09/05/2012

restaurante - De Castro Elias

O chef Miguel Castro Silva é sinónimo de boa cozinha portuguesa moderna, cheia de sabor e cozinhada com imenso cuidado e rigor. O De Castro Elias (clicar para aceder ao website) é o restaurante de petiscos deste chef e, como não podia deixar de ser, é óptimo!

O espaço está bem arranjado, com traços minimalistas e pouca decoração, com o branco como elemento principal. A mim não me incomoda especialmente, mas a Raquel considera o espaço demasiado pequeno, sobretudo tendo em conta que não tem janelas.

Quanto à comida, o conceito do restaurante é o petisco, numa lógica de partilha. O ideal é pedir dois ou três petiscos «para picar» (como diz na ementa) e um ou dois pratos quentes para partilhar.

Dos petiscos destaco a morcela da Beira com maçã e cebola, os pipis de fígado, os mexilhões no forno e os ovos mexidos com enchidos e pão frito.

Quanto aos pratos quentes, o arroz de vitela com cogumelos (malandrinho, com um caldo óptimo) é excelente, e o arroz de polvo «provençal", apesar de não ser o melhor do mundo, também é muito bom.

Para terminar a refeição aconselho o bolo de chocolate sem farinha ou o gratinado de maçã com gelado de baunilha.

A lista de vinhos é pequena, apresentando uma escolha de vinhos bons e pouco conhecidos. Já lá fiz duas descobertas fantásticas, o Altas Quintas Crescendo e o Tapadinha Reserva.

Se com os petiscos que falei vos deixei com água na boca e vontade de lá ir, a única coisa que falta referir é o preço que, com vinho, geralmente ronda os 20€ por pessoa.


João


Morada:
Av. Elias Garcia, 180 B
1050-103 Lisboa
GPS: N 38º 44' 19.00" W 9º 9' 7.44"

Telefone:
21 797 92 14

08/05/2012

receita - cenouras à algarvia

Muito simples e saborosas, as cenouras algarvias servem na perfeição como entrada para ir petiscando enquanto se bebe um copo de vinho ou uma cerveja, ou até mesmo  como acompanhamento de pratos de peixe.

É preciso:

- cenouras
- alho
- salsa
- cominhos
- flor de sal
- azeite
- vinagre de vinho branco

Corta-se as cenouras em fatias finas e coze-se em água com um pouco de sal até se conseguir que um garfo as fure (pouco cozidas).

Em seguida arrefece-se rapidamente em água fria e coloca-se numa tigela. Tempera-se com alho e salsa picados, cominhos, flor de sal, azeite e vinagre de vinho branco.

Deixa-se a marinar no frigorífico e serve-se frio.




João

06/05/2012

viagens e sítios - Londres

Escrever sobre Londres* é uma tarefa complicada. Descrever a cidade, mais ainda. Sabem aquela sensação de acabar de conhecer alguém e parecer-nos que conhecemos essa pessoa há anos? É isso que se passa com Londres. É uma cidade que todos conhecemos, ainda que nunca lá tenhamos ido.

Nada nos surpreende verdadeiramente, apesar de cada passo e cada esquina serem uma descoberta constante. Sim, talvez a melhor forma de descrever esta cidade de múltiplos rostos, seja dizê-la como um livro que lemos ao longo da vida e, embora conhecendo cada passagem, descobrimos sempre um novo sentido.

Os múltiplos rostos da cidade estão literalmente relacionados com os milhões de pessoas que ali circulam, diariamente, sem possibilidade de distinção entre os naturais e os de fora, os turistas e os imigrantes, os de passagem ou os que estão para ficar. Embora a panóplia de raças, etnias e nacionalidades nos possa dar uma noção da diversidade, a própria cidade não nos permite concebê-la de outra forma. Londres é assim: a multiplicidade una.

Os rostos múltiplos também podem ser outros, os da própria cidade, das ruas, dos bairros, das zonas. Dentro de Londres cabem várias Londres. Desde zonas francamente modernas a outras mais tradicionais, ambientes mais recatados e clássicos, a outros mais alternativos, há de tudo, para todos os gostos.

A oferta a nível de transportes é rica, com inúmeros autocarros de frequência constante (mesmo durante a noite) que nos encaminham para todas as zonas da cidade, e ainda o metro, que embora tenha uma rede gigante, é de utilização intuitiva, prático e cómodo. Sem dúvida que uma das vantagens de andar de autocarro é poder subir para o segundo andar e ver a cidade como se estivéssemos num dos autocarros turísticos (contudo não é seguro subir para o andar superior já de noite).

Planear a viagem e os passeios é essencial, porque não se tem noção das distâncias olhando para o mapa. Londres é bem maior do que se julga e ir «só até ali àquele cruzamento» demora mais tempo do que se pensa. Ainda assim, é agradável caminhar pelas ruas londrinas, sobretudo se tivermos a sorte de não estar a chover.

Os dias são sempre ricos, em jardins, praças, zonas comerciais, mercados, ícones históricos e museus...!

Do meu ponto de vista, o principal defeito que encontro na cidade, mas que tem inevitavelmente que ver com a sua própria vida, é a quantidade de gente por quase todo o lado. Nas principais avenidas, nos principais pontos turísticos, há sempre imensas pessoas, o que se torna algo cansativo, com tanto desvios e encontrões, chegando até a cansar  visualmente. É impressionante que uma cidade tão grande consiga ter sempre tanta gente em quase todo o lado.

Em contrapartida, tivemos a sorte de ficar hospedados em casa de amigos, numa zona tranquila, de vivendas, onde as raposas se passeiam pelos quintais, com uma paragem de autocarro mesmo em frente da porta. Ficámos na zona de Dulwich, relativamente perto de Brixton. 

Em termos gastronómicos, há pouco a dizer... a oferta de restaurantes ou fast food é imensa, desde mais caros a mais baratos, passando por cozinha de quase todo o mundo, sendo que destaco a chinesa, japonesa, indiana, tailandesa... 

Mas quanto a comida, temos de preparar um post sobre a nossa experiência num dos restaurantes do... Gordon Ramsay. De resto, é de destacar o Borough Market, com imensas coisas possíveis de ir experimentado, desde azeitonas, a mostardas, azeites, queijo, pães, enchidos...!


* Fomos a Londres em Abril de 2012


Raquel






04/05/2012

novidades e sugestões - Lisbon Restaurant Week 2012

Até ao próximo dia 17 de Maio decorre mais uma edição da afamada Lisbon Restaurant Week que, como alguns saberão, permite refeições em alguns dos melhores restaurantes da cidade, por apenas 20€ (sem bebidas). 

A lista de restaurantes que participam é vasta e oferece um leque variado de escolha, apesar dos clientes no âmbito desta iniciativa, terem de se cingir a um menu pré-determinado por cada restaurante.

A lista de restaurantes e os respectivos menus podem ser consultados neste website (clicar para aceder).

Caso estejam interessados, o melhor é escolher já onde querem ir e quando, a fim de reservar mesa, ou correm o risco de não ter vaga. Por norma, os fins-de-semana são mais concorridos, bem como os restaurantes cuja projecção é maior. Contudo, deixamos uma sugestão: não se deslumbrem tanto com a fama e escolham pelos menus que parecerem mais apetitosos. Aproveitem para experimentar coisas novas!

Tal como em Outubro do ano passado, este ano tencionamos repetir a experiência (na edição de 2011 fomos ao Spot S. Luiz e ao Tágide), até porque correu muito bem e o receio de o atendimento e qualidade da refeição serem piores, por sermos clientes da Lisbon Restaurant Week, foi em vão! 

Se forem, digam-nos onde e como correu!  


Raquel e João

02/05/2012

restaurante - Pizzeria Mezzogiorno

Aqui há uns dias, em conversa com um colega meu italiano sobre restaurantes italianos em Lisboa e sobre a sua autenticidade, cheguei a algumas conclusões, uma delas bem melhor do que as outras...

Ao que parece, a grande parte dos nomes que soam a italianos são puras invenções que nascem na cabeça «iluminada» de alguns e normalmente não são mais do que adaptações do português.

Quanto à comida acontece o mesmo. O que se come em Itália é muito diferente daquilo que a maior parte dos restaurantes italianos serve em Portugal, sendo o principal problema o descuido na qualidade dos ingredientes, a essência da gastronomia italiana.

A massa da pizza e o forno em que ela é cozinhada é, também, um factor determinante da qualidade do restaurante.

Posto isto, a questão lógica e que, calculo eu, todos vocês esperam que eu tenha colocado ao meu colega é: Qual é, para ti, o melhor e mais autêntico restaurante italiano em Lisboa?

A resposta foi rápida e decidida, a Pizzeria Mezzogiorno (clicar para aceder ao website) é o autêntico restaurante italiano. Fui experimentar, claro, e confirmo. É, sem dúvida, um óptimo restaurante!

Não vou falar muito da comida porque ainda só lá fui uma vez e tive um bocadinho de azar. Apesar de ter sido avisado que a pizza de salame picante era muito picante, pedi na mesma. O resultado não foi muito agradável, e eu gosto bastante de comida picante... Tirando isso, as bruschettas eram boas, principalmente a de cogumelos, e os pratos de quem estava comigo eram todos muito bons.

Quanto ao preço, não é caro, tendo o almoço ficado a cerca de 15€ por pessoa, com garrafa de vinho, entradas e pratos principais.

Resta ainda sublinhar que tem uma excelente esplanada e que fica num sítio muito central e muito agradável, em pleno Chiado, num dos pátios desenhados pelo arquitecto Siza Vieira.


João


Morada:
Rua Garrett, nº 19 
Lisboa

Telefone:
213 421 500

27/04/2012

a nossa viagem a Espanha I

Como podem perceber por dois dos nossos textos (este, de Madrid e este, de Barcelona), já andámos por Espanha. O que vocês não sabem é que a viagem a Madrid e a primeira ida a Barcelona, em Agosto do ano passado, fizeram parte de um percurso mais longo, de carro, em terras vizinhas.

Esta viagem de quase 4500 quilómetros, começou a 8 de Agosto e terminou a 27. Se alguém que nos lê tiver disponibilidade e vontade para conhecer parte do centro e norte de Espanha, esta viagem é mesmo gira de se fazer, porque conjuga de tudo um pouco, desde grandes cidades a terras pequenas e aldeias perdidas no meio da montanha, a zonas de praia. Numa série de posts, vamos contar-vos como foi e onde fomos, sendo que os sítios mais giros terão depois direito a post individual. 

 A rota

A viagem começou em Madrid. Aliás, a viagem começou em Lisboa e a primeira paragem foi em Madrid, tendo sido o único ponto de paragem em que tínhamos marcado alojamento e, consequentemente, determinado o número de dias em que íamos ficar pela cidade. Chegámos a 8 e fomos embora a 11, pelo que depois anda fizemos quatro paragens antes de chegar até Barcelona.

    Madrid

Demos um salto a Albarracín (onde nasce o Tejo), na província de Aragão e seguimos até Teruel. Aí ficámos uma noite, num hostel mesmo em cima de um bar cujo chão estava coberto de cascas de amendoim. O quarto, com casa de banho privativa, era espaçoso e agradável, embora todo aquele cenário nos deixasse um pouco desconfortável: para além do senhor ter ficado durante um bocado com os nosso bilhetes de identidade guardados no balcão do tal bar, quando nos foi mostrar o quarto, num prédio antigo, com várias portas de madeira maciça, este estava cheio de moscas. Comentámos esse facto e à nossa frente fechou a janela e espalhou um spray insecticida. Quando entrámos no quarto, depois de lancharmos na esplanada de um pequeno café/restaurante, onde pedimos uma salada russa que não acabámos de comer (após termos entrado lá dentro e de nos termos apercebido do sítio onde estávamos), demos, claro, com as moscas mortas em cima da cama. 

    Albarracín

O João chegou mesmo a deixar uma cadeira encostada à porta, durante a noite. Fora do contexto, esta descrição pode parecer despropositada, mas a nossa aventura em Teruel começou cedo, mal chegámos. Vindos de uma cidade bem maior, aquele centro de Teruel com pessoas da terra e poucos ou nenhuns turistas, tornou o ambiente completamente diferente. O hostel por cima do bar, só frequentado por homens de aspecto duvidoso, levou-nos a dar asas à imaginação.

Durante um passeio já de noite, Teruel ganhou outro encanto. 

                    Teruel

(continua...)

Raquel e João

23/04/2012

receita - sopa de agriões e coentros

Tal como a Raquel, também fiz uma sopa para aproveitar os legumes que recebemos do Mercado Saloio (clicar para aceder ao post).

Esta sopa é muito simples de fazer e evidencia o bom sabor dos legumes, neste caso dos agriões (óptimos) e dos coentros. 

Ganha a sopa que tiver mais comentários e likes na página do facebook! A da Raquel está aqui (clicar para aceder ao post).

É preciso:

- azeite
- um molho de agriões
- 1 ou 2 batatas pequenas
- sal
- pimenta
- manteiga
- coentros (a gosto)

Num tacho, aquece-se um fio de azeite e juntam-se os agriões previamente arranjados e lavados. Tempera-se com um pouco de sal e pimenta.

Em seguida junta-se a batata em rodelas (muito fininhas para cozerem mais depressa), adiciona-se água a ferver (ligeiramente salgada), e dois ou três pedaços de manteiga. 

Quando as batatas estiverem cozidas desliga-se o lume, juntam-se os coentros e tritura-se tudo. Por fim rectificam-se os temperos.



João

receita - creme de cenoura e cominhos

Com os legumes do cabaz do Mercado Saloio (clicar para aceder ao post) fizemos sopas! Cada um de nós fez uma, em estilo de competição saudável (literalmente!). A minha é esta! Depois de verem a receita do João, podem dar o vosso palpite de qual terá ficado melhor!

Este creme de cenoura, aveludado, além de ser muito fácil de fazer, permite conjugar a simples receita de sopa de cenoura com outros temperos mais «atrevidos». O resultado é um creme macio, em que se sente o sabor tradicional da cenoura com um toque de especiarias, ideal para quem quiser experimentar algo diferente sem fugir muito àquilo a que está habituado.

É preciso:

- 7 cenouras grandes
- 3 a 4 cebolas baby (ou 1 cebola grande)
- 3 dentes de alho pequenos
- 1 batata grande
- água
- caldo de galinha
- cominhos
- mistura de pimentas
- sal
- azeite
- alho em pó
- noz moscada em pó
- natas

Começa-se por descascar as cenouras, batata, cebolas e alho e colocá-los numa panela, com um fio de azeite. Enquanto que na panela os legumes vão amolecendo, ferve-se água num recipiente à parte (numa panela ou numa chaleira). Os legumes devem ser cortados em pedaços pequenos para apressar a cozedura.

Depois de a água estar fervida, junta-se a mesma à panela (a quantidade de água deve ser suficiente para apenas cobrir bem os legumes), que deve estar em lume alto. Nesta altura dilui-se 1 caldo de galinha na panela e tempera-se com sal (a gosto, mas com atenção ao facto de que o caldo já contém algum sal).

Quando os legumes estiverem cozidos, desliga-se o lume e com uma varinha tritura-se tudo, até obter um creme, ainda um pouco espesso. Tempera-se com cominhos (poucos, pois têm um sabor muito activo), uma pitada de mistura de pimentas, alho em pó e um pouco de noz moscada.  Junta-se um pouco de água quente (caso a espessura do creme não esteja totalmente macia) e natas (quase 1 pacote dos quadrangulares, de cartão). 

Mistura-se e tritura-se novamente tudo com a varinha, até obter um creme aveludado.


Raquel





19/04/2012

novidades e sugestões - Mercado Saloio

O Mercado Saloio tem como slogan «A horta em sua casa.», e é verdade! Por telefone ou por email pode encomendar o cabaz da semana e recebe em casa, numa quarta ou quinta-feira (conforme a zona de residência - as entregas são em Lisboa, Oeiras, Cascais Sintra e Amadora, por enquanto), um caixote carregadinho de legumes e fruta!

O processo é muito simples, pode consulta na página de facebook  do Mercado Saloio (clicar para aceder à página) ou no blogue (clicar para aceder ao blogue) a composição do cabaz dessa semana, e encomendá-lo! O preço  tem sido de 13€, mas pode variar um pouco, de forma a adequar-se ao cabaz! Em algumas semanas, por mais 2,5€ também lhe trazem também pão saloio, cozido em forno de lenha, ou 2 kg de cebolas novas por 1,5€!

Esta é uma ideia óptima, porque além de ficar em conta (e não se esqueça que lhe trazem a horta a casa!), é ideal para quem não tem tempo para escolher estes alimentos no supermercado (ou para quem nem sequer tem tempo de ir ao supermercado de todo) ou para quem os encontra sempre em mau estado nos expositores.

Se estiver sem inspiração para utilizar os produtos que encomendou, não se preocupe: veja se temos alguma sugestão com esses ingredientes e o Mercado Saloio também partilha algumas receitas! 

Ontem chegou o nosso cabaz, com 1 couve coração, 1 alface, 1 abóbora menina,  750 gr de cenouras, 1 nabo, 1 molho de nabiças, 1 molho de agrião, 1 molho de coentros, 750 gr de pêra rocha biológica, 500 gr de maçã fuji biológica e 3 limões!


Aqui ficam algumas fotografias, depois de termos retirado tudo isto do caixote branco onde trazem o cabaz.



João e Raquel

18/04/2012

falta de tempo ou paciência? então nós ajudamos!

Pois é! Temos todo o gosto em ajudá-lo a encontrar um restaurante para jantar, ou um sítio agradável para passar uns dias de férias! 

Caso não tenha tempo, jeito ou paciência para procurar locais onde realizar uma refeição em grupo ou íntima, para comemorar alguma ocasião ou simplesmente porque lhe apetece, diga-nos o que procura que nós tentamos encontrar uma solução adequada.

O mesmo em relação a sítios para férias, explique-nos o que pretende, que faremos os possíveis para lhe apresentar hipóteses.

No final do processo, quem quiser contribuir com alguma quantia de forma a compensar a nossa ajuda, contribui. 

O nosso email é este lesbonsvivantsblog@gmail.com!


Raquel e João

17/04/2012

receita - gyudon

É bom experimentar e inventar na cozinha, adaptando receitas ou criando as nossas. Neste caso adaptei um prato japonês, o gyudon, para prato principal de um jantar cá em casa. Quem o comeu, diz que estava muito bom! 

Os ingredientes japoneses (mirin e vinagre de arroz) são fáceis de encontrar, visto serem muito utilizados para sushi

É preciso:

- bifes de vaca (neste caso utilizei da carne do acém redondo)
- sal grosso
- azeite
- molho de soja
- mirin (vinho de arroz)
- vinagre de arroz
- açúcar
- cebola
- arroz
- ovos

Em primeiro lugar prepara-se a carne, cortando em fatias o mais finas que se conseguir.
Tempera-se com sal e frita-se em azeite (esta primeira fritura é só para dar uma entaladela, a carne deve ficar muito mal passada). Reserva-se a carne.
Na mesma frigideira (para aproveitar os sucos libertados pela carne) junta-se molho de soja, mirin, vinagre de arroz, açúcar e sal. As quantidades são a olho, mas o importante é garantir equilíbrio entre os sabores, para que nenhum sobressaia demasiado. Deixa-se ferver e adiciona-se um pouco de água. Em seguida cozinha-se a cebola (laminada) neste molho.
Por fim junta-se a carne ao molho e cozinha-se até ficar no ponto desejado.
Acompanha-se com arroz branco e um ovo escalfado.

Apresentação:
A carne em cima do arroz com um ovo por cima (temperado com piri-piri e flor de sal). Quem quiser pode colocar um ramo de tomilho para dar aroma.




João

16/04/2012

viagens e sítios - Constância

No Ribatejo, mais propriamente no distrito de Santarém, fica Constância*, vila conhecida pela sua ligação a Camões (diz a História que lá viveu durante algum tempo), plantada à beira do Tejo e do Zêzere, sendo aliás o ponto de encontro dos dois rios.

Pacata e agradável, Constância é uma terra simpática para quem quiser descansar e passear, estando perto de outras terras bonitas do interior do país. 

Molhar os pés (ou mais!) no rio, de águas limpas e transparentes (mas muito frias), praticar turismo activo através da canoagem, ou simplesmente provar boa comida (as especialidades de peixe de água doce são variadas, e as carnes saborosas) são sugestões de  programas para quem quiser visitar a vila. 

No Verão há que ter cuidado, as temperaturas não fogem muito dos 35º e o calor torna-se insuportável. Aliás, esta é a grande causa de não termos fotografias decentes para vos mostrar: estávamos a derreter e com as mãos ocupadas a segurar garrafas de água! De noite vale a pena ir dar uma volta, o contraste da vila de dia e de noite é engraçado, e as ruas e ruelas ganham outro charme ao luar.

A oferta de restaurantes é variada. Embora o Trinca-Fortes apareça em vários guias, fomos lá e não viemos propriamente satisfeitos. O restaurante estava apinhado de gente, o que é um bom sinal, mas a comida pareceu-nos perfeitamente banal (talvez tenhamos tido azar com o que pedimos).

Adorámos ir a um pequeno restaurante em que nos serviram três saladas óptimas (russa, de polvo e de ovas), uma sopa de peixe muito boa, e onde fomos bem atendidos. Não me recordo do nome mas sei que fica numa rua perpendicular à Av. Das Forças Armadas: estando nessa avenida vira-se à esquerda imediatamente antes do Posto de Turismo, anda-se uns metros e do lado esquerdo está este restaurante. 

Ficámos instalados no Parque de Campismo, pequeno, cuidado e barato, mesmo junto à margem do rio, com boas sombras.


Raquel

* Fomos a Constância em Julho de 2011, e foi o ponto de partida de uma pequena viagem no Ribatejo e Beira Interior


11/04/2012

de regresso

Estamos de regresso a Lisboa e claro, ao blogue. Depois de uma óptima semana em viagem, voltamos aos posts! Assim que pudermos teremos sugestões para Londres! 



João e Raquel

05/04/2012

viagens e sítios - Dornes (Ferreira do Zêzere)

Dornes* é uma das freguesias do Município de Ferreira do Zêzere, no norte do Ribatejo. 

Em Dornes passámos uma tarde muito agradável e, com muita pena nossa, não pernoitámos neste recanto encantador, até porque há diversos locais onde ficar. O Turismo Rural, em que se inclui uma das casas onde fomos bater, explorada por um holandês e um português, a Casa Wladival (clicar para aceder ao website), é uma das hipóteses de escolha, a par das residenciais e pensões.

Tivemos oportunidade de desfrutar de uma paisagem linda e de dar um mergulho no Zêzere, num praia fluvial onde se estava muitíssimo bem. O rio aos nossos pés, com as margens repletas de vegetação, torna este local absolutamente maravilhoso.

Não há muitas palavras para descrever Dornes e temos pena de não ter ficado mais tempo para vos contar pormenores ou fazer sugestões, por isso algumas das nossas fotografias, de certeza que ficam com vontade de conhecer!

* Fomos a Dornes em Julho de 2011, tendo sido uma paragem na nossa viagem pelo Ribatejo e Beira Interior. 


Raquel




03/04/2012

truques e dicas - escalfar ovos

Escalfar um ovo é muito simples, mas com um ou dois pequenos toques, pode ficar muito melhor.

Pode juntar um pouco de vinagre à água e deixar ferver, só reduzindo o lume na altura de colocar o ovo.


Se abrir o ovo para uma tigela antes de o deitar na água reduz, em muito, a probabilidade de a gema rebentar.

Para que este fique mais concentrado, o truque é fazer girar a água antes de o colocar. Desta forma a clara e a gema tendem a concentrar-se, devido à rotação da água.

No final, para interromper a cozedura do ovo e este ficar no ponto certo, passá-lo por água fria.

Pode-se, por fim, temperar com um pouco de sal e pimenta.


João

02/04/2012

de viagem

Daqui a sensivelmente seis horas embarcamos para Londres, onde vamos ficar até dia 10! Tencionamos vir de lá com boas sugestões e conselhos para quem visitar a cidade. 

Sempre que for possível damos um salto aqui no blogue e no nosso facebook, até porque deixámos uns textos preparados para vocês.

Beijinhos e abraços!

Raquel e João

29/03/2012

receita - sopa de tomate com ovo escalfado

Esta receita tem um significado especial: era (e continua a ser, felizmente) o meu prato favorito em casa da minha avó, aquele que me faziam no dia de anos ou em ocasiões especiais.
Deixo-vos então a receita, que não é igual à da minha avó mas sim a minha versão:

É preciso:

- cebola
- azeite
- açúcar
- tomate pelado em lata
- tomate (a mesma quantidade que o de lata)
- sal
- pimenta
- água
- ovos
- óregãos

Começa-se por cortar a cebola em pedaços, pelar o tomate, retirar-lhe as sementes e cortá-lo também em pedaços.
Refoga-se a cebola em azeite e, quando começar a ficar transparente, junta-se um pouco de açúcar (cerca de uma colher de chá ou mais, se os tomates forem muito ácidos).
Depois junta-se o tomate (em lata e o natural) ao refogado e deixa-se cozinhar por uns minutos.
Em seguida junta-se água previamente aquecida, sal e pimenta (a gosto) e deixa-se ferver. 
Para terminar tritura-se tudo com uma varinha mágica e rectificam-se os temperos.

No momento de servir, escalfa-se um ovo por pessoa (mais tarde publicaremos um post sobre este assunto).

Apresentação:

Num prato fundo, o ovo ao centro com pimenta por cima, um fio de azeite e uma pitada de óregãos para aromatizar.



João

27/03/2012

novidades e sugestões - Lisboa a pé (e a pedais)

A Lisbon Walker (clicar para aceder ao website) - uma equipa de vários guias - em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, criou um baralho de cartas (52, para ser mais precisa) com diversos percursos que se podem fazer pela cidade de Lisboa, a pé ou de bicicleta.

Com um design apelativo e de uma forma muito prática, esta ideia original pode perfeitamente ajudar a viver a nossa cidade de uma outra forma, ou servir de guia para turistas (existem em versão portuguesa e inglesa). 

Num dos lados a carta tem um percurso, desenhado num pequeno mapa, indicando a duração (que vai de 2 horas a 1 dia), o grau de dificuldade e o tipo de trajecto (se apropriado para ir apenas a pé, de bicicleta ou das duas formas). No outro lado, é-nos contada a história abreviada das zonas e temas do percurso. 

Custa 15€ na versão em português e 18€ em inglês. O baralho, com o mesmo número de cartas que os  fins-de-semana que há ao longo do ano (52), pode ser encontrado em livrarias ou encomendado através de email (info@lisbonwalker.com

Parece-me indicado para aqueles fins-de-semana em que se está sem ideias sobre o que fazer: tira-se uma carta do baralho e de repente já se tem programa!


Raquel





26/03/2012

receita - tarte de limão, lima e chocolate

Esta sobremesa é uma adaptação da tarte de limão e chocolate da Leonor de Sousa Bastos, e das suas flagrantes delícias (clicar para aceder ao website).

Embora a ideia inicial fosse cumprir a receita à risca, acabei por alterar dois pormenores e aldrabar os tempos (não de forno, mas os de refrigeração da massa) - ainda assim correu bem, tendo em conta que sou muito pouco dada a doces! 


Para a massa da tarte é preciso: 

- 175 gr de farinha de trigo (sem fermento)
- 25 gr de cacau em pó
- 25 gr de açúcar
- 125 gr de manteiga fria aos cubinhos
- 1 gema grande
- 2 colheres de sopa de água fria
- uma pitada de sal
- 75 gr de chocolate ralado (eu utilizei apenas 55 gr,  deixei alguns pedacinhos inteiros também)

Misturar a farinha, cacau em pó, açúcar e sal. Juntar a manteiga aos cubinhos e amassar, com os dedos, como se fizéssemos migas. Juntar depois a gema e a água. Misturar bem até se obter uma massa homogénea. Proteger a massa com película aderente e refrigerar durante uma hora (a aldrabice número 1 foi aqui: como estava com pouco tempo, refrigerei a massa apenas meia hora e no congelador! Quando a tirei estava dura de mais, mas com o calor das mãos foi ganhando forma).

Estender a massa, pô-la na tarteira (que deve ter uns 23 cm de diâmetro) e picar com um garfo. Refrigerar mais duas horas (aldrabice número 2: refrigerei novamente no congelador e durante uns 45 minutos, apenas).

Pré-aquecer o forno a 200º C. Tapar a massa com papel de alumínio e colocar pesos em cima, para que não levante, e colocar no forno por 15 minutos. Retirar, deitar fora o papel de alumínio, baixar o lume para 170º C e levar ao forno por mais 5 minutos.

Retirar do forno, espalhar o chocolate ralado e deixar arrefecer (não usei o chocolate ralado todo, nem usei chocolate de cozinha, usei o de leite da Nestlé, deitei uns dos pedacinhos maiores também).


Para o recheio é preciso:

- 150 ml de sumo de limão e lima:
    3 limões, 3 para as raspas e 2 para o sumo
    1 lima, para as raspas e para o sumo (a receita original é apenas com limão)
- 150 gr de açúcar
- 4 ovos grandes
- 150 ml de nata espessa (usei as natas frescas, dos pacotes de plástico)
- restante chocolate ralado e pedacinhos (a receita original não inclui esta parte)

Misturar o sumo de lima e limão, as raspas e o açúcar e bater. Incorporar os ovos as natas, aos poucos, sempre a bater. Acrescentar o restante chocolate.
Verter sobre a base de chocolate, já arrefecida, e levar ao forno durante 50 minutos.
Julgo que há um truque para que a superfície não fique com bolhinhas, não tenho a certeza se será este, lido no site da Leonor: «bater com a forma sobre a mesa para evitar borbulhas de ar» - antes de levar ao forno.

Deixar arrefecer para desenformar, servir frio e cobrir com açúcar em pó (óptimo para disfarçar as tais bolhinhas).

Como podem ver pelas fotografias, ficou com bom aspecto. Se tivesse tido mais cuidado, jeito e prática, a massa tinha ficado melhor estendida e melhor colocada na tarteira. Parece-me também que a minha tarteira é maior do que o suposto (não a medi), uma vez que a tarte podia ter ficado mais alta. A consistência da minha massa não deve ser a suposta, é meia quebradiça como se fosse bolacha, e deve ter que ver com os tempos de refrigeração que não cumpri.





Raquel

22/03/2012

restaurante - A Fonte (o melhor arroz de polvo do mundo)

Os restaurantes são conhecidos pelos mais diversos motivos, por terem ementas exóticas, por serem espaços originais e experimentais, pela decoração, pelo preço ou pelos seus chefs. Há também restaurantes cuja fama provém de um só prato.

Um desses casos é o restaurante A Fonte, em São Pedro de Moel, perto da Marinha Grande.

Apesar d' A Fonte ter uma ementa variada, com peixe fresco, alguns pratos de carne e um bom arroz de tamboril, tem algo muito melhor do que isso tudo. Tem um prato que é o prato dos pratos! A Fonte serve o melhor arroz de polvo do mundo!

Por 20€, este restaurante serve uma dose generosa para duas pessoas, num recipiente de barro. O arroz de polvo, que chega à mesa ainda a ferver, é divinal, com os temperos certos e a cozedura do polvo sempre no ponto. Com vinho branco a acompanhar é garantida uma refeição muitíssimo agradável, sendo que depois é possível dar um passeio por São Pedro de Moel, uma zona de praia  muito bonita e com muita personalidade, da qual haveremos de escrever.

Apesar de o restaurante não ter a seu favor o espaço e a decoração, todos os aspectos menos positivos são imediatamente esquecidos quando, meia hora depois de pedir (quem tiver pressa pode pedir com antecedência), chega à mesa o arroz de polvo, o melhor do mundo!


João e Raquel


Morada:
Praça Afonso Lopes Vieira, nº5
São Pedro de Moel
2430-504 Marinha Grande

Telefone:
24 459 94 79