27/03/2012

novidades e sugestões - Lisboa a pé (e a pedais)

A Lisbon Walker (clicar para aceder ao website) - uma equipa de vários guias - em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, criou um baralho de cartas (52, para ser mais precisa) com diversos percursos que se podem fazer pela cidade de Lisboa, a pé ou de bicicleta.

Com um design apelativo e de uma forma muito prática, esta ideia original pode perfeitamente ajudar a viver a nossa cidade de uma outra forma, ou servir de guia para turistas (existem em versão portuguesa e inglesa). 

Num dos lados a carta tem um percurso, desenhado num pequeno mapa, indicando a duração (que vai de 2 horas a 1 dia), o grau de dificuldade e o tipo de trajecto (se apropriado para ir apenas a pé, de bicicleta ou das duas formas). No outro lado, é-nos contada a história abreviada das zonas e temas do percurso. 

Custa 15€ na versão em português e 18€ em inglês. O baralho, com o mesmo número de cartas que os  fins-de-semana que há ao longo do ano (52), pode ser encontrado em livrarias ou encomendado através de email (info@lisbonwalker.com

Parece-me indicado para aqueles fins-de-semana em que se está sem ideias sobre o que fazer: tira-se uma carta do baralho e de repente já se tem programa!


Raquel





26/03/2012

receita - tarte de limão, lima e chocolate

Esta sobremesa é uma adaptação da tarte de limão e chocolate da Leonor de Sousa Bastos, e das suas flagrantes delícias (clicar para aceder ao website).

Embora a ideia inicial fosse cumprir a receita à risca, acabei por alterar dois pormenores e aldrabar os tempos (não de forno, mas os de refrigeração da massa) - ainda assim correu bem, tendo em conta que sou muito pouco dada a doces! 


Para a massa da tarte é preciso: 

- 175 gr de farinha de trigo (sem fermento)
- 25 gr de cacau em pó
- 25 gr de açúcar
- 125 gr de manteiga fria aos cubinhos
- 1 gema grande
- 2 colheres de sopa de água fria
- uma pitada de sal
- 75 gr de chocolate ralado (eu utilizei apenas 55 gr,  deixei alguns pedacinhos inteiros também)

Misturar a farinha, cacau em pó, açúcar e sal. Juntar a manteiga aos cubinhos e amassar, com os dedos, como se fizéssemos migas. Juntar depois a gema e a água. Misturar bem até se obter uma massa homogénea. Proteger a massa com película aderente e refrigerar durante uma hora (a aldrabice número 1 foi aqui: como estava com pouco tempo, refrigerei a massa apenas meia hora e no congelador! Quando a tirei estava dura de mais, mas com o calor das mãos foi ganhando forma).

Estender a massa, pô-la na tarteira (que deve ter uns 23 cm de diâmetro) e picar com um garfo. Refrigerar mais duas horas (aldrabice número 2: refrigerei novamente no congelador e durante uns 45 minutos, apenas).

Pré-aquecer o forno a 200º C. Tapar a massa com papel de alumínio e colocar pesos em cima, para que não levante, e colocar no forno por 15 minutos. Retirar, deitar fora o papel de alumínio, baixar o lume para 170º C e levar ao forno por mais 5 minutos.

Retirar do forno, espalhar o chocolate ralado e deixar arrefecer (não usei o chocolate ralado todo, nem usei chocolate de cozinha, usei o de leite da Nestlé, deitei uns dos pedacinhos maiores também).


Para o recheio é preciso:

- 150 ml de sumo de limão e lima:
    3 limões, 3 para as raspas e 2 para o sumo
    1 lima, para as raspas e para o sumo (a receita original é apenas com limão)
- 150 gr de açúcar
- 4 ovos grandes
- 150 ml de nata espessa (usei as natas frescas, dos pacotes de plástico)
- restante chocolate ralado e pedacinhos (a receita original não inclui esta parte)

Misturar o sumo de lima e limão, as raspas e o açúcar e bater. Incorporar os ovos as natas, aos poucos, sempre a bater. Acrescentar o restante chocolate.
Verter sobre a base de chocolate, já arrefecida, e levar ao forno durante 50 minutos.
Julgo que há um truque para que a superfície não fique com bolhinhas, não tenho a certeza se será este, lido no site da Leonor: «bater com a forma sobre a mesa para evitar borbulhas de ar» - antes de levar ao forno.

Deixar arrefecer para desenformar, servir frio e cobrir com açúcar em pó (óptimo para disfarçar as tais bolhinhas).

Como podem ver pelas fotografias, ficou com bom aspecto. Se tivesse tido mais cuidado, jeito e prática, a massa tinha ficado melhor estendida e melhor colocada na tarteira. Parece-me também que a minha tarteira é maior do que o suposto (não a medi), uma vez que a tarte podia ter ficado mais alta. A consistência da minha massa não deve ser a suposta, é meia quebradiça como se fosse bolacha, e deve ter que ver com os tempos de refrigeração que não cumpri.





Raquel

22/03/2012

restaurante - A Fonte (o melhor arroz de polvo do mundo)

Os restaurantes são conhecidos pelos mais diversos motivos, por terem ementas exóticas, por serem espaços originais e experimentais, pela decoração, pelo preço ou pelos seus chefs. Há também restaurantes cuja fama provém de um só prato.

Um desses casos é o restaurante A Fonte, em São Pedro de Moel, perto da Marinha Grande.

Apesar d' A Fonte ter uma ementa variada, com peixe fresco, alguns pratos de carne e um bom arroz de tamboril, tem algo muito melhor do que isso tudo. Tem um prato que é o prato dos pratos! A Fonte serve o melhor arroz de polvo do mundo!

Por 20€, este restaurante serve uma dose generosa para duas pessoas, num recipiente de barro. O arroz de polvo, que chega à mesa ainda a ferver, é divinal, com os temperos certos e a cozedura do polvo sempre no ponto. Com vinho branco a acompanhar é garantida uma refeição muitíssimo agradável, sendo que depois é possível dar um passeio por São Pedro de Moel, uma zona de praia  muito bonita e com muita personalidade, da qual haveremos de escrever.

Apesar de o restaurante não ter a seu favor o espaço e a decoração, todos os aspectos menos positivos são imediatamente esquecidos quando, meia hora depois de pedir (quem tiver pressa pode pedir com antecedência), chega à mesa o arroz de polvo, o melhor do mundo!


João e Raquel


Morada:
Praça Afonso Lopes Vieira, nº5
São Pedro de Moel
2430-504 Marinha Grande

Telefone:
24 459 94 79

20/03/2012

receita - salada de atum, feijão frade e maçã com molho vinagrete de mostarda e mel

O nome desta receita não condiz com o prato em si, que é muito simples. É ideal para os dias mais agradáveis que a Primavera traz, por ser leve e fresca. 

É preciso:

Salada:

- atum enlatado
- feijão frade enlatado (quem preferir pode comprá-lo cru e cozê-lo)
- mistura de alfaces 
- cebola
- maçã
- milho

Molho vinagrete:
- azeite
- vinagre 
- mostarda
- mel
- açúcar
- pimenta 5 bagas
- estragão


Nada mais simples do que preparar esta receita: basta juntar o atum, o feijão frade, a mistura de alfaces, a cebola picada, o milho e a maçã (com casca) em pedaços pequenos.

As quantidades de cada um dos ingredientes variam conforme o gosto de cada um. 

O molho de vinagrete também é muito fácil de fazer, sendo que o truque é ir provando antes de acrescentar mais ingredientes e/ou acertar as quantidades e mexer bem.
Começa-se por duas colheres de sopa de azeite e uma ou duas de vinagre (depende da acidez do vinagre). Mexe-se e junta-se um pouco de mostarda. Neste ponto é suposto o molho estar ácido, uma vez que de seguida se junta o mel e o açúcar, mas em quantidades pequenas, por forma a não absorver demasiado o sabor do vinagre. Ir provando e equilibrando os sabores ácido e doce, até ter uma cor amarelada mas ainda translúcida. Apimentar um pouco e finalizar com uma pitada de estragão.

Temperar a salada com o molho.

Caso costume levar almoço para o trabalho, esta receita é indicada para isso, uma vez que sabe bem fria!


Sugestão de apresentação:




Raquel

19/03/2012

novidades e sugestões - sopa de rabo de boi

Se é verdade que ninguém nos pode tirar o prazer de comer uma boa sopa caseira, não é menos verdade que o leque de oferta de sopas instantâneas, para os mais diversos gostos, está a ficar cada vez melhor e mais variado.

Embora não substitua o sabor, qualidade e autenticidade das sopas caseiras, já existem boas sopas instantâneas, saborosas e cremosas.

Uma das melhores, sem dúvida, é a sopa de rabo de boi, da Knorr (as de outras marcas ainda não experimentámos) com um sabor bastante forte mas nada enjoativo, pelo que pode comer-se sem nenhum acompanhamento, com pão torrado e/ou ovo escalfado, que combinam muito bem.

É indicada para ser servida antes de um bom prato de carne ou, caso prefira uma refeição mais leve, antes de uma salada. 

Além de não dar trabalho, pois basta juntar água e ir mexendo, se a servir a visitas, ninguém vai reparar que é das instantâneas e ainda  lhe vão gabar o sabor!



João e Raquel

15/03/2012

truques e dicas - jantar fora em casa

O título deste post pode causar alguma estranheza, mas vale a pena ler até ao fim. Jantar fora em casa é uma óptima solução e ideia, porque:
- fica mais barato do que jantar fora de casa
- é original
- é indicado para quem estiver sem ideias acerca de onde ir jantar (ou almoçar)
- é indicado para quem quiser surpreender alguém
- é indicado para quando se tem vontade de um programa diferente, mas se está demasiado cansado para escolher um sítio e ir até lá.

Então, como jantar fora em casa? É simples. Em primeiro lugar há que pensar numa ementa, se algo mais elaborado ou se uma refeição à base de petiscos, ou até algo comprado feito. Depois (e este é o ponto que distingue o jantar fora em casa do jantar em casa): preparar o sítio onde se vai desfrutar da refeição. O melhor é mesmo arriscar numa divisão diferente ou, se for a mesma onde é costume tomar as refeições, dispô-la de outro modo.

Se a temperatura estiver agradável e tiver uma varanda simpática, com espaço para uma mesinha e cadeiras, porque não aí? Se  não  é costume jantar na cozinha, prepare uma mesa charmosa e o efeito vai ser bom. Arranje umas almofadas grandes e a refeição pode ser desfrutada no chão da sala. E no quarto? Porque não? Decore o espaço, crie ambiente e leve mesa e cadeiras para o quarto.

O melhor, para evitar o desconforto de ter de ir buscar constantemente alguma coisa que falta é deixar tudo preparado.

É óbvio que esta dica/sugestão também se aplica a quem simplesmente quiser jantar em casa sem arriscar em novas divisões. Pode continuar a ser à mesa, normalmente, mas ter mais cuidado com a apresentação e decoração ou apostar uma refeição diferente.

Aqui ficam algumas imagens do que o João já me preparou. A primeiras é de um jantar de petiscos na varanda e as segundas são de um jantar que ele preparou antecipadamente e levou para uma casa em Sintra onde ficámos por uma noite (poupámos no jantar).


Raquel


14/03/2012

receita - redfish no forno com batatinhas

Esta receita é uma adaptação daquela que desde miúda vejo a minha Mãe fazer. Dá uma refeição saborosa, até para os que são menos apreciadores de peixe.

O redfish, tal como o nome indica, é um peixe de escamas avermelhadas, sendo relativamente fácil de encontrar nas peixarias, sobretudo congelado e categorizado por tamanho (o que cozinhei era médio).

É preciso:

- redfish (a quantidade depende do número de pessoas e do tamanho do peixe) inteiro ou às postas
- batatas para assar
- cebola ou chalotas (1 cebola média/grande ou 4 chalotas)
- alho
- tomilho
- pimentão doce
- pimenta 5 bagas
- noz moscada
- margarina
- azeite
- vinho branco

Para que as batatas fiquem mais macias e demorem menos tempo a assar, lavá-las e (com ou sem casca) dar-lhes uma cozedura durante o período de tempo em que se tempera o peixe - já no recipiente que vai ao forno - com sal, alho, pimentão doce, noz moscada e pimenta 5 bagas. 

Retirar as batatas da água e pô-las em água fria para parar a cozedura (guardar a água da cozedura).
Cortar as batatas em pedaços mais pequenos e temperá-las com sal e pimentão doce. Colocá-las junto do peixe. 
Juntar a cebola ou chalotas depois de cortadas, regar com azeite, com um pouco da água da cozedura das batatas (para depois ter algum molho) e vinho branco (um pacote dos pequenos é suficiente). 
Juntar uma colherada (de sopa) de margarina e não a deixar toda no mesmo sítio - espalhar. 

Antes de levar ao forno temperar com um pouco de tomilho (se for fresco, dois raminhos chegam).

Ir vigiando o forno de forma a que as batatas não queimem (embora a água da cozedura evite que isso aconteça, convém estar atento).


Sugestão de apresentação:




Raquel

13/03/2012

viagens e sítios - Mértola

Mértola*, cuja paisagem e envolvente a tornam única, fica no Baixo Alentejo, sendo uma agradável paragem para quem quiser um fim-de-semana de passeio e descoberta.

Esta vila, por onde passaram diversos povos, é rica arqueológica e culturalmente, dada a presença, por exemplo, de romanos e árabes, os últimos afastados no século XIII, aquando da conquista cristã.

Mértola é assim uma terra cheia de história, presente nos diversos museus que se podem visitar, que aliás lhe conferem a designação de «Vila Museu», ou nas abandonadas Minas de S. Domingos, local de interesse para quem goste de imaginar o passado.

A riqueza de Mértola vai além do seu passado histórico: a paisagem, atravessada pelo Guadiana, é uma mais valia para simpáticos passeios ou prática de desporto, permitindo explorar recantos de beleza rara, como o Pulo do Lobo, no vale do rio.

De facto, o peso da história confere à vila um charme distinto, pois embora seja  uma terra com traços  alentejanos, as muralhas que a envolvem e a sua localização denunciam os tempos de outrora, como importante entreposto comercial. 

Em Mértola, tal como no restante Alentejo, a carne de porco, de borrego e enchidos são imagem de marca. Para comer bem mas sem grande sofisticação , num restaurante simples, onde vão as famílias, experimente o Alengarve: o que servem é saboroso e o preço é simpático (à entrada da vila na Av. Aureliano Mira Fernandes, n.º 20. 7750-320 Mértola. Telefone: 28 661 22 10.)

Em alguns guias é sugerido o restaurante O Brasileiro, que experimentámos e do qual saímos sem grande entusiasmo. Pode ter sido azar.

No que se refere a alojamento a oferta é variada, sendo que sugerimos a Residencial Beira-Rio (clicar para aceder ao website), simples mas cómoda, tendo a favor a localização, - muito perto do centro histórico e situada na margem direita do rio, pelo que os quartos têm uma vista privilegiada - e o preço, que é acessível.


* Visitámos Mértola em Maio de 2011



Raquel



09/03/2012

Dois meses!

Faz hoje dois meses que começámos a escrever-vos. O facto de terem passado tão rápido só pode significar uma coisa: alimentar este blogue dá-nos prazer. 

Em dois meses já escrevemos muitas palavras para vos aconselhar e  partilhar convosco coisas boas: receitas, dicas, sítios onde vale a pena ir, sugestões de restaurantes...! E o que este espaço tem de bom é a multiplicação de sugestões, dicas e partilhas que nascem dos nossos textos, por isso agradecemos a todos os que têm contribuído para que tal seja possível.

Ajudem-nos a chegar a mais gente! Divulguem o blogue e partilhem a nossa página de facebook: https://www.facebook.com/bonsvivantsblog#!/bonsvivantsblog


Obrigado! 


Raquel e João

08/03/2012

restaurante - O Alpendre

Em Arraiolos encontramos O Alpendre, restaurante de cozinha regional alentejana. Este não é um restaurante qualquer: um arco e letreiro convidam-nos a entrar numa sala em tijoleira, muito acolhedora. As mesas redondas, as paredes com azulejos, os balcões em madeira, as garrafas de vinho alinhadas e os ornamentos que decoram as paredes, fazem-nos sentir confortáveis e bem recebidos neste espaço alentejano. 

Na mesa deixam-nos uma saquinho de pão, em pano, e um conjunto de entradas de aspecto maravilhoso, que nos obrigam a controlar a gula e a fome, para podermos experimentar outros pratos. Ovos de codorniz com cebola, um queijo amanteigado de ovelha (tão bom que fomos à Herdade onde é fabricado comprar mais), e mais uma ou outra coisa que decidimos não comer.

Para prato principal seguimos o conselho de quem nos atendeu e pedimos migas de bacalhau (as migas são especialidade da casa) - provavelmente das melhores que já comi e eu nem sou muito dada a migas, mas eram saborosas, com a textura adequada, não sendo nem excessivamente secas nem muito aguadas. De seguida comemos uma carne de porco com enchidos, que era macia (o João achou seca, mas eu como sou pouco dada a gorduras, achei óptima), mas que nos deixou um tanto ou quanto desapontados: os enchidos resumiam-se a bacon e a uns pedaços minúsculos que nos pareceram ser de farinheira.

De sobremesa pedimos uma encharcada, doce, muito doce, até demais, que não conseguimos acabar. Embora seja muito apreciadora de ovos moles e doces de ovos, a encharcada sabia a ovos mexidos com açúcar e canela (depois de ter pesquisado algumas receitas assustei-me com a quantidade de gemas que são necessárias para fazer este doce conventual).

O preço médio ronda os 25€ por pessoa (em grupo fica mais barato, certamente), sendo que o que encarece são as entradas (não bebemos vinho). Não sendo um restaurante barato, que não é, é daqueles sítios onde vale a pena ir uma ou duas vezes, quando se estiver com vontade de boa comida regional.



Raquel


Morada:
Bairro Serpa Pinto, nº 22

7040-014 Arraiolos
 
Telefone:

26 641 90 24

07/03/2012

receita - morcela de Leiria com maçã e laranja

Este prato funciona muito bem como entrada e é muito fácil de fazer. 
A maçã caramelizada misturada com os pedaços de maçã e laranja crus oferecem texturas variadas e conferem a doçura e acidez necessárias para cortar a gordura da morcela.
Experimentem que vale a pena!

É preciso:

- maçãs
- laranjas
- limão
- açúcar
- água
- azeite
- morcela de Leiria (ou outra)

Começa-se por cortar as maçãs e as laranjas em pedaços.
Conserva-se metade da maçã cortada com sumo de limão para evitar que oxide.


Numa frigideira em lume médio põe-se açúcar e água (a quantidade de açúcar depende do gosto de cada um). 
Quando o açúcar estiver totalmente dissolvido junta-se metade da maçã cortada e cozinha-se durante uns minutos.

Noutra frigideira, com um pequeno fio de azeite, frita-se a morcela. 
Depois de cozinhada, corta-se em doses individuais.

Apresentação:

Num prato ou tijela, a fruta por baixo e a morcela por cima.



João

06/03/2012

viagens e sítios - Quinta da Fornalha

Quando vos escrevi sobre Castro Marim (clicar para aceder ao post) - essa bela terra no Algarve, fiquei de vos escrever sobre um sítio maravilhoso onde passar uns dias.

A Quinta da Fornalha (clicar para aceder ao website), explorada por uma simpática família, promove o turismo rural ecológico em Castro Marim. A quinta, que consiste num conjunto de sete casas (todas com um nome diferente) de diversas tipologias, oferece o que de melhor se pode pedir: campo e praia - natureza.

As casas que compõem a quinta, recuperadas, têm um charme e conforto únicos, sendo acolhedoras, familiares e convidativas, no Inverno ou no Verão. Seja em família, a dois ou com um grupo de amigos, uns dias de férias aqui serão, certamente, deliciosos. 

Perto da praia (5 minutos de carro ou, para os mais desportistas, o percurso pode ser feito de bicicleta), o terreno da quinta é por si só propício ao lazer e ao descanso: um tanque bem arranjado que serve de piscina, numa área cuidada com sombras, relva e colchões; uma zona comum, exterior e interior, bastante agradável, com mesas, sofás, livros e bar; toda uma área exterior com figueiras, galinheiro e pequenas hortas, para além de alguns animais que se passeiam por perto (como os burros), ideal para quem quiser observar de perto a vida campestre. Se lhe apetecer um figo, precisar de uma alface ou um tomate, ninguém ficará aborrecido se os colher. 

Aliás, esta é uma das imagens de marca da Quinta da Fornalha - vai sentir-se como se estivesse em casa. A possibilidade de pagar o alojamento através de voluntariado em algumas épocas do ano, demonstra a essência deste projecto, que promove a sensibilização ambiental e cultural, associando-se a outras organizações. 

Este é também um local de fabrico de produtos biológicos, sempre a partir de recursos da quinta (são vários!): azeite, flor de sal, licores, compotas, etc., pelo que pode levar consigo uma recordação saborosa quando partir, ou unir os sabores à paisagem, e experimentá-los enquanto lá estiver!

Fiquem com algumas das nossas fotografias. As da página da Quinta da Fornalha são bem mais elucidativas.


Raquel





05/03/2012

truques e dicas - grelhar bifes

Para quem quiser grelhar uns belos bifes, esta técnica é fantástica. É baseada neste completíssimo manual de cozinha da Porto Editora, de Michel Maincent-Morel, «Manual de Cozinha - Técnicas e Preparações-base».

Preparar a carne:
- Controlar a temperatura da grelha: quanto mais fino for o bife, mais quente deve estar a grelha.
- Untar a carne com um pouco de azeite.

Grelhar:
- Colocar os bifes, na diagonal, na grelha.
- Quadricular (o bife deve ficar com a marca da grelha): dar um quarto de volta ao bife e deixar grelhar.
- Virar os bifes (sem ser com um garfo para não furar a carne).
- Quadricular o segundo lado (da mesma forma que o primeiro lado).


O tempo que se deixa o bife grelhar em cada um destes 4 passos depende da sua espessura e do ponto de cozedura pretendido: muito mal passado, mal passado, no ponto e bem passado.
Eu, que gosto do bife mal passado, conto, para cada um destes passos, 45 segundos (para um bife com 1,5 cm de espessura).

Pode verificar-se a cozedura pressionando a carne com o dedo. Com a experiência vai-se tornando mais fácil reconhecer o ponto da cozedura. No manual explicam assim:

O reconhecimento da firmeza baseia-se na coagulação progressiva das proteínas:
- carne mole, macia sob a pressão do dedo, morna no centro: cozedura muito mal passada;
- carne macia, um pouco mais dura: cozedura mal passada;
- carne medianamente firme, leve resistência superficial, gotas de sangue na superfície: no ponto;
- proteínas coaguladas no centro da carne, consistência firme: cozedura bem passada.

Para terminar, a carne deve descansar um pouco antes de ser servida.

Muito importante, só temperar os bifes no prato, nunca antes de grelhar.




João

01/03/2012

truques e dicas - comprar no talho

Muitas vezes a falta de tempo e paciência faz com que optemos por carne já embalada no supermercado, evitando filas de espera no talho, sendo que a carne já ali está embalada e arranjada. 

No outro dia porém, quando nos preparávamos para comprar peito de pato,  já embalado, reparámos que o preço de um peito não compensava se atentássemos no preço de um pato inteiro. (aproximadamente 5€ e 9€, respectivamente). A verdade é que muitas das vezes preferimos comprar a carne já arranjada, e acabamos por gastar dinheiro desnecessariamente.

A melhor forma de evitar isto e de poupar um pouco é comprar o frango ou pato inteiro (por exemplo) e pedir no talho que o cortem e arranjem - além de ficar mais barato, podemos sempre congelar o que não for preciso na altura. Mesmo que esteja embalado, levem a embalagem ao talho e peçam para arranjar! 

Já agora, aproveito também para vos alertar para o seguinte: a não ser que se conheça bem o supermercado e/ou não exista outra opção, a carne embalada pode ser traiçoeira... muitas das vezes o aspecto é bom, mas quando se abre a embalagem, apercebemo-nos de que o lado que não estava visível  não é tão apetecível...



Raquel

28/02/2012

restaurante - Sem Nome (o melhor bitoque de Lisboa)

É arriscado falar de um prato tão comum e tão banal, daquele que é a escolha fácil, o prato barato da lista, o mais consensual do menu.

Arriscado e difícil, porque comparar pratos que à primeira vista são iguais em qualquer sítio, não é fácil. 

Mas a verdade é que este restaurante em Alvalade faz, por 7.5€, o melhor bitoque de Lisboa! 

E fá-lo da maneira certa, sem inventar: um bife, um ovo estrelado, arroz, batatas fritas e a habitual amostra de cenoura ralada (para não dizerem que os pratos não são acompanhados por salada). 

O que distingue este bitoque dos outros é a qualidade da carne, tenríssima, e a qualidade da sua confecção, sempre no ponto que se pede, mal, médio ou bem passado. Aconselho que peçam o bife frito e não grelhado (como vem na lista), porque o molho da fritura com alho dá-lhe um toque especial.

Aqui somos bem servidos, apesar da modéstia da casa: restaurante de bairro, local habitual da vizinhança, com balcão de alumínio, toalha de papel e empregados de camisa branca. 

Embora o serviço seja rápido, vale a pena ir enganando a fome com os croquetes e os pastéis de bacalhau, de qualidade acima da média.

Para os que quiserem experimentar outras coisas, os restantes pratos da ementa parecem ser bons e o peixe que se vê sair tem bom aspecto, mas confesso que quando lá vou, peço sempre o bitoque.

No fim, a mousse de chocolate da casa, de entre outras sobremesas, é uma boa opção.



João


Morada:
Rua Marquesa de Alorna, 29-C
1700-300 Lisboa

Telefone:
21 849 86 24

27/02/2012

viagens e sítios - Castro Marim

Castro Marim* é um pequeno Município no Algarve, muito perto de Vila Real de Santo António, próximo da fronteira com Espanha. Ali sentimo-nos entre o Alentejo e Algarve, com o que de melhor cada um nos oferece: tranquilidade, campo e praia.

Ao contrário da restante região, de urbanizações gigantescas, ruas e praias apinhadas de gente, Castro Marim (sobretudo a freguesia que tem o mesmo nome) é como um oásis protegido, com as suas casas brancas pequenas, em ruas sossegadas marcadas pela história das conquistas, ou não fosse esta uma terra na fronteira, em tempos guardiã do restante território. Aqui ainda se pode ouvir o sino da Igreja.

As praias, de areal extenso e de ar selvagem, sem  estarem engolidas por empreendimentos megalómanos, estão antes rodeadas de dunas e vegetação que as separa de um pinhal, conferindo-lhes uma riqueza paisagística que as tornam únicas. O oceano, de águas calmas e lisas, oferece uma temperatura um pouco mais acima do habitual. 

A riqueza de Castro Marim não se deve apenas às suas praias, mas também à cultura, história e biodiversidade: o castelo e reserva do sapal (de onde tem origem flor de sal e sal e sendo o habitat de inúmeras aves, como flamingos - no entanto um pouco deixada ao abandono) são disso exemplos. 

Para comer, o peixe, a doçaria e outras receitas mais algarvias, assim como o caracol, que todos os anos tem um Festival Internacional que lhe é dedicado, onde os apreciadores do petisco se podem deliciar com diferentes formas de confecção.

Perto de Tavira, Monte Gordo ou Manta Rota, a possibilidade de conhecer outras terras Algarvias, com vida nocturna animada é também uma mais valia.  Sobretudo, vale a pena ir até Cacela-a-Velha, aldeia entre Tavira e Vila Real de Santo António, situada junto ao Parque Natural da Ria Formosa, onde se pode conhecer a Praia da Fábrica, onde só se chega de barco, caso a maré esteja cheia. 

A vizinha Espanha fica a poucos quilómetros, ideal para quem quiser atestar o depósito ou dar um passeio por Ayamonte, ou até Sevilha.

Brevemente partilharemos convosco um sítio maravilhoso onde ficar e passar uns óptimos dias de férias, assim como onde ir comer.


* Fomos a Castro Marim em Junho de 2011 (infelizmente não temos muitas fotografias. A última é da praia de Cacela-a-Velha)


Raquel



22/02/2012

restaurante - Sushi Café (Amoreiras)

O Sushi Café Amoreiras (clicar para aceder ao website), é um restaurante de cozinha japonesa, com um toque de criatividade. Sendo bom, que é, peca por se situar dentro de um centro comercial, num espaço que procura ser recatado mas que não resulta. Tem uma sala interior, aparentemente mais confortável, (embora mais perto do rodopio dos empregados) e uma «exterior», na mezzanine do centro comercial, onde encontramos mesas encavalitadas umas nas outras num corredor onde constantemente passa gente, o que não é muito agradável. O melhor será optar pelas mesas que ficam a uma altura superior e mais isoladas do resto, com vista para as lojas...

A decoração do espaço é indiferente, não sendo nem escandalosamente feia nem de surpreendente bom gosto: mesas pretas de linhas direitas e bancos iguais não muito confortáveis. Resumidamente, o típico minimalismo japonês sem nenhum toque especial.

Todos estes aspectos menos felizes são francamente compensados pela comida que é servida: peixe fresco, bem cortado e bem apresentado (o salmão, atum e peixe-manteiga são maravilhosos!). 

Além de ter os típicos rolos, califórnias, nigiris e tempuras, a carta apresenta-nos também uma série de peças mais elaboradas e improváveis, que são uma surpresa quando pousadas na mesa e uma surpresa (agradável) na boca (é de experimentar os Makis Especiais como o Rainbow - rolos de peixe com fruta, cobertos com salmão e outro peixe e os Mauzer, de peixe manteiga e uva, cobertos com peixe manteiga e ovas).

A lista de entradas frias e quentes é generosa, assim como a de pratos mais elaborados que não envolvem peixe cru. São de destacar os Temakis (cones) de atum ou salmão, e as sobremesas, sobretudo o bolo de chocolate e o gelado de chá verde. 

Os preços, não sendo muito convidativos, estão dentro do habitual para este tipo de restaurantes de cozinha  japonesa com melhor qualidade, entre os 15 e os 25€ por pessoa. 

Por fim, resta o atendimento, que pode ser classificado de suficiente. Nem mais, nem menos. Aliás, já tivemos uma experiência menos feliz com um empregado de mesa pouco simpático e  menos educado o que, certamente, tem alguma influência na imagem geral com que ficamos do restaurante.



Raquel

20/02/2012

sushi caseiro


Aqui ficam algumas imagens (fotografias tiradas pelo Miguel) do sushi que foi preparado no outro dia (como podem perceber, foi pelas mãos do João). E por falar em sushi... esta semana deixamo-vos a nossa opinião sobre um restaurante japonês. 


Raquel

16/02/2012

receita - fondants de chocolate

Esta receita é baseada quase na totalidade neste vídeo, é muito fácil de fazer e resulta numa sobremesa deliciosa, daquelas de fazer crescer água na boca!

As quantidades que aqui refiro são as que eu uso, não sei se são usadas as mesmas no vídeo.

Para fazer 6 fondants de chocolate é preciso:

- formas de pudim ou de queque
- chocolate de culinária (minímo de 70% de cacao) - 125gr
- manteiga - 125gr (mais a necessária para barrar as formas)
- 3 ovos inteiros e 3 gemas
- açúcar - cerca de 3 colheres de sopa (pode variar consoante o gosto de cada um)
- farinha q.b.
- açúcar em pó q.b.

Barrar as formas com manteiga.
Em banho-maria derreter o chocolate e a manteiga. 
À parte bater os ovos, as gemas e o açúcar.
Juntar esta mistura de ovos à de chocolate a pouco e pouco e sempre a mexer, para o calor do chocolate não cozer os ovos.
Juntar um pouco de farinha para engrossar.
Encher as formas com este preparado e levar ao forno (pré-aquecido).
A temperatura e o tempo de cozedura variam consoante o forno. O suposto é o fondant ficar cozido por fora e, por dentro, quase como uma mousse (no caso do que está na imagem a mousse estava a querer fugir!).
É necessário algum cuidado ao retirar os fondants das formas , por estarem muito quentes, mas convém desenformá-los com rapidez para não continuarem a cozinhar.
Por fim polvilhar os fondants com um pouco de açúcar em pó.

Apresentação:

Polvilhar os fondants com um pouco de açúcar em pó e, para ser mesmo mesmo delicioso, acompanhar com gelado e fruta (neste caso usei gelado de natas e manga).




João