11/09/2012

restaurante - Tasca do Petrol


Teria sido uma missão quase impossível descobrir este restaurante se lá não tivéssemos ido com alguém que já o conhecia. 

Escondido no meio do nada, numa povoação em Marmelete, para os lados de Aljezur e Monchique, fica o Petrol, um restaurante de comida serrana algarvia.

Quando lá fomos, a grande quantidade de carros parados à porta era já um bom sinal: casa cheia num sítio tão isolado geralmente é um indicativo de qualidade.

De facto a comida era excepcional, pelo que nem vamos perder tempo a descrever o espaço e decoração, que são perfeitamente banais. Para começar, várias entradas que deixam antever o sabor português dos pratos principais: morcela, porco na banha, salada de orelha, enfim… Tudo o que é preciso para começar bem.

Os pratos, que foram vários e partilhados (tendo em conta que éramos muitos à mesa), cada um melhor do que o anterior: faceira de porco, javali estufado, pernil assado, joaquinzinhos fresquíssimos… Tudo saboroso, bem confeccionado, bem temperado, bem servido! Nada faltou para que este restaurante ficasse para sempre marcado na nossa memória!

As sobremesas, típicas do Algarve, eram igualmente deliciosas, sendo de destacar a tarte de figo e alfarroba. Houve ainda lugar para uma excepcional aguardente de medronho e uma perigosíssima melosa (aguardente de medronho com mel).

O preço, esse, foi a cereja no topo do bolo! Depois de um banquete desta dimensão, com as qualidades e quantidades já referidas, sem esquecer o  couvert, o vinho da casa, as cervejas e os cafés, pagar 15€ não custa nada!


João 


Morada:
Corgo do Vale
8850 Marmelete

Telefone:
28 295 51 17

06/09/2012

receita- cachorro caseiro

Esta receita, óptima para almoços tardios em dias de praia, é simples, fácil e saborosa!

É preciso:

- salsichas em lata
- pão
- tomate
- cebola
- alho
- milho
- azeite
- sal
- piripiri
- orégãos secos
- mistura de pimentas
- maionese
- mostarda
- batatas fritas


Começa-se por refogar cebola cortada em tiras em azeite, temperada com sal e piripiri. Quando a cebola ficar transparente junta-se a salsicha cortada da maneira que se quiser. Acrescenta-se alho picado e tomate aos bocados. 

No fim, desliga-se o lume e acrescenta-se milho, orégãos e mistura de pimentas.

Esta receita pode ter diversas variantes, como por exemplo, ser feita sem o tomate mas com rebentos de soja acrescentados quando já estiver tudo no pão. 

Apresentação:
 
Serve-se no pão, que caso se queira pode ser aquecido previamente com queijo, e junta-se molhos e batatas fritas.





João e Raquel

21/08/2012

uma receita leve e fresca, óptima para levar para o trabalho?

Sim, aqui (clicar para aceder ao post). Colaborámos com o blogue da Marmita Lisboeta e deixámos uma sugestão saborosa: salada de frango e manga com molho fresco de iogurte e hortelã!



João e Raquel

20/08/2012

truques e dicas - escolher o melhor lugar no avião

Esta imagem sintetiza bem e com uma certa  piada alguns dos principais desconfortos sentidos quando andamos de avião e temos o azar de escolher um lugar que não é muito bom. 

Seja pela vista, espaço para as pernas, distância dos televisores, localização do WC, etc., há uma série de factores que podemos ter em conta para escolher o melhor lugar... Quando andarem de avião ou escolherem lugares (naqueles aviões maiores, porque os das transportadoras low cost são normalmente mais pequenos) utilizem esta cábula!




P.S.: Se clicarem na imagem conseguem aumentá-la para ver melhor!


Raquel

15/08/2012

receita - entrecosto com laranja e hortelã


Aqui vai uma óptima receita para ser partilhada entre amigos junto à piscina ou depois da praia num dia de Verão!

É preciso:

- azeite
- entrecosto
- sal
- pimenta
- pimentão doce
- piripiri moído
- oregãos secos
- alho
- uma laranja
- hortelã

Unta-se uma travessa de ir ao forno com azeite. Coloca-se sobre o azeite os pedaços de entrecosto (previamente cortados no talho) com a parte do osso virada para baixo.

Temperam-se com sal, pimenta preta ou mistura de pimentas, pimentão doce, piripiri moído, orégãos secos e alho triturado.

Deita-se um fio de azeite e espreme-se o sumo de uma laranja sobre o entrecosto.

Depende do forno, mas neste caso cozinhou a 160º durante cerca de uma hora e meia.

Apresentação:
Para finalizar, juntam-se umas folhas de hortelã rasgadas e/ou uns ramos inteiros no momento de servir.



João

09/08/2012

restaurante - Claridge's (Gordon Ramsay)

Antes de irmos para Londres (cliquem para aceder ao texto sobre a cidade) demos por nós a visitar os sites dos restaurantes do Ramsey e Oliver, a fim de perceber se teríamos oportunidade de conhecer algum deles.

E tivemos. Optámos por um do Ramsey, não só por apreciarmos mais a sua comida, daquilo que conhecemos pelos livros e televisão, mas também porque nos apercebemos que a relação qualidade/preço (ou ementa/preço) dos seus pratos parecia mais justa.

Convém sublinhar que a ocasião era especial, com o João a fazer anos no domingo de Páscoa, e que o restaurante Claridge's (clicar para aceder ao website) apresentava um menu de almoço de 30£ por pessoa, com entrada, prato e sobremesa. 

Reservámos mesa ainda em Lisboa e no da 8 de Abril lá estávamos nós, numa das zonas mais charmosas de Londres, em Mayfair, no hotel Claridge's, onde fica um dos muitos restaurantes do chef

Fomos sobejamente avisados do ambiente requintado do hotel e restaurante, pelo que a certa altura até estávamos receosos de não nos sentirmos à vontade. Contudo, apesar de efectivamente o espaço, atendimento e ambiente serem muito cuidados e luxuosos, a descontracção natural dos empregados acabou por amenizar a situação. Quando nos apercebemos de que outros casais mais velhos também ali estavam a desfrutar do menu de 30£, ficámos ainda mais à vontade, uma vez que o outro menu é de 80£ e que pedir à carta sai ainda mais caro. 

A primeira novidade foi com a carta de vinhos, que para além de não ser apresentada de forma tradicional, visto que nos trazem um iPad com uma aplicação que dá acesso à informação da garrafeira, é enorme, com centenas de vinhos de diversos países do mundo inteiro!

Quanto aos pratos do menu, que permita alguma escolha, optámos por pedir diferentes. Ainda antes da entrada foi-nos trazido um amuse bouche maravilhoso, que era uma espécie de sopa de peixe com fios de caranguejo. Para entrada veio um ceviche de salmão (salmão cru marinado em citrinos), abacate, gengibre, toranja e coentros - era bom, mas nada fora do comum. Pelo contrário, a entrada que o João pediu, mais arriscada, era de fígados de galinha salteados com brioche torrado, cogumelos selvagens e ovo frito (imaginem um ovo mal cozido panado!), com um caldo maravilhoso. Há que sublinhar que foi das melhores coisas que o João diz ter comido!

Para o prato principal, pedi peixe, um filete de sargo com um crosta de pão ralado, acompanhado com um puré de ervilhas com hortelã, espargos e um caldo de manjericão. O João criou alguma expectativa quanto ao seu prato quando lhe disseram que a carne que ia pedir (ombro de vaca) ficava a cozinhar durante seis horas, para apurar o sabor e ficar mais tenra. Porém, a carne, que vinha acompanhada de um puré de couve-flor e legumes, não era assim tão espectacular. 

De sobremesa veio um arroz doce com travo a marmelada de laranjas e umas mini madalenas a acompanhar, que era boa e, para mim, uma sobremesa mais visual: uma esfera de chocolate com pedaços de uma espécie de caramelo lá dentro, cobertura de chocolate e gelado.

No final da refeição, por saberem que o João fazia anos (quando fiz a reserva fiz um pedido especial...) trouxeram um queque com uma vela e «Happy Birthday» escrito a chocolate. A surpresa chegou mesmo no fim, quando estávamos de saída: dois menus prestige e  fotografias autografados...!



 


Raquel

06/08/2012

a nossa viagem a Espanha III

Depois de vos termos relatado a primeira e segunda parte da viagem que fizemos por Espanha (clicar para aceder aos respectivos posts), vamos continuar o nosso relato... Na madrugada de 13 de Agosto chegámos então à Catalunha e em Barcelona permanecemos até dia 15 (espreitem o texto sobre Barcelona). O hotel, dos poucos com quartos livres, era demasiado caro e a cidade estava apinhada de gente, daí a curta duração da nossa estadia!

Depois de Barcelona partimos até Andorra onde ficámos apenas uma noite a dormir... no carro! Chegámos lá já tarde, mas ainda tivemos tempo de petiscar umas tapas, dar uma volta e pensar num sítio onde ficar. Ou era tudo caro ou estava cheio, pelo que ficámos à porta de um parque de campismo a dormir no carro, em Guills de La Cerdanya. 


Depois de uma noite pouco segura e confortável, partimos de manhã em direcção aos Pirenéus, sem dúvida alguma, uma das melhores partes da viagem.


Estivemos em La Sens d'Urgell, Baqueira-Beret, Salardú, Viella, e Sauth Deth Pish, um sítio maravilhoso com cascatas de água bem gelada, um ribeiro igualmente gelado (onde tomámos banho ao fim do dia) e uma extensa área montanhosa verdejante. 


Não nos cansámos de aí andar para trás e para a frente, a observar a natureza e a ficar encantados com tamanha beleza (mesmo aqui ao lado). 

Depois de nos passar pela cabeça acampar numa zona mais distante, encostados ao ribeiro, e de nos termos apercebido que podia ser perigoso por causa dos animais que por ali andam, acabámos por fazer campismo selvagem numa área mais protegida, mas, ainda assim, bastante exposta e isolada. De noite o frio era imenso e não se via um palmo à frente do nariz! 

                Campismo selvagem nos Pirenéus!



Continua... A próxima paragem é em Navarra!



Raquel e João

31/07/2012

planos para as férias?

Temos estado por São Pedro de Moel e amanhã rumamos a Lisboa para logo depois seguir para Vila Nova de Milfontes, onde ficamos uns dias. A escassez de textos não se deve a não ter o que partilhar, mas a falta de tempo em frente ao computador!

Sábado regressamos a casa porque no Domingo temos um almoço num sítio maravilhoso, no restaurante «Largo»! Depois voltamos para a Costa Alentejana, em modo campismo! 


Entretanto passem pelo nosso facebook (clicar para aceder à página) e deixem no nosso mural uma fotografia das férias de Verão, de que gostem muito, para juntarmos ao álbum que estamos a fazer!

Raquel e João

24/07/2012

receita - pescada cozida com legumes salteados

Aqui está mais uma receita saudável. Desta vez, pescada cozida com legumes salteados, um clássico geralmente sem grande sabor, mas que se for cozinhado desta forma, fica bastante bom.

É preciso:

- película aderente
- azeite
- sal grosso
- pimenta preta
- orégãos frescos
- lombos de pescada
- cebola
- courgette
- cogumelos
- tomate
- ervilhas congeladas
- flor de sal
- mistura de pimentas
- orégãos secos


Estica-se um pedaço grande de película aderente sobre o balcão da cozinha e tempera-se com sal e pimenta preta. Juntam-se umas folhas de orégãos frescos, um fio de azeite, e coloca-se sobre eles o lombo de pescada. Envolve-se todo o peixe com a película aderente. Repete-se este processo para cada um dos lombos de pescada e, de seguida, colocam-se os "embrulhos" em água a ferver em lume brando.

Enquanto os lombos cozem, preparam-se os legumes salteados. Numa frigideira com um fio de azeite, junta-se cebola picada. Quando a cebola começar a ficar transparente, juntam-se os cogumelos e as courgettes (ambos cortados em pedaços). O tomate em pedaços e as ervilhas (previamente cozidas) são adicionados no fim, quando os cogumelos já tiverem libertado toda a água. Tempera-se com flor de sal e pimenta preta e desliga-se o lume.

Por fim, retiram-se os lombos de pescada da película aderente, colocam-se sobre os legumes salteados e temperam-se com mistura de pimentas e orégãos secos.

Finaliza-se com um fio de azeite.


Apresentação:

O lombo de pescada por cima dos legumes salteados.






João

20/07/2012

quem quer dicas e sugestões para um fim-de-semana low cost em Lisboa?

Se sim, basta visitar esta página (clicar para aceder ao website)! Mais uma participação nossa noutras plataformas! 

Espreitem que vale a pena, nem que seja para tirar umas ideias do que fazer neste sábado e domingo (as sugestões de domingo ainda não estão disponíveis)!


Raquel e João

18/07/2012

restaurante - Esperança Sé

Sabendo o que sei sobre restaurantes italianos em Portugal e considerando que a sua maioria não faz justiça à qualidade gastronómica do país em causa, sempre que experimento um novo, vou sempre com um pé atrás.

Felizmente fomos ao Esperança Sé que para quem conhece, certamente não será novidade que é bom, mas para nós que não conhecíamos, se revelou uma agradável surpresa.

Foi um jantar demorado, em que todos os pratos foram partilhados e em que ficou uma percepção clara da diversidade da ementa e da qualidade e criatividade dos pratos.

De entrada comemos uns cogumelos salteados muito bons e uns excepcionais queijos asiago no forno com doce de mirtilo e nozes.

Seguiram-se dois risottos, um de cogumelos e outro de gambas e lima, ambos excelentes.

Como não podia deixar de ser, o prato principal foi pizza: uma de carne de vaca fumada com manjericão, e outra de queijo de cabra, queijo asiago, presunto de Parma e figos, que resulta numa combinação fantástica.

Ainda dividimos uma tarte de doce de leite, que também estava muito boa.

Quanto ao preço, fica entre os 20€ e os 25€ por pessoa, com vinho, sobremesa, digestivos (limoncellos!) e café.

Para terminar, e para não pensarem que conseguimos comer isto tudo sozinhos, importa referir que éramos cinco pessoas à mesa.

Ficámos com uma excelente imagem do restaurante, não só pela comida mas também pela localização, pela simpatia dos empregados e pelo bom gosto da decoração e da música.



João


Morada:
Rua São João da Praça, nº103
1200-283 Lisboa

Telefone:
21 887 01 89

16/07/2012

receita - arroz de cogumelos

Para quem goste de cogumelos, esta receita é um óptimo acompanhamento, principalmente para pratos de carne. Neste caso, acompanhou umas empadas de carne congeladas do Pingo Doce, que não são nada más.

É preciso:

- azeite
- cebola
- alho
- polpa de tomate
- cogumelos frescos, de preferência de duas ou mais variedades
- sal grosso
- pimenta preta
- tomilho fresco
- arroz
- manteiga
- orégãos secos

Num tacho em lume médio, com um fio de azeite refoga-se a cebola picada até esta ficar transparente, junta-se o alho picado e deixa-se refogar mais um pouco. Junta-se uma colher de sopa de polpa de tomate, os cogumelos cortados em pedaços, sal, pimenta e umas folhas de tomilho fresco.

Quando a água que os cogumelos libertam se tiver evaporado, junta-se o arroz e envolve-se tudo. Cobre-se com água previamente aquecida (duas quantidades de água para uma de arroz) e deixa-se cozinhar em lume brando.

A meio da cozedura prova-se o arroz e rectificam-se os temperos.

Quando o arroz estiver pronto (o ideal é provar para verificar), desliga-se o lume e juntam-se uns pedaços de manteiga e uma boa quantidade de orégãos secos.


João

12/07/2012

restaurante - Pézinhos n'areia

Em cima da Praia Verde, em Castro Marim, o Pézinhos n'areia (clicar para aceder ao website) é um dos mais agradáveis restaurantes de Verão. 

As noites amenas, os dias quentes e o ambiente acolhedor e elegante, envolvido pelo som das ondas a chegar à areia, fazem deste restaurante um local de paragem obrigatória para quem estiver nessa ponta do Algarve. 

Desde os pratos e petiscos mais típicos do Verão algarvio, como ameijoas, conquilhas, e o peixe grelhado que varia conforme os dias, podemos encontrar também um caril de camarão, uma salada de ovas de bacalhau divinal, arroz de marisco, feijoada, cataplanas, e uma simpática lista de carnes.

A acompanhar tudo fica a sugestão de uma sangria de vinho branco ou um bom rosé, para ir bebericando entre a conversa que se antevê agradável. De facto, a decoração e o espaço convidam a demorar: o branco e a madeira aliados a uma simplicidade fresca, fazem do Pézinhos n'areia um sítio onde se quer voltar. 

Embora os preços não sejam muito apelativos (a rondar os 25€ por pessoa), são os praticados por este tipo de restaurante de praia, sendo que se paga o atendimento, o local e a comida que, não sendo excepcional, é muitíssimo agradável. 

Fica apenas a recomendação de colocarem repelente, se lá forem à noite, porque em dias de menos vento, as melgas também gostam do restaurante! 



Raquel e João


Morada:
Praia Verde
8950-414 
Castro Marim

Telefone:
28 151 31 95


11/07/2012

novidades e sugestões - mina2b (chávenas de café)

O Tiago Paiva, jovem designer que lançou recentemente uma colecção de chávenas, merece a nossa atenção, pois o seu projecto tem tudo que ver com o conceito deste blogue: envolve chávenas para saborear café, que ainda por cima são inspiradas em ruas e edifícios de uma cidade.

Com um design simples mas muito elegante, esta colecção, actualmente exposta na Galeria Osíris nas Caldas da Rainha, versa precisamente sobre esta cidade, estando o Tiago aberto a colaborar com outros Municípios que queiram ver alguns dos seus edifícios transformados em chávenas de café. 

Deixo-vos estas imagens, mas sugiro que visitem a página de facebook da mina2b (clicar para aceder à mesma), onde poderão conhecer melhor o trabalho do Tiago. 






Raquel

09/07/2012

receita - filetes de peixe espada com salada de batata, tomate e manjericão

Esta é mais uma receita saudável que combina com o Verão, saborosa e leve.

É preciso:

- filetes de peixe espada
- mistura de pimentas
- sal
- noz moscada
- alho
- cebola
- azeite
- tomate cherry
- batata
- azeitonas pretas
- majericão
- vinagre


Começa-se por temperar os filetes com sal, mistura de pimentas, uma pitada de noz moscada e alho picado. De seguida pica-se um pouco de cebola, para refogar. Coloca-se água a aquecer, a fim de cozer a batata, cortada em cubos (atenção para que não fique demasiado cozida). 

Numa frigideira aquece-se um pouco de azeite, refoga-se a cebola e cozinha-se o peixe. Enquanto a batata coze, lavam-se e cortam-se os tomates cherry em metades. Depois de a batata estar cozinha, retira-se a mesma imediatamente da água e passa-se por água fria, para parar a cozedura e arrefecer. 

Mistura-se a batata, tomate e as azeitonas em pedaços, tempera-se com sal, azeite, vinagre e junta-se 3 folhas de manjericão rasgadas em bocados. 


Apresentação:

A salada de tomate e batata por baixo e o filete de peixe em cima.





Raquel


04/07/2012

restaurante - Solar Moinho de Vento

Na nossa mais recente ida ao Porto, decidimos ir jantar fora sem nenhum restaurante em mente, pelo que fomos "à aventura", algo que aliás gostamos de fazer.

Depois de um passeio pela zona dos Clérigos e da Galeria de Paris, em que não poupámos nenhuma ementa à curiosidade do nosso olhar, acabámos por ficar (muito) indecisos entre dois restaurantes na mesma rua, um de cozinha cabo-verdiana, e outro de cozinha portuguesa.

Talvez por estarmos mais inclinados para os pratos regionais, entrámos no de cozinha portuguesa, apenas para perceber que estava cheio e que uma longa espera nos separava do jantar. Assim, movidos pela fome e pela vontade de comer cachupa, acabámos sentados à mesa do tal restaurante cabo-verdiano.

O resultado foi desastroso: o espaço era demasiado pequeno para o número de mesas, deixando-nos ombro com ombro com uma família de espanhóis, e a presença gritante de um músico de qualidade duvidosa, acompanhado por uma guitarra e uma caixa de ritmos frenéticos a um volume obsceno, era tudo menos agradável. A cereja no topo deste bolo foi a perfeita indiferença que a nossa presença causou nos empregados, pelo que após dez minutos sem que nos fosse sequer entregue uma ementa, fez com que nos levantássemos e fossemos embora.

Foi um mal que veio por bem, porque tentámos novamente a sorte e fomos ao Solar do Moinho de Vento (clicar para aceder ao website), o restaurante onde já tínhamos entrado antes, e jantámos muito bem. 

O espaço é muito agradável, com aquele aspecto acolhedor que só as casas antigas conseguem ter (sobretudo o piso térreo). O serviço é eficaz e a cozinha, aberta para a sala, não esconde a simpatia das cozinheiras.

Quanto à comida, comemos uma morcela e um presunto muito bons, um arroz de cabidela divinal, feito com galinha de campo muito saborosa, e um leite creme queimado também muito bom.

O preço, segundo me recordo, ronda os 20 € por pessoa, com vinho, sobremesas e digestivos.

A conclusão que tiro desta nossa experiência é que, na dúvida, deve-se escolher sempre o restaurante mais cheio e evitar a todo o custo restaurantes pequenos com música ao vivo.



João




Morada:
Rua de Sá Noronha, 81 (Largo do Moinho de Vento) 
Porto


Telefones:
22 205 11 58
91 402 18 97

03/07/2012

les bons vivants no P3

Agora que já nos conhecem a cara e sabem os nomes, muito prazer! Aos que chegaram agora, sejam muito bem-vindos! Explorem o blogue e facebook, vão encontrar receitas, dicas, sugestões e outras coisas boas de fazer babar por mais. 

A nossa crónica e sugestão no P3, aqui (clicar para aceder ao website).




Raquel e João

28/06/2012

novidades e sugestões - GOOD STUFF

Se é verdade que já existem várias plataformas de divulgação do melhor que uma cidade vai ter em termos de programação nocturna, cultura, etc., também é verdade que nenhuma dessas plataformas aposta na ilustração como meio de dar a conhecer aos leitores (ou será melhor escrever «observadores»?) a good stuff da semana.

O Daniel Campos, pioneiro nisto de colocar em forma de cartaz ilustrado o que considera serem os melhores programas nocturnos da semana, entre outras coisas, é o criador da «GOOD STUFF» (clicar para aceder à página de facebook),  agora parte do projecto Punch Magazine. Para perceberem melhor do que se trata, espreitem a secção de ilustração do P3 (clicar para aceder ao conteúdo), a quem o Daniel já chamou a atenção.

Assim, aconselhamos que vejam os trabalhos dele. Não vos sugerimos um programa em concreto, mas deixamo-vos a sugestão de estarem atentos às sugestões do Daniel. Nem que seja pelo simples prazer de as ver, bem giras!


 (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=406883916002481&set=a.151512354872973.32377.109709932386549&type=1&theater)




Raquel e João

25/06/2012

viagens e sítios - Porto

Se Lisboa é menina e moça, o Porto é uma mulher madura. É inevitável, ou quase inevitável, descrever esta cidade comparando-a a Lisboa. E não, não é um sinal depreciativo ou redutor, pelo contrário. As duas cidades completam-se, são reflexo uma da outra e representam, cada uma à sua medida, isto de ser português.

Charme e elegância são dois adjectivos que combinam com a cidade nortenha, sobretudo nas zonas mais históricas, imponentes mas ao mesmo tempo tão agradáveis, em que o Douro, a meu ver mais aproveitado que o Tejo, nos hipnotiza e nos faz demorar.

De grandes avenidas a ruas mais escondidas na zona da Ribeira, paisagens mais simples a outras mais sóbrias, como na Foz, o Porto é um conjunto de emoções, sentidos e lugares, unindo o antigo e o moderno de forma natural, criando espaços onde sabe bem parar e ver, onde sabe bem andar, tacteando a cidade.

Os tons mais acinzentados e graníticos,  sobre os quais é impossível não escrever, que conferem às ruas e edifícios um ar mais pesado e austero, acabam por reforçar e fazer brilhar os focos de luz que se abrem no meio da cidade, cujo melhor exemplo é o da Casa da Música ou a zona de São Bento.

Escrever sobre o Porto obriga-nos, também, a referir a Arquitectura, uma vez que acolhe inteligentes e magníficas obras, do melhor que há e se faz em Portugal, não fosse esta a terra que viu nascer os dois Pritzker portugueses: Siza Vieira e Souto de Moura. 

Lá, regra geral, sentimo-nos recebidos como se esperassem por nós para nos acolher. Antes mesmo de fazermos uma pergunta ou pedirmos uma indicação, já alguém nos aconselha um caminho, nos alerta para alguma situação ou nos sugere um sítio.

De dia ou de noite, há sempre programa e, no que toca a comida, não há razões de queixa: seja pelas francesinhas (muito melhores em alguns sítios do que noutros - fica a sugestão do Capa Negra, no Campo Alegre), seja pelos pratos típicos portugueses, ou pela cozinha mais moderna de autor, estamos sempre bem servidos!



Raquel


(As fotografias são quase todas de edifícios, porque a nossa ida ao Porto teve como mote a Arquitectura. Os dois primeiros edifícios são do Souto de Moura, o do meio, que dispensa apresentações, do Rem Koolhas, e os últimos do Siza Vieira, sendo que a casa de chá fica em Leça da Palmeira, já em Matosinhos.)



21/06/2012

truques e dicas - cozinhar com especiarias

Este é um pequeno truque que tem grande importância quando se preparam pratos com especiarias fortes, como por exemplo o caril.

Se estiverem na dúvida em relação ao momento certo para juntar as especiarias ao cozinhado, a resposta é simples: é a primeira coisa a ir para o tacho!

Ao fazer isso abrimos o sabor e o aroma das especiarias, aproveitando todas as suas potencialidades.

O ideal é «cozinhar» o pó de caril (por exemplo) por pouco tempo, sem gordura, até o aroma se começar a intensificar, e depois é só juntar azeite ou outro óleo e continuar o cozinhado.




João

18/06/2012

receita - queques de chocolate de leite recheados de mais chocolate

Para fazer estes queques adaptei uma receita da Avó do João, de um bolo, e decidi colocar a massa em formas de queque. A quantidade de massa que fiz deu precisamente para 12 queques. 

É preciso:

- 150 g de açúcar
- 3 ovos
- 75 g de chocolate de leite
- 75 g de manteiga
- 75 g de farinha (pode ser a para bolos)

Derreter o chocolate com 1 colher de água e juntar a manteiga e depois o açúcar. Mexer bem, deixando o açúcar dissolver-se e retirar do lume (que deve estar no mínimo). Bater bem.

Aquecer o forno no máximo.

Separar as gemas das claras e juntar as gemas à massa. Bater as claras em castelo, adicioná-las à massa, alternando com a farinha. Bater tudo muito bem. 

Para não ter de untar as formas e depois desenformar os queques, pode colocar as formas de papel dentro das formas metálicas ou nos tabuleiros já para esse efeito, e verter a massa directamente para as formas de papel.  Tenha atenção para não as encher até cima, uma vez que a massa vai crescer.

Colocar no forno com a temperatura regulada para os 170º C. Deixar cozer até que tenham crescido e um palito saia seco ou muito pouco húmido.

Enquanto os queques estão no forno, pode ir preparando o ganache de chocolate.

- 240 g de chocolate de leite
- metade da quantidade em natas (com menos soro possível, para que não fique demasiado líquido) - 120 g
- 1 colher de chá de manteiga
- 1 pitada de sal

Aquecer as natas sem as deixar ferver, juntar o chocolate em pedaços e mexer. Juntar a manteiga e uma pitada de sal.

Retirar os queques do forno, deixar arrefecer e, quando estiverem frios ou quase frios, abrir uma tampinha com a ponta de uma faca, mas sem ser demasiado funda. Rechear com o ganache de chocolate e fechar novamente. 




Improvisar um saco de pasteleiro (ou se tiver um, usá-lo): num copo colocar um daqueles sacos transparentes pequenos, de conservação, e dobrar as bordas para fora. Verter para lá o chocolate (que deve estar mais grosso - vai engrossando à medida que arrefece), direccionando o mesmo para um dos cantos do saco. Apertar bem e cortar uma pontinha do canto, por onde sai o chocolate.




Apresentação:

Cobrir os queques. Se repararem, os queques do lado direito e esquerdo estão ao contrário. Como a tampa que abri foi demasiado funda, chegando até ao papel, tive de retirar a forma de papel, pois estavam ensopados de chocolate por baixo.




Raquel

14/06/2012

novidades e sugestões - Aqueduto de Vozes Livres

Se estiverem com vontade de um programa nocturno diferente, que não envolva (apenas) cinema, teatro ou bares, esta sugestão, no âmbito das Festas de Lisboa, parece ser bastante interessante. 

Conciliando música e arquitectura, o programa do Aqueduto de Vozes Livres (clicar para aceder ao website) procura dar a conhecer um espaço pouco habitual, proporcionando aos que lá forem uma experiência musical fora do comum.

O programa tem início às 21:30h e repete-se em mais dias de Junho, para além de hoje. 

O acesso é livre! 

(http://www.festasdelisboa.com/?t=event&date=2012-06-14&id=144)



João e Raquel

12/06/2012

restaurante - Taverna do Palaio

Este fim-de-semana fizemos uma descoberta bastante agradável. Depois de várias idas a Leiria e de muita indecisão quanto a restaurantes a experimentar na zona, arriscámos ir sem rumo marcado e batemos na porta certa.

A Taverna do Palaio (clicar para aceder à página de facebook), no centro de Leiria, conjuga dois aspectos essenciais para uma refeição agradável: o espaço e a comida.

Assumindo-se como uma casa de fado&wine, a Taverna do Palaio apresenta uma lista de petiscos completa, dos que não podem faltar na ementa de um espaço que se intitula de taverna: queijos, enchidos (morcela de arroz, farinheira, chouriço, alheira), moelas, pica-pau, salada de ovas, etc. A lista fica completa com pratos quentes, sobremesas, e uma carta de vinhos, a copo ou garrafa, com nomes mais banais e outros mais apelativos.

Optámos por uma mista de queijos, que poderia ter mais qualidade; uma farinheira, enorme e sem ponta de gordura; e uma salada de ovas deliciosa. Dividimos um prato, peito de pato com laranja, que talvez não tenha sido a melhor opção. Pareceu-nos que não foi cozinhado da maneira adequada, estava um pouco chamuscado por fora e tinha falta de tempero. O arroz que acompanhava o pato, por outro lado, era muito bom! As outras opções seriam um bife de três pimentas, alho francês à brás, açorda de bacalhau, entre outros.

A sobremesa foi uma agradável sugestão que não estava na lista: pudim abade de priscos caseiro acompanhado de uma espécie de glacê de frutos vermelhos, cuja combinação de sabores equilibrava bastante o doce e o ácido.

É de sublinhar a generosidade das doses!

A taverna é espaçosa, procurando através da decoração de tons escuros e da luz ténue envolver-nos num ambiente intimista que convida a conversar e demorar.

As noites de fado são um atractivo da casa, muito embora não tenhamos ido em dia de espectáculo.

O atendimento é simpático e nada demorado, caindo um pouco na informalidade e à vontade, que parecem estar na moda em locais do género.

O preço é adequado, rondando os 15 € por pessoa, sendo que o que encarece o jantar é pedir uma garrafa de vinho.



Raquel



Morada:
Rua Barão Viamomente (Rua Direita), nº 48
2400-261 Leiria

Telefone:
91 322 59 40

08/06/2012

por aqui já cheira a Verão...

O motivo pelo qual andamos meio caladinhos, é bom! Estamos numas mini-férias/trabalho em casa, no sítio para onde vimos sempre que podemos: São Pedro de Moel. 

Temos mesmo de aproveitar, tem estado bom tempo! 


João e Raquel

Um passeio pelo pinhal, sempre agradável!

A vista para a praia.

Banhos de sol no terraço.