13/03/2012

viagens e sítios - Mértola

Mértola*, cuja paisagem e envolvente a tornam única, fica no Baixo Alentejo, sendo uma agradável paragem para quem quiser um fim-de-semana de passeio e descoberta.

Esta vila, por onde passaram diversos povos, é rica arqueológica e culturalmente, dada a presença, por exemplo, de romanos e árabes, os últimos afastados no século XIII, aquando da conquista cristã.

Mértola é assim uma terra cheia de história, presente nos diversos museus que se podem visitar, que aliás lhe conferem a designação de «Vila Museu», ou nas abandonadas Minas de S. Domingos, local de interesse para quem goste de imaginar o passado.

A riqueza de Mértola vai além do seu passado histórico: a paisagem, atravessada pelo Guadiana, é uma mais valia para simpáticos passeios ou prática de desporto, permitindo explorar recantos de beleza rara, como o Pulo do Lobo, no vale do rio.

De facto, o peso da história confere à vila um charme distinto, pois embora seja  uma terra com traços  alentejanos, as muralhas que a envolvem e a sua localização denunciam os tempos de outrora, como importante entreposto comercial. 

Em Mértola, tal como no restante Alentejo, a carne de porco, de borrego e enchidos são imagem de marca. Para comer bem mas sem grande sofisticação , num restaurante simples, onde vão as famílias, experimente o Alengarve: o que servem é saboroso e o preço é simpático (à entrada da vila na Av. Aureliano Mira Fernandes, n.º 20. 7750-320 Mértola. Telefone: 28 661 22 10.)

Em alguns guias é sugerido o restaurante O Brasileiro, que experimentámos e do qual saímos sem grande entusiasmo. Pode ter sido azar.

No que se refere a alojamento a oferta é variada, sendo que sugerimos a Residencial Beira-Rio (clicar para aceder ao website), simples mas cómoda, tendo a favor a localização, - muito perto do centro histórico e situada na margem direita do rio, pelo que os quartos têm uma vista privilegiada - e o preço, que é acessível.


* Visitámos Mértola em Maio de 2011



Raquel



09/03/2012

Dois meses!

Faz hoje dois meses que começámos a escrever-vos. O facto de terem passado tão rápido só pode significar uma coisa: alimentar este blogue dá-nos prazer. 

Em dois meses já escrevemos muitas palavras para vos aconselhar e  partilhar convosco coisas boas: receitas, dicas, sítios onde vale a pena ir, sugestões de restaurantes...! E o que este espaço tem de bom é a multiplicação de sugestões, dicas e partilhas que nascem dos nossos textos, por isso agradecemos a todos os que têm contribuído para que tal seja possível.

Ajudem-nos a chegar a mais gente! Divulguem o blogue e partilhem a nossa página de facebook: https://www.facebook.com/bonsvivantsblog#!/bonsvivantsblog


Obrigado! 


Raquel e João

08/03/2012

restaurante - O Alpendre

Em Arraiolos encontramos O Alpendre, restaurante de cozinha regional alentejana. Este não é um restaurante qualquer: um arco e letreiro convidam-nos a entrar numa sala em tijoleira, muito acolhedora. As mesas redondas, as paredes com azulejos, os balcões em madeira, as garrafas de vinho alinhadas e os ornamentos que decoram as paredes, fazem-nos sentir confortáveis e bem recebidos neste espaço alentejano. 

Na mesa deixam-nos uma saquinho de pão, em pano, e um conjunto de entradas de aspecto maravilhoso, que nos obrigam a controlar a gula e a fome, para podermos experimentar outros pratos. Ovos de codorniz com cebola, um queijo amanteigado de ovelha (tão bom que fomos à Herdade onde é fabricado comprar mais), e mais uma ou outra coisa que decidimos não comer.

Para prato principal seguimos o conselho de quem nos atendeu e pedimos migas de bacalhau (as migas são especialidade da casa) - provavelmente das melhores que já comi e eu nem sou muito dada a migas, mas eram saborosas, com a textura adequada, não sendo nem excessivamente secas nem muito aguadas. De seguida comemos uma carne de porco com enchidos, que era macia (o João achou seca, mas eu como sou pouco dada a gorduras, achei óptima), mas que nos deixou um tanto ou quanto desapontados: os enchidos resumiam-se a bacon e a uns pedaços minúsculos que nos pareceram ser de farinheira.

De sobremesa pedimos uma encharcada, doce, muito doce, até demais, que não conseguimos acabar. Embora seja muito apreciadora de ovos moles e doces de ovos, a encharcada sabia a ovos mexidos com açúcar e canela (depois de ter pesquisado algumas receitas assustei-me com a quantidade de gemas que são necessárias para fazer este doce conventual).

O preço médio ronda os 25€ por pessoa (em grupo fica mais barato, certamente), sendo que o que encarece são as entradas (não bebemos vinho). Não sendo um restaurante barato, que não é, é daqueles sítios onde vale a pena ir uma ou duas vezes, quando se estiver com vontade de boa comida regional.



Raquel


Morada:
Bairro Serpa Pinto, nº 22

7040-014 Arraiolos
 
Telefone:

26 641 90 24

07/03/2012

receita - morcela de Leiria com maçã e laranja

Este prato funciona muito bem como entrada e é muito fácil de fazer. 
A maçã caramelizada misturada com os pedaços de maçã e laranja crus oferecem texturas variadas e conferem a doçura e acidez necessárias para cortar a gordura da morcela.
Experimentem que vale a pena!

É preciso:

- maçãs
- laranjas
- limão
- açúcar
- água
- azeite
- morcela de Leiria (ou outra)

Começa-se por cortar as maçãs e as laranjas em pedaços.
Conserva-se metade da maçã cortada com sumo de limão para evitar que oxide.


Numa frigideira em lume médio põe-se açúcar e água (a quantidade de açúcar depende do gosto de cada um). 
Quando o açúcar estiver totalmente dissolvido junta-se metade da maçã cortada e cozinha-se durante uns minutos.

Noutra frigideira, com um pequeno fio de azeite, frita-se a morcela. 
Depois de cozinhada, corta-se em doses individuais.

Apresentação:

Num prato ou tijela, a fruta por baixo e a morcela por cima.



João

06/03/2012

viagens e sítios - Quinta da Fornalha

Quando vos escrevi sobre Castro Marim (clicar para aceder ao post) - essa bela terra no Algarve, fiquei de vos escrever sobre um sítio maravilhoso onde passar uns dias.

A Quinta da Fornalha (clicar para aceder ao website), explorada por uma simpática família, promove o turismo rural ecológico em Castro Marim. A quinta, que consiste num conjunto de sete casas (todas com um nome diferente) de diversas tipologias, oferece o que de melhor se pode pedir: campo e praia - natureza.

As casas que compõem a quinta, recuperadas, têm um charme e conforto únicos, sendo acolhedoras, familiares e convidativas, no Inverno ou no Verão. Seja em família, a dois ou com um grupo de amigos, uns dias de férias aqui serão, certamente, deliciosos. 

Perto da praia (5 minutos de carro ou, para os mais desportistas, o percurso pode ser feito de bicicleta), o terreno da quinta é por si só propício ao lazer e ao descanso: um tanque bem arranjado que serve de piscina, numa área cuidada com sombras, relva e colchões; uma zona comum, exterior e interior, bastante agradável, com mesas, sofás, livros e bar; toda uma área exterior com figueiras, galinheiro e pequenas hortas, para além de alguns animais que se passeiam por perto (como os burros), ideal para quem quiser observar de perto a vida campestre. Se lhe apetecer um figo, precisar de uma alface ou um tomate, ninguém ficará aborrecido se os colher. 

Aliás, esta é uma das imagens de marca da Quinta da Fornalha - vai sentir-se como se estivesse em casa. A possibilidade de pagar o alojamento através de voluntariado em algumas épocas do ano, demonstra a essência deste projecto, que promove a sensibilização ambiental e cultural, associando-se a outras organizações. 

Este é também um local de fabrico de produtos biológicos, sempre a partir de recursos da quinta (são vários!): azeite, flor de sal, licores, compotas, etc., pelo que pode levar consigo uma recordação saborosa quando partir, ou unir os sabores à paisagem, e experimentá-los enquanto lá estiver!

Fiquem com algumas das nossas fotografias. As da página da Quinta da Fornalha são bem mais elucidativas.


Raquel





05/03/2012

truques e dicas - grelhar bifes

Para quem quiser grelhar uns belos bifes, esta técnica é fantástica. É baseada neste completíssimo manual de cozinha da Porto Editora, de Michel Maincent-Morel, «Manual de Cozinha - Técnicas e Preparações-base».

Preparar a carne:
- Controlar a temperatura da grelha: quanto mais fino for o bife, mais quente deve estar a grelha.
- Untar a carne com um pouco de azeite.

Grelhar:
- Colocar os bifes, na diagonal, na grelha.
- Quadricular (o bife deve ficar com a marca da grelha): dar um quarto de volta ao bife e deixar grelhar.
- Virar os bifes (sem ser com um garfo para não furar a carne).
- Quadricular o segundo lado (da mesma forma que o primeiro lado).


O tempo que se deixa o bife grelhar em cada um destes 4 passos depende da sua espessura e do ponto de cozedura pretendido: muito mal passado, mal passado, no ponto e bem passado.
Eu, que gosto do bife mal passado, conto, para cada um destes passos, 45 segundos (para um bife com 1,5 cm de espessura).

Pode verificar-se a cozedura pressionando a carne com o dedo. Com a experiência vai-se tornando mais fácil reconhecer o ponto da cozedura. No manual explicam assim:

O reconhecimento da firmeza baseia-se na coagulação progressiva das proteínas:
- carne mole, macia sob a pressão do dedo, morna no centro: cozedura muito mal passada;
- carne macia, um pouco mais dura: cozedura mal passada;
- carne medianamente firme, leve resistência superficial, gotas de sangue na superfície: no ponto;
- proteínas coaguladas no centro da carne, consistência firme: cozedura bem passada.

Para terminar, a carne deve descansar um pouco antes de ser servida.

Muito importante, só temperar os bifes no prato, nunca antes de grelhar.




João

01/03/2012

truques e dicas - comprar no talho

Muitas vezes a falta de tempo e paciência faz com que optemos por carne já embalada no supermercado, evitando filas de espera no talho, sendo que a carne já ali está embalada e arranjada. 

No outro dia porém, quando nos preparávamos para comprar peito de pato,  já embalado, reparámos que o preço de um peito não compensava se atentássemos no preço de um pato inteiro. (aproximadamente 5€ e 9€, respectivamente). A verdade é que muitas das vezes preferimos comprar a carne já arranjada, e acabamos por gastar dinheiro desnecessariamente.

A melhor forma de evitar isto e de poupar um pouco é comprar o frango ou pato inteiro (por exemplo) e pedir no talho que o cortem e arranjem - além de ficar mais barato, podemos sempre congelar o que não for preciso na altura. Mesmo que esteja embalado, levem a embalagem ao talho e peçam para arranjar! 

Já agora, aproveito também para vos alertar para o seguinte: a não ser que se conheça bem o supermercado e/ou não exista outra opção, a carne embalada pode ser traiçoeira... muitas das vezes o aspecto é bom, mas quando se abre a embalagem, apercebemo-nos de que o lado que não estava visível  não é tão apetecível...



Raquel

28/02/2012

restaurante - Sem Nome (o melhor bitoque de Lisboa)

É arriscado falar de um prato tão comum e tão banal, daquele que é a escolha fácil, o prato barato da lista, o mais consensual do menu.

Arriscado e difícil, porque comparar pratos que à primeira vista são iguais em qualquer sítio, não é fácil. 

Mas a verdade é que este restaurante em Alvalade faz, por 7.5€, o melhor bitoque de Lisboa! 

E fá-lo da maneira certa, sem inventar: um bife, um ovo estrelado, arroz, batatas fritas e a habitual amostra de cenoura ralada (para não dizerem que os pratos não são acompanhados por salada). 

O que distingue este bitoque dos outros é a qualidade da carne, tenríssima, e a qualidade da sua confecção, sempre no ponto que se pede, mal, médio ou bem passado. Aconselho que peçam o bife frito e não grelhado (como vem na lista), porque o molho da fritura com alho dá-lhe um toque especial.

Aqui somos bem servidos, apesar da modéstia da casa: restaurante de bairro, local habitual da vizinhança, com balcão de alumínio, toalha de papel e empregados de camisa branca. 

Embora o serviço seja rápido, vale a pena ir enganando a fome com os croquetes e os pastéis de bacalhau, de qualidade acima da média.

Para os que quiserem experimentar outras coisas, os restantes pratos da ementa parecem ser bons e o peixe que se vê sair tem bom aspecto, mas confesso que quando lá vou, peço sempre o bitoque.

No fim, a mousse de chocolate da casa, de entre outras sobremesas, é uma boa opção.



João


Morada:
Rua Marquesa de Alorna, 29-C
1700-300 Lisboa

Telefone:
21 849 86 24

27/02/2012

viagens e sítios - Castro Marim

Castro Marim* é um pequeno Município no Algarve, muito perto de Vila Real de Santo António, próximo da fronteira com Espanha. Ali sentimo-nos entre o Alentejo e Algarve, com o que de melhor cada um nos oferece: tranquilidade, campo e praia.

Ao contrário da restante região, de urbanizações gigantescas, ruas e praias apinhadas de gente, Castro Marim (sobretudo a freguesia que tem o mesmo nome) é como um oásis protegido, com as suas casas brancas pequenas, em ruas sossegadas marcadas pela história das conquistas, ou não fosse esta uma terra na fronteira, em tempos guardiã do restante território. Aqui ainda se pode ouvir o sino da Igreja.

As praias, de areal extenso e de ar selvagem, sem  estarem engolidas por empreendimentos megalómanos, estão antes rodeadas de dunas e vegetação que as separa de um pinhal, conferindo-lhes uma riqueza paisagística que as tornam únicas. O oceano, de águas calmas e lisas, oferece uma temperatura um pouco mais acima do habitual. 

A riqueza de Castro Marim não se deve apenas às suas praias, mas também à cultura, história e biodiversidade: o castelo e reserva do sapal (de onde tem origem flor de sal e sal e sendo o habitat de inúmeras aves, como flamingos - no entanto um pouco deixada ao abandono) são disso exemplos. 

Para comer, o peixe, a doçaria e outras receitas mais algarvias, assim como o caracol, que todos os anos tem um Festival Internacional que lhe é dedicado, onde os apreciadores do petisco se podem deliciar com diferentes formas de confecção.

Perto de Tavira, Monte Gordo ou Manta Rota, a possibilidade de conhecer outras terras Algarvias, com vida nocturna animada é também uma mais valia.  Sobretudo, vale a pena ir até Cacela-a-Velha, aldeia entre Tavira e Vila Real de Santo António, situada junto ao Parque Natural da Ria Formosa, onde se pode conhecer a Praia da Fábrica, onde só se chega de barco, caso a maré esteja cheia. 

A vizinha Espanha fica a poucos quilómetros, ideal para quem quiser atestar o depósito ou dar um passeio por Ayamonte, ou até Sevilha.

Brevemente partilharemos convosco um sítio maravilhoso onde ficar e passar uns óptimos dias de férias, assim como onde ir comer.


* Fomos a Castro Marim em Junho de 2011 (infelizmente não temos muitas fotografias. A última é da praia de Cacela-a-Velha)


Raquel



22/02/2012

restaurante - Sushi Café (Amoreiras)

O Sushi Café Amoreiras (clicar para aceder ao website), é um restaurante de cozinha japonesa, com um toque de criatividade. Sendo bom, que é, peca por se situar dentro de um centro comercial, num espaço que procura ser recatado mas que não resulta. Tem uma sala interior, aparentemente mais confortável, (embora mais perto do rodopio dos empregados) e uma «exterior», na mezzanine do centro comercial, onde encontramos mesas encavalitadas umas nas outras num corredor onde constantemente passa gente, o que não é muito agradável. O melhor será optar pelas mesas que ficam a uma altura superior e mais isoladas do resto, com vista para as lojas...

A decoração do espaço é indiferente, não sendo nem escandalosamente feia nem de surpreendente bom gosto: mesas pretas de linhas direitas e bancos iguais não muito confortáveis. Resumidamente, o típico minimalismo japonês sem nenhum toque especial.

Todos estes aspectos menos felizes são francamente compensados pela comida que é servida: peixe fresco, bem cortado e bem apresentado (o salmão, atum e peixe-manteiga são maravilhosos!). 

Além de ter os típicos rolos, califórnias, nigiris e tempuras, a carta apresenta-nos também uma série de peças mais elaboradas e improváveis, que são uma surpresa quando pousadas na mesa e uma surpresa (agradável) na boca (é de experimentar os Makis Especiais como o Rainbow - rolos de peixe com fruta, cobertos com salmão e outro peixe e os Mauzer, de peixe manteiga e uva, cobertos com peixe manteiga e ovas).

A lista de entradas frias e quentes é generosa, assim como a de pratos mais elaborados que não envolvem peixe cru. São de destacar os Temakis (cones) de atum ou salmão, e as sobremesas, sobretudo o bolo de chocolate e o gelado de chá verde. 

Os preços, não sendo muito convidativos, estão dentro do habitual para este tipo de restaurantes de cozinha  japonesa com melhor qualidade, entre os 15 e os 25€ por pessoa. 

Por fim, resta o atendimento, que pode ser classificado de suficiente. Nem mais, nem menos. Aliás, já tivemos uma experiência menos feliz com um empregado de mesa pouco simpático e  menos educado o que, certamente, tem alguma influência na imagem geral com que ficamos do restaurante.



Raquel

20/02/2012

sushi caseiro


Aqui ficam algumas imagens (fotografias tiradas pelo Miguel) do sushi que foi preparado no outro dia (como podem perceber, foi pelas mãos do João). E por falar em sushi... esta semana deixamo-vos a nossa opinião sobre um restaurante japonês. 


Raquel

16/02/2012

receita - fondants de chocolate

Esta receita é baseada quase na totalidade neste vídeo, é muito fácil de fazer e resulta numa sobremesa deliciosa, daquelas de fazer crescer água na boca!

As quantidades que aqui refiro são as que eu uso, não sei se são usadas as mesmas no vídeo.

Para fazer 6 fondants de chocolate é preciso:

- formas de pudim ou de queque
- chocolate de culinária (minímo de 70% de cacao) - 125gr
- manteiga - 125gr (mais a necessária para barrar as formas)
- 3 ovos inteiros e 3 gemas
- açúcar - cerca de 3 colheres de sopa (pode variar consoante o gosto de cada um)
- farinha q.b.
- açúcar em pó q.b.

Barrar as formas com manteiga.
Em banho-maria derreter o chocolate e a manteiga. 
À parte bater os ovos, as gemas e o açúcar.
Juntar esta mistura de ovos à de chocolate a pouco e pouco e sempre a mexer, para o calor do chocolate não cozer os ovos.
Juntar um pouco de farinha para engrossar.
Encher as formas com este preparado e levar ao forno (pré-aquecido).
A temperatura e o tempo de cozedura variam consoante o forno. O suposto é o fondant ficar cozido por fora e, por dentro, quase como uma mousse (no caso do que está na imagem a mousse estava a querer fugir!).
É necessário algum cuidado ao retirar os fondants das formas , por estarem muito quentes, mas convém desenformá-los com rapidez para não continuarem a cozinhar.
Por fim polvilhar os fondants com um pouco de açúcar em pó.

Apresentação:

Polvilhar os fondants com um pouco de açúcar em pó e, para ser mesmo mesmo delicioso, acompanhar com gelado e fruta (neste caso usei gelado de natas e manga).




João

14/02/2012

novidades e sugestões - aprender a fazer sushi

A cozinha japonesa, seja na sua versão mais tradicional, seja de fusão, tem sido muito procurada e os restaurantes japoneses (ou que se dizem japoneses) são cada vez em maior número.

A par disso, a vontade de aprender a preparar uma refeição japonesa também tem aumentado. 

Assim, e para quem estiver interessado em aventurar-se na cozinha japonesa, deixamo-vos uma sugestão de livro de técnicas e receitas, que ainda aborda um pouco a história e os principais ingredientes.  

Tendo em conta os vários manuais e livros que fomos folheando, este (clicar para aceder a mais informação) pareceu-nos o mais completo e de mais fácil compreensão.




Caso tenham vontade de experimentar e não tenham nenhuma experiência, este é se dúvida, adequado. 

Para os interessados podemos deixar o nome de um ou dois sítios onde encontrar produtos e ingredientes. Quem conhecer, partilhe connosco também! 


Raquel e João

13/02/2012

restaurante/bar - Artis

No Bairro Alto, este é um dos nossos sítios de eleição para ir petiscar e beber um copo de vinho.

Com uma excelente carta de vinhos e uma boa ementa de petiscos, este é o sítio perfeito para longas conversas pela noite dentro, sempre acompanhadas por uma agradável escolha de temas de jazz e um ambiente e decoração de muito bom gosto.

O Artis, antigo B'artis, é um bar que apesar de renovado, conserva o ambiente e a decoração de outrora. A madeira, os objectos retro-kitsch e os instrumentos musicais que decoram o espaço, juntamente com a luz fraca e a música no volume certo, conferem a este bar um ambiente nocturno sofisticado.

O atendimento podia ser melhor, não pela falta de simpatia ou eficácia, mas pelas demoras em noites de casa cheia (o espaço é pequeno, pelo que facilmente enche). Nada de muito grave, até porque o objectivo é ir petiscando, bebendo e conversando sem pressas.

A lista de vinhos (a copo e garrafa) é muito completa e variada, com boas escolhas de brancos, tintos, verdes e espumantes das várias regiões do país, para além de vinho do Porto e da Madeira.

Quanto à ementa, é de destacar o frango no churrasco (bem picante como se quer), as batatas bravas (óptimas), as moelas, os enchidos e os queijos.

Os preços são justos: a partir de 3€ já se pode beber um bom vinho a copo e os petiscos andam entre os 4 e os 10€. 

É um bar onde, sem snobismos, se pode ver um jogo de futebol e onde se pode comer e beber até de madrugada (fecha às 2 da manhã durante a semana e às 3 à sexta e sábado).



João


Morada:
Rua Diário de Notícias, nº 95
1200-142 Bairro Alto

Telefone:
213424795


09/02/2012

O primeiro mês!

Hoje este espaço de partilha completa um mês de existência!

Ao longo deste curto período de tempo já partilhámos convosco 4 opiniões sobre restaurantes, 4 receitas, 2 textos sobre duas cidades europeias, 2 dicas de cozinha e 1 sugestão relacionada com a organização de eventos. Muito, muito mais está ainda por vir! Dicas de hotéis, pensões e residenciais onde ficar hospedado; sítios bonitos para visitar em Portugal, etc.!

É com muito prazer que vos escrevemos, sempre na expectativa que saiam daqui mais ricos, e que possam também partilhar com os vossos, as nossas ideias, receitas e sugestões. 

Esperamos que o balanço que fazem deste mês seja igualmente positivo. Para quem ainda não se juntou, podem seguir-nos na nossa página de facebook (clicar para aceder) - fica o vosso presente!


Raquel e João

07/02/2012

receita - noodles com masala de frango e lima

Esta receita surgiu de uma tentativa de imitação do prato kare lomen do Restaurante Nood (clicar para aceder ao website), no Chiado . 

Embora não tenha ficado igual, ficou igualmente bom, pelo que se tornou num prato recorrente.

É preciso:

- massa chinesa (noodles)
- cebola
- alho
- peitos de frango
- sal
- pimenta preta
- tandoori masala em pó
- piri-piri em pó
- pó de caril
- gengibre em pó
- azeite
- leite de côco
- polpa de tomate
- rebentos de soja
- coentros
- lima

Cortar a cebola em tiras. Picar o alho.
Cortar os peitos de frango em pedaços pequenos e temperá-los com sal, pimenta, piri-piri e tandoori masala.
Refogar o alho e a cebola em azeite. Quando a cebola estiver transparente, juntar o frango e deixá-lo cozinhar 2 a 3 minutos.
Juntar o leite de côco e um pouco de polpa de tomate.
Deixar cozinhar em lume médio/brando.

Nesta fase (a mais importante) é absolutamente necessário ir provando e adicionando gradualmente tandoori masala, caril, gengibre em pó, sal, pimenta e piri-piri, até ficar a gosto.

À parte, cozinhar os noodles conforme indicado na embalagem.

Por fim, juntar parte da água da cozedura da massa (para ficar quase como uma sopa) e os rebentos de soja.

Apresentação:

Num prato de sopa com coentros e lima (que deve ser espremida). Come-se com «pauzinhos» e colher de sopa.
 



João

06/02/2012

truques e dicas - descascar e cortar cebola sem lacrimejar

A altura de descascar e cortar cebola é, para muitos, um tarefa desconfortável. 

Dada a probabilidade de os olhos começarem a arder devido à irritação provocada pelo enxofre presente na cebola, e também de lacrimejar como reacção a essa presença estranha, partilho convosco um truque que costumo pôr em prática e que costuma resultar.

Solta-se a primeira camada de casca da cebola (a mais escura) e passa-se a cebola por água corrente fria, assim como as nossas mãos e a faca que vamos utilizar. À medida que vamos cortando e descascando podemos ir passando a faca na água fria, assim como as nossas mãos.

Não me perguntem porquê, porque nunca estudei química nem nada relacionado com ciências naturais, mas a verdade é que comigo resulta e alivia bastante a irritação no nariz e olhos.


Raquel

03/02/2012

mais um fim-de-semana por aqui

Trocámos o frio de Lisboa pelo frio gelado de S. Pedro de Moel, em Leiria. De tanto cá virmos, quase que nos esquecemos de vos escrever um pouco sobre este sítio encantador, agora com mais sol e luz do que na fotografia abaixo.


Vamos pensar em mais sugestões para vos dar e  já se está a aperfeiçoar uma receita muito, muito doce... 

Bom fim-de-semana!

João e Raquel

02/02/2012

restaurante/bar - A Taverna (Taberna Portuguesa)

Começar a escrever sobre um restaurante/bar sem se ter a certeza absoluta sobre o seu nome pode não ser bom sinal. Conheço só como «Taverna», nome que podemos ler depois de passar o portão que a delimita. Porém, e tendo em conta que nos últimos tempos se multiplicaram os espaços com o nome de «Taverna», «Taberna» e outros que tais, falar deste em particular, só pode ser por um bom motivo.

A Taverna, situada no Alto de Santo Amaro, no bairro de Alcântara, é uma tasca acolhedora que outrora não tinha muito boa fama. Mas nada melhor do que uma história assim para dar vontade de lá entrar. Com pequenas mesas e bancos de madeira que vislumbramos logo desde o portão, a Taverna é um espaço pequeno e acolhedor, dividida entre uma zona mais interior, junto ao balcão, e outra mais exterior, ainda que coberta, do lado de fora da porta, mais agradável. 

Aqui, tudo o que pedimos tem de ser português. Não são só os azulejos da parede e a música de fundo que falam a mesma língua que nós: o pequeno saco onde nos servem o pão, a ementa, as bebidas e até as pastilhas «Gorila» que encontramos em cima do balcão. Não vale a pena sequer pedir por uma «Coca-cola», não há. 

A ementa, não sendo muito variada, faz jus à nossa gastronomia e os pratos servidos, mais à base de petiscos do que outra coisa, são saborosos. Moelas de pato, tiborna de tomate ou de ameijoa, pica-pau de porco, alheira e farinheira com grelos ou espinafres, e um belo queijo com doce de figo, são alguns dos poucos pratos da casa. As sobremesas também são à base de produtos portugueses, mas a escolha é mais diminuta. Para beber, cerveja, em garrafa ou copo de barro, moscatel, vinho e vinho do porto e um bagaço caseiro, doce e perigoso!

Embora fique cheio com facilidade (mas é possível reservar mesa) e o espaço não seja o mais confortável de todos, o ambiente é agradável, sobretudo se formos em grupo, com a ideia de partilhar e experimentar de tudo um pouco.

É uma ideia genuína que não cede à tentação de tentar recriar o castiço, transformando-o num falso gourmet

Os preços praticados são absolutamente adequados (rondando os 10€ por pessoa).


Raquel

Morada:
Rua dos Lusíadas, n.º 130 - Alto Santo Amaro - Alcântara
1300 - 376 Lisboa

Telefone: 
914289997


31/01/2012

viagens e sítios - Barcelona

Se tivesse de descrever Barcelona* em três adjectivos escolheria estes: vaidosa, elegante e fria. 

A vaidade e elegância da cidade estão presentes na obra arquitectónica que por lá podemos ver, provavelmente o que de mais bonito tem. Conjugando o tradicional com o moderno, as ruas de Barcelona, o planeamento urbanístico da cidade, os seus edifícios, sejam habitacionais ou não, conjugam-se na perfeição, resultando numa mistura inteligente, original e encantadora.

De facto, a riqueza da arquitectura deixa-nos espantados. Podemos ver edifícios antiquíssimos sem que o seu estado de conservação esteja descuidado, com fachadas trabalhadas, ornamentadas e imponentes que se misturam surpreendentemente bem com um legado mais moderno. Podermos ver lojas e espaços comerciais a funcionar em edifícios antigos, não os remetendo à inutilidade ou abandono, é das escolhas mais inteligentes e sensatas que existem. 

As ruas e os bairros organizados geometricamente e cortados pela grande Avinguda Diagonal que atravessa a cidade, tornam-na mais fácil percorrer e entender, tendo uma percepção global da sua planta. As esquinas, ao invés de serem em ângulo recto, como é mais comum, têm uma abertura que oferece mais espaço a quem anda a pé, ampliando as ruas e alargando os passeios. 

Os mapas encurtam em muito as distâncias entre dois pontos: Barcelona é sempre maior do que pensamos e galgar as grandes avenidas, atravessar as largas estradas leva mais tempo do que o previsto.

As grandes praças são monumentais e, por maiores que sejam, estão sempre cheias de pessoas, da terra e de fora, num rodopio intenso que faz com que seja uma cidade viva, onde se cruza todo o tipo de gente. 

Cosmopolita, Barcelona é uma passerelle onde desfilam mulheres e homens que espelham o último grito da moda; jovens mais alternativos com roupa descontraída, metaleiros, freaks e meninos bem, de todas as nacionalidades e origens. 

No entanto, todo este movimento e imponência podem dar a sensação de que esta é uma cidade fria, que nos ignora e nos faz sentir pequenos no meio de tanta agitação e grandeza. Os bancos individuais que podemos encontrar em vários locais da cidade podem ser símbolo dessa individualidade e egoísmo que se pressentem. 

Comer é um verdadeiro prazer para estas pessoas, pelo menos se nos lembrarmos dos balcões que se enchem de gente que, à pressa e em pé, vai tomando as suas refeições, deixando os lugares sentados e da esplanada para aqueles que estão dispostos a pagar mais por isso. Em todo o lado, há um espaço que vende sandes, pizzas, comida para fora e para se comer a andar.

A horizontalidade da cidade é um convite às bicicletas que se juntam ao trânsito controlado e aos passeios. Skates, trotinetas e patins são outros meios escolhidos para percorrer Barcelona. 

O Metro é, quase de certeza, o transporte mais prático e cómodo. As ligações entre linhas são fáceis, as viagens são curtas e não se tem de esperar mais de três minutos por ele. Mais caricatas são as estações e os corredores labirínticos que unem as várias linhas, alguns ao ponto de meter medo, por tão grandes e recônditos.  

Embora percebam bem português, os catalães não aparentam ser os mais simpáticos do mundo, mas, como em tudo, há excepções. A verdade é que parecem ser mais desconfiados e sérios do que outros espanhóis de outras cidades. 

Mais do que uma vez tivemos de chamar a atenção para «erros» na conta, fruto de tentativas de enganar turistas, cobrando pedidos indevidamente. 

Barcelona é uma mistura de sensações, difícil de exprimir. Ao mesmo tempo que nos deslumbra faz-nos ter saudades do que nos é familiar.



Raquel

* Visitámos Barcelona em Agosto de 2011 e em Janeiro de 2012






26/01/2012

Até já!

Vamos até Barcelona! Partimos amanhã bem cedo, e regressamos domingo à noite. Vai ser bom poder revisitar a cidade com mais calma, menos calor, e menos turistas por centímetro quadrado.

Bom fim-de-semana para vocês! 


Raquel e João