12/07/2012

restaurante - Pézinhos n'areia

Em cima da Praia Verde, em Castro Marim, o Pézinhos n'areia (clicar para aceder ao website) é um dos mais agradáveis restaurantes de Verão. 

As noites amenas, os dias quentes e o ambiente acolhedor e elegante, envolvido pelo som das ondas a chegar à areia, fazem deste restaurante um local de paragem obrigatória para quem estiver nessa ponta do Algarve. 

Desde os pratos e petiscos mais típicos do Verão algarvio, como ameijoas, conquilhas, e o peixe grelhado que varia conforme os dias, podemos encontrar também um caril de camarão, uma salada de ovas de bacalhau divinal, arroz de marisco, feijoada, cataplanas, e uma simpática lista de carnes.

A acompanhar tudo fica a sugestão de uma sangria de vinho branco ou um bom rosé, para ir bebericando entre a conversa que se antevê agradável. De facto, a decoração e o espaço convidam a demorar: o branco e a madeira aliados a uma simplicidade fresca, fazem do Pézinhos n'areia um sítio onde se quer voltar. 

Embora os preços não sejam muito apelativos (a rondar os 25€ por pessoa), são os praticados por este tipo de restaurante de praia, sendo que se paga o atendimento, o local e a comida que, não sendo excepcional, é muitíssimo agradável. 

Fica apenas a recomendação de colocarem repelente, se lá forem à noite, porque em dias de menos vento, as melgas também gostam do restaurante! 



Raquel e João


Morada:
Praia Verde
8950-414 
Castro Marim

Telefone:
28 151 31 95


11/07/2012

novidades e sugestões - mina2b (chávenas de café)

O Tiago Paiva, jovem designer que lançou recentemente uma colecção de chávenas, merece a nossa atenção, pois o seu projecto tem tudo que ver com o conceito deste blogue: envolve chávenas para saborear café, que ainda por cima são inspiradas em ruas e edifícios de uma cidade.

Com um design simples mas muito elegante, esta colecção, actualmente exposta na Galeria Osíris nas Caldas da Rainha, versa precisamente sobre esta cidade, estando o Tiago aberto a colaborar com outros Municípios que queiram ver alguns dos seus edifícios transformados em chávenas de café. 

Deixo-vos estas imagens, mas sugiro que visitem a página de facebook da mina2b (clicar para aceder à mesma), onde poderão conhecer melhor o trabalho do Tiago. 






Raquel

09/07/2012

receita - filetes de peixe espada com salada de batata, tomate e manjericão

Esta é mais uma receita saudável que combina com o Verão, saborosa e leve.

É preciso:

- filetes de peixe espada
- mistura de pimentas
- sal
- noz moscada
- alho
- cebola
- azeite
- tomate cherry
- batata
- azeitonas pretas
- majericão
- vinagre


Começa-se por temperar os filetes com sal, mistura de pimentas, uma pitada de noz moscada e alho picado. De seguida pica-se um pouco de cebola, para refogar. Coloca-se água a aquecer, a fim de cozer a batata, cortada em cubos (atenção para que não fique demasiado cozida). 

Numa frigideira aquece-se um pouco de azeite, refoga-se a cebola e cozinha-se o peixe. Enquanto a batata coze, lavam-se e cortam-se os tomates cherry em metades. Depois de a batata estar cozinha, retira-se a mesma imediatamente da água e passa-se por água fria, para parar a cozedura e arrefecer. 

Mistura-se a batata, tomate e as azeitonas em pedaços, tempera-se com sal, azeite, vinagre e junta-se 3 folhas de manjericão rasgadas em bocados. 


Apresentação:

A salada de tomate e batata por baixo e o filete de peixe em cima.





Raquel


04/07/2012

restaurante - Solar Moinho de Vento

Na nossa mais recente ida ao Porto, decidimos ir jantar fora sem nenhum restaurante em mente, pelo que fomos "à aventura", algo que aliás gostamos de fazer.

Depois de um passeio pela zona dos Clérigos e da Galeria de Paris, em que não poupámos nenhuma ementa à curiosidade do nosso olhar, acabámos por ficar (muito) indecisos entre dois restaurantes na mesma rua, um de cozinha cabo-verdiana, e outro de cozinha portuguesa.

Talvez por estarmos mais inclinados para os pratos regionais, entrámos no de cozinha portuguesa, apenas para perceber que estava cheio e que uma longa espera nos separava do jantar. Assim, movidos pela fome e pela vontade de comer cachupa, acabámos sentados à mesa do tal restaurante cabo-verdiano.

O resultado foi desastroso: o espaço era demasiado pequeno para o número de mesas, deixando-nos ombro com ombro com uma família de espanhóis, e a presença gritante de um músico de qualidade duvidosa, acompanhado por uma guitarra e uma caixa de ritmos frenéticos a um volume obsceno, era tudo menos agradável. A cereja no topo deste bolo foi a perfeita indiferença que a nossa presença causou nos empregados, pelo que após dez minutos sem que nos fosse sequer entregue uma ementa, fez com que nos levantássemos e fossemos embora.

Foi um mal que veio por bem, porque tentámos novamente a sorte e fomos ao Solar do Moinho de Vento (clicar para aceder ao website), o restaurante onde já tínhamos entrado antes, e jantámos muito bem. 

O espaço é muito agradável, com aquele aspecto acolhedor que só as casas antigas conseguem ter (sobretudo o piso térreo). O serviço é eficaz e a cozinha, aberta para a sala, não esconde a simpatia das cozinheiras.

Quanto à comida, comemos uma morcela e um presunto muito bons, um arroz de cabidela divinal, feito com galinha de campo muito saborosa, e um leite creme queimado também muito bom.

O preço, segundo me recordo, ronda os 20 € por pessoa, com vinho, sobremesas e digestivos.

A conclusão que tiro desta nossa experiência é que, na dúvida, deve-se escolher sempre o restaurante mais cheio e evitar a todo o custo restaurantes pequenos com música ao vivo.



João




Morada:
Rua de Sá Noronha, 81 (Largo do Moinho de Vento) 
Porto


Telefones:
22 205 11 58
91 402 18 97

03/07/2012

les bons vivants no P3

Agora que já nos conhecem a cara e sabem os nomes, muito prazer! Aos que chegaram agora, sejam muito bem-vindos! Explorem o blogue e facebook, vão encontrar receitas, dicas, sugestões e outras coisas boas de fazer babar por mais. 

A nossa crónica e sugestão no P3, aqui (clicar para aceder ao website).




Raquel e João

28/06/2012

novidades e sugestões - GOOD STUFF

Se é verdade que já existem várias plataformas de divulgação do melhor que uma cidade vai ter em termos de programação nocturna, cultura, etc., também é verdade que nenhuma dessas plataformas aposta na ilustração como meio de dar a conhecer aos leitores (ou será melhor escrever «observadores»?) a good stuff da semana.

O Daniel Campos, pioneiro nisto de colocar em forma de cartaz ilustrado o que considera serem os melhores programas nocturnos da semana, entre outras coisas, é o criador da «GOOD STUFF» (clicar para aceder à página de facebook),  agora parte do projecto Punch Magazine. Para perceberem melhor do que se trata, espreitem a secção de ilustração do P3 (clicar para aceder ao conteúdo), a quem o Daniel já chamou a atenção.

Assim, aconselhamos que vejam os trabalhos dele. Não vos sugerimos um programa em concreto, mas deixamo-vos a sugestão de estarem atentos às sugestões do Daniel. Nem que seja pelo simples prazer de as ver, bem giras!


 (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=406883916002481&set=a.151512354872973.32377.109709932386549&type=1&theater)




Raquel e João

25/06/2012

viagens e sítios - Porto

Se Lisboa é menina e moça, o Porto é uma mulher madura. É inevitável, ou quase inevitável, descrever esta cidade comparando-a a Lisboa. E não, não é um sinal depreciativo ou redutor, pelo contrário. As duas cidades completam-se, são reflexo uma da outra e representam, cada uma à sua medida, isto de ser português.

Charme e elegância são dois adjectivos que combinam com a cidade nortenha, sobretudo nas zonas mais históricas, imponentes mas ao mesmo tempo tão agradáveis, em que o Douro, a meu ver mais aproveitado que o Tejo, nos hipnotiza e nos faz demorar.

De grandes avenidas a ruas mais escondidas na zona da Ribeira, paisagens mais simples a outras mais sóbrias, como na Foz, o Porto é um conjunto de emoções, sentidos e lugares, unindo o antigo e o moderno de forma natural, criando espaços onde sabe bem parar e ver, onde sabe bem andar, tacteando a cidade.

Os tons mais acinzentados e graníticos,  sobre os quais é impossível não escrever, que conferem às ruas e edifícios um ar mais pesado e austero, acabam por reforçar e fazer brilhar os focos de luz que se abrem no meio da cidade, cujo melhor exemplo é o da Casa da Música ou a zona de São Bento.

Escrever sobre o Porto obriga-nos, também, a referir a Arquitectura, uma vez que acolhe inteligentes e magníficas obras, do melhor que há e se faz em Portugal, não fosse esta a terra que viu nascer os dois Pritzker portugueses: Siza Vieira e Souto de Moura. 

Lá, regra geral, sentimo-nos recebidos como se esperassem por nós para nos acolher. Antes mesmo de fazermos uma pergunta ou pedirmos uma indicação, já alguém nos aconselha um caminho, nos alerta para alguma situação ou nos sugere um sítio.

De dia ou de noite, há sempre programa e, no que toca a comida, não há razões de queixa: seja pelas francesinhas (muito melhores em alguns sítios do que noutros - fica a sugestão do Capa Negra, no Campo Alegre), seja pelos pratos típicos portugueses, ou pela cozinha mais moderna de autor, estamos sempre bem servidos!



Raquel


(As fotografias são quase todas de edifícios, porque a nossa ida ao Porto teve como mote a Arquitectura. Os dois primeiros edifícios são do Souto de Moura, o do meio, que dispensa apresentações, do Rem Koolhas, e os últimos do Siza Vieira, sendo que a casa de chá fica em Leça da Palmeira, já em Matosinhos.)



21/06/2012

truques e dicas - cozinhar com especiarias

Este é um pequeno truque que tem grande importância quando se preparam pratos com especiarias fortes, como por exemplo o caril.

Se estiverem na dúvida em relação ao momento certo para juntar as especiarias ao cozinhado, a resposta é simples: é a primeira coisa a ir para o tacho!

Ao fazer isso abrimos o sabor e o aroma das especiarias, aproveitando todas as suas potencialidades.

O ideal é «cozinhar» o pó de caril (por exemplo) por pouco tempo, sem gordura, até o aroma se começar a intensificar, e depois é só juntar azeite ou outro óleo e continuar o cozinhado.




João

18/06/2012

receita - queques de chocolate de leite recheados de mais chocolate

Para fazer estes queques adaptei uma receita da Avó do João, de um bolo, e decidi colocar a massa em formas de queque. A quantidade de massa que fiz deu precisamente para 12 queques. 

É preciso:

- 150 g de açúcar
- 3 ovos
- 75 g de chocolate de leite
- 75 g de manteiga
- 75 g de farinha (pode ser a para bolos)

Derreter o chocolate com 1 colher de água e juntar a manteiga e depois o açúcar. Mexer bem, deixando o açúcar dissolver-se e retirar do lume (que deve estar no mínimo). Bater bem.

Aquecer o forno no máximo.

Separar as gemas das claras e juntar as gemas à massa. Bater as claras em castelo, adicioná-las à massa, alternando com a farinha. Bater tudo muito bem. 

Para não ter de untar as formas e depois desenformar os queques, pode colocar as formas de papel dentro das formas metálicas ou nos tabuleiros já para esse efeito, e verter a massa directamente para as formas de papel.  Tenha atenção para não as encher até cima, uma vez que a massa vai crescer.

Colocar no forno com a temperatura regulada para os 170º C. Deixar cozer até que tenham crescido e um palito saia seco ou muito pouco húmido.

Enquanto os queques estão no forno, pode ir preparando o ganache de chocolate.

- 240 g de chocolate de leite
- metade da quantidade em natas (com menos soro possível, para que não fique demasiado líquido) - 120 g
- 1 colher de chá de manteiga
- 1 pitada de sal

Aquecer as natas sem as deixar ferver, juntar o chocolate em pedaços e mexer. Juntar a manteiga e uma pitada de sal.

Retirar os queques do forno, deixar arrefecer e, quando estiverem frios ou quase frios, abrir uma tampinha com a ponta de uma faca, mas sem ser demasiado funda. Rechear com o ganache de chocolate e fechar novamente. 




Improvisar um saco de pasteleiro (ou se tiver um, usá-lo): num copo colocar um daqueles sacos transparentes pequenos, de conservação, e dobrar as bordas para fora. Verter para lá o chocolate (que deve estar mais grosso - vai engrossando à medida que arrefece), direccionando o mesmo para um dos cantos do saco. Apertar bem e cortar uma pontinha do canto, por onde sai o chocolate.




Apresentação:

Cobrir os queques. Se repararem, os queques do lado direito e esquerdo estão ao contrário. Como a tampa que abri foi demasiado funda, chegando até ao papel, tive de retirar a forma de papel, pois estavam ensopados de chocolate por baixo.




Raquel

14/06/2012

novidades e sugestões - Aqueduto de Vozes Livres

Se estiverem com vontade de um programa nocturno diferente, que não envolva (apenas) cinema, teatro ou bares, esta sugestão, no âmbito das Festas de Lisboa, parece ser bastante interessante. 

Conciliando música e arquitectura, o programa do Aqueduto de Vozes Livres (clicar para aceder ao website) procura dar a conhecer um espaço pouco habitual, proporcionando aos que lá forem uma experiência musical fora do comum.

O programa tem início às 21:30h e repete-se em mais dias de Junho, para além de hoje. 

O acesso é livre! 

(http://www.festasdelisboa.com/?t=event&date=2012-06-14&id=144)



João e Raquel

12/06/2012

restaurante - Taverna do Palaio

Este fim-de-semana fizemos uma descoberta bastante agradável. Depois de várias idas a Leiria e de muita indecisão quanto a restaurantes a experimentar na zona, arriscámos ir sem rumo marcado e batemos na porta certa.

A Taverna do Palaio (clicar para aceder à página de facebook), no centro de Leiria, conjuga dois aspectos essenciais para uma refeição agradável: o espaço e a comida.

Assumindo-se como uma casa de fado&wine, a Taverna do Palaio apresenta uma lista de petiscos completa, dos que não podem faltar na ementa de um espaço que se intitula de taverna: queijos, enchidos (morcela de arroz, farinheira, chouriço, alheira), moelas, pica-pau, salada de ovas, etc. A lista fica completa com pratos quentes, sobremesas, e uma carta de vinhos, a copo ou garrafa, com nomes mais banais e outros mais apelativos.

Optámos por uma mista de queijos, que poderia ter mais qualidade; uma farinheira, enorme e sem ponta de gordura; e uma salada de ovas deliciosa. Dividimos um prato, peito de pato com laranja, que talvez não tenha sido a melhor opção. Pareceu-nos que não foi cozinhado da maneira adequada, estava um pouco chamuscado por fora e tinha falta de tempero. O arroz que acompanhava o pato, por outro lado, era muito bom! As outras opções seriam um bife de três pimentas, alho francês à brás, açorda de bacalhau, entre outros.

A sobremesa foi uma agradável sugestão que não estava na lista: pudim abade de priscos caseiro acompanhado de uma espécie de glacê de frutos vermelhos, cuja combinação de sabores equilibrava bastante o doce e o ácido.

É de sublinhar a generosidade das doses!

A taverna é espaçosa, procurando através da decoração de tons escuros e da luz ténue envolver-nos num ambiente intimista que convida a conversar e demorar.

As noites de fado são um atractivo da casa, muito embora não tenhamos ido em dia de espectáculo.

O atendimento é simpático e nada demorado, caindo um pouco na informalidade e à vontade, que parecem estar na moda em locais do género.

O preço é adequado, rondando os 15 € por pessoa, sendo que o que encarece o jantar é pedir uma garrafa de vinho.



Raquel



Morada:
Rua Barão Viamomente (Rua Direita), nº 48
2400-261 Leiria

Telefone:
91 322 59 40

08/06/2012

por aqui já cheira a Verão...

O motivo pelo qual andamos meio caladinhos, é bom! Estamos numas mini-férias/trabalho em casa, no sítio para onde vimos sempre que podemos: São Pedro de Moel. 

Temos mesmo de aproveitar, tem estado bom tempo! 


João e Raquel

Um passeio pelo pinhal, sempre agradável!

A vista para a praia.

Banhos de sol no terraço.

05/06/2012

receita - salmão grelhado com ervilhas esmagadas

Mais uma receita saudável! Peixe grelhado com ervilhas. 

É certo que o salmão é um peixe gordo, mas eu não sou extremista no que toca a dietas. Assim, deixo-vos mais uma receita saudável e muito saborosa:

É preciso:

- lombos de salmão
- 1 ou 2 laranjas
- sal grosso
- pimenta preta
- azeite
- 5 ou 6 folhas de hortelã
- ervilhas
- courgette

Com umas horas de antecedência (de preferência) deixa-se o salmão numa marinada com sumo de laranja, sal, pimenta preta e um fio de azeite. Mantém-se no frigorífico até ao momento de grelhar.

Num tacho com água a ferver e um pouco de sal grosso juntam-se as folhas de hortelã e as ervilhas. Deixa-se cozinhar cerca de 7 minutos. Retiram-se do lume, escorre-se a água e esmagam-se. Eu utilizo o pistilo (a wikipedia diz que é assim que se chama a parte que esmaga do almofariz) para as esmagar directamente no tacho, mas qualquer outro método é válido. Não devem ficar demasiado desfeitas para manterem alguma textura. Podem ser finalizadas com uma pitada de pimenta e um fio de azeite.

Grelha-se o salmão pouco tempo de cada lado, para que fique mal passado (para mim, que gosto de sashimi, é como o salmão fica melhor).

Pode ainda ser acompanhado com umas fatias de courgette grelhadas e temperadas com sal e pimenta.

Apresentação:

O salmão por cima das ervilhas.


João


31/05/2012

viagens e sítios - Hotel Medium Cortezo (Madrid)

Quando visitámos Madrid, em Agosto, tendo sido a primeira paragem na viagem de três semanas por Espanha, fizemos uma descoberta fantástica: o Hotel Medium Cortezo (clicar para aceder ao website). Bem no centro da cidade e com um preço acessível, sobretudo tendo em conta a localização e a época (fui consultar novamente o preço por noite e julgo que aumentou 10€)! 

Sugiro que quem quiser visitar a cidade e esteja sem tempo para procurar alojamento ou não tenha conhecimento de um hotel tão central e com uma relação qualidade-preço tão simpática, que se decida pelo Cortezo. 

Está a apenas uns minutos a pé da Puerta del Sol, o que significa que não fica longe de muitos outros locais de interesse, estando também próximo de transportes. O pequeno-almoço (que pelo que percebemos na altura, ficava mais barato se não incluído no preço por noite, e pago à parte) era (e ainda deve ser) bastante completo e com qualidade: sumos, leite, café, fruta, queijo (manchego incluído), vários tipos de pão, croissaints, chourição, presunto, bacon, ovos mexidos, cereais, bolinhos, etc.)

Os quartos são espaçosos, o mobiliário simples, de linhas rectas, a atirar para o moderno, as casas-de banho também são espaçosas. Estava tudo limpo, e não tivemos qualquer problema no que toca a este aspecto.

O hotel tem ainda um terraço, a que chamam solário, no último piso, para quem quiser apanhar banhos de sol ou, caso seja no pico do Verão, apanhar uma insolação ou escaldão.

Na recepção é possível pedir um cacifo/cofre, que disponibilizam para guardar objectos valiosos ou dinheiro, sem nenhum custo adicional. 

O único contratempo que tivemos e o único defeito que apontamos tem que ver com o estacionamento privado (pago). Aliás, aconselhamos a quem levar carro e aqui ficar instalado, a ter atenção no momento do check-out.

Eles oferecem-se para estacionar o carro, e a chave fica na recepção, até aqui tudo bem. Apercebemo-nos, quando fomos ao carro buscar uma coisa, do motivo pelo qual são eles a estacionar: a garagem é mínima e os lugares bem apertados (exceptuando uns poucos para jipes e carros maiores). Tão pequena é a garagem que o carro estava destravado, por forma a que eles o conseguissem «ajeitar». 

Nada disto seria um problema se na altura de ir embora não tivesse reparado num risco na maçaneta da porta. Como já tínhamos reclamado do tamanho da garagem, sem qualquer entrave ofereceram-nos o estacionamento dos dias todos.

De resto, impecável!


Raquel

28/05/2012

receita - crumble de pêra

Esta sobremesa, muito fácil de fazer, é boa tanto morna como fria e, preferencialmente, acompanhada de um gelado de baunilha ou nata. É ideal para 5 a 6 pessoas.

É preciso:
- 5 pêras rocha
- 90g de farinha de trigo
- 80 g de açúcar branco triturado
- 110 g de manteiga com sal amolecida
- 5 bolachas de aveia (digestivas) - inspiração retirada da receita de crumble da Leonor de Sousa Bastos (clicar para aceder ao seu website)
- pau de canela ou canela em pó

Ligar o forno a 180ºC, descascar as pêras e cortá-las em cubos. Numa trituradora colocar o açúcar e triturá-lo, de forma a que fique mais fino. Juntar a farinha, as bolachas e 1/4 de pau de canela e triturar tudo. 

Ao preparado juntar a manteiga amolecida (sem estar quente), líquida ou em cubinhos e amassar com as mãos, até obter uma massa granulosa.

Numa tarteira colocar a pêra aos pedaços e cobrir com a massa.


Levar ao forno durante cerca de 25 minutos.


Apresentação:

Numa taça, por cima de uma bola de gelado.




 Raquel

24/05/2012

truques e dicas - chás: as temperaturas ideais e o tempo adequado

Esta imagem resume tudo. 

(http://ilovecharts.tumblr.com/post/17778539094/tea-time)


A conversão das temperaturas para graus Celsius:

149 = 65º C
158 = 70º C
167 = 75º C
176 = 80º C
185 = 85º C
210 = 99º C


Raquel

23/05/2012

receita - bife de vaca grelhado com courgette e ervilhas


Apresento-vos aquele que foi o meu almoço um destes dias. Apesar de simples e bastante saudável, é um prato muito saboroso.

É preciso:

- ervilhas
- sal grosso
- courgette
- azeite
- bife de vaca (carne branca é melhor para a dieta, mas aproveitei uns bifes que tinha)
- pimenta preta
- flor de sal

Cozem-se as ervilhas em água com um pouco de sal (cerca de 8 minutos). 
Aquece-se a grelha. Entretanto corta-se a courgette em fatias de 1cm e tempera-se com sal e um fio de azeite.
Grelha-se a courgette e grelha-se o bife. 
 
Tempera-se tudo com pimenta preta moída no momento e o bife com flor de sal.
Pode ainda deitar-se um fio de azeite (mas pouco, por causa das calorias!).





João

22/05/2012

é por esta altura do ano que começam as dietas...

A pedido de muitas famílias, que pretendem passar algum tempo de qualidade na praia, sem terem de sofrer horrores com a abominável imagem do meu corpo, decidi iniciar uma dieta.

O primeiro passo foi o mais óbvio: deixar de comer.

Andei um dia inteiro a saladas e queijo fresco e o resultado, como devem calcular (eu não calculei), foi sentir-me mal, com dores de cabeça e quase a desmaiar. Só ao jantar é que comi qualquer coisa consistente.

Segundo dia, o mesmo objectivo, estratégia diferente. Com a ajuda da Raquel, que depois de consultar alguns sites e de estudar bem a matéria (nestas coisas as mulheres são mais inteligentes do que os homens...), me orientou para uma alimentação equilibrada e saudável. Coisa que ela não faz, diga-se de passagem...

Em suma, aquilo que tenho vindo a fazer de há uma semana para cá, é tomar cinco refeições por dia, com alimentos variados de todos os grupos alimentares e em quantidades controladas. Para além de reduzir ao mínimo os alimentos demasiado calóricos e as gorduras excessivas.

Mas há uma importantíssima excepção: ficou decidido que ao fim-de-semana posso portar-me mal! O que significa que vou continuar a poder comer boas comidas, bons petiscos e a cozinhar boas receitas que não se enquadrem nas regras dietéticas.

O desafio que se me coloca agora, é o de cozinhar bons pratos, com muito sabor, mas que não saiam dos limites que a dieta me impõe!

Por isso, mais logo espreitem a receita que vos vou deixar aqui, que vai estrear as «receitas saudáveis»!



João

21/05/2012

novidadades e sugestões - O Bolo da Marta

Alguns de vocês já terão ouvido falar d'O Bolo da Marta, projecto que teve início com uma página de facebook (clicar para aceder à mesma) lançada na mesma altura em que nós estreámos este blogue.

A Marta tem tido imenso sucesso e merece-o. Aos poucos foi ganhando visibilidade através da página que, de dia para dia, conquista mais seguidores, ora para se deliciarem com as fotografias dos suspiros cobertos, ora para elogiarem os mesmos, depois de os terem provado.

Quatro meses após o lançamento do projecto, a Marta inaugurou na sexta-feira o seu espaço no 1º andar da Livraria Ler Devagar, no LX Factory. Eu fui lá e, claro, provei duas miniaturas dos seus suspiros, uma de base branca com cobertura de limão e sementes de papoila e outra de base de chocolate, coberta de chocolate e avelã. 

Os suspiros, tal como devem ser, derretem-se na boca, dando-nos a sensação de estar a comer uma nuvem de sabor!

Seja em tamanho mini ou grande, os suspiros da Marta vieram para ficar. São bolos diferentes dos que nos habituámos a ver (e comer), de uma simplicidade graciosa que os torna adequados para as mais diversas ocasiões. É possível pedir que o bolo seja personalizado, sendo que pode ainda decidir a combinação entre a base branca ou de chocolate com as várias coberturas possíveis. Para além dos bolos em si, a Marta tem também os estaladiços e os potes de bolo esmigalhado.

A possibilidade de desfrutar destes bolos no espaço da Livraria Ler Devagar, acompanhando-os com sumos ou cocktails igualmente saborosos, é a cereja no topo do bolo.  O sítio é muitíssimo agradável, não só pela estrutura do edifício que é original, mas também devido ao facto de estar rodeado de livros. É ideal para lanchar ou ir beber um copo, onde dá vontade de ficar à conversa, entre suspiros.



Raquel


Morada:
Livraria Ler Devagar
LX Factory
Rua Rodrigues Faria, 103
1300 Lisboa



17/05/2012

restaurante - Lateral

Não foi difícil optar pelo restaurante Lateral* (clicar para aceder ao website), em plena Plaza de Santa Ana, em Madrid. A oferta de restaurantes era muita, mas nenhum tinha uma fila de espera tão grande para ocupar as mesas da esplanada (e acreditem que, na maioria das vezes, este é o melhor sinal para escolher onde comer, quando se está indeciso). 

Embora seja uma cadeia de restaurantes, o Lateral oferece comida simpática, num espaço agradável. Se da primeira vez que fomos ficámos na esplanada, a desfrutar da noite quente de Verão, da segunda decidimos ficar no espaço interior, também cheio de gente.

A decoração, à semelhança do próprio lettering do nome do restaurante, é de linhas rectas e aquilo que se pode denominar de moderna, com tons sóbrios.

Sumariamente, o Lateral é um restaurante fancy para se comer pinchos, que são bons e com um toque gourmet. Vale a pena pedir o menu de degustação de pinchos para provar mais variedades, sobretudo se não se souber bem o que escolher. 

Da segunda vez que fomos optámos  por uma morcela de Burgos com os afamados pimentos de Padrón e uns mini hambúrgueres com uma redução de Pedro Ximénez.

Chamamos a atenção, por bons motivos, para um creme frio maravilhoso, de melão com pedaços crocantes de presunto e, por maus motivos, para a tarte de limão, que foi a pior decepção!

Convém notar que tendo em conta o conceito e a comida, os preços são bastante simpáticos, com petiscos e pratos a variar entre os 3€ e os 9€. 



Raquel 

* Fomos ao Lateral em Agosto de 2011

15/05/2012

receita - salada de massa com atum e ovo com molho fresco

Receita simples e saborosa, indicada para dias mais quentes! Adaptada do livro de Gunter Beer e Patrik Jaros, A Enciclopédia da Culinária.

É preciso:

- massa (penne, ou outra à escolha)
- atum
- ovos
- cebolas novas (ou outro tipo, embora as novas tenham um sabor mais agradável quando cruas)
- iogurte natural
- maionese
- mostarda
- mel
- sal fino


Ferver água, colocar um pouco de sal grosso e cozer a massa. À parte, ferver mais água a fim de cozer os ovos (durante 7 minutos, para que a gema fique ligeiramente húmida).

Misturar a massa (passar por água fria depois de cozida e escorrida), o atum, a cebola picada em pedaços pequenos e os ovos cozidos grosseiramente cortados (também depois de arrefecidos  em água fria, antes de retirar a casca).

Para fazer o molho, juntar 1 iogurte natural e quase a mesma quantidade de maionese (um pouco mais), ir mexendo e acrescentando a mostarda, sal fino, e um pouco de mistura de pimentas, de forma a que o sabor do iogurte se sinta, mas sem ser demais. Para o molho ficar bom, convém ir provando de forma a perceber se é necessário equilibrar os sabores. 

Juntar o mel, sempre em quantidades pequenas, e mexer bem (se o mel não for muito refinado e estiver mais grosso, convém mexer mesmo bem para que não se acumule no fundo do molho e aí fique demasiado doce).

É suposto que o molho fique amarelo claro, embora a cor dependa da qualidade da mostarda e maionese. As quantidades de sal, mostarda e mel devem ser acrescentadas aos poucos, e dependem do gosto de cada um. 


Apresentação:

Servir a massa fria com o molho também frio por cima. Como podem ver, acrescentámos estragão no fim.  



Raquel 






14/05/2012

a nossa viagem a Espanha II

Antes de chegarmos a Barcelona ainda fizemos mais três paragens por terras pequenas no interior de Espanha. A primeira das três foi em Molinos, uma lufada de ar fresco no nosso percurso, quer pelo sítio, quer pelo facto de aí termos comido muito bem e por muito pouco dinheiro, num restaurante castiço na Plaza Mayor, uns calamares e umas espetadas de carne saborosas, para além de umas entradas simpáticas. Nessa mesma praça visitámos a Igreja Paroquial e demos uma volta na zona. 

                     
Molinos


Foi sensivelmente a partir desta altura que começou a nossa «caça aos abutres», que sabíamos existir em grande número nesta zona. Passámos em Valderrobres, outra terra pequena com marcas da época medieval, mas foi em Embalse de la Peña que parámos antes de chegar à Catalunha. Foi também nessa pequena terra que vimos os procurados abutres e colhemos e comemos amoras silvestres em arbustos à beira da estrada.



 Embalse de la Peña


No dia 12 de Agosto chegámos então à Catalunha já de noite,  optámos por não ir procurar sítio para ficar em Barcelona porque além de estarmos cansados, era tarde e não nos queríamos perder dentro de uma cidade tão grande. Pelos arredores, demos de caras com Tarragona, que de noite e com todo o cansaço nos pareceu simplesmente horrível, mas também devido ao facto de termos passado apenas por uma mega zona industrial.  Decidimos avançar um pouco mais e acabámos por passar a noite em Sant Andreu de La Barca, a cerca de 15 km de Barcelona, também numa zona industrial, num hotel da cadeia Ibis, que nos soube pela vida, tal era o desespero de dormir!


(continua...)

 Raquel e João

A primeira parte da viagem pode ser lida aqui (clicar para aceder ao post).

09/05/2012

restaurante - De Castro Elias

O chef Miguel Castro Silva é sinónimo de boa cozinha portuguesa moderna, cheia de sabor e cozinhada com imenso cuidado e rigor. O De Castro Elias (clicar para aceder ao website) é o restaurante de petiscos deste chef e, como não podia deixar de ser, é óptimo!

O espaço está bem arranjado, com traços minimalistas e pouca decoração, com o branco como elemento principal. A mim não me incomoda especialmente, mas a Raquel considera o espaço demasiado pequeno, sobretudo tendo em conta que não tem janelas.

Quanto à comida, o conceito do restaurante é o petisco, numa lógica de partilha. O ideal é pedir dois ou três petiscos «para picar» (como diz na ementa) e um ou dois pratos quentes para partilhar.

Dos petiscos destaco a morcela da Beira com maçã e cebola, os pipis de fígado, os mexilhões no forno e os ovos mexidos com enchidos e pão frito.

Quanto aos pratos quentes, o arroz de vitela com cogumelos (malandrinho, com um caldo óptimo) é excelente, e o arroz de polvo «provençal", apesar de não ser o melhor do mundo, também é muito bom.

Para terminar a refeição aconselho o bolo de chocolate sem farinha ou o gratinado de maçã com gelado de baunilha.

A lista de vinhos é pequena, apresentando uma escolha de vinhos bons e pouco conhecidos. Já lá fiz duas descobertas fantásticas, o Altas Quintas Crescendo e o Tapadinha Reserva.

Se com os petiscos que falei vos deixei com água na boca e vontade de lá ir, a única coisa que falta referir é o preço que, com vinho, geralmente ronda os 20€ por pessoa.


João


Morada:
Av. Elias Garcia, 180 B
1050-103 Lisboa
GPS: N 38º 44' 19.00" W 9º 9' 7.44"

Telefone:
21 797 92 14