Começar a escrever sobre um restaurante/bar sem se ter a certeza absoluta sobre o seu nome pode não ser bom sinal. Conheço só como «Taverna», nome que podemos ler depois de passar o portão que a delimita. Porém, e tendo em conta que nos últimos tempos se multiplicaram os espaços com o nome de «Taverna», «Taberna» e outros que tais, falar deste em particular, só pode ser por um bom motivo.
A Taverna, situada no Alto de Santo Amaro, no bairro de Alcântara, é uma tasca acolhedora que outrora não tinha muito boa fama. Mas nada melhor do que uma história assim para dar vontade de lá entrar. Com pequenas mesas e bancos de madeira que vislumbramos logo desde o portão, a Taverna é um espaço pequeno e acolhedor, dividida entre uma zona mais interior, junto ao balcão, e outra mais exterior, ainda que coberta, do lado de fora da porta, mais agradável.
Aqui, tudo o que pedimos tem de ser português. Não são só os azulejos da parede e a música de fundo que falam a mesma língua que nós: o pequeno saco onde nos servem o pão, a ementa, as bebidas e até as pastilhas «Gorila» que encontramos em cima do balcão. Não vale a pena sequer pedir por uma «Coca-cola», não há.
A ementa, não sendo muito variada, faz jus à nossa gastronomia e os pratos servidos, mais à base de petiscos do que outra coisa, são saborosos. Moelas de pato, tiborna de tomate ou de ameijoa, pica-pau de porco, alheira e farinheira com grelos ou espinafres, e um belo queijo com doce de figo, são alguns dos poucos pratos da casa. As sobremesas também são à base de produtos portugueses, mas a escolha é mais diminuta. Para beber, cerveja, em garrafa ou copo de barro, moscatel, vinho e vinho do porto e um bagaço caseiro, doce e perigoso!
Embora fique cheio com facilidade (mas é possível reservar mesa) e o espaço não seja o mais confortável de todos, o ambiente é agradável, sobretudo se formos em grupo, com a ideia de partilhar e experimentar de tudo um pouco.
É uma ideia genuína que não cede à tentação de tentar recriar o castiço, transformando-o num falso gourmet.
Os preços praticados são absolutamente adequados (rondando os 10€ por pessoa).
Raquel
Morada:
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Telefone:
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