23/01/2013

restaurante - Osteria cucina di amici


Conceitos gastos e restaurantes iguais a todos os outros, apenas com um ou outro detalhe diferente, não são muito entusiasmantes. Num momento em que comer está na moda e o gourmet impera (para o bem e para o mal), é importante dar lugar à criatividade. É importante que haja algo de interessante e novo para que a comida não se torne cinzenta e aborrecida.

Para isso são precisas ideias. Boas ideias, simples, sem quererem ser mais do que aquilo que podem ser. Ideias como a que deu origem ao restaurante Osteria: associar o melhor da autêntica comida regional italiana ao conceito do petisco português.

Pratos pequenos, doses para partilhar e tudo cozinhado com o máximo respeito pela tradição italiana. Tudo isto num ambiente "retro cool urbano", com mesas e cadeiras diferentes, num espaço pequeno mas acolhedor. Simpatia de quem atende, com o cuidado de explicar os pratos e a sua origem, sem arrogância e com orgulho. Na nossa ida ao Osteria começámos por pedir coelho em conserva, nada de especial, demasiado oleoso, praticamente não deixando sentir o sabor do coelho (à Raquel soube-lhe a bacalhau...)! Talvez a qualidade das conservas portuguesas afecte a forma como experimentamos outras… Porém, o pão caseiro com que acompanhámos a conserva era uma focaccia excepcional. 

De seguida comemos uns polipetti (polvos muito pequeninos) com molho de tomate, azeitonas e alcaparras, que era um dos pratos do dia. O prato estava muito bom, bem temperado, com um molho de tomate denso e cheio de sabor. Ainda pedimos uns gnocchi deliciosos (os heróis da noite), acabadinhos de sair do forno, com natas a borbulhar, queijo derretido e alecrim a dar cor. Para terminar ainda partilhámos uma tarte de limão com pinhões que estava bastante boa. 

Não podia acabar este texto sem referir a sangria branca... Que coisa boa! Quem diria que vinho branco e limoncello combinariam tão bem… O único senão foi ter ido de carro, senão tinha-me deixado levar e bebido mais uns copos… 

Resta ainda acrescentar que o preço ronda os 15€ por pessoa, o que, tendo em conta a quantidade e variedade do que comemos, não está nada mal. Voltaremos certamente, para provar os outros pratos da ementa. 


João


Morada:
Rua das Madres, nº 52-54
1200 Lisboa-Madragoa

Telefone:
21 396 0584

21/01/2013

novidades e sugestões - Patak's

Se nunca fez um caril ou outro prato indiano por não saber exactamente que especiarias utilizar, onde as encontrar, ou por ter receio que não saia bem, este texto é mesmo para si!

Este texto é também para aqueles que, mesmo sabendo cozinhar um bom caril, querem ter a certeza que sai sempre bem, ou que não perdem muito tempo na cozinha...

A Patak's, marca da Grã-Bretanha, tem uma imensa gama de molhos, pastas, chutneys e pickles indianos. Não só pela história de quem lançou a marca e teve esta óptima ideia (podem ler aqui), mas também pela qualidade dos produtos, vale mesmo a pena experimentar.

Já experimentámos as pastas e molhos de tikka masala e korma, que são absolutamente deliciosos e muito fáceis de utilizar, bastando seguir as indicações do frasco (no casos das pastas, normalmente basta misturar o conteúdo com iogurte ou leite de coco, embora já tenhamos experimentado com natas e também tenha ficado bom). 

Para além das pastas, o pickle de manga, preferencialmente na versão mais picante, é também óptimo, e fica bem numa série de pratos!






Não se encontra à venda em qualquer sítio, mas regra geral há no El Corte Inglés e nos supermercados Jumbo.



Raquel

17/01/2013

duas coisas

Antes de vos pedirmos um favor, temos a dizer-vos que até ao final de dia 18 (sexta-feira) está a decorrer um passatempo no nosso facebook, para ganhar um jantar no Tapas da Serra. Espreitem, leiam as condições (muito simples) e concorram!

Queríamos também pedir-vos um pequeno favor, que não custa nada: acedam a este link, procurem pelo nome les bons vivants na coluna (está por ordem alfabética), cliquem na bolinha ao lado do nome e mais abaixo, no fim da coluna, em votar! Sem registos, sem nomes, nada! É super rápido e ajudam-nos a manter-nos no top 5 da categoria blogue revelação 2012 num concurso de blogues! 


João e Raquel

14/01/2013

receita - salmão com sementes de sésamo e legumes grelhados

Há uns tempos fiz um workshop de receitas de peixe na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. Entre outras coisas aprendi esta receita de salmão, muito fácil, rápida e bastante saudável.

É preciso:

- lombo de salmão
- molho de soja
- sementes de sésamo
- cogumelos
- espargos
- pimento (neste caso usei amarelo, mas pode ser outro qualquer)
- courgette
- beringela


Em primeiro lugar arranja-se o lombo de salmão: retiram-se as espinhas e a pele e corta-se em doses individuais (caso não esteja já assim preparado).

Reserva-se o salmão e preparam-se os legumes: lavam-se os cogumelos e cortam-se em fatias; descascam-se os espargos e cortam-se em pedaços; lava-se o pimento, retira-se-lhe as sementes e corta-se em pedaços; lava-se e fatiam-se a courgette e a beringela.

De seguida grelham-se os legumes até ficarem marcados, sem que cozinhem demasiado, visto que ainda vão ser terminados no forno.

Já grelhados, temperam-se os legumes com sal, pimenta, oregãos e um fio de azeite, e levam-se ao forno.

Para temperar o salmão basta passá-lo por molho de soja e pressionar uma das suas faces contra sementes de sésamo. Não necessita de sal porque o molho de soja é suficiente para temperar o salmão.

Leva-se ao forno a 220º durante cerca de 4 minutos e está pronto!

Apresentação:
O lombo de salmão sobre os legumes grelhados.




João

09/01/2013

1 ano!

Hoje completamos um ano! Já passaram doze meses desde que escrevemos o primeiro post, desde que decidimos partilhar convosco as nossas experiências e aventuras na cozinha, em restaurantes, em passeio. Tem sido muito bom, e ter-vos desse lado a ler-nos, é o que nos faz continuar!

Deixamos um texto com uma espécie de best of de 2012, que foi também o nosso primeiro ano de existência (o texto foi originalmente publicado aqui):

Janeiro:
- Publicámos a primeira receita no blogue: um lombo de salmão em marinada de tangerina com molho de espinafres e malagueta verde! A experiência correu bem e o prato é delicioso!
- Conhecemos o Restaurante de Aplicação da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa que serve almoços e jantares durante a semana, com imensa qualidade e requinte por apenas 15€. Vale mesmo a pena! A ementa semanal pode ser consultada aqui

Fevereiro:
- A Taberna Portuguesa, que temos visto crescer, foi-nos apresentada por esta altura. Atendimento simpático, petiscos e bebidas apenas com selo nacional.
- A primeira tentativa de confecção de sobremesa saiu bem, muito bem! Uns gulosos fondants de chocolate, cuja receia pode ser lida aqui

Março:
- Em Arraiolos descobrimos o restaurante O Alpendre, bem acolhedor e com umas migas de chorar por mais!
- Foi nesta altura que deixámos aos nossos leitores a sugestão de «jantar fora em casa», uma forma mais barata de desfrutar de bons jantares. 

Abril:
- Demos um salto até ao Porto e descobrirmos o restaurante Solar do Moinho de Vento, tradicional e bem bom.  
- Viajámos até Londres, onde, entre muitas outras coisas, conhecemos o restaurante Claridge’s do Gordon Ramsay.

Maio:
- Descobrimos um bom italiano em Lisboa, em pleno Chiado, a Pizzeria Mezzogiorno.
- Acrescentámos uma sobremesa à nossa lista, bem fácil de fazer: crumble de pêra.

Junho:
- Escrevemos a primeira crónica para o P3, dando sugestões para um fim-de-semana low cost.
- Conhecemos um sítio agradável onde jantar no centro de Leiria, a Taverna do Palaio

Julho:
- Conhecemos outro restaurante italiano que aconselhamos, o Esperança Sé.

Agosto:
- Deliciámo-nos com uma receita óptima para o Verão: entrecosto com laranja e hortelã. A receita pode ser lida aqui.
- Deram-nos a conhecer um tesouro escondido entre Monchique e Aljezur, a Tasca do Petrol!
- Descobrimos um parque de campismo fantástico, perto de Vila do Bispo: Quinta dos Carriços

Setembro:
- Fizemos umas espetadas de frango saborosas, que podem ver aqui.
- Fizemos um lombinho de porco com mostarda e maçã óptimo, que podem ver aqui.

Outubro:
- Escrevemos sobre a viagem pela Costa Vicentina, com dicas e sugestões de sítios onde ir.
- Experimentámos uma salada quente de courgette com bacon e maçã, bem boa.  

Novembro:
- Mais uma sobremesa fácil e de sucesso garantido: bolo columbia
- Descobrimos como fazer batatas fritas de pacote… em casa! Leiam aqui.
 
Dezembro:
- Comemos o melhor bitoque de sempre, no Artis. Carne saborosa e tenra acompanhada de um molho delicioso.
- Partilhámos um truque para que os ovos mexidos fiquem no ponto. Vejam aqui


Um óptimo 2013 para todos vocês e que seja um ano de muito boa vida, com saúde, paisagens bonitas e muito sabor!


João e Raquel

07/01/2013

viagens e sítios - São Pedro de Moel

Como alguns de vós saberão, São Pedro de Moel, em Leiria, é a nossa segunda casa: sempre que podemos fugimos para lá. 

De Inverno ou de Verão, esta  terra que se funde com o mar, de um lado, e com o pinhal, de outro, é absolutamente maravilhosa para um fim-de-semana ou umas férias. 

É impossível ficar indiferente à natureza que lá se respira, e à liberdade que São Pedro nos faz sentir. Em São Pedro é bom ser-se criança e ser-se adulto.

Caminhadas e piqueniques pelo pinhal, ideal para passeios a pé ou de bicicleta; caminhadas pela Avenida do Farol, perto do mar, ou mesmo pela praia; mergulhos no mar selvagem... há actividade para todos os gostos. 

Depois, a tranquilidade das ruas, o charme das casas, de portadas coloridas ou escondidas pela vegetação, o ambiente familiar que se vive, são realmente apelativos.

Na altura do frio, São Pedro fica apenas na companhia de quem lá vive o ano inteiro, e esse silêncio é também ele bom, reconfortante, com o som do mar ao fundo e a praia deserta. Na Primavera aparecem as andorinhas nos telhados, e sol convida ao ar livre, mudam as cores do pinhal, os verdes ganham vida. 

No Verão, São Pedro recebe mais pessoas e enchem-se as moradias, apartamentos e campismo. De noite, aumenta o movimento nas ruas, nos bares (dois deles bem antigos) e na discoteca da zona.

Pescadores, surfistas, gente que trabalha no vidro da Marinha Grande, todo um conjunto de pessoas, velhos e novos, fazem de São Pedro um refúgio perfeito onde, ainda por cima, se come o melhor arroz de polvo de sempre!


Raquel




23/12/2012

receita - mousse de leite condensado

Este doce é muito simples de fazer, é bom (sobretudo para os mais gulosos) e permite que seja preparado com antecedência, desde que guardado no frigorífico. Podem ler esta receita aqui.

É preciso (cerca de 4-6 pessoas):

- leite condensado
- leite
- 3 ovos
- pau de canela
- bolacha maria
- canela

Num tacho juntar 1 lata de leite condensado e, aproveitando essa lata como medida, encher cerca de 2/3 desta com leite. Misturar, acrescentar 3 gemas de ovo batidas (reservando as claras à parte) e 1 pau de canela.

Levar esse preparado (leite condensado, leite, gemas e canela) ao lume durante cerca de 25 minutos. Nesta fase, é importante estar sempre a mexer, não deixando que ferva para não talhar. O lume deve estar médio e deve-se ir diminuindo e aumentando de forma a ficar a uma temperatura estável. 

Quando o creme estiver mais consistente, desliga-se o lume e deixa-se arrefecer (é normal que engrosse um pouco).

Entretanto, batem-se as claras em castelo. Quando o creme estiver frio ou quase frio, incorporam-se as claras em castelo, levemente, obtendo um creme mais líquido e claro. Guarda-se no frigorífico

 Apresentação: 

 Pode servir-se com bolacha maria desfeita e um pouco de canela.




Raquel

20/12/2012

receita - arroz malandrinho de polvo

Esta receita foi buscar inspiração ao workshop de peixes para receitas de Natal que fiz na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. Podem também lê-la aqui.

Quem  arriscar num arroz de polvo é corajoso, visto que cozinhar o polvo devidamente não é tarefa fácil! Se souberem de algum truque para que fique no ponto, apliquem-no!

É preciso: 

- polvo congelado
- alho francês
- cebola
- louro
- pimenta
- sal
- alho
- polpa de tomate
- tomate
- piri-piri em pó
- vinho tinto
- arroz
- coentros

Cozer o polvo (ainda congelado), colocando-o em água fria com alho francês, cebola, louro e pimenta.

Levar ao lume durante cerca de 45 minutos, até o polvo não oferecer resistência e o garfo o conseguir furar facilmente. Retirá-lo da água e reservar.

Entretanto, noutro tacho, refogar cebola e alho (cortados em pedaços) com louro. Juntar polpa de tomate e/ou tomate fresco sem sementes, sal e piri-piri (para quem gostar de picante) Refrescar com vinho tinto, juntar parte do caldo da cozedura do polvo (3 doses de caldo para 1 de arroz).

Deixa-se ferver e junta-se o arroz. Provar para verificar temperos. 

Quando este estiver pronto, junta-se o polvo já cortado e os coentros picados. 




João