23/05/2012

receita - bife de vaca grelhado com courgette e ervilhas


Apresento-vos aquele que foi o meu almoço um destes dias. Apesar de simples e bastante saudável, é um prato muito saboroso.

É preciso:

- ervilhas
- sal grosso
- courgette
- azeite
- bife de vaca (carne branca é melhor para a dieta, mas aproveitei uns bifes que tinha)
- pimenta preta
- flor de sal

Cozem-se as ervilhas em água com um pouco de sal (cerca de 8 minutos). 
Aquece-se a grelha. Entretanto corta-se a courgette em fatias de 1cm e tempera-se com sal e um fio de azeite.
Grelha-se a courgette e grelha-se o bife. 
 
Tempera-se tudo com pimenta preta moída no momento e o bife com flor de sal.
Pode ainda deitar-se um fio de azeite (mas pouco, por causa das calorias!).





João

22/05/2012

é por esta altura do ano que começam as dietas...

A pedido de muitas famílias, que pretendem passar algum tempo de qualidade na praia, sem terem de sofrer horrores com a abominável imagem do meu corpo, decidi iniciar uma dieta.

O primeiro passo foi o mais óbvio: deixar de comer.

Andei um dia inteiro a saladas e queijo fresco e o resultado, como devem calcular (eu não calculei), foi sentir-me mal, com dores de cabeça e quase a desmaiar. Só ao jantar é que comi qualquer coisa consistente.

Segundo dia, o mesmo objectivo, estratégia diferente. Com a ajuda da Raquel, que depois de consultar alguns sites e de estudar bem a matéria (nestas coisas as mulheres são mais inteligentes do que os homens...), me orientou para uma alimentação equilibrada e saudável. Coisa que ela não faz, diga-se de passagem...

Em suma, aquilo que tenho vindo a fazer de há uma semana para cá, é tomar cinco refeições por dia, com alimentos variados de todos os grupos alimentares e em quantidades controladas. Para além de reduzir ao mínimo os alimentos demasiado calóricos e as gorduras excessivas.

Mas há uma importantíssima excepção: ficou decidido que ao fim-de-semana posso portar-me mal! O que significa que vou continuar a poder comer boas comidas, bons petiscos e a cozinhar boas receitas que não se enquadrem nas regras dietéticas.

O desafio que se me coloca agora, é o de cozinhar bons pratos, com muito sabor, mas que não saiam dos limites que a dieta me impõe!

Por isso, mais logo espreitem a receita que vos vou deixar aqui, que vai estrear as «receitas saudáveis»!



João

21/05/2012

novidadades e sugestões - O Bolo da Marta

Alguns de vocês já terão ouvido falar d'O Bolo da Marta, projecto que teve início com uma página de facebook (clicar para aceder à mesma) lançada na mesma altura em que nós estreámos este blogue.

A Marta tem tido imenso sucesso e merece-o. Aos poucos foi ganhando visibilidade através da página que, de dia para dia, conquista mais seguidores, ora para se deliciarem com as fotografias dos suspiros cobertos, ora para elogiarem os mesmos, depois de os terem provado.

Quatro meses após o lançamento do projecto, a Marta inaugurou na sexta-feira o seu espaço no 1º andar da Livraria Ler Devagar, no LX Factory. Eu fui lá e, claro, provei duas miniaturas dos seus suspiros, uma de base branca com cobertura de limão e sementes de papoila e outra de base de chocolate, coberta de chocolate e avelã. 

Os suspiros, tal como devem ser, derretem-se na boca, dando-nos a sensação de estar a comer uma nuvem de sabor!

Seja em tamanho mini ou grande, os suspiros da Marta vieram para ficar. São bolos diferentes dos que nos habituámos a ver (e comer), de uma simplicidade graciosa que os torna adequados para as mais diversas ocasiões. É possível pedir que o bolo seja personalizado, sendo que pode ainda decidir a combinação entre a base branca ou de chocolate com as várias coberturas possíveis. Para além dos bolos em si, a Marta tem também os estaladiços e os potes de bolo esmigalhado.

A possibilidade de desfrutar destes bolos no espaço da Livraria Ler Devagar, acompanhando-os com sumos ou cocktails igualmente saborosos, é a cereja no topo do bolo.  O sítio é muitíssimo agradável, não só pela estrutura do edifício que é original, mas também devido ao facto de estar rodeado de livros. É ideal para lanchar ou ir beber um copo, onde dá vontade de ficar à conversa, entre suspiros.



Raquel


Morada:
Livraria Ler Devagar
LX Factory
Rua Rodrigues Faria, 103
1300 Lisboa



17/05/2012

restaurante - Lateral

Não foi difícil optar pelo restaurante Lateral* (clicar para aceder ao website), em plena Plaza de Santa Ana, em Madrid. A oferta de restaurantes era muita, mas nenhum tinha uma fila de espera tão grande para ocupar as mesas da esplanada (e acreditem que, na maioria das vezes, este é o melhor sinal para escolher onde comer, quando se está indeciso). 

Embora seja uma cadeia de restaurantes, o Lateral oferece comida simpática, num espaço agradável. Se da primeira vez que fomos ficámos na esplanada, a desfrutar da noite quente de Verão, da segunda decidimos ficar no espaço interior, também cheio de gente.

A decoração, à semelhança do próprio lettering do nome do restaurante, é de linhas rectas e aquilo que se pode denominar de moderna, com tons sóbrios.

Sumariamente, o Lateral é um restaurante fancy para se comer pinchos, que são bons e com um toque gourmet. Vale a pena pedir o menu de degustação de pinchos para provar mais variedades, sobretudo se não se souber bem o que escolher. 

Da segunda vez que fomos optámos  por uma morcela de Burgos com os afamados pimentos de Padrón e uns mini hambúrgueres com uma redução de Pedro Ximénez.

Chamamos a atenção, por bons motivos, para um creme frio maravilhoso, de melão com pedaços crocantes de presunto e, por maus motivos, para a tarte de limão, que foi a pior decepção!

Convém notar que tendo em conta o conceito e a comida, os preços são bastante simpáticos, com petiscos e pratos a variar entre os 3€ e os 9€. 



Raquel 

* Fomos ao Lateral em Agosto de 2011

15/05/2012

receita - salada de massa com atum e ovo com molho fresco

Receita simples e saborosa, indicada para dias mais quentes! Adaptada do livro de Gunter Beer e Patrik Jaros, A Enciclopédia da Culinária.

É preciso:

- massa (penne, ou outra à escolha)
- atum
- ovos
- cebolas novas (ou outro tipo, embora as novas tenham um sabor mais agradável quando cruas)
- iogurte natural
- maionese
- mostarda
- mel
- sal fino


Ferver água, colocar um pouco de sal grosso e cozer a massa. À parte, ferver mais água a fim de cozer os ovos (durante 7 minutos, para que a gema fique ligeiramente húmida).

Misturar a massa (passar por água fria depois de cozida e escorrida), o atum, a cebola picada em pedaços pequenos e os ovos cozidos grosseiramente cortados (também depois de arrefecidos  em água fria, antes de retirar a casca).

Para fazer o molho, juntar 1 iogurte natural e quase a mesma quantidade de maionese (um pouco mais), ir mexendo e acrescentando a mostarda, sal fino, e um pouco de mistura de pimentas, de forma a que o sabor do iogurte se sinta, mas sem ser demais. Para o molho ficar bom, convém ir provando de forma a perceber se é necessário equilibrar os sabores. 

Juntar o mel, sempre em quantidades pequenas, e mexer bem (se o mel não for muito refinado e estiver mais grosso, convém mexer mesmo bem para que não se acumule no fundo do molho e aí fique demasiado doce).

É suposto que o molho fique amarelo claro, embora a cor dependa da qualidade da mostarda e maionese. As quantidades de sal, mostarda e mel devem ser acrescentadas aos poucos, e dependem do gosto de cada um. 


Apresentação:

Servir a massa fria com o molho também frio por cima. Como podem ver, acrescentámos estragão no fim.  



Raquel 






14/05/2012

a nossa viagem a Espanha II

Antes de chegarmos a Barcelona ainda fizemos mais três paragens por terras pequenas no interior de Espanha. A primeira das três foi em Molinos, uma lufada de ar fresco no nosso percurso, quer pelo sítio, quer pelo facto de aí termos comido muito bem e por muito pouco dinheiro, num restaurante castiço na Plaza Mayor, uns calamares e umas espetadas de carne saborosas, para além de umas entradas simpáticas. Nessa mesma praça visitámos a Igreja Paroquial e demos uma volta na zona. 

                     
Molinos


Foi sensivelmente a partir desta altura que começou a nossa «caça aos abutres», que sabíamos existir em grande número nesta zona. Passámos em Valderrobres, outra terra pequena com marcas da época medieval, mas foi em Embalse de la Peña que parámos antes de chegar à Catalunha. Foi também nessa pequena terra que vimos os procurados abutres e colhemos e comemos amoras silvestres em arbustos à beira da estrada.



 Embalse de la Peña


No dia 12 de Agosto chegámos então à Catalunha já de noite,  optámos por não ir procurar sítio para ficar em Barcelona porque além de estarmos cansados, era tarde e não nos queríamos perder dentro de uma cidade tão grande. Pelos arredores, demos de caras com Tarragona, que de noite e com todo o cansaço nos pareceu simplesmente horrível, mas também devido ao facto de termos passado apenas por uma mega zona industrial.  Decidimos avançar um pouco mais e acabámos por passar a noite em Sant Andreu de La Barca, a cerca de 15 km de Barcelona, também numa zona industrial, num hotel da cadeia Ibis, que nos soube pela vida, tal era o desespero de dormir!


(continua...)

 Raquel e João

A primeira parte da viagem pode ser lida aqui (clicar para aceder ao post).

09/05/2012

restaurante - De Castro Elias

O chef Miguel Castro Silva é sinónimo de boa cozinha portuguesa moderna, cheia de sabor e cozinhada com imenso cuidado e rigor. O De Castro Elias (clicar para aceder ao website) é o restaurante de petiscos deste chef e, como não podia deixar de ser, é óptimo!

O espaço está bem arranjado, com traços minimalistas e pouca decoração, com o branco como elemento principal. A mim não me incomoda especialmente, mas a Raquel considera o espaço demasiado pequeno, sobretudo tendo em conta que não tem janelas.

Quanto à comida, o conceito do restaurante é o petisco, numa lógica de partilha. O ideal é pedir dois ou três petiscos «para picar» (como diz na ementa) e um ou dois pratos quentes para partilhar.

Dos petiscos destaco a morcela da Beira com maçã e cebola, os pipis de fígado, os mexilhões no forno e os ovos mexidos com enchidos e pão frito.

Quanto aos pratos quentes, o arroz de vitela com cogumelos (malandrinho, com um caldo óptimo) é excelente, e o arroz de polvo «provençal", apesar de não ser o melhor do mundo, também é muito bom.

Para terminar a refeição aconselho o bolo de chocolate sem farinha ou o gratinado de maçã com gelado de baunilha.

A lista de vinhos é pequena, apresentando uma escolha de vinhos bons e pouco conhecidos. Já lá fiz duas descobertas fantásticas, o Altas Quintas Crescendo e o Tapadinha Reserva.

Se com os petiscos que falei vos deixei com água na boca e vontade de lá ir, a única coisa que falta referir é o preço que, com vinho, geralmente ronda os 20€ por pessoa.


João


Morada:
Av. Elias Garcia, 180 B
1050-103 Lisboa
GPS: N 38º 44' 19.00" W 9º 9' 7.44"

Telefone:
21 797 92 14

08/05/2012

receita - cenouras à algarvia

Muito simples e saborosas, as cenouras algarvias servem na perfeição como entrada para ir petiscando enquanto se bebe um copo de vinho ou uma cerveja, ou até mesmo  como acompanhamento de pratos de peixe.

É preciso:

- cenouras
- alho
- salsa
- cominhos
- flor de sal
- azeite
- vinagre de vinho branco

Corta-se as cenouras em fatias finas e coze-se em água com um pouco de sal até se conseguir que um garfo as fure (pouco cozidas).

Em seguida arrefece-se rapidamente em água fria e coloca-se numa tigela. Tempera-se com alho e salsa picados, cominhos, flor de sal, azeite e vinagre de vinho branco.

Deixa-se a marinar no frigorífico e serve-se frio.




João

06/05/2012

viagens e sítios - Londres

Escrever sobre Londres* é uma tarefa complicada. Descrever a cidade, mais ainda. Sabem aquela sensação de acabar de conhecer alguém e parecer-nos que conhecemos essa pessoa há anos? É isso que se passa com Londres. É uma cidade que todos conhecemos, ainda que nunca lá tenhamos ido.

Nada nos surpreende verdadeiramente, apesar de cada passo e cada esquina serem uma descoberta constante. Sim, talvez a melhor forma de descrever esta cidade de múltiplos rostos, seja dizê-la como um livro que lemos ao longo da vida e, embora conhecendo cada passagem, descobrimos sempre um novo sentido.

Os múltiplos rostos da cidade estão literalmente relacionados com os milhões de pessoas que ali circulam, diariamente, sem possibilidade de distinção entre os naturais e os de fora, os turistas e os imigrantes, os de passagem ou os que estão para ficar. Embora a panóplia de raças, etnias e nacionalidades nos possa dar uma noção da diversidade, a própria cidade não nos permite concebê-la de outra forma. Londres é assim: a multiplicidade una.

Os rostos múltiplos também podem ser outros, os da própria cidade, das ruas, dos bairros, das zonas. Dentro de Londres cabem várias Londres. Desde zonas francamente modernas a outras mais tradicionais, ambientes mais recatados e clássicos, a outros mais alternativos, há de tudo, para todos os gostos.

A oferta a nível de transportes é rica, com inúmeros autocarros de frequência constante (mesmo durante a noite) que nos encaminham para todas as zonas da cidade, e ainda o metro, que embora tenha uma rede gigante, é de utilização intuitiva, prático e cómodo. Sem dúvida que uma das vantagens de andar de autocarro é poder subir para o segundo andar e ver a cidade como se estivéssemos num dos autocarros turísticos (contudo não é seguro subir para o andar superior já de noite).

Planear a viagem e os passeios é essencial, porque não se tem noção das distâncias olhando para o mapa. Londres é bem maior do que se julga e ir «só até ali àquele cruzamento» demora mais tempo do que se pensa. Ainda assim, é agradável caminhar pelas ruas londrinas, sobretudo se tivermos a sorte de não estar a chover.

Os dias são sempre ricos, em jardins, praças, zonas comerciais, mercados, ícones históricos e museus...!

Do meu ponto de vista, o principal defeito que encontro na cidade, mas que tem inevitavelmente que ver com a sua própria vida, é a quantidade de gente por quase todo o lado. Nas principais avenidas, nos principais pontos turísticos, há sempre imensas pessoas, o que se torna algo cansativo, com tanto desvios e encontrões, chegando até a cansar  visualmente. É impressionante que uma cidade tão grande consiga ter sempre tanta gente em quase todo o lado.

Em contrapartida, tivemos a sorte de ficar hospedados em casa de amigos, numa zona tranquila, de vivendas, onde as raposas se passeiam pelos quintais, com uma paragem de autocarro mesmo em frente da porta. Ficámos na zona de Dulwich, relativamente perto de Brixton. 

Em termos gastronómicos, há pouco a dizer... a oferta de restaurantes ou fast food é imensa, desde mais caros a mais baratos, passando por cozinha de quase todo o mundo, sendo que destaco a chinesa, japonesa, indiana, tailandesa... 

Mas quanto a comida, temos de preparar um post sobre a nossa experiência num dos restaurantes do... Gordon Ramsay. De resto, é de destacar o Borough Market, com imensas coisas possíveis de ir experimentado, desde azeitonas, a mostardas, azeites, queijo, pães, enchidos...!


* Fomos a Londres em Abril de 2012


Raquel






04/05/2012

novidades e sugestões - Lisbon Restaurant Week 2012

Até ao próximo dia 17 de Maio decorre mais uma edição da afamada Lisbon Restaurant Week que, como alguns saberão, permite refeições em alguns dos melhores restaurantes da cidade, por apenas 20€ (sem bebidas). 

A lista de restaurantes que participam é vasta e oferece um leque variado de escolha, apesar dos clientes no âmbito desta iniciativa, terem de se cingir a um menu pré-determinado por cada restaurante.

A lista de restaurantes e os respectivos menus podem ser consultados neste website (clicar para aceder).

Caso estejam interessados, o melhor é escolher já onde querem ir e quando, a fim de reservar mesa, ou correm o risco de não ter vaga. Por norma, os fins-de-semana são mais concorridos, bem como os restaurantes cuja projecção é maior. Contudo, deixamos uma sugestão: não se deslumbrem tanto com a fama e escolham pelos menus que parecerem mais apetitosos. Aproveitem para experimentar coisas novas!

Tal como em Outubro do ano passado, este ano tencionamos repetir a experiência (na edição de 2011 fomos ao Spot S. Luiz e ao Tágide), até porque correu muito bem e o receio de o atendimento e qualidade da refeição serem piores, por sermos clientes da Lisbon Restaurant Week, foi em vão! 

Se forem, digam-nos onde e como correu!  


Raquel e João

02/05/2012

restaurante - Pizzeria Mezzogiorno

Aqui há uns dias, em conversa com um colega meu italiano sobre restaurantes italianos em Lisboa e sobre a sua autenticidade, cheguei a algumas conclusões, uma delas bem melhor do que as outras...

Ao que parece, a grande parte dos nomes que soam a italianos são puras invenções que nascem na cabeça «iluminada» de alguns e normalmente não são mais do que adaptações do português.

Quanto à comida acontece o mesmo. O que se come em Itália é muito diferente daquilo que a maior parte dos restaurantes italianos serve em Portugal, sendo o principal problema o descuido na qualidade dos ingredientes, a essência da gastronomia italiana.

A massa da pizza e o forno em que ela é cozinhada é, também, um factor determinante da qualidade do restaurante.

Posto isto, a questão lógica e que, calculo eu, todos vocês esperam que eu tenha colocado ao meu colega é: Qual é, para ti, o melhor e mais autêntico restaurante italiano em Lisboa?

A resposta foi rápida e decidida, a Pizzeria Mezzogiorno (clicar para aceder ao website) é o autêntico restaurante italiano. Fui experimentar, claro, e confirmo. É, sem dúvida, um óptimo restaurante!

Não vou falar muito da comida porque ainda só lá fui uma vez e tive um bocadinho de azar. Apesar de ter sido avisado que a pizza de salame picante era muito picante, pedi na mesma. O resultado não foi muito agradável, e eu gosto bastante de comida picante... Tirando isso, as bruschettas eram boas, principalmente a de cogumelos, e os pratos de quem estava comigo eram todos muito bons.

Quanto ao preço, não é caro, tendo o almoço ficado a cerca de 15€ por pessoa, com garrafa de vinho, entradas e pratos principais.

Resta ainda sublinhar que tem uma excelente esplanada e que fica num sítio muito central e muito agradável, em pleno Chiado, num dos pátios desenhados pelo arquitecto Siza Vieira.


João


Morada:
Rua Garrett, nº 19 
Lisboa

Telefone:
213 421 500

27/04/2012

a nossa viagem a Espanha I

Como podem perceber por dois dos nossos textos (este, de Madrid e este, de Barcelona), já andámos por Espanha. O que vocês não sabem é que a viagem a Madrid e a primeira ida a Barcelona, em Agosto do ano passado, fizeram parte de um percurso mais longo, de carro, em terras vizinhas.

Esta viagem de quase 4500 quilómetros, começou a 8 de Agosto e terminou a 27. Se alguém que nos lê tiver disponibilidade e vontade para conhecer parte do centro e norte de Espanha, esta viagem é mesmo gira de se fazer, porque conjuga de tudo um pouco, desde grandes cidades a terras pequenas e aldeias perdidas no meio da montanha, a zonas de praia. Numa série de posts, vamos contar-vos como foi e onde fomos, sendo que os sítios mais giros terão depois direito a post individual. 

 A rota

A viagem começou em Madrid. Aliás, a viagem começou em Lisboa e a primeira paragem foi em Madrid, tendo sido o único ponto de paragem em que tínhamos marcado alojamento e, consequentemente, determinado o número de dias em que íamos ficar pela cidade. Chegámos a 8 e fomos embora a 11, pelo que depois anda fizemos quatro paragens antes de chegar até Barcelona.

    Madrid

Demos um salto a Albarracín (onde nasce o Tejo), na província de Aragão e seguimos até Teruel. Aí ficámos uma noite, num hostel mesmo em cima de um bar cujo chão estava coberto de cascas de amendoim. O quarto, com casa de banho privativa, era espaçoso e agradável, embora todo aquele cenário nos deixasse um pouco desconfortável: para além do senhor ter ficado durante um bocado com os nosso bilhetes de identidade guardados no balcão do tal bar, quando nos foi mostrar o quarto, num prédio antigo, com várias portas de madeira maciça, este estava cheio de moscas. Comentámos esse facto e à nossa frente fechou a janela e espalhou um spray insecticida. Quando entrámos no quarto, depois de lancharmos na esplanada de um pequeno café/restaurante, onde pedimos uma salada russa que não acabámos de comer (após termos entrado lá dentro e de nos termos apercebido do sítio onde estávamos), demos, claro, com as moscas mortas em cima da cama. 

    Albarracín

O João chegou mesmo a deixar uma cadeira encostada à porta, durante a noite. Fora do contexto, esta descrição pode parecer despropositada, mas a nossa aventura em Teruel começou cedo, mal chegámos. Vindos de uma cidade bem maior, aquele centro de Teruel com pessoas da terra e poucos ou nenhuns turistas, tornou o ambiente completamente diferente. O hostel por cima do bar, só frequentado por homens de aspecto duvidoso, levou-nos a dar asas à imaginação.

Durante um passeio já de noite, Teruel ganhou outro encanto. 

                    Teruel

(continua...)

Raquel e João

23/04/2012

receita - sopa de agriões e coentros

Tal como a Raquel, também fiz uma sopa para aproveitar os legumes que recebemos do Mercado Saloio (clicar para aceder ao post).

Esta sopa é muito simples de fazer e evidencia o bom sabor dos legumes, neste caso dos agriões (óptimos) e dos coentros. 

Ganha a sopa que tiver mais comentários e likes na página do facebook! A da Raquel está aqui (clicar para aceder ao post).

É preciso:

- azeite
- um molho de agriões
- 1 ou 2 batatas pequenas
- sal
- pimenta
- manteiga
- coentros (a gosto)

Num tacho, aquece-se um fio de azeite e juntam-se os agriões previamente arranjados e lavados. Tempera-se com um pouco de sal e pimenta.

Em seguida junta-se a batata em rodelas (muito fininhas para cozerem mais depressa), adiciona-se água a ferver (ligeiramente salgada), e dois ou três pedaços de manteiga. 

Quando as batatas estiverem cozidas desliga-se o lume, juntam-se os coentros e tritura-se tudo. Por fim rectificam-se os temperos.



João

receita - creme de cenoura e cominhos

Com os legumes do cabaz do Mercado Saloio (clicar para aceder ao post) fizemos sopas! Cada um de nós fez uma, em estilo de competição saudável (literalmente!). A minha é esta! Depois de verem a receita do João, podem dar o vosso palpite de qual terá ficado melhor!

Este creme de cenoura, aveludado, além de ser muito fácil de fazer, permite conjugar a simples receita de sopa de cenoura com outros temperos mais «atrevidos». O resultado é um creme macio, em que se sente o sabor tradicional da cenoura com um toque de especiarias, ideal para quem quiser experimentar algo diferente sem fugir muito àquilo a que está habituado.

É preciso:

- 7 cenouras grandes
- 3 a 4 cebolas baby (ou 1 cebola grande)
- 3 dentes de alho pequenos
- 1 batata grande
- água
- caldo de galinha
- cominhos
- mistura de pimentas
- sal
- azeite
- alho em pó
- noz moscada em pó
- natas

Começa-se por descascar as cenouras, batata, cebolas e alho e colocá-los numa panela, com um fio de azeite. Enquanto que na panela os legumes vão amolecendo, ferve-se água num recipiente à parte (numa panela ou numa chaleira). Os legumes devem ser cortados em pedaços pequenos para apressar a cozedura.

Depois de a água estar fervida, junta-se a mesma à panela (a quantidade de água deve ser suficiente para apenas cobrir bem os legumes), que deve estar em lume alto. Nesta altura dilui-se 1 caldo de galinha na panela e tempera-se com sal (a gosto, mas com atenção ao facto de que o caldo já contém algum sal).

Quando os legumes estiverem cozidos, desliga-se o lume e com uma varinha tritura-se tudo, até obter um creme, ainda um pouco espesso. Tempera-se com cominhos (poucos, pois têm um sabor muito activo), uma pitada de mistura de pimentas, alho em pó e um pouco de noz moscada.  Junta-se um pouco de água quente (caso a espessura do creme não esteja totalmente macia) e natas (quase 1 pacote dos quadrangulares, de cartão). 

Mistura-se e tritura-se novamente tudo com a varinha, até obter um creme aveludado.


Raquel





19/04/2012

novidades e sugestões - Mercado Saloio

O Mercado Saloio tem como slogan «A horta em sua casa.», e é verdade! Por telefone ou por email pode encomendar o cabaz da semana e recebe em casa, numa quarta ou quinta-feira (conforme a zona de residência - as entregas são em Lisboa, Oeiras, Cascais Sintra e Amadora, por enquanto), um caixote carregadinho de legumes e fruta!

O processo é muito simples, pode consulta na página de facebook  do Mercado Saloio (clicar para aceder à página) ou no blogue (clicar para aceder ao blogue) a composição do cabaz dessa semana, e encomendá-lo! O preço  tem sido de 13€, mas pode variar um pouco, de forma a adequar-se ao cabaz! Em algumas semanas, por mais 2,5€ também lhe trazem também pão saloio, cozido em forno de lenha, ou 2 kg de cebolas novas por 1,5€!

Esta é uma ideia óptima, porque além de ficar em conta (e não se esqueça que lhe trazem a horta a casa!), é ideal para quem não tem tempo para escolher estes alimentos no supermercado (ou para quem nem sequer tem tempo de ir ao supermercado de todo) ou para quem os encontra sempre em mau estado nos expositores.

Se estiver sem inspiração para utilizar os produtos que encomendou, não se preocupe: veja se temos alguma sugestão com esses ingredientes e o Mercado Saloio também partilha algumas receitas! 

Ontem chegou o nosso cabaz, com 1 couve coração, 1 alface, 1 abóbora menina,  750 gr de cenouras, 1 nabo, 1 molho de nabiças, 1 molho de agrião, 1 molho de coentros, 750 gr de pêra rocha biológica, 500 gr de maçã fuji biológica e 3 limões!


Aqui ficam algumas fotografias, depois de termos retirado tudo isto do caixote branco onde trazem o cabaz.



João e Raquel

18/04/2012

falta de tempo ou paciência? então nós ajudamos!

Pois é! Temos todo o gosto em ajudá-lo a encontrar um restaurante para jantar, ou um sítio agradável para passar uns dias de férias! 

Caso não tenha tempo, jeito ou paciência para procurar locais onde realizar uma refeição em grupo ou íntima, para comemorar alguma ocasião ou simplesmente porque lhe apetece, diga-nos o que procura que nós tentamos encontrar uma solução adequada.

O mesmo em relação a sítios para férias, explique-nos o que pretende, que faremos os possíveis para lhe apresentar hipóteses.

No final do processo, quem quiser contribuir com alguma quantia de forma a compensar a nossa ajuda, contribui. 

O nosso email é este lesbonsvivantsblog@gmail.com!


Raquel e João

17/04/2012

receita - gyudon

É bom experimentar e inventar na cozinha, adaptando receitas ou criando as nossas. Neste caso adaptei um prato japonês, o gyudon, para prato principal de um jantar cá em casa. Quem o comeu, diz que estava muito bom! 

Os ingredientes japoneses (mirin e vinagre de arroz) são fáceis de encontrar, visto serem muito utilizados para sushi

É preciso:

- bifes de vaca (neste caso utilizei da carne do acém redondo)
- sal grosso
- azeite
- molho de soja
- mirin (vinho de arroz)
- vinagre de arroz
- açúcar
- cebola
- arroz
- ovos

Em primeiro lugar prepara-se a carne, cortando em fatias o mais finas que se conseguir.
Tempera-se com sal e frita-se em azeite (esta primeira fritura é só para dar uma entaladela, a carne deve ficar muito mal passada). Reserva-se a carne.
Na mesma frigideira (para aproveitar os sucos libertados pela carne) junta-se molho de soja, mirin, vinagre de arroz, açúcar e sal. As quantidades são a olho, mas o importante é garantir equilíbrio entre os sabores, para que nenhum sobressaia demasiado. Deixa-se ferver e adiciona-se um pouco de água. Em seguida cozinha-se a cebola (laminada) neste molho.
Por fim junta-se a carne ao molho e cozinha-se até ficar no ponto desejado.
Acompanha-se com arroz branco e um ovo escalfado.

Apresentação:
A carne em cima do arroz com um ovo por cima (temperado com piri-piri e flor de sal). Quem quiser pode colocar um ramo de tomilho para dar aroma.




João

16/04/2012

viagens e sítios - Constância

No Ribatejo, mais propriamente no distrito de Santarém, fica Constância*, vila conhecida pela sua ligação a Camões (diz a História que lá viveu durante algum tempo), plantada à beira do Tejo e do Zêzere, sendo aliás o ponto de encontro dos dois rios.

Pacata e agradável, Constância é uma terra simpática para quem quiser descansar e passear, estando perto de outras terras bonitas do interior do país. 

Molhar os pés (ou mais!) no rio, de águas limpas e transparentes (mas muito frias), praticar turismo activo através da canoagem, ou simplesmente provar boa comida (as especialidades de peixe de água doce são variadas, e as carnes saborosas) são sugestões de  programas para quem quiser visitar a vila. 

No Verão há que ter cuidado, as temperaturas não fogem muito dos 35º e o calor torna-se insuportável. Aliás, esta é a grande causa de não termos fotografias decentes para vos mostrar: estávamos a derreter e com as mãos ocupadas a segurar garrafas de água! De noite vale a pena ir dar uma volta, o contraste da vila de dia e de noite é engraçado, e as ruas e ruelas ganham outro charme ao luar.

A oferta de restaurantes é variada. Embora o Trinca-Fortes apareça em vários guias, fomos lá e não viemos propriamente satisfeitos. O restaurante estava apinhado de gente, o que é um bom sinal, mas a comida pareceu-nos perfeitamente banal (talvez tenhamos tido azar com o que pedimos).

Adorámos ir a um pequeno restaurante em que nos serviram três saladas óptimas (russa, de polvo e de ovas), uma sopa de peixe muito boa, e onde fomos bem atendidos. Não me recordo do nome mas sei que fica numa rua perpendicular à Av. Das Forças Armadas: estando nessa avenida vira-se à esquerda imediatamente antes do Posto de Turismo, anda-se uns metros e do lado esquerdo está este restaurante. 

Ficámos instalados no Parque de Campismo, pequeno, cuidado e barato, mesmo junto à margem do rio, com boas sombras.


Raquel

* Fomos a Constância em Julho de 2011, e foi o ponto de partida de uma pequena viagem no Ribatejo e Beira Interior


11/04/2012

de regresso

Estamos de regresso a Lisboa e claro, ao blogue. Depois de uma óptima semana em viagem, voltamos aos posts! Assim que pudermos teremos sugestões para Londres! 



João e Raquel

05/04/2012

viagens e sítios - Dornes (Ferreira do Zêzere)

Dornes* é uma das freguesias do Município de Ferreira do Zêzere, no norte do Ribatejo. 

Em Dornes passámos uma tarde muito agradável e, com muita pena nossa, não pernoitámos neste recanto encantador, até porque há diversos locais onde ficar. O Turismo Rural, em que se inclui uma das casas onde fomos bater, explorada por um holandês e um português, a Casa Wladival (clicar para aceder ao website), é uma das hipóteses de escolha, a par das residenciais e pensões.

Tivemos oportunidade de desfrutar de uma paisagem linda e de dar um mergulho no Zêzere, num praia fluvial onde se estava muitíssimo bem. O rio aos nossos pés, com as margens repletas de vegetação, torna este local absolutamente maravilhoso.

Não há muitas palavras para descrever Dornes e temos pena de não ter ficado mais tempo para vos contar pormenores ou fazer sugestões, por isso algumas das nossas fotografias, de certeza que ficam com vontade de conhecer!

* Fomos a Dornes em Julho de 2011, tendo sido uma paragem na nossa viagem pelo Ribatejo e Beira Interior. 


Raquel