos que nunca nos aventurámos noutros pratos, como os bifes e massas e ainda outros de origem francesa, e que optamos  sempre pelas pizzas. Mas diz quem já provou que são igualmente bons. Não sabemos se será por preguiça que não experimentamos uma coisa diferente ou se simplesmente preferimos não «mexer» naquilo que está bem... É garantido que as pizzas são boas e nunca nos desiludem. Quando se vai a um sítio, frequentemente, para comer a mesma coisa, há-de ser um bom sinal!

Quando lá vamos, pedimos uma pizza royal (para o João), com molho de tomate, cogumelos, fiambre, azeitonas e gema de ovo no meio, e uma atlântica (para a Raquel), com base de natas, salmão fumado e uma rodela de lima. A pizza é individual, com tamanho digno desse nome, pois chega perfeitamente para saciar a fome e apetite de uma pessoa. A massa é boa, e embora o forno seja eléctrico, mais parece de lenha.

Tendo em conta os preços que vemos por aí, pode dizer-se que estas pizzas são baratas, a rondar os 6 e 7€ (há mais baratas na carta).

O espaço é pequeno, acolhedor e com uma decoração simples mas agradável, com uma mini esplanada onde estão duas mesas com bancos corridos. 

O atendimento é simpático, despretensioso e informal, o que é de esperar dada a juventude de quem nos serve.

Tem ainda a vantagem de normalmente estar aberto até tarde. Se já passar das 22.00h e tiver fome não hesite em perguntar se ainda servem, o mais provável é que a resposta seja afirmativa.


Raquel e João


Morada:
Rua Gil Vicente, nº 67 B
Nazaré - Leiria

Telefone:
26 256 10 73

30/09/2012

receita - espetadas de frango com companhia

Decidi chamar a esta receita «espetadas de frango com companhia» pois de outro modo ficava com um nome muito grande. Foram feitas no forno, num novo prato (embora prefira chamar-lhe tabuleiro) super prático que experimentei.

É uma receita leve, saborosa e fica ainda melhor se acompanhada por uma boa salada!

É preciso:

- peito de frango
- courgette
- cebolinhas para assar
- banana
- bacon
- alho
- azeite
- mistura de pimentas
- pimentão doce
- limão
- pão ralado

Começa-se por cortar o peito de frango em cubos, nem muito grandes nem demasiado pequenos, de forma a poderem ser facilmente perfurados. Depois de cortado o frango, tempera-se o mesmo com sal grosso, alho picado (uma quantidade generosa), pimentão doce (só uma pitada), mistura de pimentas e azeite. Mistura-se tudo e rega-se com umas gotas de sumo de limão. 

Enquanto o frango marina e ganha sabor, preparam-se os restantes ingredientes e pré-aquece-se o forno a 180º. Corta-se a courgette em rodelas de cerca de 1,5 cm. Depois cortam-se as rodelas em metades.

À medida que os ingredientes ficam prontos podem-se ir juntando à marinada de frango para ganhar e libertar sabor. 

As cebolinhas cortam-se ao meio se forem das maiores, mas convém não ficarem metades demasiado pequena pois é o elemento que se desfaz mais facilmente ao ser perfurado. 

A banana corta-se em rodelas mais grossas, para não se desfazer e o bacon de modo a que seja possível dobrá-lo (já agora, bacon comprado na charcutaria e não daquele embalado, é bem mais saborosos!) e perfurar.

Separa-se o frango dos restantes ingredientes e polvilha-se com pão ralado, mas sem que fique totalmente coberto. 

Se quiser seguir a ordem escolhida, comece pela courgette, frango, cebola, banana, bacon e recomece apenas uma vez mais! No final regue com a marinada que sobrou!




Como podem ver pela imagem, o recipiente utilizado para ir ao forno não é dos convencionais, é um modelo da linha Ultra-Pro da Tupperware, que leva os alimentos ao forno sem precisar de acrescentar nenhuma gordura. A melhor forma de colocar os alimentos é perpendicularmente às saliências, de forma a não agarrar. Sim, é de plástico (inofensivo para a saúde) e sim, resiste ao calor!  É tão resistente que a NASA se foi inspirar nele para os seus foguetões!

Por fim, vai ao forno até que o bacon fique com um aspecto estaladiço e o frango dourado! 


Apresentação:

Acompanhe com uma salada e se quiser, faça uma redução de vinho do Porto para dar um gosto especial! 



26/09/2012

a nossa viagem a Espanha IV

Depois de andarmos a passear por aqui, aqui e aqui, chegámos a Navarra, sensivelmente na altura em que a viagem ia a meio, no dia 17 de Agosto.

Em Navarra conhecemos duas pequenas terras encantadoras, cada uma à sua maneira: Ochagavía e Zugarramurdi.

Comecemos pela primeira, Ochagavía: pequena terra junto dos Pirenéus de Navarra, de ruas empedradas e casas com varandas floridas dos dois lados do rio que por lá passa, atravessado por várias pontes, sendo uma delas marca da época medieval.

Ficámos duas noites, com promessa de lá voltarmos daqui a algum tempo. Esta paragem serviu essencialmente para descansar um pouco da viagem e para passearmos sem pressas, embora a meteorologia não tenha estado do nosso lado. O alojamento, abundante, era barato, e alugámos um quarto em casa de uma senhora por 27€ a noite. Um dos primeiros sítios onde fomos bater à porta, uma hospedaria com restaurante (Orialde), estava lotado. Contudo, tivemos oportunidade de lá ir jantar duas vezes, satisfeitos com a simpatia do dono que conhecia bem Portugal e nos recebeu de forma carinhosa no seu espaço.

De Ochagavía temos muito poucas fotografias, culpa da chuva que nos obrigava a esconder a máquina e também culpa nossa, que queríamos repousar um pouco do frenesim turístico. 


 Fica o convite para visitarem esta página e conhecerem melhor esta povoação (clicar para aceder ao website).

Ali bem perto, fomos dar um passeio pelo Bosque de Irati, um dos maiores da Europa. Quando nos decidimos a visitar o bosque o sol já começava a desaparecer, pelo que não nos quisemos embrenhar demasiado, até porque não faltam por ali javalis, raposas e outros animais que decidem aparecer pelo crepúsculo. 


No dia 19 saímos de Ochagavía e demos um salto em Pamplona, onde passámos apenas umas horas. O motivo pelo qual não nos demorámos prende-se essencialmente de querermos fugir de cidades maiores, até porque o orçamento estava a ficar cada vez mais pequeno e nessas zonas é tudo mais caro. De Pamplona trouxemos umas fotografias do curto passeio e uma multa de estacionamento...!


Depois de Pamplona parámos novamente numa pequena terra, Zugarramurdi, conhecida como «Pueblo de las Brujas» (que explicamos mais adiante...). A paisagem é essencialmente de montes verdejantes, que no Inverno devem ficar cobertos de neve.

Esta nossa paragem foi de apenas uma noite, hospedados numa casa rural que tinha uns quartos muito giros (Graxiana). Jantámos muito bem, com enchidos óptimos e um presunto absolutamente inesquecível, acompanhados por uma sidra também saborosa. O jantar foi muito agradável, no calor da noite, ao ar livre, numa grande mesa redonda de madeira maciça.


          Algumas imagens do pátio/entrada da casa rural e do restaurante.

Em Zugarramurdi existem umas grutas que são chamadas de «Cuevas de las Brujas», onde há também um Museu dedicado a estas. Se ali andaram bruxas ou não, não sabemos, mas a história (não fictícia) conta que lá se realizavam rituais pagãos. A verdade é que enquanto por lá passeámos um de nós bateu com a cabeça  e outro caiu e partiu uma peça da máquina fotográfica...! 



Navarra ficou por aqui...!



Raquel e João

24/09/2012

truques e dicas - descongelar carne

Quando quiser descongelar carne, o ideal é fazê-lo com cerca de 24h de antecedência, mas nunca passando do congelador imediatamente para a temperatura ambiente. Coloque-a no frigorífico, pois deixar carne a descongelar a uma temperatura amena pode ser um convite para as bactérias...

Coloque a carne num prato, preferencialmente envolta em papel vegetal. Assim, os líquidos largados podem ser aproveitados na altura de cozinhar. 

Já agora, a carne congelada dura, num congelador cuja temperatura seja de cerca de -18º:

- 12 meses - carne de vaca
- 10 meses - frango
- 8 meses - borrego
- 6 meses - carne de porco e de caça
- 2 meses - carne previamente picada





Raquel

19/09/2012

receita - lombinho de porco com mostarda e maçã

Aqui fica uma receita de forno muito simples, óptima para o dia a dia, já que a sua preparação não leva mais de 10 minutos!

É preciso:

- lombinhos de porco
- mostarda de grão (à antiga)
- sal
- mistura de pimentas
- alecrim seco
- tomilho fresco
- alho
- azeite
- maçã
- açúcar
- manteiga


Envolvem-se os lombinhos de porco com mostarda de grão e colocam-se num tabuleiro de ir ao forno. Temperam-se com sal, mistura de pimentas e alecrim. Juntam-se uns raminhos de tomilho e dentes de alho esmagados. Salpica-se com uma dose generosa de azeite e está pronto para ir ao forno (previamente aquecido).

Enquanto os lombinhos estão no forno prepara-se a maçã: corta-se em pedaços e salteia-se numa frigideira em lume médio, nesta fase sem gordura nenhuma. Junta-se açúcar, para caramelizar, e imediatamente antes de desligar o lume adiciona-se uma noz de manteiga.

Este prato pode ser acompanhado com arroz branco, de cogumelos, com salada ou, na verdade, com qualquer outra coisa que se queira. Se quiserem experimentar o arroz de cogumelos, temos uma receita (clicar para aceder à receita) já publicada!

Apresentação:

O lombinho cortado em fatias, sobre a maçã e ao lado do arroz.




João

17/09/2012

novidades e sugestões - Quinta Seara D'ordens

Nos nossos passeios pelo Norte, na linda zona do Alto Douro Vinhateiro que é, aliás, Património Mundial da Humanidade, tivemos oportunidade de conhecer a Quinta Seara D'ordens (clicar para aceder à página de facebook).

Esta Quinta de tradição familiar, situada no coração do Douro, a escassos quilómetros da cidade do Peso da Régua, produz anualmente vinhos Douro e Porto premiados em concursos nacionais e internacionais. 
 

Começámos com uma visita guiada que nos elucidou um pouco acerca de todos os processos de produção e que nos esclareceu algumas dúvidas de amadores. Sabiam, por exemplo, que o que dá a tonalidade ao vinho não é a cor da uva por dentro, mas a película de fora que é mais ou menos pressionada durante o processo - conforme for tinto, branco ou rosé?

De seguida fizemos uma prova de vinhos e, através de uma explicação técnica mas elucidativa, ficámos a conhecer o vinho Quinta Carqueijal, entrada de gama, tinto, branco e rosé, que tem uma relação qualidade preço muito simpática. Depois vieram os vinhos Quinta Seara D'ordens, sendo de destacar o fantástico vinho branco, com estágio em madeira que lhe confere um sabor mais denso, menos ácido que o costume mas, ainda assim, fresco e leve. O tinto reserva é óptimo, com um sabor intenso e que se prolonga na boca. Nem vale a pena referir o Talentv's, o topo da gama.

No final da prova degustámos a vasta gama de Portos, branco, ruby e tawny, sendo que ficámos a perceber a diferença entre os dois últimos. Fica a sugestão de um caipiporto ou de um porto tónico com vinho do porto branco seco - é divinal!

Se andarem pelo Norte visitem a Quinta que, para além do bom vinho, está localizada num sítio lindo. Nós por aqui vamos andar atentos, a ver se encontramos o Quinta Seara D'ordens (clicar para aceder ao website) na carta de vinhos dos restaurantes! 





 Raquel