06/02/2012

truques e dicas - descascar e cortar cebola sem lacrimejar

A altura de descascar e cortar cebola é, para muitos, um tarefa desconfortável. 

Dada a probabilidade de os olhos começarem a arder devido à irritação provocada pelo enxofre presente na cebola, e também de lacrimejar como reacção a essa presença estranha, partilho convosco um truque que costumo pôr em prática e que costuma resultar.

Solta-se a primeira camada de casca da cebola (a mais escura) e passa-se a cebola por água corrente fria, assim como as nossas mãos e a faca que vamos utilizar. À medida que vamos cortando e descascando podemos ir passando a faca na água fria, assim como as nossas mãos.

Não me perguntem porquê, porque nunca estudei química nem nada relacionado com ciências naturais, mas a verdade é que comigo resulta e alivia bastante a irritação no nariz e olhos.


Raquel

03/02/2012

mais um fim-de-semana por aqui

Trocámos o frio de Lisboa pelo frio gelado de S. Pedro de Moel, em Leiria. De tanto cá virmos, quase que nos esquecemos de vos escrever um pouco sobre este sítio encantador, agora com mais sol e luz do que na fotografia abaixo.


Vamos pensar em mais sugestões para vos dar e  já se está a aperfeiçoar uma receita muito, muito doce... 

Bom fim-de-semana!

João e Raquel

02/02/2012

restaurante/bar - A Taverna (Taberna Portuguesa)

Começar a escrever sobre um restaurante/bar sem se ter a certeza absoluta sobre o seu nome pode não ser bom sinal. Conheço só como «Taverna», nome que podemos ler depois de passar o portão que a delimita. Porém, e tendo em conta que nos últimos tempos se multiplicaram os espaços com o nome de «Taverna», «Taberna» e outros que tais, falar deste em particular, só pode ser por um bom motivo.

A Taverna, situada no Alto de Santo Amaro, no bairro de Alcântara, é uma tasca acolhedora que outrora não tinha muito boa fama. Mas nada melhor do que uma história assim para dar vontade de lá entrar. Com pequenas mesas e bancos de madeira que vislumbramos logo desde o portão, a Taverna é um espaço pequeno e acolhedor, dividida entre uma zona mais interior, junto ao balcão, e outra mais exterior, ainda que coberta, do lado de fora da porta, mais agradável. 

Aqui, tudo o que pedimos tem de ser português. Não são só os azulejos da parede e a música de fundo que falam a mesma língua que nós: o pequeno saco onde nos servem o pão, a ementa, as bebidas e até as pastilhas «Gorila» que encontramos em cima do balcão. Não vale a pena sequer pedir por uma «Coca-cola», não há. 

A ementa, não sendo muito variada, faz jus à nossa gastronomia e os pratos servidos, mais à base de petiscos do que outra coisa, são saborosos. Moelas de pato, tiborna de tomate ou de ameijoa, pica-pau de porco, alheira e farinheira com grelos ou espinafres, e um belo queijo com doce de figo, são alguns dos poucos pratos da casa. As sobremesas também são à base de produtos portugueses, mas a escolha é mais diminuta. Para beber, cerveja, em garrafa ou copo de barro, moscatel, vinho e vinho do porto e um bagaço caseiro, doce e perigoso!

Embora fique cheio com facilidade (mas é possível reservar mesa) e o espaço não seja o mais confortável de todos, o ambiente é agradável, sobretudo se formos em grupo, com a ideia de partilhar e experimentar de tudo um pouco.

É uma ideia genuína que não cede à tentação de tentar recriar o castiço, transformando-o num falso gourmet

Os preços praticados são absolutamente adequados (rondando os 10€ por pessoa).


Raquel

Morada:
Rua dos Lusíadas, n.º 130 - Alto Santo Amaro - Alcântara
1300 - 376 Lisboa

Telefone: 
914289997


31/01/2012

viagens e sítios - Barcelona

Se tivesse de descrever Barcelona* em três adjectivos escolheria estes: vaidosa, elegante e fria. 

A vaidade e elegância da cidade estão presentes na obra arquitectónica que por lá podemos ver, provavelmente o que de mais bonito tem. Conjugando o tradicional com o moderno, as ruas de Barcelona, o planeamento urbanístico da cidade, os seus edifícios, sejam habitacionais ou não, conjugam-se na perfeição, resultando numa mistura inteligente, original e encantadora.

De facto, a riqueza da arquitectura deixa-nos espantados. Podemos ver edifícios antiquíssimos sem que o seu estado de conservação esteja descuidado, com fachadas trabalhadas, ornamentadas e imponentes que se misturam surpreendentemente bem com um legado mais moderno. Podermos ver lojas e espaços comerciais a funcionar em edifícios antigos, não os remetendo à inutilidade ou abandono, é das escolhas mais inteligentes e sensatas que existem. 

As ruas e os bairros organizados geometricamente e cortados pela grande Avinguda Diagonal que atravessa a cidade, tornam-na mais fácil percorrer e entender, tendo uma percepção global da sua planta. As esquinas, ao invés de serem em ângulo recto, como é mais comum, têm uma abertura que oferece mais espaço a quem anda a pé, ampliando as ruas e alargando os passeios. 

Os mapas encurtam em muito as distâncias entre dois pontos: Barcelona é sempre maior do que pensamos e galgar as grandes avenidas, atravessar as largas estradas leva mais tempo do que o previsto.

As grandes praças são monumentais e, por maiores que sejam, estão sempre cheias de pessoas, da terra e de fora, num rodopio intenso que faz com que seja uma cidade viva, onde se cruza todo o tipo de gente. 

Cosmopolita, Barcelona é uma passerelle onde desfilam mulheres e homens que espelham o último grito da moda; jovens mais alternativos com roupa descontraída, metaleiros, freaks e meninos bem, de todas as nacionalidades e origens. 

No entanto, todo este movimento e imponência podem dar a sensação de que esta é uma cidade fria, que nos ignora e nos faz sentir pequenos no meio de tanta agitação e grandeza. Os bancos individuais que podemos encontrar em vários locais da cidade podem ser símbolo dessa individualidade e egoísmo que se pressentem. 

Comer é um verdadeiro prazer para estas pessoas, pelo menos se nos lembrarmos dos balcões que se enchem de gente que, à pressa e em pé, vai tomando as suas refeições, deixando os lugares sentados e da esplanada para aqueles que estão dispostos a pagar mais por isso. Em todo o lado, há um espaço que vende sandes, pizzas, comida para fora e para se comer a andar.

A horizontalidade da cidade é um convite às bicicletas que se juntam ao trânsito controlado e aos passeios. Skates, trotinetas e patins são outros meios escolhidos para percorrer Barcelona. 

O Metro é, quase de certeza, o transporte mais prático e cómodo. As ligações entre linhas são fáceis, as viagens são curtas e não se tem de esperar mais de três minutos por ele. Mais caricatas são as estações e os corredores labirínticos que unem as várias linhas, alguns ao ponto de meter medo, por tão grandes e recônditos.  

Embora percebam bem português, os catalães não aparentam ser os mais simpáticos do mundo, mas, como em tudo, há excepções. A verdade é que parecem ser mais desconfiados e sérios do que outros espanhóis de outras cidades. 

Mais do que uma vez tivemos de chamar a atenção para «erros» na conta, fruto de tentativas de enganar turistas, cobrando pedidos indevidamente. 

Barcelona é uma mistura de sensações, difícil de exprimir. Ao mesmo tempo que nos deslumbra faz-nos ter saudades do que nos é familiar.



Raquel

* Visitámos Barcelona em Agosto de 2011 e em Janeiro de 2012






26/01/2012

Até já!

Vamos até Barcelona! Partimos amanhã bem cedo, e regressamos domingo à noite. Vai ser bom poder revisitar a cidade com mais calma, menos calor, e menos turistas por centímetro quadrado.

Bom fim-de-semana para vocês! 


Raquel e João

25/01/2012

receita - chíli com carne e tangerina

Esta é a minha receita de chíli com carne. É muito fácil de fazer e o resultado final é muito bom, com a tangerina a cortar os sabores pesados do chíli.

Ingredientes:

- cebola
- alho
- pimento vermelho
- malaguetas vermelhas
- azeite
- sal
- pimenta (mistura 5 bagas)
- açúcar mascavado
- carne de vaca picada
- feijão vermelho (enlatado)
- caldo de galinha
- tomate pelado (enlatado)
- tangerinas

Suar a cebola e o alho picados em azeite.
Juntar o pimento (cortado em cubos) e as malaguetas (cortadas em rodelas) e deixar refogar.
Temperar com sal e pimenta e juntar 2 colheres de sobremesa de açúcar mascavado.
Adicionar a carne picada, o tomate (cortado em pedaços) e o caldo de galinha.
Deixar ferver.
Juntar o feijão previamente escorrido.
No final retificar os temperos.

Apresentação:

Num prato de sopa com uns quantos gomos de tangerina.




João

24/01/2012

restaurante - Restaurante de Aplicação da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa


É inacreditável como este sítio é desconhecido e tão pouco publicitado e falado, sobretudo quando oferece menus completos por apenas 15€.

O restaurante funciona durante a semana ao almoço e alguns dias ao jantar, conforme a agenda, que deve ser consultada. Esta semana por exemplo, o restaurante vai estar encerrado hoje e amanhã devido ao facto de os alunos estarem em época de exames e os jantares estão a cargo de convidados, no âmbito de um evento gastronómico. Em qualquer dos casos é  necessário fazer marcação.

A ementa, que varia de semana para semana, pode ser consultada aqui (clicar para aceder ao website). Geralmente é constituída por amuse-bouche, entrada, prato de peixe, prato de carne e sobremesa, para além de incluir um aperitivo, um copo de vinho, água e café. Tudo, voltamos a dizer, por apenas 15 euros.

A qualidade dos alimentos, a confecção, a apresentação dos pratos e o atendimento são muito bons, até porque os alunos são sempre supervisionados pelos seus professores.

O edifício da Escola de Hotelaria, a antiga escola Machado de Castro em Campo de Ourique, está muito bem arranjado e o espaço do restaurante, um altíssimo salão com enormes janelões, garante uma refeição num ambiente  agradável.

Ser cobaia das aprendizagens postas em prática é uma experiência boa e recomenda-se, tendo em conta a qualidade do que ali é feito. Este restaurante/escola não fica aquém de muitos restaurantes mais caros que por aí há, pelo contrário.


João e Raquel

19/01/2012

receita - sopa de chouriço e tomate

Há uns tempos experimentei fazer esta receita de sopa do chef Miguel Castro e Silva (retirada da colecção que saiu com a revista Sábado «Os Menus do Chef» que versava sobre ele). É um prato muito fácil de fazer e é absolutamente delicioso!

Deixo-vos a receita e algumas fotografias:

Para 4 pessoas é preciso:

- 50 g de chouriço
- 750 ml de caldo de galinha
- 250 g de tomate
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- azeite
- orégãos
- pão torrado ou croutons


Começa-se por cortar o chouriço e o tomate (pelado e sem sementes) em cubos, a cebola em tiras e pica-se o alho.

Numa panela grande deita-se um pouco de azeite e dá-se uma ligeira fritura, em lume brando, ao chouriço. Junta-se a cebola e o alho picado e deixa-se refogar. Acrescentam-se o tomate e os orégãos. Pouco tempo depois adiciona-se o caldo de galinha, tempera-se com sal e deixa-se ferver.

O caldo de galinha, para a receita ser perfeita, devia ser preparado com miudezas, carcaças de galinha e uma boa guarnição aromática, fervido durante 2 horas. Como isso demora muito tempo e é chato, um caldo knorr dissolvido em água a ferver faz o efeito.

Quando experimentei esta receita optei por triturar a sopa com uma varinha mágica. Não sei se fiz bem ou se é melhor manter os pedaços inteiros.

Apresentação:

Numa tijela com pão torrado ou croutons.




João

18/01/2012

viagens e sítios - Madrid

Madrid* não acaba, as suas ruas prolongam-se sem sabermos o seu início ou o seu fim e, por isso, andamos por elas sabendo sempre que estamos perto. Perto de alguma coisa. De praças largas, arcadas, jardins e avenidas, ruas e locais inesperados.

A banda sonora de Madrid pode ser descrita pela música de fundo, ou  chamemos-lhe antes ruído, das pessoas a andar e a falar, dos vendedores de rua, pelo som dos copos e pratos a serem pousados nas mesas das incontáveis esplanadas que decoram toda a cidade.

Por todo o lado sentimos um permanente odor a comida que nos leva a experimentar mais um local e a parar para ver mais um cardápio.  

Todo esse movimento e toda esta vida que se mantém durante a noite, torna Madrid uma cidade difícil de penetrar à primeira. As ruas sem princípio nem fim fazem da cidade um labirinto orgânico onde no entanto sabemos, no fim, encontrar tudo.

Apesar de ser uma cidade com muitas pessoas, em muitas zonas parece que não damos por elas devido à largura e espaço das ruas, avenidas e praças. No entanto, se olharmos à nossa volta, não faltam pessoas e famílias a pousar junto dos principais marcos da cidade.

À primeira vista Madrid pareceu-nos ser agressiva. Aos poucos, e ao visitar os seus três principais museus, demo-nos conta de que afinal é uma cidade sensível. Essa sensibilidade, podemos também pressenti-la no bom gosto dos edifícios e na sua excepcional conservação, nos jardins ou até mesmo nos sem-abrigo que encontramos na rua a ler um livro.

Ao mesmo tempo Madrid consegue ser uma cidade prática, com lojas de conveniência em cada esquina, hotéis, hostels e pensões para os mais variados bolsos, já para não mencionar a enorme oferta de sítios onde comer, petiscar, beber e descansar. 

É de louvar a quantidade de sombras e de bancos de rua  que a cidade tem, tornando fácil de suportar os seus quentes dias de Verão. 

Um dos aspectos mais desagradáveis é a quantidade de lixo no chão, sendo comum as pessoas não usarem os caixotes do lixo, numa lógica de «já não preciso disto, vai para o chão». 

Conduzir nesta cidade é um acto heróico e desnecessário, uma vez que a rede de transportes públicos é rápida e confortável.

Madrid é também uma cidade de escolhas, na impossibilidade de visitar, ver e fotografar tudo o que nos tem para oferecer, cresce a vontade de lá voltar e de lá nos voltarmos a perder. 


Raquel

* Visitámos Madrid em Agosto de 2011


16/01/2012

novidades e sugestões - Et Voilà

A Mica, a Rita e a Lálá são três amigas que, entre outras actividades, se dedicam à organização de eventos. 

Os eventos que organizam, desde festas de aniversário, baptizados, despedidas, ou qualquer outra ocasião festiva que se queira comemorar, são momentos mágicos e únicos. 

Festas que são pensadas de coração, alma e varinha mágica, moldando-se por completo ao motivo e a quem a quer dar, destacando-se pela originalidade, diversão e elegância. 

A Et Voilà (clicar para aceder ao website) tanto pode tratar de tudo, desde o conceito base até aos pormenores decorativos, como convites e lembranças para os convidados, como apenas de uma destas coisas (entre outras).

Para além disto, o facto de tratarem ainda de fotografar o evento, deixando a tarefa a cargo de profissionais, possibilita que este seja vivido a 100 % sem que se esteja preocupado em registar  os melhores momentos e sorrisos, e que fique para sempre com recordações de uma festa inesquecível... uma verdadeira cereja no topo de bolo.

E por falar em bolo, aqui ficam algumas imagens (retiradas da página de facebook da Et Voilà) do que estas três amigas podem fazer por si.


Raquel



13/01/2012

restaurante - Chafariz do Vinho

O Chafariz do Vinho* (clicar para aceder ao website) é uma enoteca que serve bons petiscos e vinhos, num ambiente agradável, quer pelo espaço, quer pela sua localização e decoração. Situado num edifício com história, faz parte da obra que compõe o Aqueduto das Águas Livres. 

Perto da Avenida da Liberdade, o que torna a localização acessível e central, este restaurante, chamemos-lhe assim, oferece um óptimo Menu de Degustação (35€), composto por petiscos e diversos vinhos a copo, escolhidos de acordo com o prato a servir. 


Sugerimos que, caso vá apenas com uma pessoa, cada um peça um prato diferente do Menu para poderem provar de tudo.

Se preferir, pode optar por escolher à carta em vez de pedir o Menu de Degustação. Em qualquer um dos casos, garantimos que não se vai arrepender. É que ainda que nem tudo o que  é servido seja excepcionalmente bom (alguns dos petiscos são mais banais), o conjunto faz com que seja uma refeição óptima de desfrutar. 

O espaço é convidativo, confortável, e o facto de estar a meia-luz e as mesas guardarem distância umas das outras (pelo menos as do andar de cima), salvaguardando a intimidade dos clientes é um ponto a favor. Assim, os clientes podem, entre um copo de vinho e um petisco, prolongar o seu jantar pela noite dentro. 

O atendimento tornou o nosso jantar ainda melhor, concluindo-se uma vez mais que a simpatia e o cuidado podem fazer toda a diferença. No final foram-nos oferecidos os cafés e uma visita à garrafeira. 

O preço, embora não muito acessível se pensarmos em ir lá regularmente, também não é elevado. Aliás, está totalmente justificado. 


Raquel e João

12/01/2012

receita - lombo de salmão em marinada de tangerina com molho de espinafres e malagueta verde

Esta receita utiliza alguns métodos que fui aprendendo, mas a combinação final é da minha autoria.

A marinada:
 
- 2 lombos de salmão (se for para 2 pessoas) 
- 1 saco de congelação  
- algumas tangerinas 
- azeite  
- sal  
- pimenta preta 
- frigorífico

    Colocam-se os lombos de salmão no saco de congelação. Espremem-se as tangerinas para dentro do saco. As cascas também vão para dentro do saco. Salpica-se com azeite e tempera-se com sal e pimenta preta. Coloca-se no frigorífico durante pelo menos duas horas.
    O molho:
     
    - frigideira grande  
    - algumas chalotas  
    - margarina  
    - 1 malagueta verde grande  
    - natas   
    - espinafres frescos  
    - água a ferver com sal  
    - copo liquidificador ou varinha mágica  
    - sal  
    - pimenta preta

      Numa frigideira grande salteiam-se as chalotas picadas em margarina (sim, margarina, em minha casa sempre se usou margarina).
      Quando as chalotas estiverem transparentes junta-se a malagueta verde picada e, pouco depois, as natas. Deixa-se envolver e engrossar, mas não muito.
      Adicionam-se os espinafres cozidos (a cozedura dos espinafres demora apenas 1 minuto em água a ferver com sal), desliga-se o lume e envolve-se bem.
      De seguida coloca-se esta mistura num copo liquidificador (ou outra coisa que triture, tipo uma varinha mágica) e tritura-se tudo.
      Tempera-se com sal e pimenta preta e já está.


      O grelhado: 

      - o saco dos lombos  
      - temperatura ambiente  
      - grelhador ou outra coisa que cozinhe  
      - tempo


        Retira-se o saco com os lombos do frigorífico um bocado antes de cozinhar, para que atinjam a temperatura ambiente.
        Retiram-se os lombos do saco e grelham-se, pouco tempo de cada lado (o tempo varia consoante a temperatura da grelha e a altura do lombo) e uma só vez de cada lado. Cuidado quando se vira o lombo, porque tem tendência a desmanchar-se.
        É suposto o salmão ficar mal passado.
        Apresentação:
        O molho por baixo, o lombo por cima e salada fresca e/ou legumes cozidos ao lado. Uma tangerina a acompanhar.
        João

        11/01/2012

        truques e dicas - batatas fritas estaladiças

        Esta técnica é baseada na receita de batatas fritas aos palitos da Enciclopédia da Culinária de Gunter Beer e Patrik Jaros.

        É preciso:

        - batatas
        - faca
        - água fria
        - pano de cozinha (de algodão)
        - fritadeira (que dê para programar a temperatura do óleo)
        - tabuleiro
        - papel de cozinha
        - sal de mesa ou flor de sal

        Descascam-se as batatas e cortam-se em pedaços (cubos ou palitos).
        Lavam-se bem em água fria para retirar a goma.
        Secam-se os pedaços num pano de cozinha (de algodão).
        Dá-se uma primeira fritura em óleo a 150º, sem deixar dourar.
        Retiram-se do óleo e reserva-se num tabuleiro.
        Pouco tempo antes de comer, dá-se a fritura final em óleo a 190º até ficarem estaladiças e douradas.
        Colocam-se em papel de cozinha para absorver o excesso de óleo.
        Temperam-se com sal de mesa ou flor de sal.

        João

        por aqui o dono da cozinha, normalmente, é ele...

        Para além de gostarmos de comer, também gostamos de cozinhar, mas confesso que me fui deixando ficar para trás quando me apercebi do jeito que o João tem para a cozinha (para além de que me diz para ir ver televisão, enquanto faz o jantar).

        Embora desarrumado, é metódico e consegue dividir-se por inúmeras tarefas.

        Deixo-vos algumas imagens do jantar de ontem, uns bifes em alho e louro (com um molho de natas e mostarda que não foi fotografado), acompanhado de batatas fritas (cuja técnica de fritura, para as batatas ficarem mais estaladiças e saborosas, o João partilha hoje convosco ).

        E já que estamos numa de cozinha, a primeira receita do João vai ser partilhada amanhã... Garanto-vos que não se vão arrepender de a vir espreitar!


        Raquel




        10/01/2012

        restaurante - Bella Lisa Elevador

        Um restaurante (cliquem para aceder ao website) que vende a falsa gastronomia italiana, algo a que já estamos habituados e claro, fartos.

        Sendo intitulado de italiano deve sobressair pela qualidade da comida, caso contrário fica mais barato fazer os mesmos pratos ou muito semelhantes, em casa. Afinal, para cozer massa e pôr-lhe em cima cogumelos de lata e atum em conserva não é preciso ter-se um restaurante com uma estrela Michelin.


        Talvez as nossas expectativas estivessem elevadas, algo comum quando acreditamos que a relação qualidade/preço é equilibrada.   Enganados, julgámos ir a um bom restaurante*.

        A verdade é que o preço dos pratos (média de 25 € por pessoa) está a pagar a localização do restaurante (basta compará-los com o restaurante Bella Lisa que fica na Av. Visconde de Valmor), que desperdiça um local fantástico junto ao Elevador de Santa Justa, com uma vista panorâmica sobre a baixa e a costa do castelo.

        O conceito, em teoria, não é mau: um restaurante que também é bar, com uma esplanada com uma excelente vista sobre a cidade e que pode servir para iniciar uma noite pelo Bairro Alto. O problema é que a aplicação deste conceito é desastrosa, a começar pelo aproveitamento que se faz da localização: as janelas do restaurante são altas de mais (e as mesas baixas) para se poder ver lá para fora, o espaço e a decoração são simplesmente pavorosos. 

        Além de o espaço estar mal aproveitado, ao ponto de termos a meio metro da nossa mesa outra mesa e um armário de louças e toalhas, onde constantemente se agachava um funcionário (ou até mesmo o gerente), ficando o seu rabo colado à nossa cara, a decoração é de bradar aos céus. O que é que um restaurante italiano tem que ver com um luz néon ao longo de todo a parede que vai mudando entre o roxo e o verde eléctrico, uma bola de espelhos de discoteca e música electrónica de fazer sangrar os ouvidos? 

        Todo este pavor poderia ter sido salvo pela qualidade da comida ou pelo atendimento, mas nem uma coisa nem outra. Couvert: pão seco de há dois dias, manteiga de pacote e patê de sardinha, daqueles que encontramos no típico restaurante português.
        Houve confusão com os pedidos, que demoraram, até que se ouve o responsável a comentar com os empregados, a propósito de um pedido que saiu por engano, «põe na frigideira e depois aquece-se.»

        O resto são pormenores do atendimento e da forma como fomos servidos, que deixam muito a desejar.

        O que mais dizer? Infelizmente, em Portugal há muito esta cultura de considerar bom tudo aquilo que (aparentemente) vem de fora e acabamos a comer «gato por lebre». Basta espreitar a ementa do restaurante, em que se lê «Baccalá á Lagareiro». Tipicamente italiano.


        João e Raquel



        * A ida a restaurante foi em Junho de 2011