Como podem perceber por dois dos nossos textos (este, de Madrid e este, de Barcelona), já andámos por Espanha. O que vocês não sabem é que a viagem a Madrid e a primeira ida a Barcelona, em Agosto do ano passado, fizeram parte de um percurso mais longo, de carro, em terras vizinhas.
Esta viagem de quase 4500 quilómetros, começou a 8 de Agosto e terminou a 27. Se alguém que nos lê tiver disponibilidade e vontade para conhecer parte do centro e norte de Espanha, esta viagem é mesmo gira de se fazer, porque conjuga de tudo um pouco, desde grandes cidades a terras pequenas e aldeias perdidas no meio da montanha, a zonas de praia. Numa série de posts, vamos contar-vos como foi e onde fomos, sendo que os sítios mais giros terão depois direito a post individual.
A rota
A rota
A viagem começou em Madrid. Aliás, a viagem começou em Lisboa e a primeira paragem foi em Madrid, tendo sido o único ponto de paragem em que tínhamos marcado alojamento e, consequentemente, determinado o número de dias em que íamos ficar pela cidade. Chegámos a 8 e fomos embora a 11, pelo que depois anda fizemos quatro paragens antes de chegar até Barcelona.
Madrid
Demos um salto a Albarracín (onde nasce o Tejo), na província de Aragão e seguimos até Teruel. Aí ficámos uma noite, num hostel mesmo em cima de um bar cujo chão estava coberto de cascas de amendoim. O quarto, com casa de banho privativa, era espaçoso e agradável, embora todo aquele cenário nos deixasse um pouco desconfortável: para além do senhor ter ficado durante um bocado com os nosso bilhetes de identidade guardados no balcão do tal bar, quando nos foi mostrar o quarto, num prédio antigo, com várias portas de madeira maciça, este estava cheio de moscas. Comentámos esse facto e à nossa frente fechou a janela e espalhou um spray insecticida. Quando entrámos no quarto, depois de lancharmos na esplanada de um pequeno café/restaurante, onde
pedimos uma salada russa que não acabámos de comer (após termos
entrado lá dentro e de nos termos apercebido do sítio onde estávamos), demos, claro, com as moscas mortas em cima da cama.
O João chegou mesmo a deixar uma cadeira encostada à porta, durante a noite. Fora do contexto, esta descrição pode parecer despropositada, mas a nossa aventura em Teruel começou cedo, mal chegámos. Vindos de uma cidade bem maior, aquele centro de Teruel com pessoas da terra e poucos ou nenhuns turistas, tornou o ambiente completamente diferente. O hostel por cima do bar, só frequentado por homens de aspecto duvidoso, levou-nos a dar asas à imaginação.
Durante um passeio já de noite, Teruel ganhou outro encanto.
(continua...)
Raquel e João




