11/01/2012

truques e dicas - batatas fritas estaladiças

Esta técnica é baseada na receita de batatas fritas aos palitos da Enciclopédia da Culinária de Gunter Beer e Patrik Jaros.

É preciso:

- batatas
- faca
- água fria
- pano de cozinha (de algodão)
- fritadeira (que dê para programar a temperatura do óleo)
- tabuleiro
- papel de cozinha
- sal de mesa ou flor de sal

Descascam-se as batatas e cortam-se em pedaços (cubos ou palitos).
Lavam-se bem em água fria para retirar a goma.
Secam-se os pedaços num pano de cozinha (de algodão).
Dá-se uma primeira fritura em óleo a 150º, sem deixar dourar.
Retiram-se do óleo e reserva-se num tabuleiro.
Pouco tempo antes de comer, dá-se a fritura final em óleo a 190º até ficarem estaladiças e douradas.
Colocam-se em papel de cozinha para absorver o excesso de óleo.
Temperam-se com sal de mesa ou flor de sal.

João

por aqui o dono da cozinha, normalmente, é ele...

Para além de gostarmos de comer, também gostamos de cozinhar, mas confesso que me fui deixando ficar para trás quando me apercebi do jeito que o João tem para a cozinha (para além de que me diz para ir ver televisão, enquanto faz o jantar).

Embora desarrumado, é metódico e consegue dividir-se por inúmeras tarefas.

Deixo-vos algumas imagens do jantar de ontem, uns bifes em alho e louro (com um molho de natas e mostarda que não foi fotografado), acompanhado de batatas fritas (cuja técnica de fritura, para as batatas ficarem mais estaladiças e saborosas, o João partilha hoje convosco ).

E já que estamos numa de cozinha, a primeira receita do João vai ser partilhada amanhã... Garanto-vos que não se vão arrepender de a vir espreitar!


Raquel




10/01/2012

restaurante - Bella Lisa Elevador

Um restaurante (cliquem para aceder ao website) que vende a falsa gastronomia italiana, algo a que já estamos habituados e claro, fartos.

Sendo intitulado de italiano deve sobressair pela qualidade da comida, caso contrário fica mais barato fazer os mesmos pratos ou muito semelhantes, em casa. Afinal, para cozer massa e pôr-lhe em cima cogumelos de lata e atum em conserva não é preciso ter-se um restaurante com uma estrela Michelin.


Talvez as nossas expectativas estivessem elevadas, algo comum quando acreditamos que a relação qualidade/preço é equilibrada.   Enganados, julgámos ir a um bom restaurante*.

A verdade é que o preço dos pratos (média de 25 € por pessoa) está a pagar a localização do restaurante (basta compará-los com o restaurante Bella Lisa que fica na Av. Visconde de Valmor), que desperdiça um local fantástico junto ao Elevador de Santa Justa, com uma vista panorâmica sobre a baixa e a costa do castelo.

O conceito, em teoria, não é mau: um restaurante que também é bar, com uma esplanada com uma excelente vista sobre a cidade e que pode servir para iniciar uma noite pelo Bairro Alto. O problema é que a aplicação deste conceito é desastrosa, a começar pelo aproveitamento que se faz da localização: as janelas do restaurante são altas de mais (e as mesas baixas) para se poder ver lá para fora, o espaço e a decoração são simplesmente pavorosos. 

Além de o espaço estar mal aproveitado, ao ponto de termos a meio metro da nossa mesa outra mesa e um armário de louças e toalhas, onde constantemente se agachava um funcionário (ou até mesmo o gerente), ficando o seu rabo colado à nossa cara, a decoração é de bradar aos céus. O que é que um restaurante italiano tem que ver com um luz néon ao longo de todo a parede que vai mudando entre o roxo e o verde eléctrico, uma bola de espelhos de discoteca e música electrónica de fazer sangrar os ouvidos? 

Todo este pavor poderia ter sido salvo pela qualidade da comida ou pelo atendimento, mas nem uma coisa nem outra. Couvert: pão seco de há dois dias, manteiga de pacote e patê de sardinha, daqueles que encontramos no típico restaurante português.
Houve confusão com os pedidos, que demoraram, até que se ouve o responsável a comentar com os empregados, a propósito de um pedido que saiu por engano, «põe na frigideira e depois aquece-se.»

O resto são pormenores do atendimento e da forma como fomos servidos, que deixam muito a desejar.

O que mais dizer? Infelizmente, em Portugal há muito esta cultura de considerar bom tudo aquilo que (aparentemente) vem de fora e acabamos a comer «gato por lebre». Basta espreitar a ementa do restaurante, em que se lê «Baccalá á Lagareiro». Tipicamente italiano.


João e Raquel



* A ida a restaurante foi em Junho de 2011

09/01/2012

boas-vindas

Sejam bem-vindos ao nosso espaço! Que melhor altura que o ano acabado de estrear, para lançar um blogue? 

Na página quem somos, podem conhecer-nos melhor e perceber que ideia é esta dos bons vivants

Nas restantes páginas podem ficar a conhecer um pouco dos temas que aqui partilharemos convosco.

Aqui vamos escrever sobre as nossas idas a restaurantes e afins, as nossas viagens e passeios e as nossas aventuras por receitas e ingredientes.

Na tentativa de manter o blogue vivo e actualizado,  faremos o possível para  escrever duas a três vezes por semana, não só sobre o que já foi referido, mas também sobre aquilo que fizer sentido partilhar na altura.

Espero que estejam tão entusiasmados como nós!

Raquel e João

P.S.: Também temos uma página no facebook, onde nos podem seguir e interagir connosco!