18/06/2012

receita - queques de chocolate de leite recheados de mais chocolate

Para fazer estes queques adaptei uma receita da Avó do João, de um bolo, e decidi colocar a massa em formas de queque. A quantidade de massa que fiz deu precisamente para 12 queques. 

É preciso:

- 150 g de açúcar
- 3 ovos
- 75 g de chocolate de leite
- 75 g de manteiga
- 75 g de farinha (pode ser a para bolos)

Derreter o chocolate com 1 colher de água e juntar a manteiga e depois o açúcar. Mexer bem, deixando o açúcar dissolver-se e retirar do lume (que deve estar no mínimo). Bater bem.

Aquecer o forno no máximo.

Separar as gemas das claras e juntar as gemas à massa. Bater as claras em castelo, adicioná-las à massa, alternando com a farinha. Bater tudo muito bem. 

Para não ter de untar as formas e depois desenformar os queques, pode colocar as formas de papel dentro das formas metálicas ou nos tabuleiros já para esse efeito, e verter a massa directamente para as formas de papel.  Tenha atenção para não as encher até cima, uma vez que a massa vai crescer.

Colocar no forno com a temperatura regulada para os 170º C. Deixar cozer até que tenham crescido e um palito saia seco ou muito pouco húmido.

Enquanto os queques estão no forno, pode ir preparando o ganache de chocolate.

- 240 g de chocolate de leite
- metade da quantidade em natas (com menos soro possível, para que não fique demasiado líquido) - 120 g
- 1 colher de chá de manteiga
- 1 pitada de sal

Aquecer as natas sem as deixar ferver, juntar o chocolate em pedaços e mexer. Juntar a manteiga e uma pitada de sal.

Retirar os queques do forno, deixar arrefecer e, quando estiverem frios ou quase frios, abrir uma tampinha com a ponta de uma faca, mas sem ser demasiado funda. Rechear com o ganache de chocolate e fechar novamente. 




Improvisar um saco de pasteleiro (ou se tiver um, usá-lo): num copo colocar um daqueles sacos transparentes pequenos, de conservação, e dobrar as bordas para fora. Verter para lá o chocolate (que deve estar mais grosso - vai engrossando à medida que arrefece), direccionando o mesmo para um dos cantos do saco. Apertar bem e cortar uma pontinha do canto, por onde sai o chocolate.




Apresentação:

Cobrir os queques. Se repararem, os queques do lado direito e esquerdo estão ao contrário. Como a tampa que abri foi demasiado funda, chegando até ao papel, tive de retirar a forma de papel, pois estavam ensopados de chocolate por baixo.




Raquel

14/06/2012

novidades e sugestões - Aqueduto de Vozes Livres

Se estiverem com vontade de um programa nocturno diferente, que não envolva (apenas) cinema, teatro ou bares, esta sugestão, no âmbito das Festas de Lisboa, parece ser bastante interessante. 

Conciliando música e arquitectura, o programa do Aqueduto de Vozes Livres (clicar para aceder ao website) procura dar a conhecer um espaço pouco habitual, proporcionando aos que lá forem uma experiência musical fora do comum.

O programa tem início às 21:30h e repete-se em mais dias de Junho, para além de hoje. 

O acesso é livre! 

(http://www.festasdelisboa.com/?t=event&date=2012-06-14&id=144)



João e Raquel

12/06/2012

restaurante - Taverna do Palaio

Este fim-de-semana fizemos uma descoberta bastante agradável. Depois de várias idas a Leiria e de muita indecisão quanto a restaurantes a experimentar na zona, arriscámos ir sem rumo marcado e batemos na porta certa.

A Taverna do Palaio (clicar para aceder à página de facebook), no centro de Leiria, conjuga dois aspectos essenciais para uma refeição agradável: o espaço e a comida.

Assumindo-se como uma casa de fado&wine, a Taverna do Palaio apresenta uma lista de petiscos completa, dos que não podem faltar na ementa de um espaço que se intitula de taverna: queijos, enchidos (morcela de arroz, farinheira, chouriço, alheira), moelas, pica-pau, salada de ovas, etc. A lista fica completa com pratos quentes, sobremesas, e uma carta de vinhos, a copo ou garrafa, com nomes mais banais e outros mais apelativos.

Optámos por uma mista de queijos, que poderia ter mais qualidade; uma farinheira, enorme e sem ponta de gordura; e uma salada de ovas deliciosa. Dividimos um prato, peito de pato com laranja, que talvez não tenha sido a melhor opção. Pareceu-nos que não foi cozinhado da maneira adequada, estava um pouco chamuscado por fora e tinha falta de tempero. O arroz que acompanhava o pato, por outro lado, era muito bom! As outras opções seriam um bife de três pimentas, alho francês à brás, açorda de bacalhau, entre outros.

A sobremesa foi uma agradável sugestão que não estava na lista: pudim abade de priscos caseiro acompanhado de uma espécie de glacê de frutos vermelhos, cuja combinação de sabores equilibrava bastante o doce e o ácido.

É de sublinhar a generosidade das doses!

A taverna é espaçosa, procurando através da decoração de tons escuros e da luz ténue envolver-nos num ambiente intimista que convida a conversar e demorar.

As noites de fado são um atractivo da casa, muito embora não tenhamos ido em dia de espectáculo.

O atendimento é simpático e nada demorado, caindo um pouco na informalidade e à vontade, que parecem estar na moda em locais do género.

O preço é adequado, rondando os 15 € por pessoa, sendo que o que encarece o jantar é pedir uma garrafa de vinho.



Raquel



Morada:
Rua Barão Viamomente (Rua Direita), nº 48
2400-261 Leiria

Telefone:
91 322 59 40

08/06/2012

por aqui já cheira a Verão...

O motivo pelo qual andamos meio caladinhos, é bom! Estamos numas mini-férias/trabalho em casa, no sítio para onde vimos sempre que podemos: São Pedro de Moel. 

Temos mesmo de aproveitar, tem estado bom tempo! 


João e Raquel

Um passeio pelo pinhal, sempre agradável!

A vista para a praia.

Banhos de sol no terraço.

05/06/2012

receita - salmão grelhado com ervilhas esmagadas

Mais uma receita saudável! Peixe grelhado com ervilhas. 

É certo que o salmão é um peixe gordo, mas eu não sou extremista no que toca a dietas. Assim, deixo-vos mais uma receita saudável e muito saborosa:

É preciso:

- lombos de salmão
- 1 ou 2 laranjas
- sal grosso
- pimenta preta
- azeite
- 5 ou 6 folhas de hortelã
- ervilhas
- courgette

Com umas horas de antecedência (de preferência) deixa-se o salmão numa marinada com sumo de laranja, sal, pimenta preta e um fio de azeite. Mantém-se no frigorífico até ao momento de grelhar.

Num tacho com água a ferver e um pouco de sal grosso juntam-se as folhas de hortelã e as ervilhas. Deixa-se cozinhar cerca de 7 minutos. Retiram-se do lume, escorre-se a água e esmagam-se. Eu utilizo o pistilo (a wikipedia diz que é assim que se chama a parte que esmaga do almofariz) para as esmagar directamente no tacho, mas qualquer outro método é válido. Não devem ficar demasiado desfeitas para manterem alguma textura. Podem ser finalizadas com uma pitada de pimenta e um fio de azeite.

Grelha-se o salmão pouco tempo de cada lado, para que fique mal passado (para mim, que gosto de sashimi, é como o salmão fica melhor).

Pode ainda ser acompanhado com umas fatias de courgette grelhadas e temperadas com sal e pimenta.

Apresentação:

O salmão por cima das ervilhas.


João


31/05/2012

viagens e sítios - Hotel Medium Cortezo (Madrid)

Quando visitámos Madrid, em Agosto, tendo sido a primeira paragem na viagem de três semanas por Espanha, fizemos uma descoberta fantástica: o Hotel Medium Cortezo (clicar para aceder ao website). Bem no centro da cidade e com um preço acessível, sobretudo tendo em conta a localização e a época (fui consultar novamente o preço por noite e julgo que aumentou 10€)! 

Sugiro que quem quiser visitar a cidade e esteja sem tempo para procurar alojamento ou não tenha conhecimento de um hotel tão central e com uma relação qualidade-preço tão simpática, que se decida pelo Cortezo. 

Está a apenas uns minutos a pé da Puerta del Sol, o que significa que não fica longe de muitos outros locais de interesse, estando também próximo de transportes. O pequeno-almoço (que pelo que percebemos na altura, ficava mais barato se não incluído no preço por noite, e pago à parte) era (e ainda deve ser) bastante completo e com qualidade: sumos, leite, café, fruta, queijo (manchego incluído), vários tipos de pão, croissaints, chourição, presunto, bacon, ovos mexidos, cereais, bolinhos, etc.)

Os quartos são espaçosos, o mobiliário simples, de linhas rectas, a atirar para o moderno, as casas-de banho também são espaçosas. Estava tudo limpo, e não tivemos qualquer problema no que toca a este aspecto.

O hotel tem ainda um terraço, a que chamam solário, no último piso, para quem quiser apanhar banhos de sol ou, caso seja no pico do Verão, apanhar uma insolação ou escaldão.

Na recepção é possível pedir um cacifo/cofre, que disponibilizam para guardar objectos valiosos ou dinheiro, sem nenhum custo adicional. 

O único contratempo que tivemos e o único defeito que apontamos tem que ver com o estacionamento privado (pago). Aliás, aconselhamos a quem levar carro e aqui ficar instalado, a ter atenção no momento do check-out.

Eles oferecem-se para estacionar o carro, e a chave fica na recepção, até aqui tudo bem. Apercebemo-nos, quando fomos ao carro buscar uma coisa, do motivo pelo qual são eles a estacionar: a garagem é mínima e os lugares bem apertados (exceptuando uns poucos para jipes e carros maiores). Tão pequena é a garagem que o carro estava destravado, por forma a que eles o conseguissem «ajeitar». 

Nada disto seria um problema se na altura de ir embora não tivesse reparado num risco na maçaneta da porta. Como já tínhamos reclamado do tamanho da garagem, sem qualquer entrave ofereceram-nos o estacionamento dos dias todos.

De resto, impecável!


Raquel

28/05/2012

receita - crumble de pêra

Esta sobremesa, muito fácil de fazer, é boa tanto morna como fria e, preferencialmente, acompanhada de um gelado de baunilha ou nata. É ideal para 5 a 6 pessoas.

É preciso:
- 5 pêras rocha
- 90g de farinha de trigo
- 80 g de açúcar branco triturado
- 110 g de manteiga com sal amolecida
- 5 bolachas de aveia (digestivas) - inspiração retirada da receita de crumble da Leonor de Sousa Bastos (clicar para aceder ao seu website)
- pau de canela ou canela em pó

Ligar o forno a 180ºC, descascar as pêras e cortá-las em cubos. Numa trituradora colocar o açúcar e triturá-lo, de forma a que fique mais fino. Juntar a farinha, as bolachas e 1/4 de pau de canela e triturar tudo. 

Ao preparado juntar a manteiga amolecida (sem estar quente), líquida ou em cubinhos e amassar com as mãos, até obter uma massa granulosa.

Numa tarteira colocar a pêra aos pedaços e cobrir com a massa.


Levar ao forno durante cerca de 25 minutos.


Apresentação:

Numa taça, por cima de uma bola de gelado.




 Raquel

24/05/2012

truques e dicas - chás: as temperaturas ideais e o tempo adequado

Esta imagem resume tudo. 

(http://ilovecharts.tumblr.com/post/17778539094/tea-time)


A conversão das temperaturas para graus Celsius:

149 = 65º C
158 = 70º C
167 = 75º C
176 = 80º C
185 = 85º C
210 = 99º C


Raquel

23/05/2012

receita - bife de vaca grelhado com courgette e ervilhas


Apresento-vos aquele que foi o meu almoço um destes dias. Apesar de simples e bastante saudável, é um prato muito saboroso.

É preciso:

- ervilhas
- sal grosso
- courgette
- azeite
- bife de vaca (carne branca é melhor para a dieta, mas aproveitei uns bifes que tinha)
- pimenta preta
- flor de sal

Cozem-se as ervilhas em água com um pouco de sal (cerca de 8 minutos). 
Aquece-se a grelha. Entretanto corta-se a courgette em fatias de 1cm e tempera-se com sal e um fio de azeite.
Grelha-se a courgette e grelha-se o bife. 
 
Tempera-se tudo com pimenta preta moída no momento e o bife com flor de sal.
Pode ainda deitar-se um fio de azeite (mas pouco, por causa das calorias!).





João

22/05/2012

é por esta altura do ano que começam as dietas...

A pedido de muitas famílias, que pretendem passar algum tempo de qualidade na praia, sem terem de sofrer horrores com a abominável imagem do meu corpo, decidi iniciar uma dieta.

O primeiro passo foi o mais óbvio: deixar de comer.

Andei um dia inteiro a saladas e queijo fresco e o resultado, como devem calcular (eu não calculei), foi sentir-me mal, com dores de cabeça e quase a desmaiar. Só ao jantar é que comi qualquer coisa consistente.

Segundo dia, o mesmo objectivo, estratégia diferente. Com a ajuda da Raquel, que depois de consultar alguns sites e de estudar bem a matéria (nestas coisas as mulheres são mais inteligentes do que os homens...), me orientou para uma alimentação equilibrada e saudável. Coisa que ela não faz, diga-se de passagem...

Em suma, aquilo que tenho vindo a fazer de há uma semana para cá, é tomar cinco refeições por dia, com alimentos variados de todos os grupos alimentares e em quantidades controladas. Para além de reduzir ao mínimo os alimentos demasiado calóricos e as gorduras excessivas.

Mas há uma importantíssima excepção: ficou decidido que ao fim-de-semana posso portar-me mal! O que significa que vou continuar a poder comer boas comidas, bons petiscos e a cozinhar boas receitas que não se enquadrem nas regras dietéticas.

O desafio que se me coloca agora, é o de cozinhar bons pratos, com muito sabor, mas que não saiam dos limites que a dieta me impõe!

Por isso, mais logo espreitem a receita que vos vou deixar aqui, que vai estrear as «receitas saudáveis»!



João

21/05/2012

novidadades e sugestões - O Bolo da Marta

Alguns de vocês já terão ouvido falar d'O Bolo da Marta, projecto que teve início com uma página de facebook (clicar para aceder à mesma) lançada na mesma altura em que nós estreámos este blogue.

A Marta tem tido imenso sucesso e merece-o. Aos poucos foi ganhando visibilidade através da página que, de dia para dia, conquista mais seguidores, ora para se deliciarem com as fotografias dos suspiros cobertos, ora para elogiarem os mesmos, depois de os terem provado.

Quatro meses após o lançamento do projecto, a Marta inaugurou na sexta-feira o seu espaço no 1º andar da Livraria Ler Devagar, no LX Factory. Eu fui lá e, claro, provei duas miniaturas dos seus suspiros, uma de base branca com cobertura de limão e sementes de papoila e outra de base de chocolate, coberta de chocolate e avelã. 

Os suspiros, tal como devem ser, derretem-se na boca, dando-nos a sensação de estar a comer uma nuvem de sabor!

Seja em tamanho mini ou grande, os suspiros da Marta vieram para ficar. São bolos diferentes dos que nos habituámos a ver (e comer), de uma simplicidade graciosa que os torna adequados para as mais diversas ocasiões. É possível pedir que o bolo seja personalizado, sendo que pode ainda decidir a combinação entre a base branca ou de chocolate com as várias coberturas possíveis. Para além dos bolos em si, a Marta tem também os estaladiços e os potes de bolo esmigalhado.

A possibilidade de desfrutar destes bolos no espaço da Livraria Ler Devagar, acompanhando-os com sumos ou cocktails igualmente saborosos, é a cereja no topo do bolo.  O sítio é muitíssimo agradável, não só pela estrutura do edifício que é original, mas também devido ao facto de estar rodeado de livros. É ideal para lanchar ou ir beber um copo, onde dá vontade de ficar à conversa, entre suspiros.



Raquel


Morada:
Livraria Ler Devagar
LX Factory
Rua Rodrigues Faria, 103
1300 Lisboa



17/05/2012

restaurante - Lateral

Não foi difícil optar pelo restaurante Lateral* (clicar para aceder ao website), em plena Plaza de Santa Ana, em Madrid. A oferta de restaurantes era muita, mas nenhum tinha uma fila de espera tão grande para ocupar as mesas da esplanada (e acreditem que, na maioria das vezes, este é o melhor sinal para escolher onde comer, quando se está indeciso). 

Embora seja uma cadeia de restaurantes, o Lateral oferece comida simpática, num espaço agradável. Se da primeira vez que fomos ficámos na esplanada, a desfrutar da noite quente de Verão, da segunda decidimos ficar no espaço interior, também cheio de gente.

A decoração, à semelhança do próprio lettering do nome do restaurante, é de linhas rectas e aquilo que se pode denominar de moderna, com tons sóbrios.

Sumariamente, o Lateral é um restaurante fancy para se comer pinchos, que são bons e com um toque gourmet. Vale a pena pedir o menu de degustação de pinchos para provar mais variedades, sobretudo se não se souber bem o que escolher. 

Da segunda vez que fomos optámos  por uma morcela de Burgos com os afamados pimentos de Padrón e uns mini hambúrgueres com uma redução de Pedro Ximénez.

Chamamos a atenção, por bons motivos, para um creme frio maravilhoso, de melão com pedaços crocantes de presunto e, por maus motivos, para a tarte de limão, que foi a pior decepção!

Convém notar que tendo em conta o conceito e a comida, os preços são bastante simpáticos, com petiscos e pratos a variar entre os 3€ e os 9€. 



Raquel 

* Fomos ao Lateral em Agosto de 2011

15/05/2012

receita - salada de massa com atum e ovo com molho fresco

Receita simples e saborosa, indicada para dias mais quentes! Adaptada do livro de Gunter Beer e Patrik Jaros, A Enciclopédia da Culinária.

É preciso:

- massa (penne, ou outra à escolha)
- atum
- ovos
- cebolas novas (ou outro tipo, embora as novas tenham um sabor mais agradável quando cruas)
- iogurte natural
- maionese
- mostarda
- mel
- sal fino


Ferver água, colocar um pouco de sal grosso e cozer a massa. À parte, ferver mais água a fim de cozer os ovos (durante 7 minutos, para que a gema fique ligeiramente húmida).

Misturar a massa (passar por água fria depois de cozida e escorrida), o atum, a cebola picada em pedaços pequenos e os ovos cozidos grosseiramente cortados (também depois de arrefecidos  em água fria, antes de retirar a casca).

Para fazer o molho, juntar 1 iogurte natural e quase a mesma quantidade de maionese (um pouco mais), ir mexendo e acrescentando a mostarda, sal fino, e um pouco de mistura de pimentas, de forma a que o sabor do iogurte se sinta, mas sem ser demais. Para o molho ficar bom, convém ir provando de forma a perceber se é necessário equilibrar os sabores. 

Juntar o mel, sempre em quantidades pequenas, e mexer bem (se o mel não for muito refinado e estiver mais grosso, convém mexer mesmo bem para que não se acumule no fundo do molho e aí fique demasiado doce).

É suposto que o molho fique amarelo claro, embora a cor dependa da qualidade da mostarda e maionese. As quantidades de sal, mostarda e mel devem ser acrescentadas aos poucos, e dependem do gosto de cada um. 


Apresentação:

Servir a massa fria com o molho também frio por cima. Como podem ver, acrescentámos estragão no fim.  



Raquel 






14/05/2012

a nossa viagem a Espanha II

Antes de chegarmos a Barcelona ainda fizemos mais três paragens por terras pequenas no interior de Espanha. A primeira das três foi em Molinos, uma lufada de ar fresco no nosso percurso, quer pelo sítio, quer pelo facto de aí termos comido muito bem e por muito pouco dinheiro, num restaurante castiço na Plaza Mayor, uns calamares e umas espetadas de carne saborosas, para além de umas entradas simpáticas. Nessa mesma praça visitámos a Igreja Paroquial e demos uma volta na zona. 

                     
Molinos


Foi sensivelmente a partir desta altura que começou a nossa «caça aos abutres», que sabíamos existir em grande número nesta zona. Passámos em Valderrobres, outra terra pequena com marcas da época medieval, mas foi em Embalse de la Peña que parámos antes de chegar à Catalunha. Foi também nessa pequena terra que vimos os procurados abutres e colhemos e comemos amoras silvestres em arbustos à beira da estrada.



 Embalse de la Peña


No dia 12 de Agosto chegámos então à Catalunha já de noite,  optámos por não ir procurar sítio para ficar em Barcelona porque além de estarmos cansados, era tarde e não nos queríamos perder dentro de uma cidade tão grande. Pelos arredores, demos de caras com Tarragona, que de noite e com todo o cansaço nos pareceu simplesmente horrível, mas também devido ao facto de termos passado apenas por uma mega zona industrial.  Decidimos avançar um pouco mais e acabámos por passar a noite em Sant Andreu de La Barca, a cerca de 15 km de Barcelona, também numa zona industrial, num hotel da cadeia Ibis, que nos soube pela vida, tal era o desespero de dormir!


(continua...)

 Raquel e João

A primeira parte da viagem pode ser lida aqui (clicar para aceder ao post).

09/05/2012

restaurante - De Castro Elias

O chef Miguel Castro Silva é sinónimo de boa cozinha portuguesa moderna, cheia de sabor e cozinhada com imenso cuidado e rigor. O De Castro Elias (clicar para aceder ao website) é o restaurante de petiscos deste chef e, como não podia deixar de ser, é óptimo!

O espaço está bem arranjado, com traços minimalistas e pouca decoração, com o branco como elemento principal. A mim não me incomoda especialmente, mas a Raquel considera o espaço demasiado pequeno, sobretudo tendo em conta que não tem janelas.

Quanto à comida, o conceito do restaurante é o petisco, numa lógica de partilha. O ideal é pedir dois ou três petiscos «para picar» (como diz na ementa) e um ou dois pratos quentes para partilhar.

Dos petiscos destaco a morcela da Beira com maçã e cebola, os pipis de fígado, os mexilhões no forno e os ovos mexidos com enchidos e pão frito.

Quanto aos pratos quentes, o arroz de vitela com cogumelos (malandrinho, com um caldo óptimo) é excelente, e o arroz de polvo «provençal", apesar de não ser o melhor do mundo, também é muito bom.

Para terminar a refeição aconselho o bolo de chocolate sem farinha ou o gratinado de maçã com gelado de baunilha.

A lista de vinhos é pequena, apresentando uma escolha de vinhos bons e pouco conhecidos. Já lá fiz duas descobertas fantásticas, o Altas Quintas Crescendo e o Tapadinha Reserva.

Se com os petiscos que falei vos deixei com água na boca e vontade de lá ir, a única coisa que falta referir é o preço que, com vinho, geralmente ronda os 20€ por pessoa.


João


Morada:
Av. Elias Garcia, 180 B
1050-103 Lisboa
GPS: N 38º 44' 19.00" W 9º 9' 7.44"

Telefone:
21 797 92 14

08/05/2012

receita - cenouras à algarvia

Muito simples e saborosas, as cenouras algarvias servem na perfeição como entrada para ir petiscando enquanto se bebe um copo de vinho ou uma cerveja, ou até mesmo  como acompanhamento de pratos de peixe.

É preciso:

- cenouras
- alho
- salsa
- cominhos
- flor de sal
- azeite
- vinagre de vinho branco

Corta-se as cenouras em fatias finas e coze-se em água com um pouco de sal até se conseguir que um garfo as fure (pouco cozidas).

Em seguida arrefece-se rapidamente em água fria e coloca-se numa tigela. Tempera-se com alho e salsa picados, cominhos, flor de sal, azeite e vinagre de vinho branco.

Deixa-se a marinar no frigorífico e serve-se frio.




João

06/05/2012

viagens e sítios - Londres

Escrever sobre Londres* é uma tarefa complicada. Descrever a cidade, mais ainda. Sabem aquela sensação de acabar de conhecer alguém e parecer-nos que conhecemos essa pessoa há anos? É isso que se passa com Londres. É uma cidade que todos conhecemos, ainda que nunca lá tenhamos ido.

Nada nos surpreende verdadeiramente, apesar de cada passo e cada esquina serem uma descoberta constante. Sim, talvez a melhor forma de descrever esta cidade de múltiplos rostos, seja dizê-la como um livro que lemos ao longo da vida e, embora conhecendo cada passagem, descobrimos sempre um novo sentido.

Os múltiplos rostos da cidade estão literalmente relacionados com os milhões de pessoas que ali circulam, diariamente, sem possibilidade de distinção entre os naturais e os de fora, os turistas e os imigrantes, os de passagem ou os que estão para ficar. Embora a panóplia de raças, etnias e nacionalidades nos possa dar uma noção da diversidade, a própria cidade não nos permite concebê-la de outra forma. Londres é assim: a multiplicidade una.

Os rostos múltiplos também podem ser outros, os da própria cidade, das ruas, dos bairros, das zonas. Dentro de Londres cabem várias Londres. Desde zonas francamente modernas a outras mais tradicionais, ambientes mais recatados e clássicos, a outros mais alternativos, há de tudo, para todos os gostos.

A oferta a nível de transportes é rica, com inúmeros autocarros de frequência constante (mesmo durante a noite) que nos encaminham para todas as zonas da cidade, e ainda o metro, que embora tenha uma rede gigante, é de utilização intuitiva, prático e cómodo. Sem dúvida que uma das vantagens de andar de autocarro é poder subir para o segundo andar e ver a cidade como se estivéssemos num dos autocarros turísticos (contudo não é seguro subir para o andar superior já de noite).

Planear a viagem e os passeios é essencial, porque não se tem noção das distâncias olhando para o mapa. Londres é bem maior do que se julga e ir «só até ali àquele cruzamento» demora mais tempo do que se pensa. Ainda assim, é agradável caminhar pelas ruas londrinas, sobretudo se tivermos a sorte de não estar a chover.

Os dias são sempre ricos, em jardins, praças, zonas comerciais, mercados, ícones históricos e museus...!

Do meu ponto de vista, o principal defeito que encontro na cidade, mas que tem inevitavelmente que ver com a sua própria vida, é a quantidade de gente por quase todo o lado. Nas principais avenidas, nos principais pontos turísticos, há sempre imensas pessoas, o que se torna algo cansativo, com tanto desvios e encontrões, chegando até a cansar  visualmente. É impressionante que uma cidade tão grande consiga ter sempre tanta gente em quase todo o lado.

Em contrapartida, tivemos a sorte de ficar hospedados em casa de amigos, numa zona tranquila, de vivendas, onde as raposas se passeiam pelos quintais, com uma paragem de autocarro mesmo em frente da porta. Ficámos na zona de Dulwich, relativamente perto de Brixton. 

Em termos gastronómicos, há pouco a dizer... a oferta de restaurantes ou fast food é imensa, desde mais caros a mais baratos, passando por cozinha de quase todo o mundo, sendo que destaco a chinesa, japonesa, indiana, tailandesa... 

Mas quanto a comida, temos de preparar um post sobre a nossa experiência num dos restaurantes do... Gordon Ramsay. De resto, é de destacar o Borough Market, com imensas coisas possíveis de ir experimentado, desde azeitonas, a mostardas, azeites, queijo, pães, enchidos...!


* Fomos a Londres em Abril de 2012


Raquel






04/05/2012

novidades e sugestões - Lisbon Restaurant Week 2012

Até ao próximo dia 17 de Maio decorre mais uma edição da afamada Lisbon Restaurant Week que, como alguns saberão, permite refeições em alguns dos melhores restaurantes da cidade, por apenas 20€ (sem bebidas). 

A lista de restaurantes que participam é vasta e oferece um leque variado de escolha, apesar dos clientes no âmbito desta iniciativa, terem de se cingir a um menu pré-determinado por cada restaurante.

A lista de restaurantes e os respectivos menus podem ser consultados neste website (clicar para aceder).

Caso estejam interessados, o melhor é escolher já onde querem ir e quando, a fim de reservar mesa, ou correm o risco de não ter vaga. Por norma, os fins-de-semana são mais concorridos, bem como os restaurantes cuja projecção é maior. Contudo, deixamos uma sugestão: não se deslumbrem tanto com a fama e escolham pelos menus que parecerem mais apetitosos. Aproveitem para experimentar coisas novas!

Tal como em Outubro do ano passado, este ano tencionamos repetir a experiência (na edição de 2011 fomos ao Spot S. Luiz e ao Tágide), até porque correu muito bem e o receio de o atendimento e qualidade da refeição serem piores, por sermos clientes da Lisbon Restaurant Week, foi em vão! 

Se forem, digam-nos onde e como correu!  


Raquel e João

02/05/2012

restaurante - Pizzeria Mezzogiorno

Aqui há uns dias, em conversa com um colega meu italiano sobre restaurantes italianos em Lisboa e sobre a sua autenticidade, cheguei a algumas conclusões, uma delas bem melhor do que as outras...

Ao que parece, a grande parte dos nomes que soam a italianos são puras invenções que nascem na cabeça «iluminada» de alguns e normalmente não são mais do que adaptações do português.

Quanto à comida acontece o mesmo. O que se come em Itália é muito diferente daquilo que a maior parte dos restaurantes italianos serve em Portugal, sendo o principal problema o descuido na qualidade dos ingredientes, a essência da gastronomia italiana.

A massa da pizza e o forno em que ela é cozinhada é, também, um factor determinante da qualidade do restaurante.

Posto isto, a questão lógica e que, calculo eu, todos vocês esperam que eu tenha colocado ao meu colega é: Qual é, para ti, o melhor e mais autêntico restaurante italiano em Lisboa?

A resposta foi rápida e decidida, a Pizzeria Mezzogiorno (clicar para aceder ao website) é o autêntico restaurante italiano. Fui experimentar, claro, e confirmo. É, sem dúvida, um óptimo restaurante!

Não vou falar muito da comida porque ainda só lá fui uma vez e tive um bocadinho de azar. Apesar de ter sido avisado que a pizza de salame picante era muito picante, pedi na mesma. O resultado não foi muito agradável, e eu gosto bastante de comida picante... Tirando isso, as bruschettas eram boas, principalmente a de cogumelos, e os pratos de quem estava comigo eram todos muito bons.

Quanto ao preço, não é caro, tendo o almoço ficado a cerca de 15€ por pessoa, com garrafa de vinho, entradas e pratos principais.

Resta ainda sublinhar que tem uma excelente esplanada e que fica num sítio muito central e muito agradável, em pleno Chiado, num dos pátios desenhados pelo arquitecto Siza Vieira.


João


Morada:
Rua Garrett, nº 19 
Lisboa

Telefone:
213 421 500

27/04/2012

a nossa viagem a Espanha I

Como podem perceber por dois dos nossos textos (este, de Madrid e este, de Barcelona), já andámos por Espanha. O que vocês não sabem é que a viagem a Madrid e a primeira ida a Barcelona, em Agosto do ano passado, fizeram parte de um percurso mais longo, de carro, em terras vizinhas.

Esta viagem de quase 4500 quilómetros, começou a 8 de Agosto e terminou a 27. Se alguém que nos lê tiver disponibilidade e vontade para conhecer parte do centro e norte de Espanha, esta viagem é mesmo gira de se fazer, porque conjuga de tudo um pouco, desde grandes cidades a terras pequenas e aldeias perdidas no meio da montanha, a zonas de praia. Numa série de posts, vamos contar-vos como foi e onde fomos, sendo que os sítios mais giros terão depois direito a post individual. 

 A rota

A viagem começou em Madrid. Aliás, a viagem começou em Lisboa e a primeira paragem foi em Madrid, tendo sido o único ponto de paragem em que tínhamos marcado alojamento e, consequentemente, determinado o número de dias em que íamos ficar pela cidade. Chegámos a 8 e fomos embora a 11, pelo que depois anda fizemos quatro paragens antes de chegar até Barcelona.

    Madrid

Demos um salto a Albarracín (onde nasce o Tejo), na província de Aragão e seguimos até Teruel. Aí ficámos uma noite, num hostel mesmo em cima de um bar cujo chão estava coberto de cascas de amendoim. O quarto, com casa de banho privativa, era espaçoso e agradável, embora todo aquele cenário nos deixasse um pouco desconfortável: para além do senhor ter ficado durante um bocado com os nosso bilhetes de identidade guardados no balcão do tal bar, quando nos foi mostrar o quarto, num prédio antigo, com várias portas de madeira maciça, este estava cheio de moscas. Comentámos esse facto e à nossa frente fechou a janela e espalhou um spray insecticida. Quando entrámos no quarto, depois de lancharmos na esplanada de um pequeno café/restaurante, onde pedimos uma salada russa que não acabámos de comer (após termos entrado lá dentro e de nos termos apercebido do sítio onde estávamos), demos, claro, com as moscas mortas em cima da cama. 

    Albarracín

O João chegou mesmo a deixar uma cadeira encostada à porta, durante a noite. Fora do contexto, esta descrição pode parecer despropositada, mas a nossa aventura em Teruel começou cedo, mal chegámos. Vindos de uma cidade bem maior, aquele centro de Teruel com pessoas da terra e poucos ou nenhuns turistas, tornou o ambiente completamente diferente. O hostel por cima do bar, só frequentado por homens de aspecto duvidoso, levou-nos a dar asas à imaginação.

Durante um passeio já de noite, Teruel ganhou outro encanto. 

                    Teruel

(continua...)

Raquel e João