26/09/2012

a nossa viagem a Espanha IV

Depois de andarmos a passear por aqui, aqui e aqui, chegámos a Navarra, sensivelmente na altura em que a viagem ia a meio, no dia 17 de Agosto.

Em Navarra conhecemos duas pequenas terras encantadoras, cada uma à sua maneira: Ochagavía e Zugarramurdi.

Comecemos pela primeira, Ochagavía: pequena terra junto dos Pirenéus de Navarra, de ruas empedradas e casas com varandas floridas dos dois lados do rio que por lá passa, atravessado por várias pontes, sendo uma delas marca da época medieval.

Ficámos duas noites, com promessa de lá voltarmos daqui a algum tempo. Esta paragem serviu essencialmente para descansar um pouco da viagem e para passearmos sem pressas, embora a meteorologia não tenha estado do nosso lado. O alojamento, abundante, era barato, e alugámos um quarto em casa de uma senhora por 27€ a noite. Um dos primeiros sítios onde fomos bater à porta, uma hospedaria com restaurante (Orialde), estava lotado. Contudo, tivemos oportunidade de lá ir jantar duas vezes, satisfeitos com a simpatia do dono que conhecia bem Portugal e nos recebeu de forma carinhosa no seu espaço.

De Ochagavía temos muito poucas fotografias, culpa da chuva que nos obrigava a esconder a máquina e também culpa nossa, que queríamos repousar um pouco do frenesim turístico. 


 Fica o convite para visitarem esta página e conhecerem melhor esta povoação (clicar para aceder ao website).

Ali bem perto, fomos dar um passeio pelo Bosque de Irati, um dos maiores da Europa. Quando nos decidimos a visitar o bosque o sol já começava a desaparecer, pelo que não nos quisemos embrenhar demasiado, até porque não faltam por ali javalis, raposas e outros animais que decidem aparecer pelo crepúsculo. 


No dia 19 saímos de Ochagavía e demos um salto em Pamplona, onde passámos apenas umas horas. O motivo pelo qual não nos demorámos prende-se essencialmente de querermos fugir de cidades maiores, até porque o orçamento estava a ficar cada vez mais pequeno e nessas zonas é tudo mais caro. De Pamplona trouxemos umas fotografias do curto passeio e uma multa de estacionamento...!


Depois de Pamplona parámos novamente numa pequena terra, Zugarramurdi, conhecida como «Pueblo de las Brujas» (que explicamos mais adiante...). A paisagem é essencialmente de montes verdejantes, que no Inverno devem ficar cobertos de neve.

Esta nossa paragem foi de apenas uma noite, hospedados numa casa rural que tinha uns quartos muito giros (Graxiana). Jantámos muito bem, com enchidos óptimos e um presunto absolutamente inesquecível, acompanhados por uma sidra também saborosa. O jantar foi muito agradável, no calor da noite, ao ar livre, numa grande mesa redonda de madeira maciça.


          Algumas imagens do pátio/entrada da casa rural e do restaurante.

Em Zugarramurdi existem umas grutas que são chamadas de «Cuevas de las Brujas», onde há também um Museu dedicado a estas. Se ali andaram bruxas ou não, não sabemos, mas a história (não fictícia) conta que lá se realizavam rituais pagãos. A verdade é que enquanto por lá passeámos um de nós bateu com a cabeça  e outro caiu e partiu uma peça da máquina fotográfica...! 



Navarra ficou por aqui...!



Raquel e João

24/09/2012

truques e dicas - descongelar carne

Quando quiser descongelar carne, o ideal é fazê-lo com cerca de 24h de antecedência, mas nunca passando do congelador imediatamente para a temperatura ambiente. Coloque-a no frigorífico, pois deixar carne a descongelar a uma temperatura amena pode ser um convite para as bactérias...

Coloque a carne num prato, preferencialmente envolta em papel vegetal. Assim, os líquidos largados podem ser aproveitados na altura de cozinhar. 

Já agora, a carne congelada dura, num congelador cuja temperatura seja de cerca de -18º:

- 12 meses - carne de vaca
- 10 meses - frango
- 8 meses - borrego
- 6 meses - carne de porco e de caça
- 2 meses - carne previamente picada





Raquel

19/09/2012

receita - lombinho de porco com mostarda e maçã

Aqui fica uma receita de forno muito simples, óptima para o dia a dia, já que a sua preparação não leva mais de 10 minutos!

É preciso:

- lombinhos de porco
- mostarda de grão (à antiga)
- sal
- mistura de pimentas
- alecrim seco
- tomilho fresco
- alho
- azeite
- maçã
- açúcar
- manteiga


Envolvem-se os lombinhos de porco com mostarda de grão e colocam-se num tabuleiro de ir ao forno. Temperam-se com sal, mistura de pimentas e alecrim. Juntam-se uns raminhos de tomilho e dentes de alho esmagados. Salpica-se com uma dose generosa de azeite e está pronto para ir ao forno (previamente aquecido).

Enquanto os lombinhos estão no forno prepara-se a maçã: corta-se em pedaços e salteia-se numa frigideira em lume médio, nesta fase sem gordura nenhuma. Junta-se açúcar, para caramelizar, e imediatamente antes de desligar o lume adiciona-se uma noz de manteiga.

Este prato pode ser acompanhado com arroz branco, de cogumelos, com salada ou, na verdade, com qualquer outra coisa que se queira. Se quiserem experimentar o arroz de cogumelos, temos uma receita (clicar para aceder à receita) já publicada!

Apresentação:

O lombinho cortado em fatias, sobre a maçã e ao lado do arroz.




João

17/09/2012

novidades e sugestões - Quinta Seara D'ordens

Nos nossos passeios pelo Norte, na linda zona do Alto Douro Vinhateiro que é, aliás, Património Mundial da Humanidade, tivemos oportunidade de conhecer a Quinta Seara D'ordens (clicar para aceder à página de facebook).

Esta Quinta de tradição familiar, situada no coração do Douro, a escassos quilómetros da cidade do Peso da Régua, produz anualmente vinhos Douro e Porto premiados em concursos nacionais e internacionais. 
 

Começámos com uma visita guiada que nos elucidou um pouco acerca de todos os processos de produção e que nos esclareceu algumas dúvidas de amadores. Sabiam, por exemplo, que o que dá a tonalidade ao vinho não é a cor da uva por dentro, mas a película de fora que é mais ou menos pressionada durante o processo - conforme for tinto, branco ou rosé?

De seguida fizemos uma prova de vinhos e, através de uma explicação técnica mas elucidativa, ficámos a conhecer o vinho Quinta Carqueijal, entrada de gama, tinto, branco e rosé, que tem uma relação qualidade preço muito simpática. Depois vieram os vinhos Quinta Seara D'ordens, sendo de destacar o fantástico vinho branco, com estágio em madeira que lhe confere um sabor mais denso, menos ácido que o costume mas, ainda assim, fresco e leve. O tinto reserva é óptimo, com um sabor intenso e que se prolonga na boca. Nem vale a pena referir o Talentv's, o topo da gama.

No final da prova degustámos a vasta gama de Portos, branco, ruby e tawny, sendo que ficámos a perceber a diferença entre os dois últimos. Fica a sugestão de um caipiporto ou de um porto tónico com vinho do porto branco seco - é divinal!

Se andarem pelo Norte visitem a Quinta que, para além do bom vinho, está localizada num sítio lindo. Nós por aqui vamos andar atentos, a ver se encontramos o Quinta Seara D'ordens (clicar para aceder ao website) na carta de vinhos dos restaurantes! 





 Raquel

14/09/2012

passatempo - voucher de 35€ para fazer workshop de cozinha!

Temos um passatempo acabado de estrear na nossa página... Com apenas uma frase habilitam-se a ganhar um voucher para fazer um workshop de cozinha ou comprar acessórios semi-profissionais para a cozinha!

Venham espreitar! 



Raquel e João

11/09/2012

restaurante - Tasca do Petrol


Teria sido uma missão quase impossível descobrir este restaurante se lá não tivéssemos ido com alguém que já o conhecia. 

Escondido no meio do nada, numa povoação em Marmelete, para os lados de Aljezur e Monchique, fica o Petrol, um restaurante de comida serrana algarvia.

Quando lá fomos, a grande quantidade de carros parados à porta era já um bom sinal: casa cheia num sítio tão isolado geralmente é um indicativo de qualidade.

De facto a comida era excepcional, pelo que nem vamos perder tempo a descrever o espaço e decoração, que são perfeitamente banais. Para começar, várias entradas que deixam antever o sabor português dos pratos principais: morcela, porco na banha, salada de orelha, enfim… Tudo o que é preciso para começar bem.

Os pratos, que foram vários e partilhados (tendo em conta que éramos muitos à mesa), cada um melhor do que o anterior: faceira de porco, javali estufado, pernil assado, joaquinzinhos fresquíssimos… Tudo saboroso, bem confeccionado, bem temperado, bem servido! Nada faltou para que este restaurante ficasse para sempre marcado na nossa memória!

As sobremesas, típicas do Algarve, eram igualmente deliciosas, sendo de destacar a tarte de figo e alfarroba. Houve ainda lugar para uma excepcional aguardente de medronho e uma perigosíssima melosa (aguardente de medronho com mel).

O preço, esse, foi a cereja no topo do bolo! Depois de um banquete desta dimensão, com as qualidades e quantidades já referidas, sem esquecer o  couvert, o vinho da casa, as cervejas e os cafés, pagar 15€ não custa nada!


João 


Morada:
Corgo do Vale
8850 Marmelete

Telefone:
28 295 51 17

06/09/2012

receita- cachorro caseiro

Esta receita, óptima para almoços tardios em dias de praia, é simples, fácil e saborosa!

É preciso:

- salsichas em lata
- pão
- tomate
- cebola
- alho
- milho
- azeite
- sal
- piripiri
- orégãos secos
- mistura de pimentas
- maionese
- mostarda
- batatas fritas


Começa-se por refogar cebola cortada em tiras em azeite, temperada com sal e piripiri. Quando a cebola ficar transparente junta-se a salsicha cortada da maneira que se quiser. Acrescenta-se alho picado e tomate aos bocados. 

No fim, desliga-se o lume e acrescenta-se milho, orégãos e mistura de pimentas.

Esta receita pode ter diversas variantes, como por exemplo, ser feita sem o tomate mas com rebentos de soja acrescentados quando já estiver tudo no pão. 

Apresentação:
 
Serve-se no pão, que caso se queira pode ser aquecido previamente com queijo, e junta-se molhos e batatas fritas.





João e Raquel

21/08/2012

uma receita leve e fresca, óptima para levar para o trabalho?

Sim, aqui (clicar para aceder ao post). Colaborámos com o blogue da Marmita Lisboeta e deixámos uma sugestão saborosa: salada de frango e manga com molho fresco de iogurte e hortelã!



João e Raquel

20/08/2012

truques e dicas - escolher o melhor lugar no avião

Esta imagem sintetiza bem e com uma certa  piada alguns dos principais desconfortos sentidos quando andamos de avião e temos o azar de escolher um lugar que não é muito bom. 

Seja pela vista, espaço para as pernas, distância dos televisores, localização do WC, etc., há uma série de factores que podemos ter em conta para escolher o melhor lugar... Quando andarem de avião ou escolherem lugares (naqueles aviões maiores, porque os das transportadoras low cost são normalmente mais pequenos) utilizem esta cábula!




P.S.: Se clicarem na imagem conseguem aumentá-la para ver melhor!


Raquel

15/08/2012

receita - entrecosto com laranja e hortelã


Aqui vai uma óptima receita para ser partilhada entre amigos junto à piscina ou depois da praia num dia de Verão!

É preciso:

- azeite
- entrecosto
- sal
- pimenta
- pimentão doce
- piripiri moído
- oregãos secos
- alho
- uma laranja
- hortelã

Unta-se uma travessa de ir ao forno com azeite. Coloca-se sobre o azeite os pedaços de entrecosto (previamente cortados no talho) com a parte do osso virada para baixo.

Temperam-se com sal, pimenta preta ou mistura de pimentas, pimentão doce, piripiri moído, orégãos secos e alho triturado.

Deita-se um fio de azeite e espreme-se o sumo de uma laranja sobre o entrecosto.

Depende do forno, mas neste caso cozinhou a 160º durante cerca de uma hora e meia.

Apresentação:
Para finalizar, juntam-se umas folhas de hortelã rasgadas e/ou uns ramos inteiros no momento de servir.



João

09/08/2012

restaurante - Claridge's (Gordon Ramsay)

Antes de irmos para Londres (cliquem para aceder ao texto sobre a cidade) demos por nós a visitar os sites dos restaurantes do Ramsey e Oliver, a fim de perceber se teríamos oportunidade de conhecer algum deles.

E tivemos. Optámos por um do Ramsey, não só por apreciarmos mais a sua comida, daquilo que conhecemos pelos livros e televisão, mas também porque nos apercebemos que a relação qualidade/preço (ou ementa/preço) dos seus pratos parecia mais justa.

Convém sublinhar que a ocasião era especial, com o João a fazer anos no domingo de Páscoa, e que o restaurante Claridge's (clicar para aceder ao website) apresentava um menu de almoço de 30£ por pessoa, com entrada, prato e sobremesa. 

Reservámos mesa ainda em Lisboa e no da 8 de Abril lá estávamos nós, numa das zonas mais charmosas de Londres, em Mayfair, no hotel Claridge's, onde fica um dos muitos restaurantes do chef

Fomos sobejamente avisados do ambiente requintado do hotel e restaurante, pelo que a certa altura até estávamos receosos de não nos sentirmos à vontade. Contudo, apesar de efectivamente o espaço, atendimento e ambiente serem muito cuidados e luxuosos, a descontracção natural dos empregados acabou por amenizar a situação. Quando nos apercebemos de que outros casais mais velhos também ali estavam a desfrutar do menu de 30£, ficámos ainda mais à vontade, uma vez que o outro menu é de 80£ e que pedir à carta sai ainda mais caro. 

A primeira novidade foi com a carta de vinhos, que para além de não ser apresentada de forma tradicional, visto que nos trazem um iPad com uma aplicação que dá acesso à informação da garrafeira, é enorme, com centenas de vinhos de diversos países do mundo inteiro!

Quanto aos pratos do menu, que permita alguma escolha, optámos por pedir diferentes. Ainda antes da entrada foi-nos trazido um amuse bouche maravilhoso, que era uma espécie de sopa de peixe com fios de caranguejo. Para entrada veio um ceviche de salmão (salmão cru marinado em citrinos), abacate, gengibre, toranja e coentros - era bom, mas nada fora do comum. Pelo contrário, a entrada que o João pediu, mais arriscada, era de fígados de galinha salteados com brioche torrado, cogumelos selvagens e ovo frito (imaginem um ovo mal cozido panado!), com um caldo maravilhoso. Há que sublinhar que foi das melhores coisas que o João diz ter comido!

Para o prato principal, pedi peixe, um filete de sargo com um crosta de pão ralado, acompanhado com um puré de ervilhas com hortelã, espargos e um caldo de manjericão. O João criou alguma expectativa quanto ao seu prato quando lhe disseram que a carne que ia pedir (ombro de vaca) ficava a cozinhar durante seis horas, para apurar o sabor e ficar mais tenra. Porém, a carne, que vinha acompanhada de um puré de couve-flor e legumes, não era assim tão espectacular. 

De sobremesa veio um arroz doce com travo a marmelada de laranjas e umas mini madalenas a acompanhar, que era boa e, para mim, uma sobremesa mais visual: uma esfera de chocolate com pedaços de uma espécie de caramelo lá dentro, cobertura de chocolate e gelado.

No final da refeição, por saberem que o João fazia anos (quando fiz a reserva fiz um pedido especial...) trouxeram um queque com uma vela e «Happy Birthday» escrito a chocolate. A surpresa chegou mesmo no fim, quando estávamos de saída: dois menus prestige e  fotografias autografados...!



 


Raquel

06/08/2012

a nossa viagem a Espanha III

Depois de vos termos relatado a primeira e segunda parte da viagem que fizemos por Espanha (clicar para aceder aos respectivos posts), vamos continuar o nosso relato... Na madrugada de 13 de Agosto chegámos então à Catalunha e em Barcelona permanecemos até dia 15 (espreitem o texto sobre Barcelona). O hotel, dos poucos com quartos livres, era demasiado caro e a cidade estava apinhada de gente, daí a curta duração da nossa estadia!

Depois de Barcelona partimos até Andorra onde ficámos apenas uma noite a dormir... no carro! Chegámos lá já tarde, mas ainda tivemos tempo de petiscar umas tapas, dar uma volta e pensar num sítio onde ficar. Ou era tudo caro ou estava cheio, pelo que ficámos à porta de um parque de campismo a dormir no carro, em Guills de La Cerdanya. 


Depois de uma noite pouco segura e confortável, partimos de manhã em direcção aos Pirenéus, sem dúvida alguma, uma das melhores partes da viagem.


Estivemos em La Sens d'Urgell, Baqueira-Beret, Salardú, Viella, e Sauth Deth Pish, um sítio maravilhoso com cascatas de água bem gelada, um ribeiro igualmente gelado (onde tomámos banho ao fim do dia) e uma extensa área montanhosa verdejante. 


Não nos cansámos de aí andar para trás e para a frente, a observar a natureza e a ficar encantados com tamanha beleza (mesmo aqui ao lado). 

Depois de nos passar pela cabeça acampar numa zona mais distante, encostados ao ribeiro, e de nos termos apercebido que podia ser perigoso por causa dos animais que por ali andam, acabámos por fazer campismo selvagem numa área mais protegida, mas, ainda assim, bastante exposta e isolada. De noite o frio era imenso e não se via um palmo à frente do nariz! 

                Campismo selvagem nos Pirenéus!



Continua... A próxima paragem é em Navarra!



Raquel e João