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28/03/2013

restaurante - Tanite (francesinhas em Lisboa)


Quando se fala em francesinhas, há sempre opiniões diferentes e há sempre quem conheça o restaurante com as melhores do Porto! O problema é que raramente duas pessoas apontam o mesmo sítio. Cada um tem o seu favorito e nós, claro, também temos o nosso, sobre o qual havemos de escrever um dia destes.

Mas não é sobre as francesinhas do Porto de que este texto trata, mas sim das de Lisboa. É que há um restaurante que tem o título de “a melhor francesinha de Lisboa”, ganho num concurso de francesinhas (sim, eles existem) e nós, claro, fomos experimentar.

Assim que entrámos no Tanite perguntei ao empregado: “diga-me uma coisa, estas são só as melhores francesinhas de Lisboa, ou também são as melhores do país?” A pergunta quebrou logo o gelo e teve resposta imediata: “de Lisboa são de certeza. E há quem diga que são melhores de que as do Porto!” 

A partir deste momento a fasquia ficou elevada. Aquele pequeno restaurante no Calvário tomava proporções de nível nacional!

Pedimos, e passado pouco tempo lá vieram as propriamente ditas. Eram altas, cheias de queijo e molho, com um ovo em cima e com as batatas fritas à parte (para não absorverem o molho todo). Tinham um bife razoável, tenrinho q.b., salsichas frescas e de lata (está bem que a francesinha pode levar tudo, mas neste caso as de lata eram desnecessárias). Faltava a linguiça!

O que realmente importa neste prato é o molho, e neste caso era muito bom, picante o suficiente e com direito a reforço a meio da refeição.

O espaço é simples , tipo restaurante de bairro. Quanto a preços, a refeição toda, com bebidas e cafés, ronda os 12€ por pessoa.


João


Morada
Largo Fontaínhas 15
1300-255 Lisboa 

Telefone
21 364 56 04

05/03/2013

restaurante - The Great American Disaster

The Great American Disaster: o nome deste restaurante não podia ser mais certeiro... um desastre, dos grandes. Azar ou não, a nossa experiência não foi boa. 

A um dia se semana à noite e já passando das nove, o facto de vermos várias mesas ocupadas revelou-se uma agradável surpresa, pois normalmente é um bom indicador. Contudo, em menos de um minuto esse alento dissipou-se. 

Primeiro estivemos de pé a aguardar que reparassem em nós e que fossemos recebidos por algum dos empregados para que nos indicassem uma mesa. Apesar de passarem por nós a menos de 1 metro de distância e dos nossos «boa noite», era como se não estivéssemos por ali. 

Lá nos disseram que nos podíamos sentar e o melhor (ou pior?) veio depois. 

No momento de fazer o pedido e com legítimas dúvidas acerca de um dos hambúrgueres (ainda que fosse a dúvida mais idiota de sempre...), o João perguntou porque é que na carta mencionavam ser preciso coragem para pedir um dos hambúrgueres. A resposta, seca, rude e antipática não tardou: «normalmente o chíli é picante» -  dito com o maior ar de desprezo e superioridade do mundo, como se fossemos dois imbecis.

Além da antipatia e falta de educação, o senhor não respondeu à pergunta do João, que não tinha como motivo qualquer preocupação com o picante, mas sim com o tamanho do hambúrguer... 

Depois pedimos duas coca-colas, com o devido «se faz favor». Qual foi a resposta? «Pepsi». Assim, sem mais nem menos, sem um «não temos Coca-cola, pode ser Pepsi?». Não, mais uma demonstração de profissionalismo e simpatia que ficou guardada na gaveta.

Lá vieram os hambúrgueres, um nível abaixo de qualquer casa de fast food, a começar pelo facto de estarem queimados e de serem a coisa mais banal do mundo. As batatas, embora estaladiças, estavam escurecidas e com pontinhos negros que indicam óleo por mudar...

Enfim, para rematar ainda ouvimos esse mesmo empregado a dizer o seguinte: «F*d#a-se, há clientes mesmo estúpidos!», comentando um pedido qualquer de um cliente. Isto dito entre empregados mas sem a necessária descrição, ao ponto de ter sido perceptível...

É uma pena, de facto, que um casa com mais de 30 anos, com um conceito giro, um espaço engraçado e com tanta clientela (na qual se inclui muitos turistas), tenha um atendimento tão pobre, e uma comida tão descuidada. 

O melhor da refeição? Além da companhia, claro, a música!

O preço médio, sem cafés e sobremesas é de 9€. 

Lembrem-me de não voltar lá e de ir mas é ao Garden Burguer das Amoreiras, que também é uma casa antiga, mas ainda tem algum brio...  


Raquel



Morada: 
Praça Marquês de Pombal, 1 (tem de se entrar num átrio e subir umas escadas)
1250 Lisboa

Telefone:
21 316 12 66


02/02/2013

o fenómeno sushi

A prova de que o sushi exerce um qualquer poder de atracção é que ontem, ao fazer zapping, não consegui deixar de ver o programa que dava no canal Odisseia: «Gastronomia Global: o Sushi», já bem tarde.

Para quem se interessa por gastronomia e por curiosidades acerca da origem dos pratos e tradições, vale a pena dar uma vista de olhos a esta série que foca vários pratos de sucesso a nível global: sushi, pizzas, etc.

De facto, o sushi é um fenómeno global, do Japão ao Brasil, passando pela Europa e Estados Unidos, esta especialidade japonesa tem a capacidade de se adaptar e reinventar, moldando-se aos países por onde vai entrando, muito embora seja possível continuar a encontrar uma vertente mais tradicional e clássica desta cozinha.

Desde restaurantes requintados e muito caros, a versões mais baratas, não esquecendo a cada vez maior quantidade de restaurantes chineses que se mascaram de japoneses, o sushi invadiu todos os cantos do mundo, tornando-se uma espécie de embaixador do Japão.

A verdade é que esta questão já levantou problemas por se recear que a imagem de qualidade e perfeição desta cozinha fosse denegrida devido ao facto de qualquer um, em qualquer sítio fazer e servir sushi.

A mestria dos grandes chefs japoneses ou de cozinha japonesa é impressionante. Vê-los a preparar o peixe e a fazer cortes de uma perfeição geométrica, presenciar o domínio exímio das facas, é quase assistir um espectáculo. Mizutani, um conhecido chef, afirmou que quando pega numa faca tem a sensação de que esta é um prolongamento do seu dedo, e que quando corta o peixe, sente que o corta com o dedo.

Ir a um bom restaurante de sushi passa mesmo por essa ligação entre chef e clientes. Do outro lado do balcão temos alguém que não só nos prepara a comida como nos entretém, como se estivesse num palco. É todo um ritual.

A ligação dos japoneses com o peixe e este seu talento natural pode ser explicado por viverem num arquipélago de ilhas montanhosas, em que o principal recurso é o mar, não esquecendo as plantações de arroz. O peixe é mesmo importante nesta sociedade: em Tóquio há um mercado de peixe que é gigante onde se leiloam atuns. Já foi leiloado um atum por um preço mais alto que um Ferrari...!

Apesar do sucesso do sushi, a sua origem tem sido relegada para segundo plano. Nem toda a gente aprecia sushi na sua forma mais arcaica: os peixes são capturados, retiram-se as guelras e ficam a fermentar durante dois anos em água e sal, nuns tonéis de madeira bem fechados. Depois secam-nos ao sol, envolvem-nos em arroz cozido e são guardados mais uns meses. Entretanto as espinhas já amoleceram e o peixe tem outro sabor...

Os niguiris, que nós por cá conhecemos tão bem (peixe ou marisco sobre uma bola de arroz avinagrada), surgiram em 1824 como fast food servida na rua e comida à mão. Os rolos califórnia, com arroz por fora e abacate, tal como o nome indica, não foram criados pelos japoneses, mas pelos americanos em 1970. 

Embora seja surpreendente, um dos mais conhecidos chefs afirma que mais importante que a qualidade do peixe,  é a qualidade e sabor do arroz, que se forem maus podem tornar o sushi péssimo, mesmo que o peixe seja do melhor.

Enfim, estas curiosidades e outras despertaram o meu interesse e, claro, deixaram-me com vontade de comer sushi. 

Em Portugal a maioria dos restaurantes de sushi não nos serve verdadeira comida japonesa, mas já existem bons restaurantes de sushi moderno e de fusão (como o Sushi Cafe Avenida), e há um onde vale a pena ir: Tomo. O chef (que era o cozinheiro da embaixada do Japão em Portugal) prepara tudo à nossa frente, por detrás de um balcão. A lista é infinita, o peixe é óptimo e o preço, como se imagina, caro! 



Raquel


23/01/2013

restaurante - Osteria cucina di amici


Conceitos gastos e restaurantes iguais a todos os outros, apenas com um ou outro detalhe diferente, não são muito entusiasmantes. Num momento em que comer está na moda e o gourmet impera (para o bem e para o mal), é importante dar lugar à criatividade. É importante que haja algo de interessante e novo para que a comida não se torne cinzenta e aborrecida.

Para isso são precisas ideias. Boas ideias, simples, sem quererem ser mais do que aquilo que podem ser. Ideias como a que deu origem ao restaurante Osteria: associar o melhor da autêntica comida regional italiana ao conceito do petisco português.

Pratos pequenos, doses para partilhar e tudo cozinhado com o máximo respeito pela tradição italiana. Tudo isto num ambiente "retro cool urbano", com mesas e cadeiras diferentes, num espaço pequeno mas acolhedor. Simpatia de quem atende, com o cuidado de explicar os pratos e a sua origem, sem arrogância e com orgulho. Na nossa ida ao Osteria começámos por pedir coelho em conserva, nada de especial, demasiado oleoso, praticamente não deixando sentir o sabor do coelho (à Raquel soube-lhe a bacalhau...)! Talvez a qualidade das conservas portuguesas afecte a forma como experimentamos outras… Porém, o pão caseiro com que acompanhámos a conserva era uma focaccia excepcional. 

De seguida comemos uns polipetti (polvos muito pequeninos) com molho de tomate, azeitonas e alcaparras, que era um dos pratos do dia. O prato estava muito bom, bem temperado, com um molho de tomate denso e cheio de sabor. Ainda pedimos uns gnocchi deliciosos (os heróis da noite), acabadinhos de sair do forno, com natas a borbulhar, queijo derretido e alecrim a dar cor. Para terminar ainda partilhámos uma tarte de limão com pinhões que estava bastante boa. 

Não podia acabar este texto sem referir a sangria branca... Que coisa boa! Quem diria que vinho branco e limoncello combinariam tão bem… O único senão foi ter ido de carro, senão tinha-me deixado levar e bebido mais uns copos… 

Resta ainda acrescentar que o preço ronda os 15€ por pessoa, o que, tendo em conta a quantidade e variedade do que comemos, não está nada mal. Voltaremos certamente, para provar os outros pratos da ementa. 


João


Morada:
Rua das Madres, nº 52-54
1200 Lisboa-Madragoa

Telefone:
21 396 0584

18/07/2012

restaurante - Esperança Sé

Sabendo o que sei sobre restaurantes italianos em Portugal e considerando que a sua maioria não faz justiça à qualidade gastronómica do país em causa, sempre que experimento um novo, vou sempre com um pé atrás.

Felizmente fomos ao Esperança Sé que para quem conhece, certamente não será novidade que é bom, mas para nós que não conhecíamos, se revelou uma agradável surpresa.

Foi um jantar demorado, em que todos os pratos foram partilhados e em que ficou uma percepção clara da diversidade da ementa e da qualidade e criatividade dos pratos.

De entrada comemos uns cogumelos salteados muito bons e uns excepcionais queijos asiago no forno com doce de mirtilo e nozes.

Seguiram-se dois risottos, um de cogumelos e outro de gambas e lima, ambos excelentes.

Como não podia deixar de ser, o prato principal foi pizza: uma de carne de vaca fumada com manjericão, e outra de queijo de cabra, queijo asiago, presunto de Parma e figos, que resulta numa combinação fantástica.

Ainda dividimos uma tarte de doce de leite, que também estava muito boa.

Quanto ao preço, fica entre os 20€ e os 25€ por pessoa, com vinho, sobremesa, digestivos (limoncellos!) e café.

Para terminar, e para não pensarem que conseguimos comer isto tudo sozinhos, importa referir que éramos cinco pessoas à mesa.

Ficámos com uma excelente imagem do restaurante, não só pela comida mas também pela localização, pela simpatia dos empregados e pelo bom gosto da decoração e da música.



João


Morada:
Rua São João da Praça, nº103
1200-283 Lisboa

Telefone:
21 887 01 89

09/05/2012

restaurante - De Castro Elias

O chef Miguel Castro Silva é sinónimo de boa cozinha portuguesa moderna, cheia de sabor e cozinhada com imenso cuidado e rigor. O De Castro Elias (clicar para aceder ao website) é o restaurante de petiscos deste chef e, como não podia deixar de ser, é óptimo!

O espaço está bem arranjado, com traços minimalistas e pouca decoração, com o branco como elemento principal. A mim não me incomoda especialmente, mas a Raquel considera o espaço demasiado pequeno, sobretudo tendo em conta que não tem janelas.

Quanto à comida, o conceito do restaurante é o petisco, numa lógica de partilha. O ideal é pedir dois ou três petiscos «para picar» (como diz na ementa) e um ou dois pratos quentes para partilhar.

Dos petiscos destaco a morcela da Beira com maçã e cebola, os pipis de fígado, os mexilhões no forno e os ovos mexidos com enchidos e pão frito.

Quanto aos pratos quentes, o arroz de vitela com cogumelos (malandrinho, com um caldo óptimo) é excelente, e o arroz de polvo «provençal", apesar de não ser o melhor do mundo, também é muito bom.

Para terminar a refeição aconselho o bolo de chocolate sem farinha ou o gratinado de maçã com gelado de baunilha.

A lista de vinhos é pequena, apresentando uma escolha de vinhos bons e pouco conhecidos. Já lá fiz duas descobertas fantásticas, o Altas Quintas Crescendo e o Tapadinha Reserva.

Se com os petiscos que falei vos deixei com água na boca e vontade de lá ir, a única coisa que falta referir é o preço que, com vinho, geralmente ronda os 20€ por pessoa.


João


Morada:
Av. Elias Garcia, 180 B
1050-103 Lisboa
GPS: N 38º 44' 19.00" W 9º 9' 7.44"

Telefone:
21 797 92 14

02/05/2012

restaurante - Pizzeria Mezzogiorno

Aqui há uns dias, em conversa com um colega meu italiano sobre restaurantes italianos em Lisboa e sobre a sua autenticidade, cheguei a algumas conclusões, uma delas bem melhor do que as outras...

Ao que parece, a grande parte dos nomes que soam a italianos são puras invenções que nascem na cabeça «iluminada» de alguns e normalmente não são mais do que adaptações do português.

Quanto à comida acontece o mesmo. O que se come em Itália é muito diferente daquilo que a maior parte dos restaurantes italianos serve em Portugal, sendo o principal problema o descuido na qualidade dos ingredientes, a essência da gastronomia italiana.

A massa da pizza e o forno em que ela é cozinhada é, também, um factor determinante da qualidade do restaurante.

Posto isto, a questão lógica e que, calculo eu, todos vocês esperam que eu tenha colocado ao meu colega é: Qual é, para ti, o melhor e mais autêntico restaurante italiano em Lisboa?

A resposta foi rápida e decidida, a Pizzeria Mezzogiorno (clicar para aceder ao website) é o autêntico restaurante italiano. Fui experimentar, claro, e confirmo. É, sem dúvida, um óptimo restaurante!

Não vou falar muito da comida porque ainda só lá fui uma vez e tive um bocadinho de azar. Apesar de ter sido avisado que a pizza de salame picante era muito picante, pedi na mesma. O resultado não foi muito agradável, e eu gosto bastante de comida picante... Tirando isso, as bruschettas eram boas, principalmente a de cogumelos, e os pratos de quem estava comigo eram todos muito bons.

Quanto ao preço, não é caro, tendo o almoço ficado a cerca de 15€ por pessoa, com garrafa de vinho, entradas e pratos principais.

Resta ainda sublinhar que tem uma excelente esplanada e que fica num sítio muito central e muito agradável, em pleno Chiado, num dos pátios desenhados pelo arquitecto Siza Vieira.


João


Morada:
Rua Garrett, nº 19 
Lisboa

Telefone:
213 421 500

28/02/2012

restaurante - Sem Nome (o melhor bitoque de Lisboa)

É arriscado falar de um prato tão comum e tão banal, daquele que é a escolha fácil, o prato barato da lista, o mais consensual do menu.

Arriscado e difícil, porque comparar pratos que à primeira vista são iguais em qualquer sítio, não é fácil. 

Mas a verdade é que este restaurante em Alvalade faz, por 7.5€, o melhor bitoque de Lisboa! 

E fá-lo da maneira certa, sem inventar: um bife, um ovo estrelado, arroz, batatas fritas e a habitual amostra de cenoura ralada (para não dizerem que os pratos não são acompanhados por salada). 

O que distingue este bitoque dos outros é a qualidade da carne, tenríssima, e a qualidade da sua confecção, sempre no ponto que se pede, mal, médio ou bem passado. Aconselho que peçam o bife frito e não grelhado (como vem na lista), porque o molho da fritura com alho dá-lhe um toque especial.

Aqui somos bem servidos, apesar da modéstia da casa: restaurante de bairro, local habitual da vizinhança, com balcão de alumínio, toalha de papel e empregados de camisa branca. 

Embora o serviço seja rápido, vale a pena ir enganando a fome com os croquetes e os pastéis de bacalhau, de qualidade acima da média.

Para os que quiserem experimentar outras coisas, os restantes pratos da ementa parecem ser bons e o peixe que se vê sair tem bom aspecto, mas confesso que quando lá vou, peço sempre o bitoque.

No fim, a mousse de chocolate da casa, de entre outras sobremesas, é uma boa opção.



João


Morada:
Rua Marquesa de Alorna, 29-C
1700-300 Lisboa

Telefone:
21 849 86 24

22/02/2012

restaurante - Sushi Café (Amoreiras)

O Sushi Café Amoreiras (clicar para aceder ao website), é um restaurante de cozinha japonesa, com um toque de criatividade. Sendo bom, que é, peca por se situar dentro de um centro comercial, num espaço que procura ser recatado mas que não resulta. Tem uma sala interior, aparentemente mais confortável, (embora mais perto do rodopio dos empregados) e uma «exterior», na mezzanine do centro comercial, onde encontramos mesas encavalitadas umas nas outras num corredor onde constantemente passa gente, o que não é muito agradável. O melhor será optar pelas mesas que ficam a uma altura superior e mais isoladas do resto, com vista para as lojas...

A decoração do espaço é indiferente, não sendo nem escandalosamente feia nem de surpreendente bom gosto: mesas pretas de linhas direitas e bancos iguais não muito confortáveis. Resumidamente, o típico minimalismo japonês sem nenhum toque especial.

Todos estes aspectos menos felizes são francamente compensados pela comida que é servida: peixe fresco, bem cortado e bem apresentado (o salmão, atum e peixe-manteiga são maravilhosos!). 

Além de ter os típicos rolos, califórnias, nigiris e tempuras, a carta apresenta-nos também uma série de peças mais elaboradas e improváveis, que são uma surpresa quando pousadas na mesa e uma surpresa (agradável) na boca (é de experimentar os Makis Especiais como o Rainbow - rolos de peixe com fruta, cobertos com salmão e outro peixe e os Mauzer, de peixe manteiga e uva, cobertos com peixe manteiga e ovas).

A lista de entradas frias e quentes é generosa, assim como a de pratos mais elaborados que não envolvem peixe cru. São de destacar os Temakis (cones) de atum ou salmão, e as sobremesas, sobretudo o bolo de chocolate e o gelado de chá verde. 

Os preços, não sendo muito convidativos, estão dentro do habitual para este tipo de restaurantes de cozinha  japonesa com melhor qualidade, entre os 15 e os 25€ por pessoa. 

Por fim, resta o atendimento, que pode ser classificado de suficiente. Nem mais, nem menos. Aliás, já tivemos uma experiência menos feliz com um empregado de mesa pouco simpático e  menos educado o que, certamente, tem alguma influência na imagem geral com que ficamos do restaurante.



Raquel

13/02/2012

restaurante/bar - Artis

No Bairro Alto, este é um dos nossos sítios de eleição para ir petiscar e beber um copo de vinho.

Com uma excelente carta de vinhos e uma boa ementa de petiscos, este é o sítio perfeito para longas conversas pela noite dentro, sempre acompanhadas por uma agradável escolha de temas de jazz e um ambiente e decoração de muito bom gosto.

O Artis, antigo B'artis, é um bar que apesar de renovado, conserva o ambiente e a decoração de outrora. A madeira, os objectos retro-kitsch e os instrumentos musicais que decoram o espaço, juntamente com a luz fraca e a música no volume certo, conferem a este bar um ambiente nocturno sofisticado.

O atendimento podia ser melhor, não pela falta de simpatia ou eficácia, mas pelas demoras em noites de casa cheia (o espaço é pequeno, pelo que facilmente enche). Nada de muito grave, até porque o objectivo é ir petiscando, bebendo e conversando sem pressas.

A lista de vinhos (a copo e garrafa) é muito completa e variada, com boas escolhas de brancos, tintos, verdes e espumantes das várias regiões do país, para além de vinho do Porto e da Madeira.

Quanto à ementa, é de destacar o frango no churrasco (bem picante como se quer), as batatas bravas (óptimas), as moelas, os enchidos e os queijos.

Os preços são justos: a partir de 3€ já se pode beber um bom vinho a copo e os petiscos andam entre os 4 e os 10€. 

É um bar onde, sem snobismos, se pode ver um jogo de futebol e onde se pode comer e beber até de madrugada (fecha às 2 da manhã durante a semana e às 3 à sexta e sábado).



João


Morada:
Rua Diário de Notícias, nº 95
1200-142 Bairro Alto

Telefone:
213424795


02/02/2012

restaurante/bar - A Taverna (Taberna Portuguesa)

Começar a escrever sobre um restaurante/bar sem se ter a certeza absoluta sobre o seu nome pode não ser bom sinal. Conheço só como «Taverna», nome que podemos ler depois de passar o portão que a delimita. Porém, e tendo em conta que nos últimos tempos se multiplicaram os espaços com o nome de «Taverna», «Taberna» e outros que tais, falar deste em particular, só pode ser por um bom motivo.

A Taverna, situada no Alto de Santo Amaro, no bairro de Alcântara, é uma tasca acolhedora que outrora não tinha muito boa fama. Mas nada melhor do que uma história assim para dar vontade de lá entrar. Com pequenas mesas e bancos de madeira que vislumbramos logo desde o portão, a Taverna é um espaço pequeno e acolhedor, dividida entre uma zona mais interior, junto ao balcão, e outra mais exterior, ainda que coberta, do lado de fora da porta, mais agradável. 

Aqui, tudo o que pedimos tem de ser português. Não são só os azulejos da parede e a música de fundo que falam a mesma língua que nós: o pequeno saco onde nos servem o pão, a ementa, as bebidas e até as pastilhas «Gorila» que encontramos em cima do balcão. Não vale a pena sequer pedir por uma «Coca-cola», não há. 

A ementa, não sendo muito variada, faz jus à nossa gastronomia e os pratos servidos, mais à base de petiscos do que outra coisa, são saborosos. Moelas de pato, tiborna de tomate ou de ameijoa, pica-pau de porco, alheira e farinheira com grelos ou espinafres, e um belo queijo com doce de figo, são alguns dos poucos pratos da casa. As sobremesas também são à base de produtos portugueses, mas a escolha é mais diminuta. Para beber, cerveja, em garrafa ou copo de barro, moscatel, vinho e vinho do porto e um bagaço caseiro, doce e perigoso!

Embora fique cheio com facilidade (mas é possível reservar mesa) e o espaço não seja o mais confortável de todos, o ambiente é agradável, sobretudo se formos em grupo, com a ideia de partilhar e experimentar de tudo um pouco.

É uma ideia genuína que não cede à tentação de tentar recriar o castiço, transformando-o num falso gourmet

Os preços praticados são absolutamente adequados (rondando os 10€ por pessoa).


Raquel

Morada:
Rua dos Lusíadas, n.º 130 - Alto Santo Amaro - Alcântara
1300 - 376 Lisboa

Telefone: 
914289997


24/01/2012

restaurante - Restaurante de Aplicação da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa


É inacreditável como este sítio é desconhecido e tão pouco publicitado e falado, sobretudo quando oferece menus completos por apenas 15€.

O restaurante funciona durante a semana ao almoço e alguns dias ao jantar, conforme a agenda, que deve ser consultada. Esta semana por exemplo, o restaurante vai estar encerrado hoje e amanhã devido ao facto de os alunos estarem em época de exames e os jantares estão a cargo de convidados, no âmbito de um evento gastronómico. Em qualquer dos casos é  necessário fazer marcação.

A ementa, que varia de semana para semana, pode ser consultada aqui (clicar para aceder ao website). Geralmente é constituída por amuse-bouche, entrada, prato de peixe, prato de carne e sobremesa, para além de incluir um aperitivo, um copo de vinho, água e café. Tudo, voltamos a dizer, por apenas 15 euros.

A qualidade dos alimentos, a confecção, a apresentação dos pratos e o atendimento são muito bons, até porque os alunos são sempre supervisionados pelos seus professores.

O edifício da Escola de Hotelaria, a antiga escola Machado de Castro em Campo de Ourique, está muito bem arranjado e o espaço do restaurante, um altíssimo salão com enormes janelões, garante uma refeição num ambiente  agradável.

Ser cobaia das aprendizagens postas em prática é uma experiência boa e recomenda-se, tendo em conta a qualidade do que ali é feito. Este restaurante/escola não fica aquém de muitos restaurantes mais caros que por aí há, pelo contrário.


João e Raquel